Meu corpo começou a flutuar. Era como se eu estivesse dentro de um mar estéreo. Eu sentia uma sensação de formigamento esquisita...Eu comecei a ficar um pouco enjoado. Mas tudo aconteceu muito rápido...

Eu surgi na frente de Kuyou novamente...Existiam algumas diferenças dessa vez. Primeiro: A alienígena estava com uma expressão chocada. Em segundo lugar, Emiri Kimidori estava com as mãos pousadas no ombro dela.

Eu chequei meu corpo pra procurar algum ferimento, mas não encontrei nada. De qualquer forma, eu ainda estava preso naquela escuridão, por isso, nada de relaxar ainda.

Quando eu estava prestes a pronunciar algumas palavras, Nagato surgiu atrás de mim...

“A Entidade Senciente de Dados Integrados, julgou suas ações como demasiadamente perigosas para a continuidade da pesquisa para auto-evolução...A permissão para eliminar a ameaça foi concedida.” – Falou Nagato, tão monotonamente, que qualquer um que ouvisse seu discurso teria a impressão de que ela não estava falando sério...

Mas como eu bem sei, Nagato não brinca com seu serviço. Imediatamente, ela lançou uma série de lanças, que pareciam ser de ferro, na direção de Kuyou. Kimidori-san, apenas se desviou enquanto Kuyou, que parecia paralisada, era atingida de maneira letal pelo feroz ataque de Nagato.

Kimidori-san então começou a levantar as mãos formando uma espécie de barreira que envolveu o corpo de Kuyou. Após alguns segundos, o espaço da aura que envolvia a alienígena adversária começou a se reduzir, desaparecendo junto com Kuyou.

Tudo voltou a se iluminar novamente...

“O que aconteceu com ela?” – Perguntei a Nagato...

“Ela foi destruída e pulverizada até não restar até menor partícula da sua existência.” — Soa bem doloroso...

“Obrigado por tudo Nagato...ah...e Kimidori-san também...”

Nagato e Kimidori-san apenas assentiram com a cabeça e se dispersaram.

Olhei para o relógio e verifiquei que eu estava na mesma hora de quando eu tinha terminado a tarefa de Asahina-san (Grande).

Hora de ir pra casa, tentar dormir as horas que ainda me restavam...

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Cheguei em casa e entrei devagar para não se pego. Eu subi diretamente para o meu quarto e assim que deitei meu corpo cansado na cama comecei a pensar nos eventos que tinham se passado...Bem, pra falar a verdade apenas um deles continuava a ir e voltar na minha cabeça: o que Haruhi queria dizer com aquele discurso? Será que aquilo era fruto da dimensão alterada? Aquilo estava tirando meu sono...

Apesar de eu não querer admiti, eu sei muito bem o que era aquilo. Outra coisa que eu não gostaria de deixar transparecer é que eu gostei muito do que ouvi...Mas no que eu estou pensando? Ela Haruhi...Hahuhi! Eu devo estar ficando maluco...

Em contrapartida, eu continuo com essa sensação esquisita...Tudo que vem na minha cabeça nesses últimos dias é essa garota...

Pra acalmar meus ânimos eu decidi que no dia seguinte eu iria resolver algumas coisas com Haruhi. Assuntos inacabados...essa é terminologia para os fantasmas não é? Assim como ela, talvez, escondesse tudo aquilo de mim, eu também não era muito diferente afinal. E pensar que a qualquer momento eu posso morrer por aí...é melhor aproveitar a vida não Koizumi?

E não, eu não estou pensando em nada demais, eu apenas, bem, vou tentar tratar Haruhi mais como a amiga que ela é...

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No dia seguinte eu acordei cedo para a escola, mas ainda um pouco cansado por motivos óbvios...

Ao chegar à sala, observei Haruhi que estava olhando para fora da janela. Ela havia voltado a usar o colar “SOS”...Após me olhar da cabeça aos pés ela falou:

“Kyon? Você parece pior que o normal, o que aconteceu com você?”

“Acho que não consegui dormir muito bem essa noite...eu tive alguns pesadelos”

“Faça um favor a si mesmo e tome jeito. Se você não dormir direito como poderá estar pronto para enfrentar as atividades da escola e, principalmente as da Brigada?”

“Ok, vou considerar seu conselho.”

Ela virou novamente para a janela...E enquanto eu ainda observava ela...

“Haruhi?”

“Sim?” – Respondeu ela, ainda olhando para fora...

“Você quer ir lá em casa hoje? Eu quero dizer, pra termos minha revanche naquele jogo?” – Ela se virou rapidamente para mim, e posso estar enganado, mas ela estava escondendo uma espécie de satisfação...

“S-Sério?” – Ela falou, após alguns segundo me encarando. Haruhi parecia tão empolgada que nem notou o tom da voz que tinha utilizado e aquele sorriso... A expressão no rosto dela era de pura surpresa. Recompondo-se um pouco, ela completou... –“Não seja um mal perdedor Kyon...Mas como boa vencedora eu posso proporcionar essa revanche a você...”

“Tudo bem então...”

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O restante do dia foi bastante normal. No clube, Koizumi e Asahina-san não comentaram nada sobre minha morte. Pelo jeito, estavam alheios aos acontecimentos. Resolvi ignorar isso por enquanto. Ainda terei tempo pra contar a eles.

Nagato permanecia como um ornamento do clube. Ela sim sabia do que tinha acontecido, mas como sempre não fazia a menor questão de iniciar alguma conversa.

Tudo foi muito corriqueiro. A única diferença foi eu ter chamado Haruhi pra ir à minha casa.

Aquela mesma expectativa que já vinha a algum tempo me perseguindo continuava me rodeando. Eu pensei que isso terminaria após todos os problemas pelo qual passei, mas não era assim...

Em um impulso incerto, eu me ausentei do clube e liguei para minha casa avisando minha irmã de que iria comer em algum lugar com Haruhi e que, depois, ela visitaria nossa casa. Ela deu uma risadinha boba e disse que falaria para minha mãe...

Após as atividades da Brigada SOS, leia-se alguns jogos de tabuleiro com Koizumi e chás de Asahina-san, nos despedimos e apenas eu e Haruhi ficamos para trás...

“Haruhi, como a comida lá de casa não é tão formidável assim e acabei avisando minha mãe em cima da hora, eu achei que talvez pudéssemos comer em algum lugar antes de ir para casa. Tudo bem para você?”

“S-sim, mas vamos a algum lugar bom Kyon!”

“Sim, sim”

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Os olhares não negavam o que as pessoas estavam pensando. Todas, sem exceção, estavam confundindo a minha relação com Haruhi. Desta vez, eu não me preocupei tanto com isso...

“Kyon, isso aqui tá uma delícia! Como você encontrou esse lugar?”

“Eu sempre vim aqui com minha família, então me acostumei a vir uma vez ou outra.”

Conversamos sobre coisas triviais, mas uma impressão começou a me incomodar. Isso era um encontro? Eu sei que eu disse que não estava preocupado com isso, mas essa pergunta ressoava dentro de mim...

Após o jantar, fomos até a minha casa. Haruhi estava muito enérgica e analisava tudo que podia...

“Então é aqui que você mora hein?” – Ela falou com um sorriso tão brilhante no rosto que me lembrou um girassol...

“É sim...” – Falei, tentando não encará-la...

Apresentei Haruhi para minha mãe e fiquei sem jeito com algumas bobagens pessoais desnecessárias sobre as quais as duas conversaram.

Minha irmã amou a presença de Haruhi. Elas não paravam de brincar. Eu, claro, virei uma espécie de vítima da alegria daquelas garotas. Ok...é apenas por hoje...

Haruhi conheceu meu quarto enquanto eu procurava o jogo, que, na verdade, foi apenas uma desculpa para chama-la até aqui. Eu notei que Haruhi tinha os olhos atentos para cada detalhe daquele passeio pela minha casa, mas não me importei em questionar sobre o por que dela estar tão ligada em algo tão simplório...

Nós começamos a jogar e minha irmã esteve com a gente o tempo todo.

“Haru-nii-chan é muito boa! Você está levando uma surra Kyon-kun!” – Tenha mais respeito pelo seu irmão mais velho...

“Vamos Kyon, jogando dessa forma isso não será uma revanche!” – Sem pressões, por favor.

No final das contas, ninguém contou o número de partidas ou quem ganhou mais. As horas se passaram bem rapidamente e já estava ficando um pouco tarde...

“Kyon, eu tenho que ir senão meus pais ficarão preocupados...”

“Ok...”

Aquela noite foi bem legal, eu estava realmente alegre, mas alguma coisa estava fora do lugar, apesar de eu me esforçar pra esconder isso...

Haruhi juntou suas coisas e eu a levei até a porta. Ao chegar lá, eu não pude aguentar, eu tinha que...

“Haruhi espera...Eu acompanho você até em casa...”

“Não precisa Kyon, eu sei me virar sozinha, você sabe...”

“Eu insisto, vamos...” – Falei me colocando para fora da casa.

Eu ia levar ela de bicicleta, mas minha mente nublada disse que assim seria rápido demais...Eu ainda tinha alguns assuntos pendentes com Haruhi...

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Nós começamos a andar e pensamentos corriam como carros de corrida na minha cabeça...Após alguns minutos eu decidi quebrar o silêncio...

“Haruhi?”

“O que foi?”

“Eu quero dizer algumas coisas pra você...”

“Pode falar” – Nós continuávamos andando. Mas eu parei. Bem próximo de mim, havia a entrada de um parque...

“Eu sei que vai parecer maluco eu falar isso uma hora dessas, mas eu realmente gosto da sua comida...”

“O que?”

“Eu também aprecio muito as suas aulas. Você é uma professora e tanto...”

“P-Por que isso agora?” – Falou ela com um tom nervoso e duvidoso...

“Não sei, achei que seria bom que você soubesse...”

“Idiota...” – Ela desviou o olhar de mim a princípio, mas depois sorriu levemente e começou a andar novamente. Mas por algum motivo eu ainda não estava satisfeito, o que era aquilo que estava crescendo dentro de mim?

Do nada, eu segurei a mão dela e comecei a leva-la para dentro do parque...

“Kyon seu idiota...O que você está fazendo? Não dá pra chegar à minha casa por aí...” – Ela protestava.

Em algum ponto eu parei e gritei: “Tem mais!”

“Tem mais...por favor ouça...” – Repeti em voz baixa – “E-Eu...realmente admiro sua energia, espontaneidade e essa sua força. Eu sei que reclamo muito, mas a verdade é que eu me divirto muito quando estou com você...É como se você pudesse realmente me passar um pouco dessa sua obstinação desmotivada...Eu sempre pensei em viver uma vida bem dentro do normal antes de te conhecer, mas eu nunca mudaria o dia em que você me arrastou para me juntar a sua Brigada SOS... – Haruhi me encarava um pouco acuada e se eu não a conhecesse bem, até diria que ela estava...tímida?... – “Eu gosto da sua forma de encarar a vida...” – Eu dei uma pausa nesse momento. O que diabos era isso? Não sei, mas eu estava assustado comigo mesmo. Eu não conseguia parar...Eu comecei a cavar nesse momento...muito, muito profundamente. Sem perceber eu continuava segurando a mão dela... – “Mas eu estou escondendo mais que isso...Mesmo quando o assunto não tem nada haver com você, eu dou um jeito de pensar em você...E eu não consigo aguentar seus sorrisos...eu me escondo deles pois eu tenho medo do efeito que eles causam em mim...e eu já mencionei o quanto você é absurdamente linda?” – Oh Deus! O que é isso? As palavras voavam da minha boca e eu não conseguia mais voltar atrás... – “Sasaki é realmente uma amiga próxima que eu tenho, mas você...você é mais que isso...pelo menos eu queria que você pudesse ser mais que isso...” – Essa última parte eu provavelmente adaptei do discurso da Haruhi alternativa...

“Kyon, o que você quer dizer exatamente?” — Haruhi questionou enquanto parecia pensar profundamente em alguma coisa...

Ótimo...hora de organizar as ideias. Qualquer um que me visse falando aquele tipo de coisa na situação em que eu estava pensaria nisso...Aquilo era uma confissão? Parece com uma, soa como uma, mas era uma? Era lógico que era, mas considerando tudo, minha coragem começou a desmoronar um pouco. Eu ainda queria fugir do que eu sentia, eu odiava a ideia de ter uma resposta definitiva. Afinal, aquela ainda era a chateada Haruhi e por todo meu conhecimento prévio dela, sei que ela não deve estar gostando nada disso. Pelo menos eu gostava de ver tudo desse ponto de vista. Era bem mais simples. Entretanto, as coisas que se contradiziam dentro da minha cabeça continuavam insistindo na injustiça. De qualquer forma, acho que aquela história que eu contei lá no início, aquela mesmo sobre os humanos não serem tão racionais assim, podia ser utilizada novamente. Eu talvez quisesse, mas não poderia mais voltar atrás agora, por isso, olhei profundamente naqueles olhos negro de ébano e com toda a falta de equilíbrio da minha confusão eu proferi as seguintes palavras:

“Haruhi, o que eu quero dizer...é que eu gosto de você...” – Foi a primeira vez que admiti isso. Nem nos meus pensamentos mais profundos eu queria admitir isso. Haruhi era atraente, eu sempre soube disso e mesmo após conhecer sua ultrajante personalidade, eu continuava com essa urgência insana de tentar conversar com essa garota. Mesmo quando não conhecia os poderes dela eu continuava sendo arrastado pra dentro daquele mundo bizarro. Essa é a razão pela qual eu fiquei tão irritado, quando Koizumi, mesmo brincando, falou que iria tentar conquista-la. O porquê de gostar de passar tardes inúteis naquela sala de clube. O porquê da minha autodefesa quando me falavam dela...Nesse momento eu poderia citar mais um milhão de exemplos mas eu tinha outro assunto pra tratar...

Haruhi estava atônita, chocada, desnorteada, entre outros. Ela parecia um pouco paralisada. Se aquilo significava alguma coisa, eu queria saber logo, pois o silêncio estava me deixando um pouco ansioso...

“I-Isso é...você quer dizer gosta no sentido garoto e garota?” – Ela sussurrou parecendo um pouco confusa...Eu apenas assenti com a cabeça.

Nós estávamos embaixo das luzes de um poste, quando Haruhi me empurrou até uma árvore que esmaecia a iluminação do parque com suas folhas. Eu esperei a pior reação possível. Ela iria me atacar com um discurso racional ou um sem sentido? Ela iria me dispensar de forma simples ou me esbofetear?

Eu ainda tentava pensar em cenários, mas quando olhei nos olhos de Haruhi...minha maré agitada de pensamentos se transformou em violentas ondas que se chocavam contra uma muralha de pedras. Era ternura? Não sei dizer, eu apenas me perdi naqueles olhos maravilhosos que eu já conhecia tão bem.

Ela então começou a murmurar alguma coisa num volume quase inaudível...No fim eu consegui entender isso:

“E-eu gosto de você. E-Eu...também...gosto de você...”

Ela colocou as duas mãos no meu peito enquanto se posicionava na ponta dos pés. Ela se aproximou fechando os olhos...

Sim, ela me beijou nos lábios. Um beijo simples e calmo, nada de gigantes azuis loucos ou pressões externas... Eu fiquei com meus olhos abertos por uns três segundos, tentando compreender toda a situação, mas no momento seguinte, eu os cerrei colocando timidamente meus braços ao redor dela...Ela tirou as mãos do meu peito e, com os braços, deu a volta em meu pescoço...Não era a primeira vez que aquilo acontecia, mas posso afirmar que dessa vez eu estava fazendo pelo motivo correto...

Após no separarmos, eu pude visualizar claramente os motivos do porque dela não gostar quando não formamos um par naquelas insensatas buscas de mistérios. O porque dela ter tanto ciúmes de Asahina-san e de Nagato. O porque dela fazer tanto estardalhaço por causa daqueles chocolates de dia dos namorados. O porque dela estar constantemente me colocando como alvo dos seus caprichos e esquemas...Isso significava ser “o escolhido” não é?

Uma vez, Haruhi me disse que coisas importantes, como as que eu ia dizer, deviam ser faladas na frente das pessoas, não por bilhetes ou telefonemas. Eu concordei com ela...

“Haruhi...” – Ela me olhou nos olhos... – “Eu amo você...” – Ela apenas assentia com a cabeça enquanto passava as mangas da blusa no rosto...

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Agora de mãos dadas, e um pouco mais recuperados, nós continuamos a caminhada até a casa de Haruhi...

“Kyon, você sabia que existe uma grande chance de que casais, que estão andando sozinhos a essa hora da noite, sejam abduzidos?” – Uns 30% meus estavam ouvindo essa conversa preocupante, o restante estava analisando e pensando: “Como eu consegui conquistar uma garota linda e problemática dessas?” Acho que isso tanto faz, mas naquele instante, uma confiança exagerada se apoderou de mim e eu, à la Koizumi, puxei ela para perto de mim colocando meu rosto bem próximo do dela...

“Agora que estou com você, não sei se quero ser abduzido por alienígenas tão cedo...” – Comentei plantando um beijo nos lábios dela em seguida.

“E-Eu estava brincando idiota e não pense que vai ficar me comprando com beijos...” – Ela balbuciou essas palavras parecendo definitivamente desconcertada. A poderosa Haruhi estava corada. Seria esse meu poder secreto?

Continuamos nosso caminho e quando faltava apenas um pouco para a casa dela...

“Kyon, acho que temos que nos despedir devidamente aqui. Não seria bom se a primeira impressão de você pelos meus pais não fosse tão boa assim...” – Faz sentido, mas não seria tão ruim quanto a que eles teriam, se me pegassem invadindo seu quarto de madrugada...

“Ok...” – Concordei, me preparando pra receber o último prêmio do dia, você sabem...por meus esforços durante esse mais de um ano de servidão...

“Espera! Antes eu tenho que falar uma coisa para você...”

Ela me puxou para bem perto, colocou os lábios bem próximos do meu ouvido e sussurrou:

“Kyosuke, eu te amo...” – Eu fiquei arrepiado...Após isso, ela me beijou, mas dessa vez, não foi um daqueles tão simples eu acho...Minha cabeça ficou rodando...Eu nunca pensei que ouvir meu nome verdadeiro seria tão excitante...A proposito Nomiya Kyosuke, prazer em conhece-los...

“Você gostou disso né?” – Falou ela de forma provocante... – “Mas eu só vou chamar você assim quando eu estiver feliz e quando estivermos sozinhos...Eu ainda acho Kyon mais divertido...”

“T-Tanto faz...” – Essa era minha vez de ficar desconcertado...

Ela correu na direção da casa sorrindo e acenando...

Eu comecei minha caminhada de retorno, ainda tremendo um pouco por conta de toda a experiência...Eu estava namorando Suzumiya Haruhi? Céus no que eu estava pensando? Ok, isso ainda são algumas armadilhas que eu tinha deixado na minha mente, mas posso dizer que só sobraram uns 5% delas após essa noite...

De qualquer forma é isso, após esse longo período de negação, não teve jeito. Provavelmente aqueles três “amigos” que estão no meu clube já sabiam desse resultado. Mas não vou ficar questionando eles sobre isso. Eu estou feliz demais nesse momento até pra pensar no amanhã. É isso! Por enquanto eu só quero pensar no hoje...O estranho e doce hoje...

Notas finais
Vai ter epílogo mais pra frente...