A última poesia
1 De Jotunhein à Asgard
Victoria Reginleif
Uma flecha célere fora lançada ao ouvido de Victória, que tentava manter-se de pé após uma longa batalha em Vanarhein. Ágil como um felino, a guerreira ergueu sua Lança e repeliu o projétil mortal rapidamente, volvendo em meia volta e atacando um inimigo que tentava se aproximar dela. Erguendo sua espada, ela...
Ela...
Espere... Vamos voltar um pouco mais na história.
Muito, mas muito tempo antes...
Victória caminhava cambaleante sobre um terreno inóspito e áspero, onde um incessante e sufocante calor reinava e que começara a afetar seus principais sentidos, como a visão e a audição. Já se passaram duas horas desde que acordara e não lhe ocorria nenhuma pista ou vestígio que indicasse de onde partira; tampouco possuía um destino final para que pudesse repousar tranquilamente enquanto se refrescava com um generoso copo d’água. Enquanto prosseguia por seu incógnito percurso, montanhas surgiam conforme se aproximava do leste, direção no qual existia algo que lhe era familiar e que merecia seu imenso apreço. Sua memória era vaga… Não se lembrava de nada e nem de si mesma, e ainda por cima não sabia onde estava e há quanto tempo estava.
—Deuses, onde estou? E que calor é esse? –A loira de pele clara rogava aos céus, em vão. Ela vestia apenas um antigo e surrado vestido de algodão, e para completar sua imagem uma tiara de metal reluzente lhe servia como guarnição para a cabeça. Suas longas madeixas loiras estavam atadas em uma trança contínua que alcançava o fim de suas costas, e este belo penteado a fazia parecer uma princesa de estórias medievais. Aqueles belos olhos azuis avistaram o que poderia ser uma miragem, mas que se concretizou como uma mísera e solitária cabana de madeira com apenas uma pequena porta branca na frente. Não tão pequena que um elfo não pudesse passar, mas deveras estreita para um gigante de gelo. Seria a entrada para sua salvação, ou para mais dúvidas relacionadas ao seu passado? Claro, uma faminta não poderia aquilatar um abrigo no deserto, então se pôs a correr e a — tentar — lembrar de algo de sua vida. Seu coração se alegrou, pois talvez aquele lugar pudesse ser sua salvação do calor intolerável que perdurava há muito tempo. Ela inclusive podia imaginar o que havia ali dentro: Algumas coisas velhas, móveis de madeira nobre, frutas frescas e água pronta para ser bebida, enquanto descansava tranquilamente. Era sua chance, e não consentiria que ela saísse de seu alcance assim tão facilmente, como ocorria em todas as ocasiões que arriscava se lembrar de seu passado.
Um frescor repentino assaltou-a e conseguiu aliviar a altíssima temperatura que persistia naquele deserto infértil, mas que trouxe consigo algumas gotas pluviais que prometiam uma garoa. A moça interpretou aquilo como um sinal de que os deuses ainda estavam ao seu lado, e isso a fez recuperar as extintas esperanças que habitavam em seu coração. Portanto, como previsto uma chuva caiu do céu como um presente a Victória, que agradeceu aos deuses pela graça bem vinda; não obstante, aquela súbita e perene precipitação tornava-se mais e mais forte a cada minuto passado e isso começava a atrapalhar o caminho até o casebre, seu atual destino.
Ainda restavam uns duzentos metros até a pequena casa e a chuva desabava com demasiada força do céu, que por sinal ficara negro há pouco tempo. A andante não viu melhor alternativa a não ser abrigar-se em uma pequena gruta que se localizava a dez passos dali, tão perto e tão longe com essa chuvarada que acoimava a coitada! Ela pôs-se a correr até finalmente alcançar o tão desejado local seguro, e rapidamente se acomodou na parede inferior da caverna para que pudesse repousar e até dormir um pouco. A fome não a perdoava; já se passaram alguns dias desde que comera sua última refeição, e a sede também a castigava rigorosamente. No entanto, não desejava caçar nenhum animal, tampouco saborear daquela chuva ácida... Mas não havia outra saída a não ser sujeitar-se aquilo. Formando uma cuia unindo as duas mãos, ela conseguiu então apanhar um pouco da água da chuva, e sem esperar, bebeu todo o líquido com tamanha rapidez que por pouco não se engasgou. Aquilo a satisfez imediatamente, mas não demorou a que os efeitos colaterais surgissem em seu corpo, como um atordoamento repentino e a fraqueza nos membros superiores e inferiores. Victória tentou se apoiar nas paredes da gruta, mas não se conteve e acabou por desfalecer no chão úmido e gélido que lhe serviu de cama pelas próximas horas.
A jovem loira despertou e de súbito despontou da confortável cama de seda que lhe era familiar, mas que fugia de seus pensamentos todas as vezes que arriscava se recordar dela. “Mas que lugar é esse? Talvez a caverna fosse parte de um fantasioso sonho... mas este quarto não é o que eu estou habituada a dormir.” Devaneios lhe ocorriam naquele momento, e sua cabeça estava tão confusa que às vezes esquecia-se do próprio nome. Ela olhou ao redor e começou a observar o recinto em que adormecera; era um lugar extravagante, com cortinas de seda e janelas de ouro, e um tapete feito da pele de algum animal se estendia por todo o quarto até a porta. O rodapé incrustado de diamantes refletia a luz solar que penetrava ali através de pequenas frestas na parede, resultantes da ação do tempo ou pouco zelo. Um barulho vindo da parede paralela a porta se propagou por todo o quarto, e fez Victória se virar rapidamente para averiguar sua origem. Ao decorrer de um minuto nada aconteceu no quarto; porém, ao soar de uma estranha trombeta de som grave, a porta de ouro maciço se irrompeu em chamas, desintegrando-se. A luz intensa das labaredas cegou a jovem temporariamente, impedindo-a de identificar aquele homem que penetrava no patamar naquele exato instante. A seguir, o estranho caminhou pelo pequeno espaço observando tudo que estava ali, e notando a presença perturbadora de Victória sentada em seu leito de olhos cerrados, sacou sua espada de sobressalto e quase a decapitou acidentalmente. A jovem recuperou sua visão, e após ver o intruso que quase a matara, surpreendeu-se com uma familiar expressão de dúvida que se implantava na face do sujeito. Seus olhares se encontraram, e de um súbito movimento Victória levantou-se e iniciou um breve diálogo para com aquele homem que lhe assustava.
—Quem é você, que adentra com tanto alvedrio em meus aposentos? Parece-me familiar; mas não me recordo de ti. Peço que elucide minhas imprecisões, por obséquio. –A jovem permanecia imponente diante aquele homem, e tentava passar o máximo de segurança possível sem demonstrar medo e incerteza.
—Primeiramente, este lugar não lhe pertence. Eu encontrei-a doente, desfalecida e imunda numa caverna de solo gélido e paredes rochosas não muito longe daqui; por conseguinte, decidi trazê-la para minha casa para que fosse cuidada por mim e... Vejo que está bem melhor do que antes. –Victória corou. Ponderou por um instante sobre sua atitude em relação ao seu dedicado salvador. -Perdoe-me por ter invadido o dormitório daquela forma, mas eu pensei que estivesse sendo atacada.
—E por que pensaste isto?
—Haviam flechas fincadas na porta desta casa, uma delas inflamada em sua extremidade posterior. Por conta disto, cogitei a possibilidade de alguém estar aqui dentro para atacá-la ou raptá-la — Enfim, você está a salvo, e é isso o que importa agora.
—Perdão, mas você não me disse o teu nome!
—Sim; indelicadeza minha. Chamo-me Loki, e sou um velho amigo de seu amado. Receio que você tenha perdido a memória durante a... Bem, depois falemos disso! Você ao menos se recorda de teu nome?
—Victória Reginleif. Ou é o que está escrito em meu pulso… — A jovem fitava os braços marcados pro inúmeras cicatrizes, que lhe traziam péssimas impressões e sensações. Loki apanhou suas mãos delicadamente, e após recitar alguns mantras inaudíveis fez com que belas chamas azuis envolvessem os braços de Victória, que de súbito curaram-na suas cicatrizes e imperfeições. A jovem se impressionara com aquele feito, que a livrou de um tormento incomparável que já durava muito tempo.
—Por que me ajuda tanto? Em quê eu lhe interesso? –Victória perguntou.
—Olha, não vamos adiantar as coisas. Seu amado, a quem dedicou sua preciosa vida, fora seqüestrado já faz um tempo, e para tentar salvá-lo, você fez o impensável. A lança de meu senhor Odin, capaz de matar qualquer ser vivente, é um dos artefatos mais poderosos de todos os nove mundos, e você o roubou para tentar salvar aquele que ama. –A jovem tonteou. Estava claro em seu semblante que não possuía nenhum conhecimento sobre tais assuntos.
—Perdoe-me, mas eu não entendi meia palavra do que disse! Quem é este tal de Odin, e por que fala em nove mundos?
—Eu já esperava tal reação. Odin, o grande guerreiro, é o mais poderoso de todos os deuses que vivem em Ásgarðr, e que é também o meu pai. Dos nove mundos que eu havia citado, os mais importantes são: Ásgarðr (mundo dos deuses), Midgard (mundo dos homens), Alfhein (mundo dos elfos) e Nilfhein (mundo dos mortos). Não poderei fazer-lhe um resumo de toda a história do mundo, mas posso lhe dizer algumas coisas importantes.
—Diga-me então, e sacie-me a curiosidade!
—Está bem. Você a quem chamam de Victória Reginleif é uma das mais poderosas guerreiras de Odin. Acunhadas pelo nome de valquírias, vocês lutam e protegem aqueles que merecem, escolhem os vencedores de algumas batalhas e levam o honrado guerreiro que morreu em batalha para o grandioso salão de Valhala onde treinará arduamente até o fim dos tempos. Eu compreendo que são muitas informações, entretanto, o nosso tempo é curto, e devemos usufruí-lo com objetividade.
—Confesso que estou perplexa com tais palavras, mas você ainda não me disse o porquê de estar tão preocupado comigo. É de extrema urgência que eu recupere minha memória, pois sinto que algo de ruim está para acontecer. Se não irá me ajudar, eu irei embora, em busca de respostas para as incógnitas que se formam em minha cabeça.
Victória estava tão determinada a recuperar suas lembranças, que não hesitaria em deixar aquele homem que dera a ela abrigo para se aventurar em terras desconhecidas, em busca de ajuda para seu grave problema crônico. Loki estava ciente e disto, e faria de tudo para impedir que tal ato se realizasse. Portanto, deu seu ultimato à bela loira que deixava a confortável cama para trás e se dirigia até a porta destruída.
—Eu posso fazer com que recupere sua antiga vida. –Victória tarou. Ela estacou entre a porta e a cama, sem olhar para absolutamente direção alguma, apenas fitando o chão encerado.
—Estais dizendo isto para que eu permaneça, por um motivo que ainda é oculto para mim. Se o que fala é verdade, então prove, ou irei embora daqui.
—Minhas palavras são de uma veridicidade absoluta, no entanto, se há necessidade de provas, então provas é o que terá. –O alto e belo homem estalou os dedos e como conseqüência um velho pergaminho brilhante surgiu em sua frente, iluminando os belos olhos azuis de Victória. Seus inscritos eram indecifráveis, mas a guerreira inconscientemente traduziu as antigas runas para a língua comum, e de súbito flashes de lembrança lhe mostraram vários locais e pessoas das quais eram familiar a ela, mas que ainda não permeavam sua memória instável.
Persuadida por Loki, a esplêndida guerreira de tranças douradas seguiu até a saída do casebre, se deparando com uma cavalaria armada de lanças e escudos blindados. Teranon, o líder do segundo pelotão, tocou novamente sua trombeta, quase deixando Victória surda com aquele horrível som grave. Um grupo de cavaleiros de orelhas pontudas montava em seus corcéis, enquanto valentes guerreiros desembainhavam suas espadas para receberem seu líder e sua nova companheira, Victória Reginleif. Quiçá a Valquíria tenha alcançado a ajuda que tanto ansiava, todavia ainda não sabemos por que Ele a auxilia. Então, retrocedamos ao princípio.
***
Três dias antes, em Ásgarðr
Já era noite quando os pilares do mundo estremeceram ao soar da poderosa trombeta dourada de Arkran, o líder do primeiro pelotão do exército de Loki, o enganador. Aquele som incomodava os ouvidos de todos os Ases, que tentavam repousar após uma longa pugna nas terras áridas de Jötunheim. Loki não estava preocupado com o bem-estar de seus iguais, tampouco com as batalhas hodiernas em todos os nove mundos que abalavam a paz instável entre os reinos. Sua mente estava focalizada em seu majestoso plano, que tinha como objetivo principal a criação de um décimo mundo sob o seu domínio e controle absoluto.
Arkran organizara os soldados para que todos pudessem executar o plano como ansiava Loki, mas o líder de pelotão permanecia inseguro sob tais ordens que a princípio não apresentavam nenhum sentido. Aquele que esquematizou, no entanto, estava cônscio de tudo que estava acontecendo, se dando o direito de escarnecer ao visualizar o rosto incógnito de Arkran. Týr, o maneta, havia saído do grande salão para averiguar a origem daquele estrondo que o aborrecia há tanto tempo, quando se deu com um espantoso esquadrão miscigenado de anões, elfos negros, prestigiosos guerreiros e claro, as monstruosidades que tinham tamanho apreço de Loki. Aquela espantosa cena despertou-lhe um sentimento investigativo para com a atual situação; não obstante, ele deveria ser deveras cuidadoso em relação ao mestre do disfarce, que poderia descobri-lo a qualquer instante. O deus guerreiro esgueirou-se por uma das pilastras de mármore e pôs-se a escutar o falatório de Loki:
—Meus compartes! Este momento entrará para a história dos deuses como o fim do velho mundo e o início de uma nova era! –Týr não compreendera o que Loki havia articulado, mas apurou seus ouvidos e continuou escutando: — O novo mundo se erguerá, tornando o velho obsoleto. Vamos reunir os maiores heróis dos nove mundos para liderá-los contra os exércitos dos Æsir, elfos de luz e outros empecilhos que estão por vir. A cada batalha vencida, o caminho para a criação do novo mundo se tornará mais curto, tornando nosso triunfo inevitável!
Os deuses ainda estavam em processo de recuperação e não ouviram bem o que Loki havia discursado, mas Týr trouxera a mensagem a tempo e alertou seus companheiros dos planos do deus enganador. No entanto, ao penetrar no patamar o deus guerreiro notou uma palidez incomum nos que ali jaziam... Com olhares cabisbaixos e uma leve rouquidão na voz eles respondiam apenas a algumas perguntas básicas formuladas pelo deus maneta. Ao atualizar os Ases de todos os pormenores, Týr ficou de sobressalto ao ver que nenhum deles havia se manifestado perante aquelas informações, e a inércia de algum deles o deixara demasiado preocupado para com a saúde –quase infinita – dos poderosos.
Týr franziu o cenho ao escutar a voz persuasiva de Loki, e titubeou por um instante ante a solicitação que o trapaceiro emitia a ele. Todavia, ele não resistiu em saciar sua curiosidade, tentando desvendar o que o mesmo esquematizava nesta ocasião.
—Diga-me velho amigo, o que pensa que estais fazendo? -A voz de Loki ressoou por todo o salão sagrado, fazendo Týr revolver, mas não causando nenhum efeito nos deuses enfermos.
—Eu estava a receber aqueles que haviam pugnado em Jötunheim, a terra dos gigantes, quando me dei com uma grande hoste que escutava atentamente o que seu líder enunciava. Ainda estou perplexo com o que dissera agora a pouco, e francamente não entendi muito do que articulou naquele pátio. No entanto, As palavras proferidas por ti ocasionavam um efeito encorajador naqueles soldados, e temo que isto não seja um bom sinal. –Loki olhou de soslaio para seu pai, Odin, e com um ar despreocupado, voltou a Týr:
—Se isto for cólera de outrora, apresso-me a lhe dizer que não estou tramando nada contra ti. Aquele exército será a nossa salvação, e bem sabes que se meu pai estivesse válido nunca consentiria com isto. –Týr ruborizou-se ao pensar na possibilidade de Loki ter o feito, mas o deus do fogo interrompeu seus pensamentos e de súbito anunciou:
—Se refletes que eu levei os Æsir a este estado, está muito enganado. Por ventura do destino, alguém já o fez antes de mim, e diante dos meus olhos, fugiu para longe, escapando de minha vista. Nada pude fazer, é claro; mas não pense que fiz vista grossa quanto ao caso. –Týr olhava-o com um semblante incógnito, tentando compreender o que Loki pretendia com tudo aquilo. Se fosse mais uma das maquinações daquele estrategista, o deus guerreiro estava disposto a descobrir, mais cedo ou mais tarde.
Passado pouco menos de um quarto de hora, uma figura nova penetrou no patamar, observando atenta aos dois deuses que ali conversavam. Estes, no entanto, sequer deram a devida atenção a aquela jovem que entrava com tanta liberdade no grande salão dos deuses, sem solicitar qualquer tipo de concessão a eles. Todavia, ao ter seu rosto iluminado por raios fúlgidos da grande lua, aquela exuberante índia se mostrou tão bela quanto à própria deusa Freya, que era a deidade mais esplêndida dos nove mundos.
—Loki, minha missão foi um sucesso. O que devo fazer agora? –A visitante guarda em seu semblante uma formosura descomunal para seus dezoito anos, esta mesma beleza que desvirtuou a atenção de Týr que antes estivera focada no discurso de Loki.
—Anahi, venha cá conhecer meu comparte de batalha Týr, o deus da bravura. Estávamos falando a pouco sobre aquele plano, cujo objetivo é proteger todos nós do grande arremate que nos espera.
—Olá, senhor. Você vai participar do grande plano conosco? –a jovem índia se mostrara ingênua com aquela pergunta; mas também pudera. Não conhecia Týr, apenas pelas palavras persuasivas de Loki.
—Infelizmente não. O objetivo de seu líder ainda é obscuro para mim, e temo que este não seja benéfico para todos. –O deus guerreiro olhara de soslaio para a índia, sem perder sua linha de raciocínio. Esta, no entanto, enrubesceu pelo contemplar daquele prestigioso deus, que se conservava imponente ante o advento de uma visitante repentina.
—Está deveras enganado, meu caro. Estais diante da revolução em pessoa, que irá mudar o destino de todos nós.
Týr ainda não tinha conhecimento do grande plano daquele estrategista, muito menos daquela bela índia que se misturava com os dois tão liberal e passivamente. Aquela específica noite se expunha mais suntuosa do que todas as outras que os ali presentes já haviam presenciado, com a lua reluzindo seus raios prateados em suas longas madeixas e olhos fulgentes. Após Týr retirar-se do ambiente, a índia foi ao encontro de Loki:
—Vejo que o veneno que injetei no banquete dos ases fez efeito rapidamente. Quando meu povo ficará a salvo?
—Não tardará. Teus anseios serão saciados brevemente, de caráter que irá ajudá-los e a todos os seres dos nove mundos.
Ainda estás confuso, leitor? Pois eu também. Então, vamos ler um trecho que me esqueci de contar-lhe anteriormente.
Fale com o autor