Katheria estava deslumbrada com tanto luxo, talvez deslumbrada nem seja a palavra certa para descrever seu sentimento, nenhuma palavra pode descrever. As paredes eram de um branco perolado que ela jamais tinha visto, se destacavam com as cortinas cinzas, as janelas de vidro brilhantes, o busto de Yuri Nerem, Knife, Heikki Flecher entro outros líderes decoravam o local cheio de salas, soldados, e mulheres de azul.

Não era apenas Katherina que estava feliz com aquele lugar. Adam queria que seu pai estivesse ali com ele, Lea ainda estava frustrada com a cor de sua pele, mas achava tudo muito belo. Ivan estava amando tudo aquilo, Mark não estava impressionado.

Eles pararam em frente à escada que dava ao segundo andar do palácio. A bandeira de Nerem era em um tom bem escuro de púrpura, demostrando a superioridade masculina, com um N anexado a um brasão azul escuro que era protegido por dois tigres completamente negros com os braços levantados e garras a mostra com o intuito de proteger o país. Ao lado dela, havia abandeira da Paupérie Superior, onde um N prateado estava dentro de um círculo de estrelas na grande imensidão púrpura.

Os Coronéis ficaram em posição e um deles disse:

— Não olhe nos olhos do Major. Agora, todos em posição!

Katherina já havia visto o Major em alguns discursos televisionados, é um rapaz bem jovem, talvez não muito mais velho que ela. A jovem não ficou muito frustrada pelo fato de não poder olhar nos olhos dele, na verdade, ela achou algo bem típico de alguém da Magna.

Ele não demorou muito para descer as escadas. Seus trazes púrpura estavam extremamente alinhados, havia ganhado alguns músculos. Entretanto a convocada não quis correr o risco de olhar de mais e ser punida. Mesmo assim, o Major estava irritado:

— Mas que significa isso? Como ousam estar assim diante da minha presença?

Todos olharam para si mesmo. Ivan e Mark estavam até arrumados, mas Adam, Lea e Katherina estava cheios de terra, e com alguns furos. Os coronéis que os escoltavam estavam vermelhos, eles não disseram nada pois queria humilhar os convocados inferiores, mas eles acabaram sendo punidos da mesma forma.

— Eu deveria retirar todas as patente de vós – ele deve estar falando para os Coronéis, Katherina está olhando para ele, e sim para o chão, embora esteja extremamente curiosa. – Não irei fazer isso por pena, mas saibam, mais um deslize e acabou todo o luxo!

— Sim senhor, perfeitamente. — dizem eles envergonhados.

A jovem não resistiu e levantou a cabeça levemente, devagar. Ela queria ver o seu rosto, e viu. Ele tinha algumas sardas que Katherina não se lembrava, olhou para o corpo, os braços, o pé, e mesmo com um pouco de medo, ela olhou para os olhos dele, aproveitou que o Major ainda estava repreendendo os homens e viu. Eram negros, a moça achou que eram castanhos escuros como os dela, porém não, eram negros, negros e bonitos. Ela queria ver mais. Não teve tempo, ele se moveu e percebeu que Katherina estava desobedecendo as regras.

— NÃO OLHE NOS MEUS OLHOS! EU NÃO SOU COMO VOCÊ!

Como não? Nós dois não somos feitos de carne e osso? Esse pensamento surgiu rapidamente pela cabeça de Katherina e sumiu mais rápido ainda, rebeldia é crime grave, então ela abaixou a cabeça.

— Argh, esse ano vai ser muito difícil. Mas não importa, vamos ao que interessa. Como sabem, eu sou o Major, e estarei responsável pelo processo de alistamento de vocês. Além da hospedagem aqui, na Paupérie Superior, mas eu não farei isso com vós vestidos nesses trajes horríveis!

— Mas onde eles arrumaram roupas novas? – O Coronel Belykh perguntou ainda vermelho de vergonha.

— Simples – Dylan mantinha sua expressão séria. — Levem-nos para o vestuário dos empregados, providenciem os uniformes, já está na hora deles se tornarem soldados de verdade.

— Sim senhor! –gritaram e bateram continência. O Major se retirou nem olhando os convocados

— O que faremos agora? – Ivan não havia sido repreendido, mas estava triste pelos outros convocados, ele sabia que eles seriam seus adversários. Porém não consegue não ver o lado humano deles.

— Sigam-nos- Aleksev ordena.

Todos os seguiram até o último andar do Palácio, onde várias cabines uma ao lado das outras. Algumas mulheres de cinza e um azul extremamente claro, seguravam os uniforme devidamente dobrados. Uma delas se aproximou do Coronel Belykh e sussurrou alguma coisas que Katherina não conseguiu ouvir.

— Certo. – Belykh disse resmungou entre os dentes. – Atenção todos vocês, apanhem seus uniformes e se vistam o mais rápido possível. Não vamos deixar o Major esperar.

Uma mulher baixinha e um pouco gorda entregou a muda de roupa para Katherina. Quando a ela sentiu a textura do tecido percebeu que ele era diferente de tudo que ele havia visto. Era grosso, porém macio, os tecidos de sua roupa era finos, as vezes ela passava muito frio, tudo aquilo, o último andar daquele palácio enorme, o lugar destinado ao empregados, era milhões de vezes mais bonito do que a Paupérie Inferior inteira.

— Entre na cabine e vista-se. Rápido – a mulher quase gritou.

Ela entrou em uma cabine, tirou suas roupas e deixou no chão já que aquilo era apenas trapos, em seu uniforme preto e azul. Uma calça e camisa de manda por causa do tempo frio, fez um coque em seu cabelo e saiu da cabine. Lea e Mark estavam esperando.

— Vamos logo o mocinha! – Era Mark gritando para que seu irmão se apressasse.

Ivan abriu a porta, sorrindo como sempre. Ele não consegue parar? Era só o que Katherina pensava.

— Eis –me aqui senhor! — Ele fez uma posse engraçada, e todos riram, até Lea que estava extremamente séria, deu um leve sorriso.

Adam também saiu, o uniforme deles, dos homens, é preto e púrpura. Não é nada discreto, não é para ser.

— Acho melhor irmos agora. – Lea disse fazendo que todos a seguissem.

Belykh estava os esperando no final do corredor.

— Vamos de elevador, vocês irão gostar, ou não. – Ele riu, é um homem alto de cabelos pretos e lisos, com olhos em um tom quase dourado.

Elevador, o que é isso?

Ninguém sabia o que era um elevador ali, os convocados estavam confusos. Ivan palpitou que era algo que iria fazer eles voarem. O coronel apenas riu.

Havia uma porta prateada retangular encrustada na parede. Belykh apertou um botão e as portas se abriram, lá dentro era prata como pro fora e cheio de botões.

— Vamos entrem! – Exclama ele entrando

Lea a primeira a entrar, Adam foi o último. Ele estava temeroso, mas todos estavam. Assim que as portas se fecharam, o coronel apertou um botão que Katherina não soube entender. O elevador começou a subir e Adam começou a gritar, na verdade, todos ficaram assustados. Aquela cabine começou a se mexer de uma forma que nenhum deles sabia que seria possível.

— Parem de serem tontos. Isso é apenas um elevador. Vai nos levar até o primeiro andar

Aquela coisa foi subindo, Katherina estava morrendo de medo. Até que que finalmente parou e as portas se abriram.

Entraram em uma sala gigante com vários sofás, computadores e uma mesa com uma cadeira em frente de uma enorme tela. O Major estava lá acompanhado de um homem alto de rosto fino e olhos esverdeados que não parecia muito empolgado.

— Até que não demoraram muito- o Major elogia.

— Não queriam lhe irritar senhor. – Belkyh respondeu.

— Muito bem, onde está o outro?

— O Coronel Alekksev teve de resolver alguns problemas ao leste senhor.

— Ótimo, continuando, este é...

— Deniz Hodja! – Ele interrompeu- Perdoe-me amigo, mas eu odeio a forma que você pronuncia meu sobrenome. Deniz Hodja – ele pronunciou como se disse-se Roudia e o Major realmente pronunciou diferente Radja- Sou o ministro da Ciencia.

— Pois então, meu amigo, acho melhor você mudar de sobrenome. Tenho coisas mais importantes a me preocupar do que isso. – Dylan caçoa daquele que diz amigo. – Eu espero que vocês se acostumem a capacidade de Deniz de ser irritante, agora, sem mais enrolações. Mark Petrov, sente-se, vamos começar com você.

Mark sentou-se, o Major também, Deniz se sentou em um sofá e os outros convocados ficaram de pé.

— Diga seu nome completo. – ordenou Dylan.

— Mark Petrov.

— Idade.

— Vinte.

— Data de nascimento.

Houve mais algumas perguntas, como nome da mãe, do pai. Vários dados e uma foto do Mark apareceram da tela. Assim como um código e escrito SOLDADO e JOIA DE NEREM.

Adam não tinham sobrenome, então Dylan o nomeou Adam Hinata.

Katherina foi a última.

— Nome completo. -Dylan já estava entediado.

— Katherina Smirnov.

— Idade.

— Dezenove.

— Data de nascimento.

— Eu não sei.

— Mais um que não sabe a data! –grita ele frustrado- Tudo bem, escolho uma qualquer, nome da mãe.

— Cissa Maldek

— Nome do pai.

—Demyan Smirnov.

— Histórico militar?

— Não.

— Alfabetizada?

— Sei apenas escrever o nome, e ler ele também.

Uma foto de Katherine apareceu na tela, como eles tinham aquela foto? Ninguém sabia. Seu nome completo, seu código era enorme, ela não conseguiu decorar tudo, nem soube ler o que estava escrito SOLDADO, JOIA DE NEREM, INFERIOR.

— Vá com os outros.

Ela foi com os outros jovens. O Major também se aproximou, e Deniz se levantou.

— Atenção todos vocês! São soldados de Nerem agora! EM POSIÇÃO!

Mark agiu como se já soubesse o que fazer, ficou ereto, com as pernas fechadas e olhar fixo no chão. Todos seguram seus passos.

Agora, eu devo dizer adeus aquela garota que queria apenas comida de graça...