Notas iniciais
Gente do céu, me perdoem por demorar tanto, sério, eu já tinha o capítulo pronto, mas eu tava com problemas pessoais e não consegui postar. Espero que gostem.

Não foi tão difícil assim chegar aquela conclusão, pense: Nas outras duas competições, os convocados eram tratados com respeito e veneração. Pelo menos os brancos, Katherina não duvida que, apenas convocaram ela, Adam e Lea como um presente as Terras do Oeste e eles então escravizariam toda a população Inferior.

– Uou, eu nunca havia andando num desses antes! – Adam estava de boca aberta e passando a mão pelo estofado e olhando pelo vidro da janela.

Lea olhou para ele com desdém. Katherina também nunca andou em um carro, não gostou, achou que balançava muito, já tinha visto um carro em um desenho, não sabia que era tão alto e grande. A estrada era ruim e constantemente era empurrada pra cima de Adam, ou então Adam era empurrado em cima dele por conta das curvas.

Não demorou muito até que o carro parou na entrada da floresta de pinheiros, o carro parou e eles receberam ordens para descer. Em uma arvore, havia três mochilas pousando em baixo dela.

– Peguem as mochilas e vão para a Paupérie Superior. – ele apontou para Lea- Ela sabem o caminho, vão logo. – ele entrou no carro, fez o retorno e seguiu seu caminho.

Adam estava olhando para os pinheiros tão surpreso quanto quando estava vendo o carro.

– Que árvores lindas!

Lea riu.

– Pinheiros tem um cheiro irritante, mas enfim, peguem as mochilas, amanhã de manhã chegaremos lá, agora vamos ver o que te, nessa mochila.

Katherina pegou uma mochila e abriu: Tinha um cantil cheio de água, um pequeno pão, uma garrafa de vodca uma faca e uma arma.

– Isso não vai durar nem metade do caminho! – Lea gritou e deu uma mordida no pão- Eu não acredito nisso. Primeiro, ser levada até a floresta em meio de transporte totalmente obsoleto. Segundo, ser totalmente desrespeitada por um mero oficial. Terceiro, ser abandonada na floresta com dois idiotas.

– Como assim obsoleto? – Adam coçou a cabeça, as vezes Adam se sente muito inferior as outras pessoas, não sabia tantas coisas, não tinha nem uma introdução de guerra, era mais normal do que queria.

– Ah, eu sei o que é- Katherina disse um pouco orgulhosa- é algo sem mais valor ultrapassado.

Adam pareceu surpreso.

– Mas, aquilo foi a coisa mais sensacional que eu já vi!

– Ah, puta que pariu! Carros não são usados há anos! Existem alguns que a Magna usa apenas em situações insignificantes. –Lea começou a andar- Peguem logo essas mochilas, temos que andar rápido pra chegar a um riacho e acampar por lá.

Katherina não sentiu nenhuma simpatia por Lea, ela era uma menina rude e arrogante, que provavelmente não vai medir esforços para vencer.

– Que seja- Kathe fala dando de ombros e seguindo Lea, Adam faz o mesmo.

Eles andam durante muito tempo, as vezes Katherina dava mordidas em seu pão e alguns goles de vodca ou água. Ficava imaginando, quem seria o Eliminado, o convocado dispensado da disputa. São os Líderes que escolhem a pessoa eliminada de acordo com seu histórico militar. Kathe não tem absolutamente NADA em seu histórico militar, nunca teve que se alistar, já que era namora do Tenente responsável pelo alistamento. Ela seria eliminada. O pão de Katherina acabou logo que eles chegaram ao riacho, o céu estava levemente alaranjado. Ela ia tentar pescar com a faca, mas não tinha certeza.

– Meu pão acabou, e o de vocês dois é muito pouco pra comer. Vou tentar pescar sem uma rede, sou uma péssima caçadora, então Lea, já que conhece a floresta, procure alguma coisa para colher, Adam, pegue lenha aqui por perto ok?

–Certo. – Adam começou a pegar os gravetos ao redor dele.

Kathe estava sem uma vara, rede ou linha pare pescar. Teve uma ideia, difícil de dar certo e precisaria da ajuda de Lea. O que dificulta ainda mais tudo, ela precisava da blusa que ela usava por cima da jaqueta, para tentar pescar algo, a jovem até pegaria a dela, mas estava apenas com uma blusa de mangas e não se sentiria a vontade estando seminua na frente de Adam.

– Lea, pode me dar sua blusa? –Kahterina perguntou enquanto arregaçava as mangas de sua blusa deixando o antebraço a mostra. – Vou tentar usa-la como rede.

Mas Lea não pareceu ouvir a pergunta, ela estava mais interessada na marca de nascença presente no pulso de Katherina: Um tigre. Um tigre não, um meio tigre, como a face de um tigre cortado ao meio. Ela nunca ligou para a marca, seus pais não tinham, mas diziam a ela que não era nada.

Mas não é nada, é algo extremamente importante e perigoso.

– I-isso é uma tatuagem? ME DIGA QUE É UMA TATUAGEM! – Lea colocava as mãos nos cabelos e olhava, atônica para a marca de Katherina.

– Não sua idiota, eu nasci com isso mesmo! Nunca viu ninguém com marcas na vida? –Ela pegou sua faca, agora, você pode me dar a porcaria da blusa?

Adam estava vermelho e fingindo colher os gravetos, mas ele estava observando a discussão com medo de se intrometer.

Lea bufou deu de ombros, resmungou algo e se virou de costas para tirar a blusa. Katherina ficou pensando: ‘’Queria saber porquê ela o interesse dela em minha marca, seria uma forma de me intimidar? Uma espécie de brincadeira? Não, ela não quis zombar de mim, estava supressa, como se fosse algo tão extraordinário.’’ Seus pensamentos foram se perdendo a ouvir o barulho de algo sendo jogado no chão, era a blusa. Uma blusa marrom esverdeada sem mangas, que era muito parecida com a cor da vegetação do riacho.

– O que vai fazer com isso? – Lea fechava o zíper da sua jaqueta preta levemente desbotada.

– Irei pescar alguns peixes, essa técnica eu aprendi quando tinha quatro anos, só preciso achar pedras grandes e bem próximas umas das outras por aqui.

– Você vai achar se seguir o curso do rio. — responde Lea.

– Posso ir junto? –Adam perguntou amontoando os gravetos- Não tem mais nenhum bom por aqui.

– Mas é claro.

Enquanto iam, os dois observavam os peixes nadarem tranquilamente, sem saber que alguns iam virar o jantar daqueles três.

Katherina pega a faca e a blusa se andou até aonde achou várias pedras com pouca distância entre elas, cortou um pouquinho transformando a blusa em um retângulo irregular de tecido. Entrou no lago, com a água até os joelhos, afundou o tecido nas pedra, depois colocou uma pequena pedra no fundo para o manter aberto.

Adam estava confuso, não conseguia

– Eu ainda não entendi o você vai fazer.

– Veja.

Kathe pegou uma pedra e jogou no centro do riacho, jogou várias pedras e percebeu aqueles bichinhos seguindo a corrente de agua, para longe da agitação.

– Isso é muito legal! –Adam começou a ajuda-la jogando algumas pedras também.

Os peixes pulavam e acabavam caindo na armadilha, se debatiam parar sair de forma desesperada. Quando perceberam que já havia peixes suficientes, Katherina pegou sua rede improvisada, amarrou-a com o restante do tecido fazendo um saco. Adam segurava o maço de gravetos

– Você é incrível Kathe –disse o jovem sorrindo- Mas não sei se vou comer esses peixes...

– Como não? –Katherina estranhou a ideia, nunca se deve recusar comida, afinal, quando se acha comida quando vive um mundo cheio de miséria.

– Digamos que eu não consigo comer carne, sabe, eu me lembro do sofrimento dos animais e simplesmente não consigo, tenho o meu pão ainda e espero que Lea ache algo.

– Oh, que estranho isso.

Eles riram até chegarem ao lugar que estava acampando, Lea já havia chegado, trazia um punhado de amoras e estava tirando pele de um coelho. Ver Lea deixava Katherina irritada, então ela se sentou e começou a descamar os peixes sem a cumprimentar

– Como pegou esse coelho? –Adam perguntou.

– Dei uma pedrada nele. –Ela deu de ombros.

Adam perdeu a cor, se sentou timidamente e começou a acender de fogueira, embora só fosse comer pão e amoras.

Comeram em silencio, Katherina pensava que depois, de ir a Magna provar do mais puro luxo, seria eliminada. Conversou um pouco com Adam, já que Lea não quis conversa depois de comer.

Foi última a dormir. Sonhou que um tigre gigante a devorava.

Notas finais
Bejocas, até o próximo,ah, ia esquecer de dizer. Estou elaborando um trailer para a fanfic ^-^