A última fanfic.
1 Limite do bom senso e a última permissão.
Notas iniciais
Cuidado com o que escreve e boa noite.
ps. nenhum personagem sofreu abusos.
O sinal tocou no colégio,uma das alunas de traças a de cabelos negros e olhos castanhos se despedi das amigas e sair correndo ansiosa pelas férias, no ônibus pensa em sua nova fanfic, Ana Paula ou aninha devido ser baixinha tinha a mania estranha de ao criar um protagonista não importa se era feminino ou um masculino, dava o mesmo passado trágico que o de sua primeira história já era uma marca como autora começar suas histórias assim...
...s/n perdeu seus pais em um acidente de carro quando tinha oito anos,desde então é triste e vive sozinho(a), ele(a) é muito tímido (a)…
Já seria a décima fanfic onde havia dado o mesmo destino triste aos pais de seu protagonista, mas desta vez resolveu ir mais “profundo” queria falar de coisas ocultas que desconhece apenas para ganhar favoritos e ter comentários, era só esse o valor de suas fanfics não se importava nem um pouco com o cenário ou com os verdadeiros sentimentos de seu personagem, Ana apenas queria sentir aquela sensação percorrer seu corpo enquanto descrevia cenas,digamos não recomendadas para a sua idade de quinze anos ou melhor recomendadas para qualquer pessoa, romantizar algo tão vil e doentio apenas para obter a sensação de ser importante e incrivelmente sem limites,sendo assim admirada por ter coragem de escrever algo que poucos o tem,sem pensar que poderia chamar a atenção de algo escondido de seus olhos (para conservar a sua sanidade),ou quem sabe um stalker passa-se a acreditar fielmente que ela de fato gostava do que escrevia e fazia com seus próprios personagens, Ana sabia da realidade,ela conhecia seus limites e sabia que não poderia ser tão leviana,sabia que menores de idade iam ler mesmo com o aviso de 18 anos,conteúdos que ela buscava também,sua mãe a avisou diversas vezes e seu pai a aconselhou referente às possíveis consequências de seus atos,todavia quando chegou em casa nem ao menos tirou seu uniforme, pegando um pacote de biscoitos e café,seguiu para o seu quarto,lá ligou o seu notebook,abriu o word e começou a escrever.
Já estava com muito sono e cansada quando terminou, deu a última lida, sentiu dentro de si que era errado postar algo tão, tão degradante,havia romantizado algo tão horrível que ali parada diante do notebook pensou... "como tive coragem ? "ah vão adorar os detalhes". Postou e em menos de dez minutos recebeu um comentário, uma conversa um tanto estranha aconteceu.
Leitor: Você gosta do que escreve?? qual o motivo de seu personagem agir assim ?
Autora: Sim eu gosto do que escrevo e ela é assim por causa da morte dos seus pais.
Leitor: quer dizer que ela se tornou assim devido a perca dos pais?
Autora: isso
Leitor: gosto do que escreve me faz sentir mais …(censurado), obrigado pela dica!!!
Autora: ^^ tenho outras fanfics semelhantes se quiser ler.
Leitor: Eu quero é você …(censurado),como em suas histórias,todinha (censurado).
Apesar de serem palavras fortes assim como a fanfic, caiu em um sono profundo,como por encanto.
Antes de contar o que ocorreu com a Aninha é importante dizer que nesse mundo nem tudo são flores e que existem mistérios os quais não devemos brincar,existem pessoas de fato más que são tão insanas que são capazes de coisas terríveis, ao nosso redor existem lutas diárias e que muito é escondido para conservar nossas mentes, o mundo é mau mas, também é bom,tudo depende do que busca,ver e no que acredita,quando se escreve se tem a obrigação de o fazê-lo com consciência tomando o cuidado de não passar dos limites impostos pelo bom senso,afinal quem brinca com fogo sairá queimado.
Dentro de cada ser humano tem um gatilho,um botãozinho que, após acionado se perde tudo o que se tem,se passa a agir como um animal sedento de sangue e prazer... O erro de nossa protagonista foi acionar esse botão, Uma mente que passou a apreciar o que ela escrevia, cada frase escrita que ligava algo doente a algo tão belo e perfeito quando o amor,eram pequenas permissões dadas, era como se ela dissesse que ansiava ser presa, receber socos na cara e demais coisas que seus protagonistas “apreciavam”, a começar pela morte de seus pais,algo que não demorou muito,como em suas fanfics seus pais morreram em um acidente de carro,ela assistiu ao acidente pela TV impotente, seus irmãos a abandonaram, após descobrirem no que ela estava metida,ninguém conseguia olhar para ela sem sentir nojo e repulsa,com o tempo diversas coincidências passaram a acontecer, até que um homem com a mesma aparência de seus “vilões romantizados” invadiu seu quarto e eu não preciso contar o restante não é ? já podem imaginar que tipo de permissões ela dera ao escrever daquela forma, enquanto se debatia pensava "como alguém conseguiu ficar tão doentio ?" Ana estava no lugar de seus protagonistas e não era nem um pouco bom, o “vilão” fazia de tudo para ser o mais fiel possível a suas obras, falando e agindo, algo que a perturbava profundamente, deixando marcas em sua mente... veio o arrependimento o que doeu mais que as feridas de seu corpo.
— Por que não está gostando ? Por que não me chama de papai ?Estou sendo tão metódico!! O que foi é a minha roupa ou é a minha nacionalidade?
Ela não conseguia se mexer como se estivesse sonhando, um pânico a percorreu, estava presa em sua própria história vivendo como seus personagens, passou a tentar se libertar,buscou em sua mente algo que há pudesse ajudar, estava paralisada... ao tentar abrir os olhos viu seu quarto tudo estava embaçado,sua mãe sentada ao seu lado com panos úmidos,ela estava delirando? A senhora de cabelos também negros dizia:
— Aninha ? vamos minha filha acorde !! é só um pesadelo!
Seu pai examinava o seu notebook e ao ler uma lágrima caiu e ele disse baixinho.
— É tarde demais ela deu permissão, não podemos mais fazer nada por ela.
— Não desista dela (disse a mãe), ela é boa só não tinha ciência do que escrevia nem poderia imaginar que esse mundo existe.
— Ela nos matou !! matou os pais para que seus personagens fossem forçados a cometer aquelas coisas abomináveis, vamos querida é hora de matá-la também!!
O senhor de cabelos grisalhos e barba pegou o notebook e jogou na cabeça de Ana.
Então tudo ficou escuro e o medo tomou conta dela, não enxergava nada,algo a estava levando a um lugar ou melhor a lugares, mas não viu quem o que o fez,apenas ouviu uma voz que não sabia dizer se era de homem ou de mulher a voz dizia.
— Cada frase,cada parágrafo e a cada história que escreve incentiva outros a propagar essa doença pelo mundo, abra seus olhos e veja o que detesto mais que tudo!
Os olhos estavam abertos mas,nada via,ficou com medo de questionar…
— Bem e o mal existem você escolhe o que quer e tem o poder de decidir e até de persuadir pessoas a te seguirem,praticar o que escreve e cometer esses atos. Não adianta usar essa venda e tentar acreditar que a sensação que senti não é parte de um vício, toda a adrenalina e a sensação falsa de ser uma boa autora é tudo manipulado. Não precisa apelar para ser reconhecida!! sabe o que eu passei ? ou pode imaginar o que todos foram forçados a fazerem? acha mesmo que no seu mundo real esse lixo que escreve é reconhecido como algo bom? Abra os olhos e veja!!
Antes de acordar seus olhos foram abertos e ela viu o que estava incentivando, viu a dor de vítimas dos atos que romantiza, a morte de crianças inocentes,mulheres e idosos ou qualquer pessoa infelizmente nas mão de seres repulsivos e doentes, não era a morte física mais a verdadeira marca que esses atos causam, compreendeu o quanto foi cega e compreendeu que ao escrever era como se praticasse e gostasse,entendeu o risco que estava correndo e apagou suas fanfics e agora sempre que dormi sonha com o que escreveu, foi internada lá no hospital gritava.
— Não escreva coisas repulsivas para ganhar favoritos,eles invadem sua mente e ... e podem se tornar realidade!
Ela conta sua história para servir de exemplo e na esperança de se libertar de seus protagonistas que a fazem reviver todas as noites o que escreveu.
Boa noite Autores !
Notas finais
ps. Suas fanfics podem servir de ideias para outros... podem servir para a sua própria construção ou destruição pense nisso.
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