A última escolha de Rose Hathaway

8 Capítulo 8 - Família Belikov e Rose parte 2


Notas iniciais
Gente, consegui finalmente postar esse cap!! hahaha Meu notebook voltou do conserto e agora posso voltar a postar regularmente, yey :D

Após alguns segundos do choque inicial Dimitri avançou alguns passos, Olena estava parada no batente da porta, com os braços cruzados no peito. Sua expressão estava ilegível e, por um momento, me perguntei se eu estava errada em achar que a família o receberia bem. Me preparei psicologicamente para reproduzir o discurso “Ele não é mais um Strigoi, a Rainha Vasilisa o restaurou e o trouxe de volta a vida” que já havia dito tantas vezes antes. Meu coração estava acelerado e minhas mãos suavam de tensão.

– Mãe? – Dimitri sussurrou com os olhos sérios. Estávamos no primeiro degrau da varanda com alguns metros nos separando de Olena, que o encarava com a mesma intensidade.

Sem prévio aviso, sem sorriso ou mudança na expressão, Olena se atirou nos braços de Dimitri. Uma chuva de palavras em russo, que eu não ousei tentar compreender, disparou de ambos os lados. Dimitri era muito mais alto que sua mãe, mas nesse momento ele parecia um menino. Olena o cobriu com os braços enquanto acariciava seus cabelos compridos e o apertava. Algumas vezes se afastava para observá-lo melhor, mas sempre acabava o abraçando novamente. Dimitri chorou silenciosamente e sempre que uma lágrima caia em seu rosto Olena a secava. Eu mesma precisei respirar fundo várias vezes para impedir as minhas próprias lágrimas de caírem.

Não sei se todo o reencontro durou minutos ou horas, mas após um longo tempo Olena pareceu me perceber. Se aproximando com os olhos vermelhos e intensos ela simplesmente sussurrou: Obrigada. E nada mais precisou ser dito, aquelas palavras vieram tão carregadas de emoção que me permitir chorar.

– Vamos, vamos, vamos! – Olena expressou, finalmente, na minha língua. – Vamos entrando. – E nos empurrou para dentro da casa, aonde outra recepção nos aguardava.

Karolina – sua irmã mais velha – estava na frente com seus dois filhos Paul e Zoya logo atrás, Sonya – com um bebê no colo — e Viktória, estavam em um canto lateral, toda a família Belikov nos aguardava ansiosos. Reparei que todos possuíam o mesmo olhar profundo e animado que Olena, tanto com medo quanto com felicidade. Dimitri não soltou uma palavra e reparei que sua mão estava tensa.

– Ei, é bom estar de volta. – Falei sem conseguir aguentar mais um segundo dessa tensão. Funcionou, quase como em uníssono todos respiraram profundamente, mas foi Viktoria que nos surpreendeu correndo para o colo de Dimitri. Ela enrolou as pernas em volta de sua cintura enquanto ele a abraçava firmemente. Mais palavras em russo foram ditas. Nota mental, russo pode ser a língua mais estranha que você pode ouvir, ainda mais vindo de uma garota chorando.

Após o choque inicial ser quebrado a família inteira pareceu despertar. Dimitri foi abraçado pelas irmãs e apresentado à Zoya e Katya – filha recém nascida de Sonya -, mais uma vez precisei conter minhas lágrimas com a visão de Dimitri segurando os bebês no colo e os beijando na bochecha. Na maior parte do tempo não compreendi a conversa, mas pelos sorrisos, abraços e lágrimas, acredito que estava tudo bem.

O céu já estava escuro quando Viktoria pareceu me notar me deixando automaticamente nervosa. Me preparei para uma discussão, mas ao invés de mais gritos e revolta, recebi seu abraço apertado.

– Rose, por que você foi embora? – Ela se afastou o suficiente para me encarar. – Quero dizer, eu não queria que você realmente fosse embora. – Seu olhar parecia arrependido.

– Eu sei, eu sei. – Coloquei uma mecha de seu cabelo para trás. – Nossa briga me fez lembrar que eu tinha uma missão aqui. Eu realmente precisei partir.

– Fico feliz que você esteja de volta, Rose. – Ela se afastou e encarou o chão. – Me desculpas pelas coisas que te chamei...

– Ei, eu sou mestre em dizer coisas impulsivas e idiotas e me arrepender depois. – Sorri. – Está tudo bem, sério. – Respirei fundo antes de encará-la. – Mas, e como você está?

– Ah, depois que você partiu as coisas ficaram confusas... Todos estavam preocupados e eu não tive muita coragem de contar da nossa briga. – Ela sussurrou.

– Não vejo motivos para eles precisarem saber disso. – Sussurrei em resposta.

Fiquei tentada em questioná-la sobre Rolan, “pai” de Katya que também era seu namorado na época em que estive aqui, mas decidi que não era o momento para isso. De qualquer forma, não tivemos mais oportunidades de conversarmos por que, de repente, toda a família se calou. Yeva, avó – e bruxa, ou quase isso, pelo menos – de Dimitri, entrou na sala. Sem excitar, ela o abraçou e o beijou. Era muito engraçado ver um homem de quase dois metros de altura abraçando Yeva, que era extremamente pequena, frágil e velha.

– Finalmente você o trouxe de volta. Por que demorou tanto? – Precisei de alguns minutos para compreender que Yeva estava se dirigindo para mim.

– O que? – Questionei.

– Estou agradecida, Rosemarie, mas você poderia ter sido mais ágil. – Algo no tom dela e no modo como ela balançava as mãos a deixava com ar de petulância. Meu sangue ferveu.

– Ah, me desculpas te desapontar. – Tentei encontrar respostas dignas para essa batalha, mas algo em Yeva me deixava estarrecida.

– Então, eu estava certa na previsão de que você restauraria meu Dimka. – Ela continuou, com olhos aguçados e brilhantes, me encarando.

– Não, você não previu isso. – Retruquei. – A única coisa que você disse foi que eu precisava ir embora daqui, que eu tinha alguma outra coisa para fazer.

– Exato. – Ela sorri satisfeita. – Você precisava restaurar Dimka.

– M-mas... – Gaguejei, incrédula. – Você nunca disse o que ia acontecer, ou como, ou o que! – Eu sabia que meu tom estava completamente infantil, mas eu não iria deixá-la tomar meu crédito por isso.

– Só por que você precisava descobrir isso sozinha. – Ela deu de ombros.

Meu queixo caiu de indignação. Eu jamais estaria preparada para ver a bruxa Yeva roubar meus créditos pela restauração de Dimitri, aquilo estava completamente fora da realidade.

– Bom, isso não importa agora. – Olena se apressou pegando a mão de Dimitri o levando para o centro do sofá. Viktoria e Olena se sentaram exprimidas na direita dele e Yeva na esquerda, deixando uma brecha entre eles para o que – acho eu – seria o meu lugar. Como forma de protesto e recusa de me aproximar dela, sentei-me no chão com Paul e Sonya. Dimitri me olhou com olhos divertidos, ao mesmo tempo que sussurrava desculpas com os lábios. Eu sabia que no fundo, no fundo, não estava irritada de verdade. Dimitri era o milagre e o momento todo era emocionante, mas minha batalha com Yeva era algo que eu não iria dar o braço a torcer. Não agora, pelo menos.

– Me conta tudo! – Viktoria exclamou.

– O que vocês sabem sobre o que aconteceu? – Dimitri perguntou com a voz levemente embargada.

– Rose disse que você havia se transformado em Strigoi. – Paul, com seus olhos arregalados, começou. – Fizemos um funeral e tudo... E ai, depois de muito tempo, ouvimos boatos sobre um Strigoi que havia sido restaurado. Não acreditamos no início. – Ele parecia animado com o fato de seu tio Dimitri estar lhe dando toda atenção. – Mas quando disseram que era você, nós começamos a ter esperanças de ser verdade.

– Mas como aconteceu? – Sonya questionou animada.

– Minha amiga Lissa é usuária de Espírito e encantou uma estaca com magia e o golpeou no coração. Não foi nada fácil, mas deu certo. – Falei com tranquilidade.

– Espera, a Rainha Vasilisa? – Paul gritou, nos fazendo rir.

– Ah, sim. Ela mesma! – Respondi.

Ficamos até tarde da noite conversando por que haviam muitas perguntas para serem respondidas, não apenas do breve período Strigoi, mas também de sua vida antes disso. Dimitri ficou muito tempo longe e parecia que não importava muito o que ele dizia, elas só queriam que ele simplesmente falasse. Em suas breves tentativas de descobrir as novidades da família Belikov, ele era ignorado porque, e eu os entendia muito bem, todos queriam saber apenas dele. Suas experiências eram mais importantes. Eu mesma fiquei fascinada em ouvir toda sua trajetória até chegar à São Vladimir e, quando entrei em sua narrativa, fiquei extremamente emocionada em ouvir nossos pequenos momentos pela sua perspectiva.

Quase três horas depois, quando Paul e sua irmã pegaram no sono, percebi o quão cansada e dolorida estava. Estiquei minhas pernas no assoalho e resisti ao impulso de me juntar a Paul e deitar no chão. Dimitri, com sua incrível capacidade de me enxergar, notou meu gesto e – mesmo eu sorrindo e conversando com naturalidade e animação – propôs que continuássemos a conversa no dia seguinte.

Por um momento acreditei que as mulheres Belikov iriam protestar, mas quando Dimitri confessou seu próprio cansaço, todas correram rapidamente para nos oferecer acomodações, comidas e bebidas. Meu peito se expandiu com a familiar sensação de ser querida e amada.

No fim tudo o que ambos desejávamos era poder esticar o corpo e dormir um pouco, por isso fomos direto para nosso quarto. Que era grande apenas o suficiente para uma cama de casal e um guarda-roupas. Após mais alguns longos minutos de despedidas — Olena quis se certificar pela terceira vez de que não precisávamos de mais nada — finalmente ficamos a sós.

– Bom, não foi tão ruim. – Dimitri começou, sentando-se na cama.

– Ah, não seja modesto, você deu um show. – Respondi, enquanto tentava prender meu cabelo em um coque.

Ele se levantou e abraçou minha cintura por trás. – Eu já disse o quão incrível você é, Hathaway?

– Hm... Hoje não, Belikov. – Suspirei, encarando-o pelo reflexo do espelho. – Mas, não se preocupe, eu sei disso. Sou sempre incrível.

– É, você me deu trabalho desde a primeira vez que nos conhecemos. – Sua voz ficou rouca.

– Alguém tinha que agitar um pouco sua vida, né? – Sorri. – Os livros de faroeste já estavam se esgotando, Camarada.

– Deixa meus livros em paz. – Exclamou.

Seus lábios estavam próximos de um ponto na minha nuca. Calafrios percorreram minha espinha.

– Contra fatos não há argumentos. – Sorri.

– Você não deveria ter dito isso, Roza. – Sua risada fez com que minhas pernas ficassem trêmulas.

– E tem mais...

Virei meu corpo para encará-lo, porém ele pressionou seu corpo contra o meu, impedindo meu movimento. Olhando para Dimitri pelo reflexo do espelho a nossa frente, com seus olhos brilhando e sorriso malvado, tive a certeza que ele excitado era ainda mais bonito que enquanto lutava.

– Como você faz isso, Roza. – Suas mãos acariciaram a lateral da minha cintura e deslizaram para minha coxa.

– Faço o que? – Murmurei.

– Isso... – Ele pressionou sua cintura contra a minha e pude sentir seu volume duro nas minhas costas. Ofeguei novamente. Minha voz presa na garganta enquanto tentava acalmar a pulsação involuntária do meu próprio corpo.

– Agora você fica sem fala. – Ele sussurrou antes de deslizar os lábios pela minha nuca, pescoço e ombro. – Me diga, você gosta disso? – Sua mão deslizou para dentro da minha blusa, acariciando firmemente meu abdômen. Só tive consciência o suficiente para acenar com a cabeça, pois meus pensamentos já estavam em tirar toda sua roupa. – E disso? – Ele escorregou sua mão para um seio, que endureceu em resposta, e tive que me lembrar de continuar em pé. Sua mão acariciava e apertava enquanto seus lábios mordiam e lambiam meu pescoço.

– Não feche os olhos. – Dimitri sussurrou. Voltei a encará-lo sem lembrar quando exatamente fechei meus olhos. Deixei um gemido de desejo escapar pelos lábios, deixando-o ainda mais aceso e faminto.

– Eu quero você. – Sussurrei.

– Aonde?

– Aqui...

Respondi enquanto levava sua mão dos meus seios para entre as minhas coxas. Dimitri gemeu no meu ouvido ao abrir o zíper da calça e colocar dois dedos por cima da minha calcinha, que já estava extremamente úmida.

– Que delícia. – Dimitri suspirou no meu ouvido. – O que mais você quer de mim, Roza?

Sentindo-me acesa e com muito desejo de senti-lo dentro de mim, empurrei sua mão mais forte sobre a calcinha.

– Quero que me toque. – Murmurei.

Dimitri empurrou dois dedos dentro de mim e automaticamente mordi os lábios para evitar gritar um gemido.

– Assim está bom? – Ele me perguntou enquanto tirava e colocava os dedos lentamente. Murmurei algo ilegível. Aquilo não era o suficiente, eu queria cada centímetro de seu membro dentro de mim, cada centímetro de seu dedo dentro de mim. Droga, Dimitri era extremamente bom em tudo.

– Eu acho que você agüenta três dedos... – Ele continuou e então empurrou o terceiro dedo para dentro de mim. Sem conseguir me segurar, deixei um gemido forte escapar pelos lábios e torci para que o restante da família já estivesse dormindo. Dimitri riu atrás de mim.

– Oh, Deus. – Gemi. Cada estocada me levava para o paraíso. Meu corpo estava fora de órbita e minhas pernas tremiam. Dimitri acelerou o movimento da mão, sua respiração tão forte quanto a minha. Seus dedos fortes me preencheram até o fundo. Senti uma onda subindo pelo estômago prestes a explodir de prazer e joguei a cabeça para trás. Mas, ao invés do familiar orgasmo, senti a mão de Dimitri sair de dentro de mim. Com muita dificuldade de respirar o encarei, sem entender. Seus olhos divertidos e sorriso malicioso me encararam de volta.

– Não para. – Censurei. Ele girou minha cintura para ficarmos de frente um para o outro.

– Eu posso continuar... Só achei que você fosse querer mais. – Dimitri murmurou com seu sotaque irresistível e voz rouca. – Me diga Rose, o que você quer?

Ponderei por um momento e, por mais que estivesse gostando de seu toque, o desejo de tê-lo dentro de mim era muito maior. Eu queria ambos, na verdade, queria uma noite inteira com ele. Empurrei lentamente Dimitri pelo quarto até que nossos corpos caíram sobre a cama. Ele nos girou pelo colchão até que seu corpo ficasse sobre o meu e pressionou seu membro na minha barriga.

– Você tem muitas roupas, Camarada. – Sorri. Em segundos arranquei seu suéter e jaquetas, seu peito forte estava maravilhoso sob a baixa luz do quarto. Ele estava inteiramente maravilhoso. Droga. Dimitri tirou minhas roupas e logo ambos estávamos completamente nus. Tive um sobre-salto. – Espera. – Falei, fazendo-o recuar ligeiramente. – Você não acha estranho, sabe, sua mãe está logo no próximo quarto. – Murmurei.

Ele riu.

– Minha família é um pouco mente aberta. – Acariciou meu rosto. – Tenho certeza que eles já nos consideram casados. – Fiz uma careta em resposta.

– Sendo assim... – Respondi. Puxei seu rosto em um beijo longo e ardente, ao mesmo tempo em que encaixava nossos quadris juntos. Ele entrou fundo em mim e precisei lembrar-me constantemente de não fazer muito barulho. Dimitri não parecia tão preocupado com isso e deixou a respiração forte no meu ouvido. Seus movimentos lentos e graciosos se transformaram em rápidos e ansiosos. Nossos corpos se entrelaçaram em puro prazer e romance. A noite seria bem longa, pensei, e eu não me importava com isso.

Não sei quanto tempo dormimos, tive a sensação de que tinha acabado de fechar os olhos quando Viktória bateu amorosamente na nossa porta. O sol brilhava forte e meu corpo estava molhado e grudento – se era do calor do sol ou da noite de sexo, eu não sabia – e fiquei automaticamente irritada ao pensar em usar as calças e blusas que trouxera.

– Droga. – Murmurei pela décima vez.

Dimitri que já estava desperto, com sua blusa regata e me encarava maravilhado. – Tem certeza que não quer que eu peça algo emprestado de Viktória? – Ele ofereceu também pela décima vez.

– Tudo bem. – Cedi. – Quem diria que em plena Sibéria iria fazer esse calor. – Murmurei para mim mesma.

Dimitri riu antes de sair do quarto. Eu estava apenas com sua camisa e mesmo assim o calor me sufocava. Aproveitei esse tempo para tomar uma ducha e esfregar bem todo suor que a noite tinha me trazido. Quando estava terminando de enxaguar meus cabelos tive a sensação de estar sendo vigiada. Dimitri estava me observando do batente da porta, com algumas peças de roupas no braço, com seu sorriso no rosto.

– O que você está fazendo? – Perguntei.

– Apreciando a vista. – Respondeu.

Meu coração se expandiu no peito com a ideia de Dimitri me assistindo tomar banho. Por um momento considerei em demorar um pouco mais, mas acabei desligando o chuveiro.

– Vestido? – Exclamei. – Você está brincando comigo? – Após me secar e me enrolar nas toalhas, peguei as peças de roupas que Dimitri estava segurando. Dois vestidos de verão e uma blusa e short. A última vez que usei um vestido foi quando estava fugindo dos guardiões.

– Viktória tem o corpo menor que o seu. Esta é provavelmente as únicas roupas que vão te servir bem.

– Você está me chamando de gorda? – Perguntei, mesmo sabendo que era exagero da minha parte.

– Não... – Dimitri me beijou. – Estou te chamando de gostosa.

– Você realmente se sente mais à vontade na Rússia.

– Por que acha isso?

– Nada. – Suspirei. – Só é bom conhecer esse seu lado.

– E eu só estou começando. – Ele respondeu tranquilamente como se estivesse comentando sobre o clima.

No fim das contas o short ficou apertado nas coxas, então me sobrou apenas os vestidos. Escolhi o vestido mais simples que, para delírio de Dimitri, era branco com detalhes em rendas. Senti-me rejuvenescendo 10 anos. O vestido ia até metade da coxa e era bem solto e leve.

– Eu pareço ter 10 anos. – Concluí.

– Você está linda. – Dimitri encorajou.

Eram aproximadamente 9 horas da manhã, meu corpo ainda estava sonolento e meus olhos vermelhos. Me senti em outro mundo quando descemos as escadas e demos de cara com uma farta mesa de café-da-manhã. Toda a família agitada e andando pelos cômodos. Aparentemente éramos os últimos a levantar.

– Finalmente! – A voz estridente de Paul gritou da cozinha. – Mamãe não deixou que comêssemos até que vocês acordassem.

– Eu sinto muito. – Dimitri respondeu enquanto bagunçava os cabelos do sobrinho.

– Você realmente não precisa fazer isso. – Falei para Olena.

– Oh, que isso querida. – Ela sorriu enquanto nos mostrava nossos lugares. – Faz anos que não tenho uma refeição com toda família. Quero que tudo esteja perfeito.

– Está perfeito. – Dimitri respondeu ganhando um sorriso enorme de sua mãe.

Para humanos comuns a mesa poderia parecer exagerada, mas para uma família enorme de Dampiros, era o suficiente. Comemos e repetimos e nos fartamos. A comida de Olena era maravilhosa. Dimitri comeu todos daqueles pães pretos que ele tanto amava. A casa era agitada, as bebês choravam às vezes, as mulheres conversavam sobre trabalho e, dessa vez, Dimitri teve suas perguntas respondidas. Pela primeira vez em anos, tive a sensação de que tudo estava bem. Lissa está bem – apesar do problema que ainda tínhamos que resolver – e Dimitri estava feliz. Verdadeiramente feliz. E, claro, isso me deixava verdadeiramente feliz também.

Notas finais
E ai, quem gostou?? Estou adorando escrever essa pegada hot do Dimitri, então se vocês gostam tbm me avisem para que eu possa continuar! DESEJO A TODOS UM MARAVILHOSO NATAL, COM BASTANTE COMIDA, AMOR, FELICIDADE, SORRISOS E BRINCADEIRAS, QUE TODOS OS NOSSOS DESEJOS SE REALIZEM... FELIZ NATAL!