A última escolha de Rose Hathaway

2 Capítulo 2 - Preparativos para a festa


Notas iniciais
Primeiramente gostaria de dizer que estou MUITO feliz com os comentários que recebi e com a quantidade de visualizações, não estava esperando por isso (muito obrigada mesmo)! Algumas pessoas me perguntaram então vou esclarecer alguns pontos aqui (desculpe se ficar muito grande rs) 1) SIM, a história é Romitri e vai ter MUITO Romitri SIM. hahaha (lá pelo capítulo cinco ou seis). 2) As cenas românticas da Rose com o Dimitri da casa dos Mastranos/Cabana/Hotel do livro Último Sacrifício, NÃO ocorreram nessa história, porém a Rose realmente terminou com Adrian pois viu que nunca conseguiria amar ele de verdade. Bom, acho que por enquanto é isso, obrigada e espero que divirtam-se!

O dia estava lindo e o sol parecia cantar em nossas peles. Era quase fim de tarde, mas o verão batia a todo vapor deixando a água morna e agradável. Respirei me apoiando na borda da piscina, deixando meus pés balançando sem rumo, o sol era uma dádiva. Não havia outro lugar no mundo onde eu gostaria de estar.

– Você está linda, Roza. – Sua voz rouca me alcançou segundos antes de seus braços me envolverem. Virei-me sorrindo.

– A vitamina D faz isso com as pessoas. – Joguei os braços sobre seus ombros, agarrando sua nuca. — Quero que me beije.

Dimitri estava maravilhoso, a água da piscina batia um pouco acima de sua cintura, os cabelos pendiam molhados sob os ombros. Cada músculo de seu corpo gritava para mim. Ele sorriu timidamente enquanto aproximava nossos corpos. Seus lábios beijaram minha testa e foram desenhando meu rosto até minha mandíbula. Deus... Ele era tão bom! Quando finalmente ele beijou meus lábios eu já estava urgente. Agarrei os cabelos de sua nuca o puxando mais para perto. Minha outra mão passeava vagamente entre suas costas e peito – aonde eu, não tão delicadamente, depositava leves arranhões em sua pele. O beijo era intenso, nossos corpos se grudavam em partes excitantes. Dimitri deslizou sua mão para minha cintura e deixou um dedo por dentro da alça da parte de baixo do meu biquíni. Seguindo a mesma destreza, deslizei uma mão para seu short, começando a abaixa-lo. A mão de Dimitri segurou meu pulso, pude ver apenas o início de sua cueca box – Droga.

– Roza, não me provoca. – Ele sussurrou com os lábios muito próximos aos meus. – Não estamos totalmente sozinhos.

Ele tinha razão, a piscina estava vazia, mas havia hóspedes próximos que nos olhavam tensos. Ignorei-os.

– Não estou provocando, camarada. – Como que para me contrariar cruzei minhas pernas em sua cintura, deixando nossos membros perigosamente próximos. Dimitri soltou um suspiro exasperado e me puxou mais para perto. – Qual é. Você costumava ter um autocontrole melhor que isso.

– Isso é por que esse biquíni me tira do sério. – Suas mãos passearam pela lateral do meu corpo enquanto ele voltava a beijar meu pescoço. Estávamos ofegando e desejei que estivéssemos sozinhos. Algo me incomodava, no fundo da mente, mas cada vez que Dimitri passava as mãos pelas minhas coxas eu perdia completamente o sentido.

– Talvez eu deva tirar o biquíni, assim não tento você. – Suspirei em seu ouvido depositando uma leve mordida ali.

– Você inteira me tira do sério, Rose. — Dimitri grunhiu. Suas mãos deslizaram para minhas costas, para o laço do meu top, começando a solta-lo. Como que em um raro choque de racionalidade me afastei de seu corpo, só o suficiente para poder olhar em seus olhos.

– Hey, camarada, não vamos dar um show, ok? – Sorri.

Mas algo em seu olhar me perturbava. Dimitri não costumava ser tão liberal independentemente do quanto ele queria isso — era mais provável que ele me pegasse no colo e me levasse para o quarto mais próximo. Não me entenda mal, eu geralmente era a que se atirava nos desejos de forma impulsiva e Dimitri era aquele que me impedia de me meter em problemas. Por essa razão que seu comportamento me incomodava, ele não estava agindo como o Dimitri, mas estava agindo como a Rose.

– Iremos pousar em breve então, por gentileza, coloquem os cintos. – Uma voz feminina me despertou. Levei vários minutos para entender o que estava acontecendo. Suor escorria pela minha pele e ainda tinha aquela estranha sensação do beijo de Dimitri e do seu cheiro. Olhei pela janela, o sol estava se pondo. Passei as mãos pela testa e tive que segurar um soluço que se formou.

Muitos sonhos me assombravam, alguns envolviam Lissa sendo torturada. Mas nos últimos meses eu tinha dois sonhos constantes, ambos com Dimitri. O Dimitri vivo e o Dimitri morto-vivo. Eu sempre acordava suando e desorientada com a realidade que eram os sonhos. E isso era o que mais doía. O quão real eles pareciam.

Respirei fundo varias vezes tentando acalmar as batidas do meu coração. Demorou alguns minutos para o avião realmente começar a pousar e pude observar a paisagem de Moscou. A neve caia preguiçosamente e tudo o que se podia ver eram algumas construções mais altas perdidas naquele breu de neve. Eu precisaria trocar de roupas antes de sair do aeroporto, meu casaco era grosso, mas o frio da Sibéria era perturbador. Internamente sofri com a lembrança da última vez em que estive aqui. Lembrei-me de como desejava que Dimitri pudesse estar presente e me mostrar os pontos turístico afim de, finalmente, me convencer de que a Sibéria não era um monte de gelo e ursos polares. Sorri. Uma lembrança repentina me veio à mente. Peguei o celular que havia jogado na mala e o estudei. Não era de última geração, mas não era muito antigo. Não havia fotos salvas ou músicas ou mensagens. Olhei a agenda, havia apenas um número gravado intitulado como Emergência. Não fazia muito sentido.

Prendi meu cabelo em um coque alto e coloquei um cachecol bem grosso que pudesse me esquentar e, ao mesmo tempo, esconder as tatuagens molnija. Peguei o bilhete do meu bolso e o reli pela última vez.

“Chegou a hora, eu e meus irmãos terminamos os preparativos para sua visita. Você tem 48 horas para nos encontrar ou o ataque que ocorreu hoje será considerado cortesia perto do que temos em mente com sua Alteza. Já te contei que nunca experimentei o sangue de uma rainha?” Na parte de trás constavam as coordenadas: Museu Hermitage, 00h00min p.m.

O “ataque” que ele se referiu foi mais uma prova de seu poder dentro da corte. Desde que Lissa se tornou rainha muitos moroi se rebelaram e, por essa razão, tínhamos o máximo de cuidado com qualquer um que se aproximasse dela e de Christian – já que ela morreria se algo acontecesse com aquele cara. Então, foi uma surpresa dolorosamente real quando não foi um grupo de Strigoi que me atacou e sim um Dampiro guardião que já havia trabalhado comigo antes.

Lissa teria uma reunião em algumas horas com a equipe de guardiões da corte aonde eles poderiam mostrar novas táticas de defesa e planos de ação para contenção de pânico – tive o pressentimento que minha fuga foi parcialmente responsável por essas precauções. Então estávamos todos reunidos na sala formal da rainha, Lissa estava com Christian treinando sua voz complacente, enquanto Dimitri e eu estudávamos as melhores formas de cobrir o terreno.

– Vamos ter uma grande quantidade de guardiões, mas isso não significa que todos são confiáveis. – Dimitri começou com sua voz formal e rosto sério.

– Essa canoa está furada faz tempo, camarada. – Me levantei com as mãos na cintura, ficando de frente para ele. Isso pareceu diverti-lo. – Então, pensei em plantar guarda entre a porta e, é claro, entre Christian e Lissa.

– Bem pensado. – Ele acenou orgulhoso. — Dessa forma se alguma coisa ocorrer o responsável não conseguirá sair do local. Quer cobrir a frente? – “Cobrir a frente” era um termo guardião para quem protegeria de perto o protegido.

– Na verdade... – Olhei para Lissa. – Com a quantidade de guardiões que estarão aqui, prefiro que você fique perto deles e eu cubro a saída.

– Hmm... – Dimitri me olhou com curiosidade. – Isso foi muito maduro da sua parte. Imagino o quanto essa decisão seja difícil.

E era. Mas se vários guardiões fossem atacar Lissa eu preferia ter Dimitri por perto, ele poderia derrubar uma legião de guardiões e eu teria tempo o suficiente para agir se necessário. Confessar esse fato seria vergonhoso demais, então Dimitri se contentou com um breve aceno de cabeça meu enquanto encarava o chão.

– Bom, vou repassar para o resto da guarda. – Ele começou a se virar, mas eu o interrompi.

– Tem mais uma coisa... – Comecei a falar enquanto tirava meu casaco. Dimitri deslizou o olhar pelo meu corpo, eu estava vestindo uma regata preta que marcava bem minhas curvas, e ficou muito vermelho quando notou que o flagrei. – Viu algo de que gosta? – Sorri o meu sorriso mais encantador.

– Só apreciando a vista, Rose. – Dimitri sorriu um de seus raros sorrisos e, esse breve momento de camaradagem, quase me tirou o fôlego. Eu estava preparada para uma repreensão, mas sua reposta me deixou brevemente aturdida. Dimitri acenou e se dirigiu para onde o resto da guarda real se encontrava.

Engoli o breve nó que se formou no meu estômago e me aproximei de Lissa.

– Ei... – Lissa me olhou com nervosismo. – Qual é, você geralmente não fica tão nervosa. – A abracei.

– Eu sei, eu sei. – Ela suspirou. – Mas como posso olhar para eles sabendo que o sangue de cada um deles está em minhas mãos agora? Se eu tomar uma decisão errada, isso pode levar muitas vidas.

– É, vendo por esse lado, essa coisa toda de Rainha não parece tão legal. – Sorri. – Mas, quer saber, você não vai tomar essa decisão sozinha. Você tem todos os monarcas e conselheiros e toda a história Moroi em mãos e, é claro, você tem a mim. Se algo der errado nós fugimos para uma ilha tropical, consegue imaginar o Christian em uma blusa florida?

– Ai, Rose. – Ela sorriu. – Espero que esteja falando sério por que, você sabe, isso tudo é meio que sua culpa. – Ela gesticulou para a sala ordenada com ouro e verde.

– Bom, vamos torcer para que não precisemos realmente fugir. Eu vivi no meio da floresta e vou te dizer, não tem glamour nisso. – Nós rimos.

– Tudo bem, vamos torcer para não chegarmos a esse ponto. – Lissa disse.

– Não sei se já está ciente, Dimitri será responsável por vocês. Ele vai ficar perto do seu trono.

– Não é um trono, Rose, é só uma poltrona muito ornamentada. – Ela me interrompeu. Revirei os olhos.

– A sua “poltrona” poderia nos comprar um conversível bem maneiro. – Rimos. – Mas, como estava falando, ele será a guarda de perto e eu ficarei responsável pela entrada e saída. Não estamos esperando algum ataque, mas é sempre bom nos prevenir.

– Eu sei, tenho os melhores guardiões comigo.

– Sim, você tem! – A abracei de novo. – Nos vemos em duas horas, ok? – Lissa acenou e voltou sua atenção para um bloco de anotações em suas mãos.

Alguns minutos depois o local foi se esvaziando, a guarda real foi se aprontar para a reunião ficando apenas Eddie, Dimitri e eu – e Lissa e Christian. Decidi que era hora de fazer uma pausa para jantar então sai em direção ao meu quarto. Os apartamentos ficavam em uma área isolada do prédio nos andares superiores, meu quarto poderia facilmente se identificar como um apartamento, o que era bem legal, mas me sentia um pouco culpada por ter esses privilégios. Acho que salvar a vida da rainha inúmeras vezes, valeu a pena no final das contas, certo? Peguei o elevador para o sexto andar que, milagrosamente, chegou rápido. Meu quarto se encontrava algumas esquinas depois da área social dos elevadores, então fiz o caminho listando mentalmente no que eu teria disponível para comer que não fosse congelado. Minhas opções eram razoavelmente baixas. Virei no último corredor para o meu quarto – cumprimentando o guardião que fazia sua rota – quando fui atingida brutalmente contra a parede.

O meu maior ponto fraco era que minha força, muitas vezes, não era suficiente contra muitos inimigos. E ser atingida pelas costas em um ambiente seguro, não me ajudava em nada com isso. Bati com a lateral do corpo dolorosamente contra a parede e pude sentir meu ombro estalar. Droga. Sem tempo para sentir a dor, me levantei rapidamente e me atirei contra o oponente o desiquilibrando. Aproveitei a breve vantagem para chuta-lo no estômago e em sua parte íntima. Ganhei um sufoco abafado em resposta. Pude ver ser rosto – era o guardião que eu tinha cumprimentado – Michael era seu nome, foi um bom companheiro de trabalho. Isso não fazia sentido. Michael aproveitou minha surpresa para agarrar meu pescoço. E, nossa, isso doía demais. Tentei me soltar, mas seu aperto era firme. Não era como se ele quisesse de fato me matar, pois sua estaca – que estava visivelmente presa em seu cinto – seria mais eficiente. É isso. Com a mão solta puxei minha estaca do cinto e a lancei contra seu rosto, causando um corte que deixaria uma boa marca. Ele se afastou com a mão cobrindo um olho – desejei internamente que não tenha lhe causado nenhum dano permanente – e foi a minha vez de aproveitar a oportunidade. Chutei seu tornozelo o mais forte que fui capaz e o mirei a estaca em sua garganta.

– Não, por favor! Rose, por favor, não! – Michael, que esteve até então extremamente calado e sério, agora estava em agonia. Seus olhos gritavam socorro.

– Você está louco? – Rugi, apertando mais a estaca em sua garganta, sangue escorria de seu rosto.

– E-eu não sei o que está acontecendo. – Ele olhou ao redor e meu instinto quis checar se havia mais alguém prestes a me atacar. Não havia ninguém. – Eu juro, Rose, não sei o que aconteceu comigo! – Ele começou a tremer.

– Você me atacou! Como assim não sabe o que aconteceu? – Eu estava quase gritando, então tive que respirar fundo, não era hora de fazer uma cena.

– Eu te ataquei? – Ele me olhava com medo. Minha paciência estava se esgotando.

– Você quer atacar ela, não é? A rainha? Como não pode ver que ela só está querendo nos ajudar?! – Gritei.

– O-oque? Eu jamais trairia minha rainha! Nunca! – Michael estremeceu por um momento e então me olhou. – Eu estava indo para casa quando um cara me pediu para te entregar isso. – Ele tirou uma pequena caixa de veludo. – E-e eu não me lembro de mais nada.

Meu sangue voltou a ferver, estava acontecendo de novo. Michael foi compelido a me atacar. Afrouxei a estaca o olhando seriamente nos olhos.

– Michael, esse é um assunto nosso. Você não deve contar isso a ninguém ou eu irei reportar seu ataque e você sabe que um ataque a um guardião real pode ser considerado um ataque à própria rainha. Isso é alta traição. – Me aproximei bem de seu rosto. – Você me entendeu?

– Ahn... – Ele gaguejou um pouco antes de falar. – S-sim.

– Ótimo! – O soltei e o esperei ir embora para entrar em meu quarto.

Abri a caixa e o conteúdo me pegou desprevenida. Uma herança de família que eu conhecia muito bem. Era um anel que tinha formato de asas de anjos que protegiam uma pedra de esmeralda levemente pendurada. Era o anel da família Dragomir. Lissa havia reclamado comigo que não o encontrava em lugar algum — e que já estava preocupada com um possível roubo – à alguns dias atrás. O anel ficava em um cofre em seu quarto e ela só o usava em ocasiões extremamente especiais. Enrolado dentro do anel estava um pequeno bilhete– e o último – com as ordens. Agora era oficial, eu iria para a Russia, mas era muito bom que eles me matassem por que, caso o contrario, eu colocarei fogo em cada morto vivo que atravessar meu caminho.

O avião pousou às 14h40min isso significa que eu tinha algumas horas para o tão esperado encontro. Aluguei um carro popular e parei em um motel* um pouco afastado do centro – aonde se encontrava o museu Hermitage. Ainda não sabia ao certo sobre como eu iria entrar, mas acredito que não deveria me preocupar muito com essa parte. Joguei minha escassa mala em cima da cama. Peguei meu velho notebook que trouxe para pesquisas de emergências e comecei a verificar sobre o museu. Meu queixo caiu. Era lindo. Não, lindo era um eufemismo. Era extraordinário. Era um palácio enorme, com janelas e colunas em toda sua estrutura. A Cor esverdeada dava um toque mágico. Tudo que ele tinha de glorioso tinha de locais para torturas e assassinatos – com seu tamanho gigantesco e inúmeras salas. Será que os Strigoi irão matar cada segurança e funcionário que estiver por lá? Meu corpo estremeceu. Provavelmente não, isso chamaria muita atenção. Olhei a arquitetura do Museu que mais parecia um palácio e logo pensei em Sydney. Ela amaria esse lugar.

O tempo pareceu correr enquanto eu tentava – fracamente – preparar um kit de guerra que, no fim de tudo, resumia em: uma estaca de prata, um canivete (escondido dentro da bota), um colar e anel de cura (proteção em dobro, quem sabe?) e o celular misterioso (onde tomei o cuidado de deixar no silencioso e guardado dentro da outra bota). Eu sabia que eles tomariam tudo de mim, mas eu não iria à batalha sem arma, isso sim seria burrice. Prendi o meu cabelo em um rabo de cavalo bem alto, dessa vez tomando bastante cuidado para deixar às marcas a mostra.

Aproximadamente às 22h40min entrei no carro alugado — deixando para trás meus pertences sem saber ao certo se voltaria para busca-los – e me dirigi para São Petersburgo, dessa vez sem música ou pensamentos nostálgicos. Só sangue e morte me vinham à mente. Se era o deles ou o meu, eu não sabia. A viagem durou cerca de 40 minutos então tive alguns bons minutos para averiguar o local. A paisagem era de tirar o fôlego, o escuro da noite caiu impetuosamente, mas holofotes foram esteticamente colocados para refletir o palácio. Digno de filme.

Algo estava errado, eu estava preparada para encontrar guardas nos portões principais ou – pelo menos – fazendo rondas ao redor do jardim. Mas não havia ninguém. Meu sangue gelou, e não só por que estava um frio desumano, mas por que, de repente, pensei que estivesse certa quando os imaginei matando cada funcionário humano daqui. Droga.

Sai do carro e encarei a estrutura imperial. Faltavam dez minutos. — Tudo bem, Rose. – Murmurei. – Talvez não seja tão ruim quanto você imaginou.

Um som abafado vindo atrás de mim me chamou a atenção, quase como um reflexo me virei pronta para o ataque. Arfei.

* Os Motéis da Russia geralmente são quartos simples de estradas, diferente do Brasil

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, o próximo capítulo vai ser BEM forte e um pouco impactante... Me digam se gostam desses flashes back da Rose, fico um pouco receosa de escrevê-los, porém não vejo outro jeito de contar as informações necessárias. É isso, deixe um comentário, favoritem a história e até semana que vem! :)