A última Rosa
1 Capítulo 1- A última rosa
Notas iniciais
Bom, boa leitura
.: RUKI :.
Eu estava deitado em minha cama, eram 7:00 h e eu tinha que trabalhar, mas meu ânimo não era nenhum, e a vontade que eu tinha era de não mais levantar daquela cama.
E por quê eu estava tão pra baixo? Simples: Reita. Essa era a palavra que definia grande parte dos meus problemas. Sim, eu era secretamente apaixonado por ele, ou pelo menos era assim até ontem, quando o vi dando em cima de uma bela garota durante nossa ida ao parque, sugestão de Kai. Ele achava que \" a primavera estava no ar e que seria ótima oportunidade para nos apaixonarmos por alguém lá\".
Até certo ponto, confesso que fiquei animado, pois eu era estúpido o suficiente para acreditar que poderia acontecer algo entre eu e Reita. Mas que merda, até pronunciar seu nome me dói. Eu estava esperançoso, mas foi quando aquela COISA daquela garota chegou que o meu drama começou. Ele estava totalmente caído por ela, e ela nem era tão bonita assim, ela era apenas pálida, com cabelos castanhos e olhos esverdeados, umas sardas aqui e ali. Tá, confesso, ela era bonita sim, mas poxa, não era pra tanto, nee?
Foi quando depois de horas juntos, que ELE tomou uma iniciativa e a beijou. Minha tristeza foi tamanha que simplesmente não aguentei e gritei:
-Você é um idiota mesmo sabia, Reita?- devo ter gritado alto o sufuciente para que todo o parque ouvisse.
Ele simplesmente se virou assustado e pôs-se a me encarar. Mas não demorou muito para que sua expressão séria se modificasse para uma de preocupação. Eu me perguntava a cara de idiota que eu devia estar fazendo, e de repente, senti uma lagrima traiçoeira escorrer de meus olhos passando pelas minha bochechas. A sequei rapidamente, mas outras vieram em seu lugar. Saí dali correndo, mas já era tarde, todo haviam notado.
E foi isso o que aconteceu. Agora, ele deve estar com aquela idiota em algum lugar por aí, enquanto eu estou aqui, em depressão, deitado em minha cama, SOZINHO.
Mas já era tarde, e, por mais que não tivesse vontade, o trabalho me chamava. Mas o pior de ter que trabalhar é que o meu trabalho era com a minha banda, the GazettE. E todos estariam lá. ELE estaria lá.
Mas eu não podia faltar, estávamos próximos do novo disco e eu era obrigado a ir. Então, com certa lentidão, me levantei, me despi, e me pus a tomar um banho.
Ah, a sensação da água quente escorrendo por meu corpo era tão maravilhosa e parecia levar com ela minhas preocupações. Mas logo quando saí dela, elas voltaram.
Alguns minutos depois de subir em minha moto e dirigir em direção ao estúdio, eu cheguei lá.
Não queria entrar, e sim voltar pra casa agora mesmo, parecia que eu ia despencar a qualquer momento de tão fraco. Mas tomei coragem e entrei com o coração na garganta e com a pior cara do mundo.
Logo entrei e todos me encararam, principalmente Reita, mas nada disseram. O silêncio por mim começado também fora quebrado por mim:
-Vamos ensaiar a nova música.- minha voz estava terrível.
Nada disseram apenas começaram a cantar. Mas merda, no meio da música, algo inesperado: eu comecei a chorar, e minha voz, antes rouca, agora falhou completamente.
Todos perceberam, mas a reação de Reita foi ainda pior: ele retirou seu baixo de si com rapidez e gritou:
-MERDA!
Saiu dali a passos apressados, sem mais nada dizer. E quanto a mim, bem eu literalmente despenquei, e já de joelhos entregues ao chão como os olhos aos prantos, simplesmente disse:
-Gomenasai.- e o silencio voltou a dominar o ambiente.
.: REITA :.
Saí de lá o mais rápido o possível, e pensei no cretino que eu era. Eu errei feio ficando com aquela garota, mas como poderia adivinhar que Ruki era apaixonado por mim? E o pior de saber aquilo foi que algo em meu peito explodiu. Sentia tanta raiva de mim mesmo, tristeza, ódio e tudo que podia sentir. Acho que no final, por saber disso, também me apaixonei por ele. Talvez até mesmo antes disso, eu é que sempre fui idiota demais pra perceber.
Eu tinha que me desculpar, mas como?
Espera, tenho uma idéia...
.: RUKI :.
Estava em minha moto a caminho de casa. Droga, as lágrimas ainda queriam sair?
A rua parecia monótona demais, e isso me desanimou ainda mais.
Depois de alguns demorado minutos, cheguei a meu destino, e como sempre fazia, estacionei a moto na garagem. Saí de lá e fui em direção a porta da frente. Foi então que a vi. Coitada, quase que pisei nela.
Uma linda rosa vermelha me aguardava na porta de minha casa, como uma dama aguarda o seu cavalheiro. Com ela havia um bilhete, que dizia:
\" Essa rosa é para você, a pessoa a quem mais amo.\"
Procurei em todos os cantos, mas não havia assinatura nem nada que pudesse identificar a pessoa que me enviou aquilo.
Aquilo me destraiu a mente, então permaneci meu pensamento ali. Entrei e coloquei a rosa em um jarro com água, o mais lindo que eu tinha. Por um segundo, minha mente voltou a Reita e o que mais desejei naquele momento foi que a rosa tivesse sido enviada por ele. Mas isso era total idiotice. Agora, ele me odiava.
Mas parei de pensar naquilo. Me sentia tonto e cansado, eu estava mal, e ainda não havia comido nada. Preparei um lanche rápido e subi ao meu quarto. Troquei de roupa e caí na cama. Adormeci depressa.
oOoOoOoOoOoOoOo
Acordei, na manhã seguinte, me sentindo um pouco melhor. Mas nesse dia, não fui trabalhar. Não queria vê-lo.
Levantei-me e fui até a janela de meu quarto. A abri e olhei para baixo como sempre fazia. Mas um pontinho vermelho na porta chamou minha atenção.
Desci as escadas correndo e quando abria a porta, a encontrei. Uma rosa idêntica a do dia anterior, linda pequena, e com um perfume doce que para mim era indiscritível.
A peguei, e com delicadeza, a cheirei. Entrei com ela em minhas mãos e me diriji ao jarro de água onde havia posto a outra rosa e coloquei esta junto a ela.
oOoOoOoOoOo
Passei o resto do dia tentando compor novas canções para a banda, mas era muito dificil, e quando percebi, o dia já havia se tornado noite.
Guardei tudo e me encaminhei para meu quarto para dormir.
oOoOoOoOoOo
Meus dias já estavam se tornando uma rotina: não ia mais ao encontro da banda,e sempre que recebia ligações deles não as atendia. Quando acordava, sempre verificava se havia uma rosa em minha porta, e ela sempre estava lá. Eu a pegava e lia os bilhetes com palavras carinhosas.
Depois guardava os bilhetes em uma gaveta e colocava as rosas no jarro com água. Sempre. Depois \"escrevia\" músicas o resto do dia e ia dormir.
Eu já havia me esquecido um pouco de toda aquela confusão com ele, mas ainda o amava, apesar de receber rosas de um estranho. Ah, como eu queria que elas fossem dele.
Eu estava bem, até um dia em que acordei e vi que minhas rosas começavam a murchar. Desesperado, corri para a porta para \"verificar\", e lá estava ela. Senti um alívio incrível invadir meu peito. Mas quando peguei o bilhete para ler o aperto me voltou. Estava escrito:
\"Meu amor, me perdoe por ter te magoado. Você deve pensar que não me conhece, mas sim. Lhe explicarei tudo agora mesmo.ASS:...
\"Não, não pode ser!\" pensava eu.
-ASS:Reita- então ouvi sua voz calorosa e terna surgir por trás de mim, e não tive reação.
Ele passou a mão em meu ombro e foi aí que eu percebi o que estava acontecendo:
-Tire as mão de mim!- eu gritei.
-Por favor, me perdoe...- começou, ele e eu estava prevendo o quão tosco aquilo seria- Eu errei... Principalmente em ficar com aquela garota. Acredite, ela não significa nada para mim. E você significa tudo..-ops, agora ele me pegou de jeito- Eu percebi tarde demais que você era apaixonado por mim, e isso doeu tanto em mim quanto em você, acredite, pois no mesmo instante, eu sabia que sempre senti o mesmo por você, só não havia descoberto até aquele momento. Eu te amo. EU TE AMO, DROGA!- e agora eu sabia que era verdade-Me perdoe por favor.
Agora tudo se encaixava, as atitudes estranhas, as rosas, os bilhetes e até as lágrimas em meus olhos estavam no lugar certo, prontas para escorrerem. E assim aconteceu.
Eu corri ao seu encontro e o abracei, chorando. Fiquei feliz em ter meu abraço correspondido.
-Sim, te perdoo-eu disse- mas, por favor me perdoe também, eu fui tão idiota...
-Eu não tenho o que perdoar. Fui eu quem agiu errado. E aliás...- ele segurou a minha mão onde estava a rosa que ele acabara de me dar. -Por favor, cuide bem dessa rosa, pois ela será a última. — eu não entendi, mas ele tratou de me explicar- Porque meu bouquet acabou.- e de algum modo, eu ri. — Mas eu prometo que Eu compro outro com mais variedade de flores para te trazer uma diferente todo dia.- E sorriu docemente pra mim. Aquele foi o sorriso mais lindo da minha vida.
O abracei e disse:
-Eu te amo.
-Eu te amo também.- então ele ergueu meu queixo e, suavemente, me beijou. O beijo mais doce do mundo. Eu não podia explicá-lo, defini-lo. Era simplesmente perfeito.
Então olhei para ele. E lá estava, com os olhos brilhando, os lábios vermelhos e sua delicadeza, sem falar do doce aroma que ele exalava. Foi então que percebi. Era ele, o que eu mais amei em toda a minha vida e estava ali na minha frente como todas as manhãs: Uma rosa, a rosa, minha rosa.
Aliás, minha primeira, última e eterna rosa.
Notas finais
E então, vocês gostaram?
Tomara q sim, fiz com todo o amor. Obrigada pro lerem
Mereço reviews?
Bjs.
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