A Única Exceção.
14 Primeira Vez.
Notas iniciais
Demorei? *PRA CAAAARALEO*
Bom gente, desculpa mesmo pela demora, mas eu travei um pouco antes de chegar no Lemon. Queria que ficasse REALMENTE legal, por isso que preferi nem me aventurar sem inspiração. Sorry ='(
Queria agradecer MUUUITO pelos reviews. Aiiin fiquei tão feliz, apareceram 7 leitoras novas, nem vou colocar tudo aqui pra não ficar grande demais a notinha, maaas mesmo assim BEM VIIINDAS minhas lindas! Espero continuar vendo-as por aqui ^^
Tbm queria agradecer MUUUUUITO a Bikaulitz, AmyTrumper e Júh THP(a vc flor agradeço duas vezes por recomendar a minha BIORG tbm ^.^) pelas LINDAS recomendações. Fiquei muito feliz meninas, sério! Cap. tá MEEGA dedicado a vocês *OO*
Agora quanto ao capítulo realmente, é o seguinte:
TÁ ENORME! O.O kkkkk
Sério gente, eu não pude deixar menor... ainda ia dividir em duas partes mas ai acho que vcs iam me matar, então postei ele inteiro mesmo. Mas eu acho que vale a pena ler tudo de uma vez sim ^^ kkkk
Não ficou um lemon hot pra caralho, afinal é a primeira vez deles né, tentei deixar mais fofis, e nem sei se consegui, pq eu sou perva demais pra isso, mas enfiiim, tentei AUSHAUAH'
AA e eu fiz o lemon como algumas leitoras me indicaram: 3° Pessoa com alguns POV's dos dois, tá tudo colocado direitinho na fic, vcs vao entender (:
Obg' pela opinião de vcs flores
Chega de conversa e bora ao que interessa!
Desculpem-me errinhos...
Enjoy *-*
Não fiz absolutamente nada de proveitoso no Domingo. Muito mal conversei com a minha mãe, e somente o que ela me perguntava. Ainda não me sentia muito bem pra falar do que aconteceu.
Acho que todo mundo precisa de pelo menos alguns diazinhos pra digerir direito uma situação como aquela e voltar a ser a “mesma pessoa”.
Recusei algumas ligações do Daniel e simplesmente sumi. Era provável que ele estivesse um pouco preocupado, mas eu não estava com cabeça nenhuma pra isso. Conversar. Incentivar. O que eu acabaria fazendo pra despistar a minha falta total de vontade de que qualquer coisa entre ele o Tom acontecesse.
Fiquei o dia inteiro deitado, o que assustou um pouco Simone.
Acho que eu ainda não tinha passado por isso na minha vida. Essa total fossa em que eu me encontrava era primária e eu não fazia idéia de que era tão ruim assim.
Voltei pra cama á noite com o mesmo ânimo que acordei e me preparei pra mais um dia exaustivo na escola. Por diversos motivos.
Acordei, pode-se dizer, com a cara inchada de chorar. Fiquei com ódio de mim mesmo quando me olhei no espelho. Mas que porra! Agora sim eu ia lindo pra escola.
Meu moicano estava totalmente destruído e eu tive vontade de chorar de ódio quando lembrei que precisaria arrumar aquilo. Maldita hora que eu deixei aquelas mulheres me vencerem!
Levantei-me a passos fortes da cama, a fúria me tomando de uma maneira incrível, e fui até o banheiro na esperança de melhorar o meu estado.
Demorei uma meia hora lá dentro, mas sai “consertado”.
Não posso dizer que minha cara estava totalmente sadia, mas com certeza, bem melhor do que estava antes. Talvez meu desânimo que estivesse estragando tudo.
Desci e sem tomar café, aproveitando que minha mãe já tinha saído, caso contrário ela me obrigaria a fazê-lo alegando que eu não tinha comido nada ontem, sai batendo a porta com a mochila no ombro.
Caminhei rápido até a escola, torcendo pra não encontrar ninguém pelo caminho. E não encontrei.
Já estava nos corredores quando escuto alguém me chamando.
– Bill...
Não precisei nem olhar pra saber de quem se tratava. Antes que me virasse notei que ele estava próximo demais e segurava o meu braço. Não pude evitar olhá-lo triste. Sabia muito bem do que a gente ia falar.
– Tom...
– A gente tem que conversar.
– Não, a gente não tem nada pra...
– Temos sim e você sabe! – me interrompeu. Soltei meu braço notando que algumas pessoas ainda passavam por ali também.
– Tudo que tínhamos pra falar, falamos ontem, então chega.
– Não. O que queria falar, você falou, mas ainda precisa me ouvir. – me mexia meio tenso, olhando ao redor com medo de onde aquela conversa podia acabar – Bill eu realmente gosto de você, eu... — parou parecendo meio envergonhado e nervoso com o que tentava dizer. – Eu amo você. – concluiu sem me olhar nos olhos.
Senti todas as minhas defesas se acabarem ali. Eu ainda não acreditava no que tinha acabado de escutar de sua boca.
Agradeci mentalmente por ele não estar olhando pra mim ao dizer aquilo. Minha expressão, que mudara drasticamente naquele momento, com certeza denunciaria que eu, por mais que procurasse negar, sentia o mesmo.
Senti minha visão embaçar e água se acumular em meus olhos. Respirei fundo e fiz força pra me controlar. Como se tivesse adivinhado ele voltou a me fitar com todo aquele brilho que me encantava em seu olhar sumindo dando lugar a um cheio de tristeza. Eu me encontrava do mesmo jeito.
– Tom eu... Nós não podemos.
– Por quê? Por que você só diz isso e não me dá uma explicação qualquer? Você tem medo do que? Você tem vergonha disso, de nós? – disparou várias perguntas deixando até a mim mesmo confuso.
– Não! Eu não tenho vergonha de nada, eu só... – mirei o chão. Não conseguia mais sustentar aquele olhar – Não dá – terminei já sem saber como continuar.
Antes que ele continuasse argumentando, como eu sabia que faria, ouvi novamente alguém me chamando. Dessa vez em um tom mais alto.
– Bill! Ah, você tá ai.
Daniel estava no começo do corredor e agora deixava de conversar com outro garoto para vir até nós dois que nos encontrávamos no meio do mesmo.
– Eu preciso ir – disse começando a andar até ser surpreendido com as mãos do Tom me segurando outra vez.
– Espera. Mas e nós?
Olhei para o meu braço depois pra ele tentando me soltar. Daniel continuava vindo na nossa direção e essa aproximação com o Tom, eu sabia, seria cobrada mais tarde.
– Não existe “nós”, nem nunca vai existir – tentei parecer confiante nas minhas palavras, mas provavelmente minhas voz falha me denunciou – Agora me solta!
– Não até você dizer que a gente pode conversar – mesmo parecendo meio triste com as minhas palavras ele se mantinha forte. – Eu já disse que eu não vou desistir de você.
Se não fosse a situação atual eu poderia até dizer que fiquei feliz com o que ele disse. Acho que no fundo eu não queria mesmo que ele desistisse.
– Tom pára com isso. O Daniel tá vindo, me solta. – tentei outra vez me soltar, sem sucesso.
– E daí? – ele perguntou parecendo pouco se importar.
Mas afinal e daí mesmo? Pra ele tanto fazia se o Daniel estava vindo ou não na nossa direção. Ele não sabia nada do que estava acontecendo, por isso pouco se importava com a presença dele. Revirei os olhos me rendendo.
– Tá bom, depois a gente se fala tá? – ele começou a afrouxar o aperto aos poucos, mas antes perguntando:
– Quando?
Olhei para os lados, meio apavorado vendo Daniel mais próximo e meio sorridente. Tentei manter meu braço bem escondido ao lado do corpo na esperança de que ele nem reparasse.
– Qualquer hora, sei lá, você mora do lado da minha casa! – ele continuou me encarando esperando, imagino, mais exatidão em minhas palavras – Depois da aula passa lá pronto. Agora me solta, por favor – depois de concluir e ele ter certeza de que resolveríamos, ou não, aquilo ele voltou a se afastar um pouco a tempo de Daniel acabar com os cinco passos de distância que o separava de nós.
– Oi Bill, oi Tom... – ele sorriu nos cumprimentando assim que parou na nossa frente. Seu rosto atingiu uma tonalidade rubra repentinamente e eu tive certeza de que era por causa da presença do Tom. Evitou olhá-lo.
– Oi – falei meio nervoso e Tom apenas acenou como costumeiro.
– Onde você estava? To te procurando a um tempão pela escola.
– Estava aqui – respondi óbvio – é melhor a gente ir daqui a pouco começa a aula... – comentei rápido enquanto já começava a me afastar com Daniel deixando Tom para trás. Mesmo assim ele ainda parou e mirou o outro.
– Você não vem? Acho que a sua próxima aula é junto com a nossa – ele não achava, ele tinha certeza. Mirei Tom preocupado e creio que ele tenha notado, pois tratou logo de se esquivar.
– Não, eu ainda vou a biblioteca pegar uns livros que eu to... precisando – terminou sem me encarar.
– Ah – começou Daniel meio desapontado – Então tá. Até mais!
– Até – ele respondeu agora já olhando para mim outra vez.
Sai apressado com Daniel pelos corredores rumo a qualquer canto que nem eu mesmo sabia.
– O que ele queria? O clima parecia tenso – perguntou Daniel me tirando dos meus pensamentos paralelos. Pensei por um pequeno momento, falando depois qualquer idiotice que me veio á mente.
– Nada de mais... Coisas da aula. Da matéria que a gente estudou – respondi simples.
– Hum... Aconteceu mais alguma coisa? Ele estava meio estranho – insistiu.
– Nada... Sei lá, ele estava normal pra mim, não reparei. – ultimamente mentir passou a ser o meu forte.
Ele deu de ombros esquecendo rapidamente o assunto. Suponho que ele confiasse demais em mim pra suspeitar de alguma coisa. Droga! Eu era um péssimo amigo mesmo.
– Onde você foi parar no Sábado hein? Não te achei mais depois que eu fui buscar a bebida – questionou meio acusatoriamente continuando a andar comigo pelos corredores.
– A pergunta é onde você estava né. Onde estava a bebida que você foi pegar? – realmente aquela dúvida ainda estava me assombrando. Passei boa parte da festa sem vê-lo.
Ele corou um pouco e continuou a falar.
– Ah eu queria mesmo te apresentar um garoto que eu conheci ontem.
– Que garoto? – eu ainda estava meio alheio a tudo aquilo pensando no Tom, mas mesmo assim queria saber quem era esse tal garoto que fez o Daniel ficar longe de mim por um bom período da festa.
– Aquele que eu estava conversando antes de te encontrar... – olhou ao redor logo focando em alguém. – Ele está ali, vem – me puxou guiando-nos até um garoto loiro que no momento conversava com mais duas pessoas. Um menino e uma menina.
– Andreas! – chamou a atenção do garoto quando nos aproximamos. Este sorriu reencontrando Daniel.
– Oi outra vez – respondeu se afastando um pouco das duas pessoas que estava até o momento. Ele era bonito, e parecia muito simpático também. Tinha cabelos loiros e meio jogados no rosto. Usava umas roupas quase tão justas quanto as minhas.
– Deixa eu apresentar vocês... Bill, Andreas, Andreas, Bill – acenou para ambos. Cumprimentei-o sorrindo meio fraco, ao contrário dele que parecia bem mais animado.
– Prazer Bill. Daniel me falou bastante de você.
– Prazer – disse somente isso e sorri do mesmo jeito que anteriormente em seguida.
Eles ainda conversaram um pouco e eu posso dizer que eu somente acenava sem nem saber do que eles falavam.
Decididamente eu viajei, e minha mente foi parar em qualquer outro lugar distante dali.
Tom disse que me amava. Eu nunca imaginei que fosse ouvir isso dele. Ainda mais pra mim. Eu fiquei tão feliz, mas ao mesmo tempo tão triste em ouvi-lo dizer aquilo. Queria que tudo fosse mais simples e eu seria a pessoa mais feliz do mundo ao lado dele sem nenhuma preocupação.
– Hein Bill? – “voltei” para o corredor e pra companhia do Daniel e do Andreas.
– Hun?
– Viajou foi? – brincou Daniel sorrindo e me encarando.
– Ah desculpa... O que foi? – desviei o assunto depressa.
– A gente tem que ir pra sala. Vem.
Olhei ao redor e só então constatando que o outro garoto já não estava mais lá.
– Cadê o Andreas?
– Ele já foi Bill. Você deu tchau pra ele – franziu o cenho sem entender – Vem, você tá viajando.
Voltamos a andar nos dirigindo a sala de aula. Daniel então resolveu começar a falar de outra coisa.
– Você dançou com o Tom na festa? – questionou de repente, como quem não quisesse nada, me fazendo quase arregalar os olhos. No momento eu tinha me esquecido daquilo.
– Ahn, não... Da onde você tirou isso? – continuei olhando pra frente naturalmente e senti-o me olhar enquanto caminhava.
– Algumas pessoas viram, sei lá, comentaram...
– Eu não dancei com o Tom – arqueei a sobrancelha direita mirando-o – Dancei sim, mas não com ele. Estava todo mundo junto, ele devia estar por lá também, eu não sei, não vi.
Ele deu de ombros mudando outra vez de assunto, começando a falar pausadamente. Eu percebi que com esses rodeios todos ele estava querendo me dizer algo específico, mas eu ainda não sabia o que.
– Você foi embora muito cedo. Eu nem tive tempo de falar com você.
– Desculpa, eu não estava me sentindo muito legal... Acho que bebi um pouco mais do que devia.
Entramos na sala de aula que por um acaso já estava praticamente cheia, e com um professor dentro. Sentamos do lado um do outro e ele continuou.
– Queria te perguntar uma coisa – recomeçou meio que sorrindo de lado.
– Fala – cruzei os braços em frente ao corpo e praticamente me deitei na cadeira deslizando boa parte do corpo no acento.
– O que a gente faz depois de ficar com um cara na festa dele?
– O QUE? – praticamente gritei na sala de aula desviando a atenção de todos para nós dois, inclusive do professor.
– Kaulitz? – ele rapidamente abaixou os óculos me olhando assustado – Algum problema? – mirei-o depois ao Daniel que no momento estava, mesmo que meio vermelho pela situação, com um sorriso no rosto.
– Não... Desculpa, eu... To legal – sorri amarelo me aproximando da cadeira ao lado para conseguir conversar mais reservadamente com Daniel.
– Como isso aconteceu? – questionei tentando disfarçar a minha... Pra falar a verdade não sei exatamente qual emoção estava se passando dentro de mim agora. Mas talvez ciúmes, raiva, tristeza fossem algumas que descrevessem bem o momento.
Então o Tom vem com essa história de que me ama pra dois dias antes ficar com o meu melhor amigo?! Bom saber!
– Eu voltei pra sala te procurando, ai vi o Tom descer as escadas correndo, não sei por que, e fui conversar com ele...
*Flashback on*
3° Pessoa.
Tom desceu as escadas rápido, mas não o suficiente para alcançar o Bill veloz que passou pela porta com os olhos cheios de lágrimas.
Parou em frente à mesma quando sentiu-se ser abordado por alguém. Olhou para o lado e se deparou com o melhor amigo do moreno agora de moicano, parado próximo ao lugar que ele se encontrava.
– Oi – disse Daniel um tanto quanto alto devido a música que era fortemente ouvida no local.
Tom mesmo ainda olhando um pouco ao redor, em busca de um único ser com um moicano daquele tamanho na festa, foi simpático com o garoto.
– Oi Daniel.
Este lhe sorriu abertamente. Aproximou-se um pouco mais para dessa vez falar um tanto mais próximo ao ouvido do garoto de tranças.
– Procurando alguém?
Tom sentiu por uma fração de segundos os pêlos de sua nuca se eriçarem. Não era necessariamente quem o fizera, mas aquela área sua era extremamente sensível mesmo.
Sorriu breve desviando o assunto.
– Não... Só estava dando uma geral.
– Será que eu podia falar com você em outro lugar? Aqui tá meio difícil – tornou a falar próximo ao ouvido de Tom que concordou simples indicando o lado de fora de sua casa.
Saíram e pararam perto da lateral do lugar. Algumas pessoas passavam apenas pela frente, mas não necessariamente ali. Era afastado o suficiente da badalação e da música alta que tocava.
– Aqui tá melhor? – questionou Tom que ainda parecia meio absorto no garoto esguio e moreno que ele a pouco falara.
– Está sim... – Daniel prosseguiu mesmo que com um pouco de insegurança – Olha... Eu não sabia que a festa era por causa do seu aniversário...
Tom riu achando engraçado que o outro quisesse lhe dizer isso como se estivesse se desculpando.
– Não, não é meu aniversário... Foram os G’s que te falaram isso?
– É... Talvez.
– Eles são doidos, não liga não. Meu aniversário é só semana que vem, a festa foi uma total coincidência. Eu não me lembrava que as duas datas estavam próximas.
Daniel sorriu de lado olhando fixamente aqueles orbes castanhos á sua frente.
– Mesmo assim eu queria te dar uma coisa... – aproximou-se alguns passos e Tom inconscientemente recuou um, não entendendo a proximidade.
– Ahn, tá... Dar o que?
– Meu presente – sorriu com mais confiança sentindo estar muito próximo do que ele queria agora.
– Ah não precisa se preocupar, nem é meu aniversário...
– Mas eu faço questão – interrompeu antes que o outro continuasse acabando com o pequeno espaço que restava entre eles juntando os lábios aos de Tom.
Ainda que inseguro Daniel colocou a mão entre as tranças do outro fazendo assim com que se juntassem um pouco mais. Daniel não se apressou em pedir espaço com sua língua para aprofundar um pouco mais o beijo, e sendo concebida, continuaram desse modo por alguns minutos. Tom surpreso não tivera nenhuma reação sequer. Nem de se afastar, nem de prosseguir calorosamente. Ele somente estava ali e nada mais. Daniel cessou o beijo aos poucos depositando um último selo nos lábios do outro ainda de olhos fechados.
– Daniel... – começou o de tranças querendo explicar-se.
– Eu tenho que ir – interrompeu passando os dedos nos lábios meio avermelhados e sorrindo meio corado saindo sem dar nenhum tempo sequer para que o outro pensasse em dizer qualquer coisa.
Tom somente o seguiu com o olhar vendo-o desaparecer pelas ruas.
– Merda... – falou baixinho tirando o boné da cabeça e passando a mão por toda sua extensão, pensativo e confuso.
Ainda pensava em Bill, e ainda por cima Daniel era seu melhor amigo e, embora aquele beijo não tivesse passado de uma rápida troca de salivas sem sentimento algum para si, ainda pensava na condição dos dois garotos. Melhores amigos.
*Flashback off*
Eu continuei estático no mesmo lugar depois de escutar cada palavra da explicação dele. Juro que fiquei sem saber o que fazer.
Daniel ainda sorria esperando a minha reação. Minha vontade era de sair correndo daquela sala pra não precisar dizer mais nada, mas infelizmente eu não podia. Engoli um grande nó que se formou na minha garganta e comecei meio horrorizado.
– Você se deu de presente pra ele??
– Ahn, falando assim parece até estranho – parece? – Eu só dei um beijo de presente. Ai Bill você não faz idéia de como ele beija bem.
Parei com aquela frase. É. Eu sabia sim, obrigado. Infelizmente eu sabia.
Resolvi dar por encerrado aquela conversa logo, não queria ficar questionando nada mais.
– Nossa... Então deu tudo certo – falei sorrindo fraco e retornando a atenção para frente em seguida.
– Uhum! – ele concordou animado.
Ajeitei-me na cadeira e tentei prestar atenção na aula.
Até confesso que não ouvia sequer uma palavra, mas mesmo assim fingia estar no mínimo atento as palavras do professor.
A minha vontade naquele momento era algo próximo de matar o Tom. Eu estava com raiva, mas principalmente estava chateado. Eu imaginava, ou sabia, que ele não era assim super resistente e a minha prova foi tirada naquele momento.
Virei a cabeça para o lado oposto, procurando manter aquela lágrima insistente que teimava em cair escondida do campo de visão do Daniel. Enxuguei-a rapidamente tentando esquecer o que havíamos acabado de conversar.
~~
É incrível como quando a gente deseja desesperadamente que o tempo passe, ele praticamente para. Enquanto que quando você torce pra que demore ele passa voando.
Quando eu menos esperava já estava terminando a última aula do dia, e ainda pior eu já estava atravessando os portões a caminho novamente da minha casa.
– Eu to indo, tenho que chegar logo em casa porque fui “escalado” pra fazer compras com a minha mãe – começou Daniel com desgosto.
Dei uma breve risada da sua expressão me lembrando de quando eu fui escalado pra fazer a mesma coisa. Assim que lembrei-me de outros detalhes que envolviam isso meu sorriso se desfez imediatamente.
– Ok. Amanhã a gente se vê.
Ele se aproximou me dando um abraço de despedida.
– Qualquer coisa liga... – jogou um beijo no ar extremamente sorridente, claro eu sabia o porquê, e saiu para o caminho oposto ao meu.
Não me demorei muito mais para ir embora retomando o caminho para minha casa.
Segui todo o percurso com as mãos nos bolsos do casaco mirando cada passo que meus pés traçavam.
Cheguei logo em casa e só olhei para cima ao avistar um par de grandes tênis brancos em frente a ela. O dono deles estava encostado parecendo meio impaciente com ambas as mãos nos bolsos da calça. Mirei-o sem ânimo.
– Você disse que... – começou ele, mas logo parei-o.
– Eu sei o que eu disse – passei por ele abrindo a porta – Entra.
Ele me seguiu calado. Eu também não disse uma só palavra, seguindo para o meu quarto com ele ao meu encalço.
Eu até podia ficar na sala, mas preferi ficar mesmo no meu quarto sem riscos da minha mãe chegar de repente. Mais difícil ela chegar de surpresa no meu quarto.
Entrei jogando a mochila na cama de qualquer jeito vendo-o fechar a porta à suas costas. Sentei na cama esperando. Ele se virou me encarando.
– Por que você está fugindo de mim?
– Quem disse que eu to fugindo? Eu to aqui ou não to?! – comecei arqueando uma das sobrancelhas meio que impaciente.
– Isso porque eu praticamente te obriguei...
Revirei os olhos. Ele se aproximou abaixando-se à minha frente e jogando sua mochila também em qualquer canto. Evitei olhá-lo nos olhos.
– O que tá acontecendo?
– Não tá acontecendo nada – insisti.
– Então por que você desistiu do que estava acontecendo entre a gente?
– Não tinha nada acontecendo entre a gente. – falei com desdém.
– Você chama o que aconteceu na minha casa e na sua de nada? – questionou incrédulo. Fiquei calado somente mirando-o. Péssima idéia.
– Dá pra ver no seu olhar que você ainda me quer – retornou aquele tom meio malicioso que ele tinha. Enfureci-me profundamente.
– Sai daqui e para com isso! Se eu disse que chega é porque chega! – sai de perto deixando-o olhando para o nada — Por que você não vai procurar alguém mais interessante? – parei perto da porta cruzando os braços falando com sarcasmo.
– Porque pra mim não tem ninguém mais interessante – respondeu Tom simples se erguendo e ficando de frente para mim.
– Para com isso, você não me convence mais. E aquela sua historinha de hoje mais cedo, eu quase cai...
– Que historinha? – ergueu a sobrancelha.
–... – fiquei mudo. Não era necessário dar mais detalhes. Suspirei emburrado.
– Aquela “historinha” que você diz, foi quando eu disse que te amava?
Olhei meio incomodado para os lados me direcionando a qualquer outra parte do quarto. Ele me seguiu com o olhar.
– É...
– Não era historinha. Pode parecer cedo, mas é o que eu to sentindo de verdade... Nem eu sabia como era até conhecer você. Mas agora eu tenho certeza – mais uma vez fiquei calado sem saber como responder. Eu sentia a mesma coisa. Mesmo achando que tudo aconteceu rápido demais para o que eu poderia explicar, eu tinha certeza. Porque com ele era diferente. Eu me sentia diferente. E eu sabia que isso era uma coisa boa.
Mas agora só pra completar tudo isso ainda tinha mais essa do Daniel. Aquele maldito beijo que eu, mesmo sem querer, cogitava de acontecer entre eles. Por mais que eu parecesse irritado, Tom não parecia nem ao menos se lembrar de nada. Será que ele estava bêbado? Ou não deu importância nenhuma aquilo? Agora eu me encontrava ainda mais confuso do que antes.
Ele chegou perto, mas não tanto a ponto de fazer eu me afastar outra vez. Me olhou nos olhos parecendo sério.
– Não pense que foi fácil pra mim te dizer aquilo. Nem entender o que estava se passando na minha cabeça. Mas eu te disse não foi? Então por que será que você não quer dizer o que está acontecendo com você?
Engoli em seco querendo falar tudo que estava entalado na minha garganta. Mesmo assim continuei firme.
– Porque não diz respeito só a mim. E eu não tenho o direito de contar.
– Isso está me parecendo mais complicado do que eu imaginava... – ele falou mais para si mesmo.
– Mas que droga também, por que você tinha que beijar o Daniel?! – soltei de uma vez sem conseguir conter minha fúria.
– O que? Eu não... Então foi por isso? – ele começou parecendo clarear as idéias na cabeça.
– Mas é claro que não, eu falei com você antes disso... Mas ajudou. – me afastei voltando para perto da cama. Tom me seguiu com o olhar. Sorriu fraco continuando.
– Eu não beijei o Daniel, ele me beijou.
– O que não faz muita diferença, porque você, educado, retribuiu. – retruquei irritado.
– Eu não... Eu fui pego de surpresa Bill, você queria que eu fizesse o que? – ele se aproximou um passo e eu continuei no mesmo lugar.
– Qualquer coisa, mas você não devia ter feito aquilo!
– Aquele beijo não significou nada pra mim. Sério.
– Por isso mesmo! Ele gosta de você! – arregalei os olhos assim que terminei a frase tampando a boca, tardiamente, com a mão – Merda.
Tom teve a mesma reação que eu. Arregalou os olhos.
– Ele o que?!
Desabei na minha cama, que se encontrava atrás de mim, passando a mão desesperadamente pelo rosto.
– Mas que merda eu sou um...
– Você não tá falando sério né?
– Eu pareço estar brincando por um acaso? – ironizei ainda sem olhá-lo. Senti a cama afundar ao meu lado indicando que ele se sentara.
– Mas... Como?
– Eu não sei, como é que eu vou saber o que se passa na mente dele?!
Ele continuou mudo, e pelo pouco que eu me virei para encará-lo, notei que ele estava boquiaberto.
– Bill, o Daniel não pode gostar de mim, a gente nem se fala – falou como se estivesse explicando pra uma pessoa um tantinho mais lerda do que o normal.
– O que não torna necessariamente impossível ele gostar de você.
Ele ficou calado por um tempo meio indeterminado pra mim.
– Então era por isso...
– É... Eu sabia que não devia ter me metido no meio dessa história – ele me olhou sem entender – Foi idéia do Daniel eu me aproximar de você. Ele queria que nós nos tornássemos no mínimo próximos pra você nos chamar pra aquela festa e ele conseguir... se aproximar de você – expliquei sem tornar a citar o beijo. Ele já estava entendendo afinal.
– Ele tinha um plano?
– Tinha Tom, tinha. Pra você ver que era sim importante pra ele. Quer dizer, ainda é! – falei meio desesperado entendendo o que eu mesmo estava dizendo – E eu, monstro, estraguei tudo! – tornei a cobrir o rosto com as mãos sem querer encará-lo.
– Bill para com isso, você não é nenhum monstro. A culpa não é sua, o que a gente podia fazer? – começou Tom tentando afastar minhas mãos do meu rosto.
– O que eu podia ter feito? Ter me afastado enquanto dava. Ele me pediu pra ajudar não pra me apaixonar por você também.
Tom abriu um pequeno sorriso ao me ouvir dizer aquilo. Acabei soltando sem nem perceber.
– Então você também tá gostando de mim? – questionou ainda que meio inseguro.
Desconversei logo.
– Isso não vem ao caso, e eu também não falei isso...
– Falou sim – sorriu de lado me encarando.
– Tá, eu falei, mas mesmo assim... Isso não faz com eu possa ficar com você. Nem muito menos torna tudo simples – fitei-o também.
Arqueou a sobrancelha com cara de indignação.
– Você vai desistir porque o seu amigo “gosta” de mim? – fez questão de frisar a ironia na palavra “gosta”. Dessa vez quem vez quem ficou indignado foi eu.
– Nossa Tom, que bom amigo que você seria...
– Bill será que você não tá vendo que isso é impossível? Ele acha que gosta de mim... Ele só imaginou isso, ou sei lá o que. Olha, eu não me apaixonei por você sem te conhecer, e nem você por mim. Aliás, você nem gostava de mim... Quem sabe ele até desistiria se me conhecesse melhor – dizia tudo ainda me olhando e eu somente fazia o mesmo, embora com o olhar meio baixo.
– Não interessa se ele imaginou ou não, é o que ele sente. Eu não tenho o direito de duvidar de nada – retruquei desviando a atenção de seus orbes castanhos.
– Bill eu gosto é de você – ele segurou meu queixo forçando-me a mirá-lo – E também o que você espera que eu faça? Eu não sinto nada por ele. Quer dizer, ele é seu melhor amigo e um conhecido pra mim... Nada mais.
– Do mesmo jeito que você aprendeu a gostar de mim, você aprende a “desgostar” – me ergui rápido da cama querendo me afastar o quanto antes.
– Nossa, você fala como se fosse muito simples – me buscou instantaneamente com o olhar.
– Se não é a gente simplifica – terminei tentando ser um pouquinho mais áspero. Encostei-me a parede ao lado da porta.
– Bill se trata da nossa felicidade, e eu só vou ser feliz com você do meu lado... Por isso que eu tenho persistido tanto. Porque eu te amo – se tudo que ele tinha me dito ainda não tinha causado a minha morte... bem, no momento eu estava morto. Ele disse outra vez que me ama, só que dessa vez com muito mais confiança do que antes.
– Não era isso que devia acontecer! – olhei pra cima com os olhos levemente molhados. Não era isso, não era assim. Mas também, que droga! Tom tinha mesmo que se mostrar tão adorável às vezes?
– E você por um acaso tinha um roteiro do que ia acontecer com a gente? – perguntou meio irônico se levantando da cama e caminhando até mim.
– Não... – continuei fitando o teto. Não ia chorar! – Mas eu tinha tudo muito bem planejado na minha mente. E me apaixonar por você não estava incluso.
– Acontece que a nossa vida não é uma novela, e a gente não pode prever o que vai acontecer.
– Eu não quero decepcionar o Daniel mais do que eu já estou fazendo... – abaixei o olhar encarando-o sem conseguir evitar mais que as lágrimas caíssem.
– Você não está decepcionando ninguém, você só está... vivendo – tocou meu rosto limpando calmamente cada gota que insistia em percorrer o mesmo caminho que as primeiras lágrimas traçaram — A SUA vida. Do jeito que você precisa.
– E se tudo der errado? – perguntei meio tolamente. Tom sorriu fraco de lado.
– Se tudo falhar... Eu prometo continuar do seu lado.
Sorri ainda mais leve do que ele, sentindo outra lágrima quente atravessar minha bochecha. Ele se aproximou um pouco mais e me puxando pra perto pela cintura me abraçou. Retribui com força. Acho que há tempos eu queria um abraço como aquele. Que me reconfortasse tanto quanto ele estava fazendo. Mesmo que por um pequeno período, me senti protegido de qualquer coisa e qualquer situação. Se afastou apenas um pouco me dando abertura pra continuar.
– Mas a gente... – fui impedido de terminar quando ele selou nossos lábios com calma.
– Eu preciso de você – olhou-me fixamente impedindo qualquer tentativa de quebrar o contato.
– Eu também...
3° Pessoa.
Foi somente o que Bill conseguiu dizer antes de puxar o outro por suas tranças para perto beijando-o dessa vez mais demoradamente do que antes. Sem demoras pediu passagem com a língua para intensificar o beijo, esta sendo concebida de imediato. Tom suspirou pesado com o contato do piercing do mais alto em sua boca e logo após do seu com a do outro.
– Você não disse que isso não ia mais se repetir? – questionou o de tranças em um sussurro meio provocante, praticamente sem se afastar do corpo a sua frente.
– Você não deve levar em consideração tudo que eu digo... – disse Bill ainda de olhos fechados somente sentindo o carinho que o outro lhe fazia na nuca. Este sorriu de lado com a resposta do maior.
Afastou-os da parede puxando Bill pela cintura prosseguindo assim com o contato dos corpos. Inverteu as posições começando a direcioná-los até a cama, sem pressa enquanto mantinha os lábios grudados aos do moreno. Tornou a sentá-lo, ficando por cima do corpo magro abaixo de si. O maior cessou o beijo olhando o outro meio de baixo.
– Tom... – começou, mas este lhe interrompeu imaginando o que ele queria dizer.
– Desculpa, a gente tá indo rápido demais...? – perguntou meio preocupado.
Bill’s POV.
– Não é isso... Eu quero, só... – senti meu rosto começar a corar com o que eu estava prestes a dizer – Nunca fiz isso antes – falei meio baixo. Eu queria continuar. Queria que fosse com ele, mas ainda estava meio preocupado, afinal eu não somente não tinha feito aquilo com ninguém. Menos ainda tinha feito com um homem. Eu sabia do que se tratava e que obviamente não seria eu a ficar por cima.
Ele sorriu fofo pra mim me vendo enrubescer.
– Não se preocupa... Eu vou tomar conta de você. Prometo – me senti mais confortável com aquelas palavras. Ele continuou – E nesse quesito eu também sou novo – completou sorrindo pra mim me fazendo ter a mesma reação. Claro eu imaginava que ele também nunca tinha transado com um homem, então se eu era virgem, ele também era. Nesse ponto sim.
Tom voltou a se aproximar beijando meu pescoço de leve, me arrancando um leve suspiro.
– Tom...
– Relaxa Bill... Sou eu que estou aqui com você.
3° Pessoa.
Aquelas palavras foram suficientes para que o maior se rendesse de uma vez. Sem medo. Ele teve a certeza de que em Tom poderia confiar.
Bill embolou os dedos nas tranças do outro e pressionou o corpo ainda mais perto. O menor arfou com o contato e a repentina mudança de ações do moreno.
Se beijavam lenta e demoradamente. Ambos exploravam cada pedacinho que pudessem descobrir de suas bocas, se possível memorizando cada caminho que suas línguas fizessem.
Tom foi levando o corpo de Bill para o meio da cama facilitando para que ele pudesse deitar-se por cima deste. No meio do caminho tirou sua própria camisa jogando-a em qualquer canto do quarto. O moreno somente admirou atentamente cada pequeno detalhe do abdômen bem feito do outro. Viajou por um momento no pequeno caminho que desaparecia no cós da boxer preta que o outro usava.
Tom’s POV.
Notei seus olhos brilharem com a visão. Sorri fraco e vaidoso com isso. Mas não me demorei no ato. Ainda tinha muitas coisas que eu queria explorar no corpo dele.
Ia voltar a me deitar por cima de Bill, mas fui impedido quando ele de repente ergueu-se um pouco da cama, para começar a acariciar minha barriga com umas das mãos e com a outra arranhar as minhas costas. Suspirei pesado sem conseguir me conter.
Ele começou a passar os lábios por toda a região intercalando entre lambidas, e suaves mordidas. Ergui a cabeça buscando por ar assim que senti sua língua passar levemente pelo cós da minha boxer. Segurei seus cabelos com moderada força fazendo-o abandonar o que estava fazendo e me mirar meio malicioso. Sorri do mesmo modo me abaixando para encontrar novamente seus lábios. Dessa vez beijei-o com mais urgência do que das outras anteriores.
Seu beijo era totalmente diferente pra mim. Era único, especial. Só ele era capaz de me enlouquecer com esse simples contato.
3° Pessoa.
Bill voltou a puxar as tranças do outro trazendo-o para dessa vez deitar-se por cima dele.
Tom passou a explorar toda a parte de cima do corpo do moreno, acariciando e passando suas curtas unhas nas regiões mais sensíveis do maior. Mexia-se suavemente roçando e estimulando os membros dos dois que agora se encontravam bem despertos.
Afastou-se um pouco para enfim se livrar de alguma peça de roupa de Bill. Tirou sua blusa arremessando-a também em um canto qualquer.
Visualizou aquele corpo longos segundos fazendo com que o rosto do maior atingisse aquela mesma tonalidade rubra de pouco tempo atrás.
– Não precisa ficar com vergonha. Você é perfeito – falou Tom enquanto voltava a se abaixar lhe dando um rápido selinho. Bill sorriu de leve quase que retornando a sua coloração normal.
Voltou sua atenção para a nuca e pescoço do moreno, beijando e depositando algumas mordidas e chupões pelo caminho. Lambia demoradamente toda aquela extensão fazendo Bill soltar alguns gemidos baixos e incontroláveis. Este arranhava com força as costas do de tranças deixando grossas marcas pelo caminho.
Tom foi descendo sua atenção para o abdômen do outro, se demorando antes em seus mamilos. Brincou eroticamente com seu piercing e o do de moicano que adornava o local em que ele se distraia.
Bill’s POV.
Joguei a cabeça para trás tentando controlar aqueles insistentes gemidos que saiam da minha boca. Eu estava extasiado e qualquer medo e preocupação que eu tinha antes desapareceram no mesmo instante. Ele continuou descendo os beijos depositando-os em cada pedacinho do meu corpo que sua língua passava.
Chegou à minha estrela se demorando por ali. Abaixou um pouco minha calça afrouxando meu cinto, para quase chegar a vê-la por completo.
– Adorei suas tatuagens. Não sabia quantas você tinha...
– Você não sabe muita coisa sobre mim – falei provocando-o. Ele somente sorriu dizendo:
– Então eu quero descobrir...
Voltou-se para o cinto da minha calça, tirando-o. Depois abriu calmamente os botões do meu jeans. Meu nervosismo voltou à tona imaginando o que ele iria fazer. Imaginando não. Sabendo.
Ele olhou para mim como se pedisse permissão para continuar. Eu acenei breve concordando.
Tom’s POV.
Tirei sua calça levando junto sua boxer branca e os tênis que ele usava.
Ele suspirou pesado.
Seu pênis já estava totalmente ereto, assim como o meu que ainda se encontrava embaixo da minha calça. Fiquei meio impressionado com o tamanho. Não pensei que ele fosse assim tão bem dotado. Mas eu também era e decididamente ele ainda teria muito o que aguentar.
Voltei a olhar pra ele que parecia nervoso aguardando. Dei meu melhor sorriso malicioso dizendo em seguida:
– Relaxa. Você vai gostar... – disso eu tinha certeza que ia.
3° Pessoa.
Tom começou a massagear lentamente o membro do moreno ainda mantendo a atenção no rosto deste que agora mantinha os lábios entreabertos respirando com alguma dificuldade, e de olhos fechados.
O garoto de tranças sorriu outra vez e o apertou com força. Bill imediatamente arqueou o corpo puxando com força os lençóis da cama. Abriu os olhos procurando os de Tom que agora continham tanta luxúria quanto os seus.
Como se aquilo tivesse lhe servido de estímulo, o menor abocanhou de uma vez o membro do outro, colocando-o quase que inteiramente na boca.
Bill arfou alto tornando a afundar a cabeça na cama, puxando com cada vez mais força os lençóis.
Tom continuou seu trabalho fazendo o moreno gemer a cada instante mais alto.
Lambia toda a sua extensão para depois voltar a colocá-lo na boca com os mesmos movimentos de antes. Sua mão direita o auxiliava massageando o membro do outro enquanto a outra se ocupava em acariciar outras partes do corpo de Bill.
O de moicano já podia sentir que logo não aguentaria mais e nem pode dizer nada antes de se despejar na boca de Tom e em sua própria barriga.
Bill’s POV.
Eu ainda respirava com um pouco de dificuldade naquele momento. Fiquei imaginando, por um pequeno período de tempo, se eu devia ou não ter me segurado. Ainda não tinha certeza se devia ter ejaculado na boca dele. Mas foi sua total culpa. Ele me impediu até de pensar naquele momento.
Obtive a confirmação de que Tom não havia se importado quando este voltou a se erguer e ainda com parte daquele líquido na boca, tornou a me beijar.
Senti meu próprio gosto, que mesmo a princípio parecendo meio estranho, misturado com seu beijo me fez sentir a mesma sensação gostosa de antes.
Ele continuou a me beijar por longos minutos e eu já podia sentir novamente algo começar a ganhar vida em meu baixo ventre enquanto ele voltava a me acariciar. Ele se afastou minimamente da minha boca e parecendo ler meus pensamentos falou:
Tom’s POV.
– É normal... E gostoso.
Disse fazendo-o ter certeza de que ele não havia feito nada de errado e embora eu nunca tivesse feito aquilo, também tinha gostado. Decididamente Bill era gostoso demais.
Depositei outro beijo em seus lábios enquanto ele sorria, aliviado, diga-se de passagem.
Tomando cuidado para não me afastar por completo do calor do seu corpo tirei meus tênis com os próprios pés e logo depois, erguendo-me um pouco, tirei a calça, sem muita dificuldade graças ao seu tamanho, e junto minha boxer.
Notei-o novamente vidrar-se, só que dessa vez em outra parte do meu corpo. Fiquei de joelhos e o vi apoiar-se nos cotovelos somente me admirando com um sorriso um tanto perverso.
Comecei a massagear meu próprio pênis em busca de um pequeno alívio que ele estava praticamente gritando. Envolvi-o com minha mão direita começando uma pequena masturbação.
Fiz todo o processo sem desviar a atenção dos seus olhos que me encaravam com a mesma intensidade.
3° Pessoa.
Bill mantinha o olhar atento ao que Tom fazia. Ora mirava os orbes do de tranças, ora descia o olhar para outra parte tão interessante quanto. Mordia o lábio inferior, sentindo-se voltar a se excitar do mesmo jeito que antes. Respirava pausadamente.
Tom, ao sentir um pré-gozo começar a ser liberado por seu membro, parou o que estava fazendo. Pretendia que o resto acontecesse de outro jeito.
Aproximou-se mais se colocando entre as pernas do moreno afastando-as um pouco. Bill suspirou breve. De medo e excitação. O de tranças notando, procurou tranquilizá-lo.
– Eu vou te preparar antes... – começou segurando as pernas do maior com um pouco de força a fim de se encaixar melhor.
– Uhun – foi somente o que Bill conseguiu pronunciar.
Tom colocou o dedo médio na boca lambuzando-o um pouco para depois colocá-lo com cuidado no orifício apertado do moreno. Este tornou a apertar os lençóis tentando controlar aquela pequena dor que começava a lhe invadir.
O de tranças pressionou ainda mais o dedo para dentro fazendo com que Bill se acostumasse um pouco.
Fez o mesmo processo com mais dois dedos, tentando facilitar um pouco a penetração que viria a seguir e que, com certeza, seria mais difícil.
Iniciou somente suaves movimentos de vai e vem com os dedos dentro do outro acostumando-o um pouquinho mais.
Mesmo que a princípio Bill estivesse sentindo-se meio incomodado e dolorido, com um pouco mais de carícias já estava relaxado e receptivo. Gemia baixo movendo suavemente os quadris auxiliando Tom naquelas investidas.
O de tranças notando o maior já mais tranquilizado tirou os dedos, recebendo um pequeno muxoxo de desaprovação deste, e se ajeitou entre as suas pernas, tornando a abri-las um pouco mais.
Fitou o de moicano.
– Eu vou com calma, prometo.
Bill’s POV.
Eu estava nervoso, mas agora mesmo é que eu queria continuar e somente concordei com a cabeça.
Ele pegou seu pênis e lambuzando-o com o pré-gozo que saia deste começou a encaixá-lo na minha entrada. Fechei os olhos, segurando os lençóis e respirando meio pesadamente.
Forçou-o para dentro e senti uma dor enorme quando somente a cabecinha entrou. Arfei alto o bastante pra que ele parasse.
– Quer que eu pare?
– Não – respondi ainda de olhos fechados, mas firme – Continua, Tom.
Senti-o voltar a forçar fazendo agora com que mais boa parte entrasse. Estava me sentindo ser rasgado por dentro. Aquilo sim era uma dor dos infernos!
Tom continuou agora com um pouco mais de facilidade do que antes. Não que aquilo não estivesse doendo e ardendo, mas agora tornava-se suportável. Ele pressionou um pouco mais o corpo para perto fazendo com que o que ainda restava entrasse.
Quase gritei sentindo-o todo dentro de mim. Mas que porra, como ele era grande!
Eu respirava meio rápido e descompassadamente me acostumando com aquela invasão. Mirei-o e ele estava de olhos fechados com a cabeça meio erguida e boca entreaberta sorvendo praticamente todo o ar do local.
Tom’s POV.
Continuei parado somente esperando que ele dissesse que estava pronto.
Estava reunindo muita força pra não continuar as investidas de uma vez. Ele era tão apertado e tão quente que eu começava a ter ainda mais vontade de aliviar aquela sensação latejante que eu sentia cada vez aumentar no meu membro.
Bill se contraindo, sem nem imaginar que aquilo me atiçava, não estava ajudando em nada. Respirei fundo me controlando.
Abaixei o olhar abrindo os olhos e encarando-o. Ele disse fraco retribuindo o olhar.
– Continua.
3° Pessoa.
Tom então com o comando começou a se mexer com suaves movimentos de vai e vem. Gradativamente passou a aumentar a velocidade das investidas ao mesmo tempo em que ele e Bill gemiam casa vez mais alto.
Começou a entrar com ainda mais força, saindo quase que completamente para depois retornar com vontade.
O moreno afundara a cabeça entre os travesseiros agarrando fortemente os lençóis da cama, tirando-os totalmente do lugar. Movimentava os quadris no mesmo ritmo auxiliando Tom nas estocadas que iam ficando mais precisas e certeiras, impedindo-o de conter os altos ofegos e gemidos que saiam de sua boca.
Tom gemia com a mesma intensidade, excitando ainda mais o maior. Tocou com força o ponto mais sensível de Bill fazendo-o praticamente gritar de prazer. Notando sua reação o de tranças continuou no mesmo lugar, investindo com agilidade.
Aproximou o corpo do moreno, entrelaçando as mãos com força enquanto continuava com as estocadas. Não foram necessárias mais do que três para que Bill se desmanchasse em sua barriga e na de Tom e que este fizesse o mesmo no interior do outro.
O menor exausto deitou-se por cima do corpo do moreno, sem carregá-lo com todo o seu peso. Continuavam de mãos dadas e Bill utilizou a outra para acariciar as tranças do menor que tentava retornar sua respiração normal em cima dele.
Tom somente sentia o peito do de moicano subir e descer, aos poucos diminuindo de velocidade. Quando ambos retomaram suas respirações ao estado normal o de tranças deitou-se ao lado do outro, saindo de dentro deste e abraçou-o de frente o puxando para perto pela cintura.
Tom’s POV.
– E ai? – perguntei meio divertido olhando-o nos olhos.
– Você me deixou exausto – falou Bill meio malicioso se aproximando e depositando um rápido beijo em meus lábios.
– Isso é bom... – disse sorrindo de lado do mesmo jeito que ele.
– Você foi incrível – terminou me olhando nos olhos. Eu sabia que ele não se referia somente ao que a gente fez, mas também como fizemos. E principalmente ao carinho que eu procurei ter o tempo todo com ele.
– Você também foi – sussurrei dando um beijo em sua testa trazendo-o mais para perto, fazendo-o me abraçar com força.
Ele afundou a cabeça na curva do meu pescoço e com a voz meio abafada começou a dizer:
– Tom... Não dorme...
Sequer tive tempo de dizer nada para ele antes de abaixar o olhar buscando seus orbes agora fechados e sua respiração tranquila me contagiando.
Dei uma leve risada e puxei um lençol para nos cobrir, voltando a apertá-lo contra meu corpo, acabando por adormecer também segundos depois.
Notas finais
Revelaado o que o Dan tava aprontando... Andreas chegou na estória geeente! E agora hein, o que será que esse ser vai aprontar?! kkkkk
Quero saber o que vcs acharam do lemon viu... MEEEESMO *OO*
Espero que esteja bom, eu até que gostei vai, depois de 20383487 anos kkkk
Vcs devem estar pensando: "Essa bitch começou com uns capitulos menorzinhos agora tá ai colocando 49746 palavras pra gente ler O.o" kkkkk Isso foi uma pequena exceção pq tinha lemon na área flores, os outros, imagino, serão menores ;)
Comentários, recomendações, elogios e criticas construtivas fazem muito bem e me incentivam a continuar ^^
É isso lindas
Até o Cap. 16 (:
Beeeijo ♥
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