A Única Exceção.
15 Entrosando.
Notas iniciais
Voltei *OO*
Nhaaaa tava com saudades de vocês!
Bom gente é o seguinte: Eu sei que eu demorei demais, e me desculpem meesmo, mas agora que complicou tudo de vez. Comecei a minha faculdade e a tarde toda eu to ocupada e parte da noite. Tempo pra escrever está me faltando, mas mesmo assim eu vou continuar aqui, não pensem que eu vou abandonar vocês e o Nyah, só peço que sejam pacientes e não queiram me matar ok *--*
Dou as boas vindas as leitoras novas *OOOO*
Nhaa gatas, bem vindaaaaaas e continuem sempre por aqui certo?(:
Eeeee quero agradecer a JessicaCeezar pela recomendação! Obrigaaaaada flor, eu adorei, mesmo! Cap. dedicado á vc *-*
Aproveitando quero só mandar um mega beijo pra Júh THP só pq ela é uma linda que me dá muita força com a fic e eu sempre fico muito lisonjeada com os reviews e MP's que ela manda *---* Não precisa se desculpar pelo MASTER review eu adoro muito lê-los! Espero mais um nesse cap u.u kkkk
Obrigada a tooooooodas as minhas flores que comentaram e vamos pro cap??
Xô calar a boca e deixar vcs lerem ^^
Desculpem qualquer erro e enjoy it ;D
Comecei a abrir levemente os olhos me certificando de que eu realmente ainda estava em casa deitado tranquilamente em minha cama. Não somente isso. Lembrei de que estava acompanhado e imediatamente sorri lembrando-me do que aconteceu antes que eu adormecesse.
Apertei Tom enrolando meus braços em sua cintura. Ele ainda permanecia do mesmo modo que estávamos antes de cairmos no sono. Abraçado á mim.
Eu ainda estava totalmente zonzo, não tinha acordado direito e minha visão embaçada de repente foi surpreendida com uma claridade inesperada vinda da porta.
– Bill meu amor... – arregalei os olhos assim que constatei que minha mãe acabara de entrar no meu quarto com sua bolsa ainda pendurada no ombro. Ela provavelmente acabara, nesse exato momento, de chegar do trabalho e estava procurando por mim pela casa. E achou.
– MÃE!
Imediatamente gritei ao vê-la parar em meio a adentrar o cômodo meio sem jeito.
Acabei acordando Tom também, que praticamente deu um pulo da cama ao me ouvir gritar.
– Bill?! – mirou o mesmo local que eu olhava ainda meio boquiaberto – Ahn... – ajeitou-se rapidamente, trazendo os lençóis mais para perto de nós dois, somente para certificar-se de que ambos estávamos totalmente cobertos.
– Ah meu Deus, me desculpem eu... – começou minha mãe ainda mais sem jeito do que antes. Eu devia estar parecendo um tomate naquele momento de tão vermelho que eu, provavelmente, estava – É melhor eu... – ela começou a se retirar fechando a porta.
– Mãe... – na verdade eu nem sabia o que dizer. Era melhor que ela saísse mesmo. Nem terminei a frase. Simone somente sorriu fraco pra mim saindo de uma vez deixando novamente eu e Tom sozinhos no quarto.
Olhei para ele mudo. Ele estava com uma cara divertidamente inexpressível.
– Droga! Ela precisava mesmo ter visto isso? – comecei, falando mais para mim, mas ele acabou respondendo.
– Não, mas a gente dormiu...
– Eu falei pra você não dormir! – falei dando um tapa em seu braço, que ele possivelmente, mal sentiu. Deu risada do meu desespero.
– Você falou pra eu não dormir, “dormindo”. Queria o que? Que eu te admirasse parado? – disse com sarcasmo ainda risonho. Fuzilei-o com o olhar.
– Anda, vai se vestir, eu tenho que falar com ela. – comecei a empurrá-lo da cama, sem muita vontade, afinal ainda não queria que ele fosse embora.
Ele notou a minha falta de empolgação, não se levantando de imediato.
– Quer mesmo que eu vá? – provocou se aproximando da minha boca depositando um rápido selinho. Olhei-o pesaroso.
– Não... Mas eu tenho mesmo que conversar com ela. Uma coisa é ela saber que eu gosto de você, outra totalmente diferente é ela nos ver acordando juntos.
Tom suspirou desgostoso.
– É. Tem razão. É melhor eu ir mesmo...
Sorri de lado encarando-o por um momento. Aproximei-me entrelaçando meus braços em seu pescoço lhe abraçando fortemente. Ele retribuiu mesmo sendo pego de surpresa por mim. Nos beijamos outra vez, calmamente. Afastamos-nos com ele me dando um último selo nos lábios.
Tom se ergueu da cama ainda enrolado em um dos lençóis e eu somente continuei deitado admirando-o colocar novamente as roupas. Aproveitei para memorizar cada pequena parte do seu corpo que havia me fascinado há algumas horas atrás.
Depois de pronto ele se virou para mim anunciando:
– Bom... To indo – de repente me toquei que deveria descer com ele, não ia deixá-lo passar sozinho pela minha mãe.
– Espera! É melhor eu descer com você... – falei já me levantando da cama.
– Não precisa.
Fiz cara de “não discute” pra ele e me vesti também. Senti-o me observar em cada movimento que eu fazia apoiando o lado direito do corpo na cômoda, e estranhamente aquilo não estava me incomodando nem um pouco.
Arrumei meu cabelo as pressas e sem muito capricho, embora naquele momento ele necessitasse de muito mais atenção, e nós dois devidamente vestidos abri a porta para sairmos, rumo à sala.
Descemos as escadas “calmamente” e chegando ao destino abri a porta dando passagem para que ele saísse. Simone se encontrava na cozinha, fazendo sei lá o que, que eu não sabia.
– Nos vemos depois...
Tom ainda se aproximou, roubando, diga-se de passagem, um selinho de mim.
– Tom! – adverti preocupado olhando ao redor.
Ele sorriu maroto.
– Nos vemos depois... – repetiu o que eu havia dito saindo em direção a sua casa.
Sem poder evitar, sorri também, fechando a porta em seguida.
Fiquei em frente a esta esperando que minha mãe se aproximasse o que ela não demorou nada para fazer. Saiu da cozinha parando á minha frente de braços cruzados. Nem sabia se eu olhava para ela ou não. Busquei alguns lugares da sala pra me distrair, mas quando percebi que era impossível continuar evitando seu olhar, mirei-a sem graça.
Simone continuou na mesma posição por alguns instantes, que pareceram eternos pra mim, me fitando séria.
Notei que tudo aquilo não passava de “pose” quando ela começou a abrir um leve sorriso, me deixando extremamente aliviado. Bom, ela não ia me matar.
– Então deu tudo certo...?
Franzi a sobrancelha não entendendo exatamente o que “deu certo” pra ela. Meio que entendendo ela prosseguiu:
– Você, Tom, Daniel... As coisas se ajeitaram?
Senti um peso cair sobre mim naquele momento. Peso esse que por algumas horas eu havia me esquecido de sentir. Estando com o Tom foi totalmente impossível pensar em qualquer coisa contraria a nós.
– Não, necessariamente – comecei baixo e ela pôde notar que realmente nada tinha se ajeitado – Eu... – sai da frente da porta e me dirigi ao sofá, sentando-me. Simone me seguiu com o olhar – Não falei com o Daniel ainda.
Ela pareceu surpresa com a minha resposta e eu me senti ainda pior com isso. Agora acho que nem minha mãe mais me daria qualquer tipo de razão no meio de toda essa história.
Caminhou até mim, sentando-se ao meu lado, virando-se para encarar o meu perfil. No momento eu só conseguia direcionar o meu olhar para o chão.
– Você ainda não contou? E agora mesmo é que não vai contar, certo?
Suspirei longamente olhando-a de relance.
– Mãe... Nem em um milhão de anos eu saberia como fazer isso. Ainda mais se tratando do Daniel... Eu não sei, eu não conseguiria – senti meus olhos se encherem de lágrimas outra vez. Ultimamente chorar passou a fazer parte da minha rotina mesmo.
– Meu filho, as coisas entre você e o Tom estão ficando cada vez mais sérias, ainda mais se tratando do que eu... Imagino que tenha acontecido entre vocês lá em cima – senti meu rosto instantaneamente esquentar e provavelmente também atingir a mesma tonalidade rubra de alguns minutos atrás. Simone também parecia ainda meio sem jeito de falar sobre o assunto. Tudo bem ela era saber que eu gostava de uma pessoa do mesmo sexo, mas presenciar o que eu fiz com uma pessoa do mesmo sexo era diferente.
– Mãe olha, sobre isso, eu realmente... Não era pra ter acontecido e nem pra você ver.
– Eu sei, tudo bem, mas não acha que aconteceu meio rápido demais? – questionou incerta.
– Mãe era a minha primeira vez e... Eu queria que fosse com ele.
Sorriu de leve acariciando meu braço.
– Isso é bom. Que tenha sido com alguém que você... – fitou-me esperando que eu mesmo dissesse o que sentia pelo Tom. Não demorei a completar.
– Ame – disse breve, sorrindo fraco também. Continuei, não aguentando tudo que eu queria dizer – Por isso eu não consegui me afastar. Eu tentei, tentei mesmo, mas ele foi mais persistente e eu percebi que era impossível continuar fingindo que eu não sentia nada. Com isso eu não quero dizer que gosto menos do Daniel. Eu só não consigo me afastar do Tom – terminei de uma única vez.
– Já te passou pela cabeça o que pode acontecer quando o Daniel ficar sabendo?
– Já... Mas eu acho que passo por isso pra ficar com o Tom – disse olhando-a meio sério.
De fato eu me encontrava perdido. Se eu já não havia conseguido me livrar de todos aqueles efeitos que o Tom conseguiu me causar em tão pouco tempo, agora mesmo que eu não teria condições. Claro que o Daniel continuava sendo meu melhor amigo, e eu ainda esperava que isso se prolongasse por muito mais tempo, mas eu também queria continuar com o Tom. Muito provável, pelo mesmo período de tempo.
– Talvez com o tempo o Dan perceba que o que ele está sentindo não é realmente tão forte e real e desista dessa ideia toda. Ai quem sabe seja o momento de conversar com ele – prossegui – Ou não... – falei meio baixo incerto até mesmo do que eu estava falando. Nem eu tinha a mínima ideia do que fazer e a cada vez que procurava por uma solução, ou qualquer coisa do gênero, eu me confundia ainda mais.
– É... É uma maneira de pensar... – comentou minha mãe acabando por me fazer soltar uma pequena risada pelo seu modo descrente de falar.
Levantei-me desistindo de cogitar possibilidades. A merda já estava feita mesmo!
– É melhor eu parar de pensar nisso, eu vou entrar em colapso daqui a... – nem sequer terminei a frase e pude ouvir meu celular tocando de algum lugar da residência. Busquei-o rapidamente com o olhar, acompanhado de minha mãe e acabei me lembrando de que estava lá em cima, no quarto. Subi rapidamente as escadas, de dois em dois degraus, entrando no mesmo lugar onde anteriormente eu estava.
Assim que peguei o aparelho em mãos vi o nome do Daniel piscando na tela. É, parece que eu realmente só recebia uma ligação.
Atendi me jogando na cama.
– Oi
– Bill não me diz que você vai sair mais tarde... – começou ele já afobado no telefone. Oi, tudo bem pra que né?
– Oi Daniel, como você está? – falei ironicamente sem nem sequer dar tempo para que ele respondesse. Depois fiz o mesmo com a sua pergunta – Não, eu não vou sair mais tarde. Por quê? – sabia que ele estava inventando. Só não sabia o que necessariamente.
Ele deu uma breve risada do outro lado da linha.
– Oi... Então, eu estava pensando que a gente podia sair hoje. Que você acha?
– Segunda? – questionei não imaginando um ótimo programa pra se fazer em plena segunda-feira.
– É – ele respondeu simples – Vamos? Eu não tenho nada pra fazer em casa, aqui tá um tédio – bufou em seguida.
– Hum... Tá. Mas sair pra onde?
– A gente pode ir ao cinema! – cogitou aposto, sorrindo do outro lado da linha.
Franzi o cenho sem entender o porquê da animação toda.
– É. Pode ser então. Você passa aqui ou eu passo ai?
– Deixa que eu passo ai. Daqui a pouco, ás 19:00hrs.
– Tá.
– Ah! Eu chamei o Andy também. Tem problema? – Andy? Já estavam assim nessa intimidade e eu ainda nem sabia? Estranhamente eu imaginei porque ele queria sair na Segunda, mas simplesmente ignorei o fato.
– Ahn... Não, claro que não – menti. Eu confesso, ainda não estava assim com essas “amizades” com o “Andy”, mas agora que eu já tinha topado, não podia dizer que não queria mais.
– Ótimo! Eu vou falar pra ele passar ai também ok?
Sorri chocho no celular, agradecendo por ele não poder ver a minha animação.
– Ok...
– To indo me arrumar e ligar pra ele então. Já, já a gente se vê. Beijo.
– Beijo.
Desliguei o celular jogando-o ao meu lado na cama.
Levantei-me meio pesaroso da cama, e me dirigi diretamente ao banheiro, para tomar um banho e me arrumar. Não faltava muito para as sete da noite.
Nem demorei muito tempo, tanto para tomar banho, quanto para me vestir. Claramente as partes mais demoradas são a minha maquiagem e o meu cabelo. Esses sim tomaram-me pelo menos uns vinte minutos. Mas assim que terminei olhei-me no espelho satisfeito.
Depois da minha primeira vez com o Tom eu estava até mesmo me sentindo mais bonito. Encontrei a satisfação em frente ao espelho muito mais rápido do que eu geralmente faria. Ou até não faria.
Desci as escadas já pronto, encontrando minha mãe sentada no sofá vendo uma programação qualquer na televisão. Desabei ao seu lado, aguardando que os dois chegassem. Ela me mirou sem entender a produção.
– Vai sair?
– Daniel me ligou falando pra gente ir ao cinema – resumi olhando-a rápido.
– Segunda? – repetiu a mesma pergunta que eu mesmo havia feito.
– É. Vai entender... Quer dizer, eu acho que eu até entendi. Ele chamou o Andreas pra ir junto.
– Quem é Andreas? — arqueou a sobrancelha não sabendo de quem se tratava.
– Ah. É um garoto da nossa escola, que por sinal eu nunca tinha visto. Ele também estava na festa do Tom e o Daniel acabou... Se tornando “amigo” dele – terminei fazendo aspas no ar.
– Ele está pretendendo...
Antes que Simone terminasse sua constatação ouvimos a campainha soar. Olhei para porta já me levantando.
– Bom filho, eu to indo pro meu quarto deitar um pouco. Fiquem á vontade – anunciou se erguendo do sofá também.
– Tá, daqui a pouco a gente deve estar saindo. Já vai! – gritei para a porta a última frase.
– Ok.
Terminou subindo as escadas e eu abri a porta em um pulo.
Eu sinceramente tinha esperanças de que o Daniel faria o favor de chegar antes, mas não foram assim que as coisas sucederam.
– Oi Bill! – começou Andreas assim que me viu parado na porta, do lado de dentro da casa.
– Oi – sorri – Pode entrar, o Daniel ainda não chegou... – falei dando passagem para que ele adentrasse a casa.
– Ah sim, obrigado.
Fechei a porta parando em frente a esta.
– Bonita casa, Bill – ele comentou sorrindo pra mim deixando de admirar o local e voltando a me fitar.
– Obrigado… — me aproximei do sofá – Senta. Fica á vontade – disse indicando o acento me sentando ao seu lado.
Aquela situação estava um tanto quanto desagradável pra mim. Não que o Andreas tivesse feito nada de estranho ou errado, eu é que já estava meio desconfiado dessa repentina ideia do Daniel de me entrosar com aquele menino. Ele parecia, e até era, um cara legal, mas mesmo assim, algo naquela sua simpatia me desagradava um pouco.
– Então, vocês já decidiram que filme nós vamos assistir? – ele perguntou de repente me tirando dos meus pensamentos prós e contra o próprio.
– Ah, eu não sei, fui pego de surpresa pelo Daniel, não faço ideia do que esteja passando... – comentei virando levemente o tronco para ele.
Ele sorriu de leve pra mim.
– É, eu também não faço ideia. Espero que o Dan tenha algo em mente – dessa vez eu que sorri fraco para ele. Realmente a intimidade estava boa entre eles.
Ficamos conversando por mais algum tempo a espera de que o Daniel chegasse de uma vez para sairmos. E estava difícil já que nem o celular daquele ser chamava.
Consultei o relógio pela centésima vez constatando que estávamos ali a mais de quarenta minutos. Minha vontade de matar o Daniel começava a aflorar aos poucos.
– Mas cadê esse menino que não chega? – perguntei já meio impaciente me erguendo do sofá. O fato de odiar esperar ajudava bastante a minha inquietude.
– Ele já esta mais do que atrasado e ainda por cima o celular dele parece estar desligado, ou fora de área, sei lá – começou Andreas tirando outra vez seu celular do ouvido ao ouvir a mesma mensagem repetidas vezes.
Revirei os olhos pensando no quanto eu queria mesmo matar o Daniel.
Lembrei-me que até agora não tinha nem oferecido água pro coitado beber. Senti-me um péssimo anfitrião.
– Ai desculpa Andreas, eu nem te ofereci nada pra beber...
– Imagina – ele sorriu me encarando.
– Vou pegar um refrigerante pra gente – falei me retirando da sala enquanto o via somente concordar com a cabeça recomeçando o mesmo ritual de telefonar para o Daniel.
Fui até a cozinha e abrindo a geladeira retirei duas latas de Coca pra nós. Antes que eu servisse os copos ouvi novamente a campainha soar e tive certeza que o Daniel enfim tinha chegado. Gritei ainda da cozinha:
– Andreas atende pra mim, por favor? Deve ser ele, enfim!
– Claro – ele respondeu alto também.
Continuei o meu processo e depois de alguns segundos retornei á sala com os dois copos em mãos.
– Pensei que não ia vir mais...
Parei de falar assim que vi que não era bem ele que estava parado á porta.
– Tom?
Os dois voltaram sua atenção para mim, que estatizei em meio à sala com os copos em mãos. Mas que diabos o Tom estava fazendo aqui?
– Ahn, oi... – ele começou parecendo, parecendo não, totalmente, sem jeito.
Aproximei-me um pouco mais da porta. Andreas permanecia calado, somente fitando um e outro. Eu por sinal me vidrei no Tom, como se não tivesse visto-o há pouco tempo atrás. Mas que droga de momento mais inoportuno pra eu lembrar o que nós dois fizemos!
Retornei á lucidez depois de me perguntar mentalmente quem seria o próximo a se manifestar. Tom o fez, antes que eu tentasse.
– Ah... Eu só queria saber... – sim, ele estava totalmente desconcertado – Se a Simone estava em casa... – franzi o cenho imediatamente me perguntando se aquela era a melhor desculpa que ele conseguia arranjar. Ele continuou notando que eu e o Andreas fizemos a mesma expressão – Meu pai, queria saber.
Mesmo meio desnorteado com a situação eu logo tratei de responder.
– Tá sim... Tá, lá em cima – eu nem sabia o que eu tava falando direito, somente respondi. Sorri meio mecanicamente em seguida.
– Ahn tá... Então tá, eu to indo – Tom sequer esperou que eu me manifestasse outra vez e simplesmente saiu á caminho de sua casa outra vez.
Pra não falar que eu fiquei extremamente constrangido posso dizer que quis morrer! Só pra variar a minha maior preocupação não era o que o Andreas podia pensar, ou qualquer coisa parecida que me delatasse, mas sim o que o Tom estaria pensando nesse curto caminho até sua casa e depois dentro da mesma. Já me vieram milhões de pensamentos na cabeça e a minha inquietação só aumentou naquele momento, me fazendo até esquecer que ainda havia uma visita em casa, ao meu lado.
– Bill? – era um costume meu me perder em pensamentos.
– Oi?
– Tudo bem? Você tá estático ai.
– Ahh – dei risada fingindo nem saber do que ele estava falando – Não, eu só to pensando no Gordon e na minha mãe – sorri de lado encerrando o assunto – Aqui, pega – entreguei o copo de Coca em suas mãos e retornei ao sofá.
– Obrigado – ele agradeceu pegando a bebida em mãos e fazendo o mesmo trajeto que eu. Senti meu celular vibrar assim que ele sentou. Peguei-o apressado do bolso da calça e atendi sabendo muito bem quem era.
– Daniel eu posso saber onde você se meteu? – falei assim que atendi.
– Bill... Foi mal, meu celular estava descarregado e eu nem vi.
Revirei os olhos olhando para o Andreas que me fitava também enquanto bebia o conteúdo do copo.
– Tá, mas onde você está? A gente tá aqui te esperando à uma hora!
– Então... – odeio quando ele começa uma frase com “então” – Eu não posso sair agora Bill, to tendo que ajudar minha mãe com umas coisas em casa, acho que vocês vão ter que ir sozinhos...
– Oi?! – praticamente gritei no celular. Eu sabia que ele estava com planos, só não sabia que ele era tão cara de pau assim – Ajudando com o que?
– Ajudando... Ah Bill, eu tenho que desligar ela tá me chamando – não, ela não estava chamando coisa nenhuma porque eu não ouvi sequer um ruído de sua voz — A gente se fala amanhã.
– Daniel!
Abri a boca em um perfeito “O” assim que percebi que fui deixado falando sozinho na linha. Andreas continuava me olhando sem entender nada.
– O que aconteceu? – questionou com uma cara meio incrédula.
– Ele não vem! – falei deixando o copo de lado, já sem vontade nenhuma de beber. Era impressão minha ou ele estava tentando não rir?
– Sério? – mas pelo visto a cara de pau era dos dois! Ele se levantou também repousando o copo na mesinha de centro e me fitou – Bom, já que a gente já está aqui... Podemos ir só você e eu.
Arqueei uma sobrancelha me certificando de que era aquilo mesmo que ele estava dizendo. Eu e o Andreas? Sozinhos? No cinema?
– Ahn...
– Já estamos arrumados mesmo, e nenhum de nós tem nada pra fazer.
Sorri chocho pensando na merda que aquilo poderia dar. Mesmo assim depois de alguns segundos cogitando várias possibilidades ao mesmo tempo decidi que era melhor aceitar. Ele por um acaso podia imaginar que eu havia murchado por causa do Tom, o que não deixava de ser, mas se ele resolvesse contar suas suspeitas pro Daniel a coisa podia complicar. Estava mais do que na cara o nosso nervosismo ao nos encararmos na porta, então agir naturalmente era melhor.
– Tá... Então tudo bem, vamos nós dois – falei rápido antes de mudar de ideia – Eu só vou avisar pra minha mãe que a gente já está saindo e já venho.
– Ok.
Me dirigi as escadas subindo-as calmamente engolindo internamente a minha vontade de esganar o Daniel assim que o visse. Entrei no quarto da minha mãe bufando enraivecido.
– Eu-vou-matar-o-Daniel! – falei pausadamente me esforçando para não gritar.
– O que aconteceu meu filho? – perguntou Simone largando a revista que estava lendo de lado.
– O Daniel fez de propósito! Eu aposto. Ele fingiu que estava ajudando a mãe dele só pra me fazer ir sozinho com o Andreas no cinema – resumi breve.
Minha mãe pareceu boquiaberta por uns instantes.
– Ele está querendo te aproximar desse garoto?
– Claro. Só não sei em que sentido... Ou pelo menos espero não saber – terminei a última em um pensamento alto – Bom mãe, eu to indo com o Andreas então. Não vou demorar – suspirei vendo-a sorrir acolhedoramente.
– Vai lá filho, divirta-se... E juízo – disse meio ironicamente.
– Mãe!
Simone deu uma pequena risada erguendo as mãos, me fazendo rir também. Fechei a porta e sai descendo novamente as escadas encontrando o loiro sentado no sofá me esperando.
– Vamos? – comecei fazendo-o se erguer imediatamente.
– Sim – ele sorriu me acompanhando até a porta, peguei as chaves, abri-a e saímos em direção ao bendito cinema.
Notas finais
Bom gatas mesmo assim o próximo vai ser mais fofito e eu acho que vou achar mais lindinho de escrever *OO*
AAHH, supeita-se que vá ser um POV do Tom, ainda nao tenho certeza, mas se encaixa melhor no que eu to pensando em escrever pro próximo ^^
A só um detalhe, o cap ficou como 15 e não 16 pq tinha um capítulo de aviso que foi excluído (O.o) mas nada mudou na fic não, só pra vcs nao confundirem
Reviews? Recomendações? *O*
Beeeeijos flores e até mais ♥
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