A Última Lua

8 The Spirit That I Have Seen


Notas iniciais
"Olá, meu nome é maldade. Se estou aqui, é porque você mandou a pureza ir embora, por pensamentos ou atos; senão eu não teria vindo até você."

APARTAMENTO FAMÍLIA COSTA/ BARRA DA TIJUCA/ RIO DE JANEIRO

— Você não teve ter nada para fazer e veio tirar uma onda com a minha cara... – ela engole em seco – e está aqui dizendo que fomos separadas na maternidade... (Stephanie)

A garota penteia seus cabelos castanhos com os dedos. Toda aquela situação a incomodava de um jeito perceptível. Quando a 1 ano o pai contou para as duas sobre a irmã gêmea dela, a própria pensou que jamais a veria. Nunca tinha visto fotos, nem sabia o nome da garota.

Tina avalia Joanna de cima a baixo e uma luz invade a sua mente: conhecia aquela mulher na sua frente. Ouvia as musicas dela recentemente; como poderia ser tão lerda? Aquela era Joanna Patterson, a garota que perdeu o pai e foi ao Rio de Janeiro procurar por suas origens. Pelo menos era o que dizia a mídia. Os pelos de seu braço se eriçam diante daquilo.

— Com a sua cara? – ela estava perplexa – e com a minha? (Tina)

Joanna não da atenção. Seus olhos estavam cobertos por olheiras, que criavam bolsas fundas e roxas por sob a sua pele, onde as lágrimas se acumulavam.

— Lembra quando você ficou chocada por que eu disse que nasci no mesmo dia e ano que eu? – ela respira fundo – (Jojo)

– Lógico que lembro... – ela é seca e direta, encarava a morena a sua frente com raiva nos olhos – foi ai que eu percebi que essa coisa de astrologia não tem nada haver com o que acontece aqui embaixo... (Stephanie)

Tina encarava a cena sem entender nada. As duas já se conheciam? Aonde isso? Sabia que Stephanie marcava encontros com diversas outras socialites e famosas, mas até então, jamais soubera da aproximação da cantora e da patricinha.

— Eu nasci na maternidade santa Lúcia em botafogo e você? – ela a fita sombriamente – foi parida aonde? (Jojo)

— Olha, eu ainda não entendi o que você está tramando... (Stephanie)

Tina encara Stephanie e um pequeno lampejo em seus olhos a toca. Por alguma razão desconhecida, acreditava na garota a sua frente que dizia ser a sua enteada. Uma filha perdida de Gael, que ela sabia que existia. Um ímpeto dentro do seu eu sabia os motivos pelo qual Stephanie fazia tanto fuzuê e lutava para não acreditar.

— Olha, bom que você esteja brincando garota... – ela aponta os dedos para ela – por que eu não estou gostando nada desta conversa! (Stephanie)

Tina interrompe as duas.

— CHEGA – ela grita – vamos parar com essa palhaçada toda aqui! – ela se vira para Joanna e a fita – me diz uma coisa Joanna; você tem uma marca de nascença? (Tina)

— Desculpa? – ela não entende – (Jojo)

— Eu quero saber se você tem algum sinal de nascença... (Tina)

Stephanie se coloca entre as duas, esperneando.

— NÃO INTERESSA SE ESSA GAROTA TEM MICOSE, SE ELA TEM... (Stephanie)

Tina empurra a patricinha para longe e avança para os braços de Joanna, que surpresa, tenta recuar, mas é contida pelas fortes mãos da loura. A mulher puxa a manga da camiseta de Joanna e se choca.

— QUE ISSO? – ela se desvencilha – ME SOLTA SUA LOUCA! (Jojo)

Tina parecia realmente chocada. Aquilo era a prova que ela precisava; a marca de nascença que tanto quanto Gael e Stephanie tinham; era muita coincidência aquela garota bater na porta delas a noite alegando que era parte da família, uma filha que eles sabiam que Gael teve, e ainda por cima, obter a mesma marca de nascença que os seus ancestrais.

— Meu Deus do céu... – ela fitava a garota boquiaberta – o Gael realmente falava a verdade! Você tem a mesma marca nas costas que ele e a própria Stephanie. (Tina)

Stephanie olhava aquela situação sem acreditar. Não tinha mais argumentos para se discutir contra tudo aquilo; seria coincidência até demais.

— Claro que sim... – ela sorri ironicamente – tal pai, tal filha! (Jojo)

A patricinha se aproxima de Tina que observava a situação chocada.

— É essa daí que você vai apoiar? Jantando na sua mesa? (Stephanie)

— CAI O FORA STEPHANIE – ela grita – (Tina)

Joanna se assusta com os gritos. Aquilo tudo era muito novo para ela. Ajeita sua bolsa nos ombros e se reverencia.

— Eu é que vou cair o fora – ela fita as duas – vocês são duas débeis mentais... (Jojo)

— Não precisa espernear não, tá? – ela gritava para a morena – tanto a sua vida quando a minha não passaram de uma baita mentira! (Stephanie)

— VOCÊ É UMA DOIDA – a garota gritava como se já se conhecessem; como se fossem irmãs há muito tempo – (Jojo)

— Sai da minha casa e nunca mais volte – seus olhos brilhavam – você ficou anos sem aparecer em nossas vidas, e agora que o meu pai está morto voltou tentando alguma grana... (Stephanie)

Jojo dá um tapa na cara da garota, que cambaleia diante da força.

— A vida de vocês é uma porcaria – as lágrimas insistiam em descer – se vocês duas se odeiam, comigo é diferente! Eu amava o meu pai adotivo, lutei para conseguir chegar onde estou! (Jojo)

— Eu fiquei feliz quando soube que tinha uma irmã, na época – ela grunhia – mas essa separação de maternidade não me valeu de nada! A vida me trocou seis por meia dúzia. (Stephanie)

A patricinha parecia desesperada. Já Tina não obtinha nenhuma reação; desde que Gael contara essa história para elas, sabia que um dia ou outro essa filha perdida bateria a sua porta dizendo com todas as palavras o que Joanna dizia. Não fazia sentido a cantora estar procurando dinheiro, era rica por si só...

— Pra mim tudo começa a fazer mais sentido agora... – ela engole em seco, estava misteriosa – vocês são iguaiszinhas! (Tina)

— PRA MIM JÁ CHEGA – ela engasga em meias lágrimas – EU VOU EMBORA DAQUI! (Jojo)

Ela se apressa para abrir a porta e sair daquele lugar, e no ar da noite, Tina a segue; ela não para e nem vira as costas no momento para a mulher que a tinha irritado junto com a patricinha.

— Joanna, espere... – ela corria ao seu lado – eu acredito em você! Por favor, me escuta... (Tina)

A cantora fecha os olhos e para de correr, respirando fundo e deixando-se ouvir as palavras da loura ao seu lado.

— Foi um choque para todo mundo, em especial para a Stephanie – ela assente – mas eu acredito que amanhã o clima vai estar melhor! Só nos de um tempo. (Tina)

— Vocês podem ter o tempo que precisarem, eu não boto mais meus pés para dentro dessa casa! (Jojo)

— Por favor, volte amanhã! E se tudo der errado de novo, você desaparece como quer. Mas por favor... (Tina)

Joanna olha para a mulher, que no fundo dos olhos, parecia estar sendo sincera. Fora ela que tinha visto na reportagem sobre o seu pai. A madrasta dela. Tina.

Joanna encara as estrelas ao seu redor e limpa as lágrimas na manga da blusa.

— Acho que eu posso fazer isso... (Jojo)

— Pode e deve – ela suspira – amanhã a tarde eu estarei esperando por você. Eu e a Stephanie. (Tina)

— Tudo bem – seus olhos ainda ardiam de fúria – mas se eu precisar gritar com a Stephanie novamente... (Jojo)

— Não vai... Eu prometo. (Tina)

A morena apenas assente e se vira de costas, voltando a caminhar para a longe da mansão. Tina não a acompanha, sabia que a mesma conhecia a saída. Ela da meia volta e caminha de volta para a mansão, encontrando Stephanie sentada nos degraus de madeira chorando, com olhos vermelhos como a superfície de Marte.

— A chamei para conversarmos decentemente amanhã... (Tina)

Stephanie, derrotada, olha para a mulher com uma fúria intensa. Por toda a vida foi amada pelo pai como uma filha única, ter os seus sentimentos repartidos era muito difícil.

— Eu quero distância... (Stephanie)

— Eu não vou tolerar outra cena como esta – ela se aproxima – a casa é minha e eu já me esgotei demais com você, garota! Amanhã a tarde vai vir para a sala de estar ter uma conversa decente com a sua irmã, caso contrário não terei pena em te mandar para o olho da rua! (Tina)

Ela não diz mais nada; dura e calculista sobe os degraus pelo canto e entra em seu quarto, deixando Stephanie sozinha com sua raiva e seus pensamentos.

*

MOTEL SKORPIOUS/ BARRA DA TIJUCA/ RIO DE JANEIRO

Amanhece. Leslye abre os olhos e fita Romeu, que parecia um anjo dormindo ao seu lado. A luz do sol entrava pela janela, brilhando seu cabelo louro. Ele vestia apenas uma cueca samba canção; Giovanna tirara a roupa dele para parecer que haviam dormido juntos. O que não tinha acontecido. Não chegaram nem a encostar os lábios um no outro.

Romeu dormia calmamente, e por baixo da camada de pele que revestia as suas pálpebras, havia olhos azuis como o mais claro oceano do pacifico. Quando aceitou a vingança, não conhecia o garoto, apesar de a prima dizer que ele era o mais bonito que ela talvez já vira. Pelas fotos que tinha visto, não dava para perceber que o garoto parecia um rei que obtinha um trono dourado. Ela suspira. Odiava-se por estar fazendo isso com ele; que parecia inocente por sob a luz da manhã que invadia o quarto. Mas não resistia não pensar nele, em seus lábios, em como seus olhos reluziam quando a olhava...

Jamais um garoto, em sua existência, havia fitado a própria daquele jeito. Uma pontada súbita em seu coração insistia em lhe dizer que aquilo tudo não era real, e sim uma obra de sua maldosa prima, que armara aquilo tudo para se vingar dele. Mas não resistia.

Romeu se meche sob o edredom e abre os olhos, encontrando uma loura a sua frente o encarando, com doces olhos cor de mel. Era Leslye, a garota inocente e sexy que ele tinha encontrado na noite anterior. Ou pelo menos se lembrara de encontrar. Ele se levanta rapidamente de súbito e senta-se na cama, cerrando e coçando os olhos. Não se lembrava de nada que tinha acontecido após voltar do banheiro, será que tinha bebido mais do que deveria?

— Aconteceu algo? – ela pergunta inocentemente – (Leslye)

— Eu não me lembro de quase nada... (Romeu)

— É claro que não – ela senta-se – estava mais bêbado que pinguço de boteco! (Leslye)

— Eu bebi tanto assim? – ele abafa o cheiro de seu halito – realmente não lembro... (Romeu)

Leslye estava nervosa com aquela situação.

— Sim, e me trouxe até aqui – ela se levanta da cama – mas agora chegou a minha hora de ir! (Leslye)

Ele olha para ele exasperado; geralmente era o próprio que deixava garotas sozinhas no motel, sempre sem interesse. Mas aquele caso estava diferente, ele ainda se sentia muito atraído pela loura.

— Calma... – ela se levanta atrás dela – não quer tomar um pouco de café...? (Romeu)

— Não – ela arruma suas coisas e se veste – eu tenho comida em casa! Mas ficaria feliz se você pagasse a conta desse lugar que me arrastou. (Leslye)

— É claro... – ele veste-se – seria um prazer para mim! (Romeu)

Leslye coloca sua bolsa entre o ombro, fitando Romeu logo após. Parecia muito mais bonito agora, na luz do sol, com os cabelos desgrenhados e mais claros com filetes brancos.

— Que bom! (Leslye)

Ela se vira de costas para ele e abre a porta do quarto, saindo e deixando-o só com seus pensamentos. Uma dor surpreendente no peito o invade; aquela garota havia mexido com ele de uma forma que só Raissa conseguia. Ele sorri e volta se jogar na cama, fitando os brilhos do raiar no teto.

*

FLORICULTURA ANGIE-E FLOWERS/ COPACABANA / RIO DE JANEIRO

Ronaldo entra na floricultura exasperado. Fazia uma caminhada pelas praias, e decidiu presentear Tina com algo. Ele caminha por dentre os filetes de diversas flores, escolhendo qual seria a melhor e que a mulher que estava interessado mais gostaria.

Uma moça magra, de cabelos escuros e pele pálida se aproxima dele. Claramente era uma vendedora.

— O senhor quer alguma ajuda? (Carine)

— Eu queria uma flor selvagem... – ele pensa – algo com um cheiro cítrico, mas ao mesmo tempo com uma beleza irreparável! (Ronaldo)

— Ai que lindo – seus olhos brilham – tudo isso para a sua namorada? (Carine)

— Ela ainda não é minha namora... (Ronaldo)

A atendente o interrompe.

— Ah, mas então é o que? – ela pergunta – por que geralmente homens vem aqui comprar flores para as mulheres que gostam... E você quer uma cítrica sexy! (Carine)

Angie se aproxima dos dois e percebe a tensão no rosto do cliente, que parecia estar sendo bombardeado de perguntar inadequadas pela sua atendente, Carine.

— Pode-se dizer que é sim, então, a minha namorada – ele avalia o lugar – você tem alguma flor assim? (Ronaldo)

— Você me quer uma flor assim por quê? – ela critica – elas só são boas para motéis... (Carine)

Angie se põe entre os dois e olha para a atendente, que realmente estava ultrapassando dos limites.

— Carine... (Angie)

— Que foi? Aconteceu algo? (Carine)

— Aconteceu que você vai ser demitida – ela é irônica – DEMITIDA! (Angie)

Carine desperta e olha para a patroa surpresa e assustada.

— EU? (Carine)

— INTROMETIDA SIM! ONDE JÁ SE VIU – ela aponta para o caixa – vai contar às moedas que temos! Vai. (Angie)

— Ai linda... (Carine)

Angie prensa o olhar nela, que revira os olhos e vira as costas, indo em direção ao caixa. Ronaldo olha para a mulher a sua frente, que parecia muito mais velha que a outra atendente. Parecia a dona. Seus cabelos eram da cor de mel, e seus olhos refletiam um caramelo claro. Vestia um longo vestido florido azul, que combinava com o seu emprego. Ela tinha uma beleza e continha uma inocência no olhar que o instigou por dentro.

— Eu tenho a lavanda – ela pega no balcão – um cheiro cítrica e bela como se tivesse acabado de cair do céu! (Angie)

Ela dá uma risadinha e ele retribui, perdendo o foco!

— Estão ótimas... (Ronaldo)

— Levando para a namorada? – ela leva até o caixa, onde Carine contava moeda irritada – (Angie)

— Não é bem a minha namorada... – ele sorri – poderia se dizer que estamos ficando! (Ronaldo)

— Sei bem como funciona isso – ela cobra o ramo de lavandas – é tudo seis reais! (Angie)

— Sabe por quê? – ele paga para ela e pega a sacola com as flores – está sofrendo disso também? (Ronaldo)

Angie o fita com seus olhos caramelos e suspira.

— Não, eu já desisti do amor... (Angie)

— Desistiu...? (Ronaldo)

— Sim – ela dá uma risadinha – bem, nunca amei ninguém e nunca fui feliz deste jeito! (Angie)

— É sério? – ele a olha espantado – você é uma mulher tão impressionante... Se eu fosse você não desistiria assim tão fácil! (Ronaldo)

Angie apenas o fita e assente; logo depois, pega um cartãozinho e entrega ao rapaz!

— Toma – ela sorri – meu cartão! Gostei de conversar com você, quem sabe podemos nos encontrar em outro momento... (Angie)

Ronaldo compartilhava do mesmo sorriso; ele pega o cartão e o avalia.

— É claro... Eu também gostei de conversar com você! – ele reverencia um adeus – (Ronaldo)

Angie compartilha a reverencia e quando Ronaldo vira as costas, fita a empregada que parecia rir da situação!

— Que foi? – ela se aproxima – por que está me olhando assim...? (Angie)

— Eu senti um clima entre vocês dois... – ela se levanta – você também percebeu? (Carine)

— Cala a boa Carine – ela dá risada – obvio que não tinha nada... (Angie)

— Mas pode dizer que o achou interessante... (Carine)

Angie não responde e adentra na salinha que tinha dentro de sua floricultura; se joga no sofá e vários pensamentos invadem a sua mente.

*

GRAJAÚ/ RIO DE JANEIRO

Victor beijava Lilo no banco do motorista, montado nele como gostara. Havia passado o dia passado inteiro com o amado, e não estava a fim de se despedir. Eles continuam daquele jeito, sem se importar em pessoas que passam pela rua, vendo a cena.

Nathalia se afasta da janela e senta-se no sofá, ao lado da mãe. As duas comiam sorvete em pote de baunilha, enquanto assistiam televisão.

— Eu não aguento mais nós duas aqui comendo o pão que o diabo amassou – ela mergulha sua colher no pote – enquanto o Victor transa todos os dias com um milionário! (Nathalia)

Karol não diz nada. Apenas fita a televisão com cautela enquanto pegava sorvete com a colher.

— Temos que usar aquele seu plano a nosso favor... (Nathalia)

— Você sabe que eu não concordo muito com este plano, Nathalia... – ela fita a filha – (Karol)

— Não é questão de concordar – ela se levanta – assim que ele entrar em casa nós vamos bater em sua porta e usar a filmagem que temos em nosso favor – ela fita a mãe – fechado? (Nathalia)

*

MANSÃO DA FAMÍLIA COSTA/ BARRA DA TIJUCA/ RIO DE JANEIRO

Stephanie penteava seus longos cabelos pretos enquanto se analisava no espelho. Não dormira direito à noite e olheiras invadiam o seu rosto. Ela revira os olhos quando a porta de seu quarto se abre desesperadamente e Edgard entra por ela, indo em direção à garota.

— Resolveu dar as caras? – ela debocha – pensei que finalmente tinha me livrado de você! (Stephanie)

Ele a puxa para si, que cambaleia, mas fita seus olhos.

— Eu preciso me satisfazer... (Edgard)

— Está maluco? Agora eu não posso, estou esperando uma visita – a campainha toca – ai, chegou! Preciso descer; você nem acredita em quem seja... (Stephanie)

— Quem? – ele revira os olhos, não aguentava esperar – (Edgard)

— A minha irmãzinha desaparecida – ela abre um sorriso e da um selinho no garoto – me da licença que eu vou descer! (Stephanie)

Ela se desvencilha dele, que estremece com suas palavras. Seria coincidência demais a garota na sala de Stephanie ser Joanna, que também procurava a sua família perdida? Ele não espera para saber e corre atrás da patricinha.

Joanna sentava no grande sofá de couro, quando o barulho de saltos a interrompem do devaneio e Stephanie aparece em sua frente. Mas não sozinha...

Logo atrás, um rosto conhecido surge, e para sua surpresa, tinha acabado de sair do quarto da garota. Os dois se fitam, e ela fica confusa.

— Edgard? – ela se levanta do sofá – o que você faz aqui? (Jojo)

Stephanie percebe a tensão e avalia os dois com um divertimento na voz.

— Vocês se conhecem? (Stephanie)

— Sim... – ela gagueja – nós estamos nos envolvendo – ela fita o garoto profundamente e irritada; um lampejo de surpresa também passa pelos olhos da patricinha – e então Edgard, o que você está fazendo aqui? (Jojo)

Notas finais
Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com nomes, pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido mera coincidência.