A Última Filha

13 Capítulo Treze


Notas iniciais
Penúltimo capítulo pessoal, espero que gostem e boa leitura!

Ross e eu fomos parar no arsenal do papai. É um belo lugar pra um semideus treinado, e o pior lugar pra mim.

Ele se levantou e pegou uma das espadas que estava pendurada na parede. Eu me levantei rapidamente e desviei de seu golpe. Ele tentou me acertar de novo, mas me abaixei e ele acertou uma mesa com mais armas. Peguei o primeiro escudo que vi e o usei.

Ross tinha uma bela força, pois em um de seus golpes ele acertou meu escudo com tanta força que me fez cair no chão. Ele se aproveitou da situação para chutar meu escudo para longe e tentar me acertar com a espada, rolei para o lado e dei um chute em seu rosto. Ele deu dois passos pra trás que me deu a chance de me levantar e o chutar com mais força, ele bateu contra a parede e corri para a sombra ao seu lado, mas ele me pegou pelo o braço antes que eu chegasse nela e me jogou no chão violentamente. Ele subiu em cima de mim e colocou suas mãos em meu pescoço. E quando ele começou a aperta, a cada segundo ficava mais difícil de respirar. Logo eu estaria inconsciente, ou morta. Eu estava tentando afastar suas mãos de mim, mas ele era mais forte que eu, e num puro reflexo procurei algo no chão que pudesse me ajudar, e quando achei uma adaga, eu a cravei perto de seu coração, e então suas mãos se suavizaram um pouco. Ele me olhou sem acreditar e eu o olhei com a expressão vazia. E depois de alguns segundos, eu pisquei algumas vezes e tirei suas mãos de mim, ele se ajoelhou diante de mim e olhou para a adaga cravada em seu peito. Quando ele a tirou e tentou me acertar chutei seu rosto e me levantei rapidamente. Chutei sua mão fazendo com que a adaga com sangue caísse no chão, e lhe dei o soco mais forte que pude. Sangue voou no chão, então o peguei pelo pescoço com força e o fiz com que me olhasse nos olhos.

Eu o olhei por um tempo e ele finalmente disse:

– Vamos. Acabe comigo.

Eu o olhei considerando a ideia. Ele havia sido o problema de tudo. Ele tentou me matar, várias vezes, tentou matar o Noah, chantageou Jean, para que ele o ajudasse a me pegar — pelo menos, eu acho. Por qual outro motivo Jean ia estar com ele? -, e havia quase destruído uma cidade inteira. Incluindo que ele tinha um ciúme doentio de mim Eu tinha muitos motivos para acabar com ele. Mas o que eu ia ganhar com isso?

Eu suspirei e disse:

– Não. Não vou te matar.

Ele me olhou confuso e perguntou:

– Por que não?

– Porque eu não sou como você.

Ele riu amargamente e disse:

– É sim. É mais parecida comigo do que pensa.

Eu revirei os olhos e disse:

– Certo. Vamos fingir que sim. – Então o soltei. – E, ainda mais, você é meu irmão. Não tenho a coragem de fazer o mesmo que você tentou fazer comigo.

Ele desviou o olhar dos meus olhos e ficou em silêncio.

E então alguém entrou correndo da porta de entrada do arsenal, era Jean ele me olhou com aprovação e disse:

– Você se virou bem sozinha.

Eu olhei para Ross e ele revirou os olhos.

– É, parece que sim. – Eu concordei. – Como nos encontrou aqui?

– Bom, esse é o lugar favorito dele, é óbvio que ele ia te trazer aqui.

Eu balancei a cabeça com decepção e Jean continuou:

– Certo. Vamos sair daqui. – Jean deu um passo pra trás, mas, então, hesitou. – Ah, Ross. E isso é por me chamar de tampinha.

Ross franziu as sobrancelhas de confusão, e então Jean lhe deu um belo de um soco, que o fez cair no chão inconsciente.

Eu olhei Jean sem acreditar.

– Certo. Agora vamos. – Ele disse com um grande sorriso, então ele pegou minha mão e me tirou de lá.