É um dom usar as sombras como atalhos para outros lugares, é igual controlar as chamas negras.

Eu e Ross somos os únicos que passeia pelo abismo das sombras, é também um atalho que usamos, mas é mais perigoso.

Eu não sei onde esse atalho me levou, pois eu pensei que me tirasse daquele lugar.

Eu saí da escuridão e me vi num outro beco, só que esse era mais claro que o outro.

Eu olhei para os lados e comecei a caminhar para um deles.

Eu evitava ir para o lado do beco levava para a rua, eu gostava de caminhar onde tinha mais escuridão.

Enquanto caminhava naquele beco, mais a frente, pude ver uma roda de pessoas, elas olhavam alguma coisa e gritavam para essa coisa.

Quando cheguei mais perto à roda se abriu e de lá saiu um garoto que bateu contra uma parede violentamente, ele foi jogado de dentro da roda. Esse garoto caiu no chão sentado e outro saiu da roda. Ele foi em direção aquele garoto que estava caído no chão, o pegou pela jaqueta e o ergueu. Ele o fez bater contra a parede novamente. E então eu gritei:

– Ei!

Os dois garotos me olharam. E eu pude reconhecer um deles, um deles era uma das pessoas que me enchia na escola.

Ele soltou aquele garoto no chão e disse:

– Olha só, é a esquisitona.

Ele começou a andar em minha direção, eu só o encarava enquanto vinha até mim. Ele parou diante de mim e disse:
– Melhor sair daqui, senão vai se machucar.

Eu o olhei e perguntei:

– E se eu não sair?

Ele me pegou no braço violentamente e disse:

– Dá o fora.

– Me solta. – Eu disse mortalmente.

Ele me olhou com um sorriso e apertou meu braço mais forte, e aquilo foi demais.

Então minhas mãos pegaram fogo, literalmente, só que foi o fogo negro.

Ele me soltou e se afastou um pouco. Seus olhos ficaram arregalados e então ele disse para um dos garotos que também me encarava assustado:

– Taco.

E então o garoto jogou um taco de Baseboll para ele.

Minhas mãos pegavam fogo quando ele veio me atacar. Eu me desviei de seu ataque facilmente, então o peguei pelo pescoço e o joguei contra o chão violentamente. E então uns dez se posicionaram para atacar.

Eu me afastei do garoto que estava no chão e outros dois vieram até mim. Eu corri para as sombras. Eu fiquei ali escondida esperando eles se aproximarem e quando eles fizeram isso, eu os peguei pelos pés e os puxei, eles caíram, bateram a cabeça no chão e ficaram imóveis.

Quando saí das sombras um deles veio por trás de mim, passou os braços ao redor de mim e me segurou, e um outro veio em minha direção, e quando ele ia dar um soco, eu me ergui usando o garoto de trás como apoio e chutei o garoto para longe. Eu me coloquei no chão novamente e dei uma cotovelada lateral no garoto de trás. Quando ele me soltou, me virei e lhe dei um soco. Ele caiu no chão inconsciente.

Mas ainda não havia acabado outro garoto pegou o taco que estava no chão e veio em minha direção, eu me virei para ele, ele acertou o taco tão forte nas minhas costas que se quebrou em duas partes. Eu me virei novamente para ele e disse:

– Ai.

Ele me olhou assustado, então eu o peguei pela jaqueta e o joguei contra uma parede, ele deve ter voado mais ou menos um metro antes de bater contra a parede e cair no chão.

Então eu vi um garoto me olhando assustado, e então eu fiz:

– Bu!

O garoto se assustou se virou para correr, tropeçou nos pés, bateu a cabeça na lixeira e caiu no chão.

Os outros que sobraram saíram correndo de lá com medo.

E então não restava mais ninguém além de mim, dos garotos inconscientes e o garoto que eu havia salvado.

Ele me olhava assustado, eu o encarei nem um pouco casada.

– Pode ir pra casa sozinho? – Eu lhe perguntei.

Ele balançou a cabeça positivamente, então me virei e comecei a caminhar para longe de lá.

A escola seria ótima amanhã.