A Última Estrela

1 Primeiro diana na escola


Notas iniciais
Minha cabeça está querendo criar muita coisa. Não tenho muito tempo disponível para escrever, mas resolvi criar uma outra história que seja mais curta e eu a acabe rápido. para ver se tenho o dom de escrever. Comentem...Espero que gostem!!!

― Acorde Sol! ― Gritou a vó de Sol, a senhora Diona.

― Eu não quero ir... ― Gritou a criança em resposta.

― Mas tem de ir. Afinal não quer saber se vai herdar o portal da família?

A casa estava como era de se esperar, tinha muitas estalactites caindo do teto e estalagmites crescendo no chão. Em meio aquilo escadas haviam sido esculpidas em outras câmaras da caverna onde a mobília era cuidadosamente separada.

Sol porem saltou de seu quarto para a sala com o pijama.

― Volte já para cima e vista-se adequadamente mocinha. ― Sua vó falou com a mão apontando para o quarto escada acima.

― Mas vó...

― Não tem mais. ― Decretou a vó que pegou na grande camisa que Sol usava para dormir. ― Pensa que vai para a escola de pijama?

― Não. Mas...

Sua vó levantou o braço e a menina de cabelos laranja ruivo e olhos castanhos cor de terra, abaixou a cabeça e foi.

A senhora Diona continuou seus afazeres. Colocou seu colar, onde estava a chave de seu portal, uma pequena esfera vermelha sangue, foi para o imenso caldeirão onde estava a grande mistura da visão e derramou mais um frasco de gás sobre seu portal, que liberou uma fumaça cinza para cima e deixou o liquido vermelho mais laranja.

― Ela não vai durar muito tempo. ― Disse para si mesma. ― Meu portal está preste a explodir. Não tenho muito o que fazer...

Olhou para o caldeirão com pesar, mas o calor do recipiente aumentava e os gases que usava cada vez com mais frequência, de nada adiantava. Sentiu-se triste, mas também sabia que sua libertação para as energias da origem estava próxima.

― Estou pronta vó. ― Gritou a menina saltando da escada para sobre o tapete de pele no meio da sala, onde sofás se voltavam para o tapete.

― Vou leva-la para a escola. Quero ver o seu momento... ― Disse sorrindo para sua neta.

― Como é vó? Como é estar lá e recebeu o portal ou janela que deve cuidar?

― É muito bom.

As duas comeram um café-da-manhã farto. Tinha muita luz no dia para se alimentar, nenhuma nebulosa tinha surgido e a claraboia sobre o lago azul, em uma das câmaras da imensa caverna as alimentou.

Na vila, onde as casas de pedra estavam repletas de mine florestas nas janelas com árvores de toda a espécie, borboletas gigantes e pássaros passeavam pelo céu. Era um lindo dia de verão para começar as aulas.

Então na imensa estrela brilhante, no meio da vila, uma porta negra se abril e várias jovens estrelas entraram acompanhada de seus familiares que os acompanhavam para prestigiar a comemoração.

― Sol, já está na idade? ― Pergunto Crol junto de sua mãe. ― Achei que estrelas jovens como você não teriam essas missões.

― Parece que pensou errado. ― Sorriu a menina ruiva para o garoto de cabelos brancos e olhos azuis. ― Devo herdar o portal de minha família.

― Não conte com isso jovenzinha. ― Disse a senhora Rora, mãe de Crol. ― Meu filho tem muito mais brilho que a senhorita e o portal precisa de muita supervisão... E sua avó não está tão jovem para tal tarefa.

Sol tinha varias frases em sua mente, mas a única coisa que conseguiu fazer caminhando com sua vó foi olhá-la. Ela carregava um dos portais mais antigos que o seu povo conhecia. E estava em um avançado estado de velhice, suas rugas eram profundas, seus cabelos ruivos estavam quase negro, mas ela demostrava muita energia.

― Não ligue para ela minha pequena. ― Disse a senhora Diona olhando para a neta. ― Aprenderá muito com o portal para saber cuidar dele. E desvendará muitos segredos de nossa família.

― Quais segredos? ― Sol perguntou curiosa.

― Os segredos que escondo de você até você descobri-los. ― A avó sorriu para a neta. ― Começando pelos seus pais.

― Do que está falando vó?

― O portal, que provavelmente receberá, guarda o lar de sua mãe...

Então quando Sol iria querer saber mais já estavam dentro da grande Estrela Branca onde as jovens estrelas aprenderiam a cuidar de seus portais. Uma mulher de pele, olhos, vestes e cabelos verdes guiou Sol para o palco. Era um local grande onde duzentas estrelas jovens e brilhantes receberiam seus portais.

Sol foi guiada para frente, seria uma das primeiras, afinal seu sobrenome era Aurora, o Grande Pai então surgiu do teto decorado com milhares de estrelas de luz e a menina tentava decifrar tudo.

― Olá! ― Disse o Grande Pai em sua voz calma e os braços abertos no que parecia aguardar um abraço. ― Tenho orgulho em ver uma das maiores remessas de estrelas assumindo sua missão.

Sol olhou para o ser negro que via pela primeira vez e sentiu medo.

Ele possui mais de vinte metros de altura, cabelos e barbas negras, cumpridas e nem um enfeite. Suas vestes tinham uma imensidão de planetinhas e estrelinhas brilhando, de seu corpo uma nuvem negra saia e ele parecia flutuar ao em vez de usar as pernas como todos.

Que olhos arrepiantes... Pensou a menina. O esquerdo era vermelho vivo e o direito era azul-anil e brilhavam como as estrelas de luz no teto. Deve ter pernas sobre essas vestes. Concluiu a menina desviando a atenção dos olhos.

― Estamos aqui no cemitério de Estrelas para ensinar os jovens a cuidar de seu portal. Afinal quando uma estrela morre, outra surge em seu lugar. ― Disse o Grande Pai para toda a plateia de pais que se localizava em cadeiras e troncos retorcidos a baixo, a maiorias em pé. Virou-se então para as crianças no palco e disse: ― É a vez de vocês de cuidar de seus portais e brilharem até a morte. Afinal só eu sou eterno.

Ao ouvir aquilo Sol se desesperou. Entendeu o que Rora falou de sua vó e temeu que o fim dela estivesse próximo.

Lagrimas começaram de seus olhos e então o Grande Pai à olhou.

― Você merece algo especial... ― Então ela se descontrolou ainda mais com aquele enorme ser negro, gigante e de olhos medonhos conversando com ela. E para ela o pior era fazer todos notarem seu choro.

Mas o Grande Pai ignorou suas lagrimas e estendeu a mão para esquerda, da parede veio uma caixa negra que ficou flutuando no ar, tinha um formato de cubo perfeito. Ele abril e tirou algo lá de dentro.

― Tome a chave que sua família há tanto tempo protege.

Era uma corrente vermelha com uma simples bola azul presa que flutuava na mão do Grande Pai.

Sol esticou o braço e ao pegar a corrente o chão tremeu. Todos menos o Grande pai se assustou, permaneceu imóvel enquanto a menina olhava para a bolinha brilhante.

― Não vai ver o que lhe espera? ― Perguntou o Grande Pai para a menina que esquecera o choro.

― Como faço isso? ― Perguntou Sol confusa.

O Grande Pai então escorregou para o lado e uma enorme porta de pedra estava atrás dele.

― Aproxime sua chave e abra sua porta.

Então Sol com medo do enorme pai foi até a porta. Olhou para ele e notou que o teto do local tinha enormes nuvens de varias cores, roxas, laranjas, vermelhas, mas tinha uma azul que brilhava muito intensamente, notou que era uma estrela presa a ela.

― O que é aquilo? ― Perguntou para o Grande Pai.

Então o Grande Pai se aproximou dela e colou a mão sobre a cabeça da menina, sem tocá-la e voltou-se para a nuvem brilhante. A chave que estava na mão de sol abril o portal. O chão tremeu e mais três grandes estrelas do teto caíram, mas desviaram e foram de encontro com Sol.

O choque foi forte e feio, mas do local branco e negro que Sol estava foi parar em uma imensa floresta com mais três esferas presas a corrente.

― Onde estou? ― perguntou-se levantando.

Viu pelo portal o local onde estava o Grande Pai e a porta de pedra se fechando. Varias pessoas corriam em direção a porta tentando chegar a tempo para salva-la. Mas não adiantou. A porta fechou com um som de rocha roçando em rocha. Sol estava só naquele mundo que nunca tinha visto.

Estou só e nem sei como voltar... E pior. Não sei onde estou...

O medo invadiu seus pensamentos, mas um grito tão primitivo e gutural a tirou do mundo de medo. Virou-se para a origem do grito. Outro grito primitivo e grotesco saiu de uma enorme boca cheia de dentes.

Só ouvi falar desse ser em histórias... É um tiranossauro...

Sim. Ela está correta.

Notas finais
Comentem por favor! Pois preciso de opiniões para continuar evoluindo minha escrita. Qualquer ponto de vista é bem vindo e creio que será uma história bem legal.