A Última Chance - J e of

24 Capítulo 24 - A eternidade espera por nós


Notas iniciais
~le ultimo capitulo kkkkkkkkkk...........espero que gostem.........e como é o ultimo, quero agradecer a quem leu e comentou e tbm pra quem leu e não comentou..kkkkk um dia eu entro pra polícia espectral e extermino todos os leitores fantasmas kkkkk....boa leitura.........

POV Julie

Assim como a Bella de Crepúsculo, eu nunca pensei em como morreria. Na verdade, eu nunca pensei na morte em si. Eu não sei, ou melhor, eu não sabia o que seria morrer ou como seria morrer. Isso me faz enxergar todas as coisas de uma forma tão estranha porque... É como se sua ex-vida não existisse, como se nunca tivesse existindo antes. Eu sei que isso parece meio insano, mas é o eu sinto.

Me lembro do que o Daniel me disse uma vez: que a gente pensa que quando morremos vamos pro céu, mas que na verdade o céu era aqui. Tenho que concordar com ele.

Mas a sensação eu não conhecia. Quando morremos, segundos antes de morremos, o filme da nossa vida passa diante dos nossos olhos. Nós vemos tudo que fizemos. As coisas certas, as erradas, as burradas... Talvez a última vez que temos pra vivenciar tudo isso. Depois tudo fica branco, sem cor. Nossa alma se desprende do nosso corpo e não há dor, não sentimos nada. A única coisa que sentimos é a decepção de saber que morremos. Aceitar a morte é ainda mais difícil.

Prova disso sou eu, que já estou a uma semana presa em um quarto totalmente branco, sem portas, sem janelas. Só eu e mais nada dentro dele. Ainda não aceitei minha condição de fantasma. Ainda é difícil pra mim, aceitar que morri e que assim vai ser de agora em diante. Agora só me resta a eternidade e nada mais.

— Ei... Tem alguém aí? – eu disse ouvindo minha voz ecoar pelo lugar.

Silêncio... Por um momento achei mesmo que iria receber o silêncio como resposta... Mas não...

— Finalmente resolveu se manifestar, Julie? – uma voz me disse. E eu conhecia aquela voz. E como conhecia.

— Demétrius... Me tira daqui... Eu não gosto desse quarto... É muito branco, muito entediante e já está me agoniando ficar aqui sem companhia e sem fazer nada.

— Não posso te tirar daí antes de você aceitar que morreu e não poderá mais viver no mundo dos vivos. Mas, se depender do seu namoradinho Daniel, você vai desrespeitar tantas regras quando ele.

— E-eu... Aceito a-a... Você sabe... – eu respondi.

— Tudo bem. – sua voz sumiu por um momento. – Pode sair. – ele voltou a falar, agora entrando por uma porta que se abriu. E eu achando que aqui não tinha portas...

Me levantei do chão. – Então eu já posso ir?

— Pode. – passei pela porta ficando do lado dele. – Mas antes, vá até aquela porta ali, — me apontou uma porta preta. – e escolhe uma roupa pra vestir.

Fui até a porta. Fiquei sabendo que o carro pegou fogo e que a roupa que eu vestia também queimou. Eu vestia um lençol branco bem fino. Não seria mesmo bom sair só com isso no corpo. Abri a porta e vi várias roupas. Escolhi uma.

(Roupa da Julie http://sp1.fotolog.com/photo/33/33/48/avril_clicks_/1268843558246_f.jpg)

Agora só falta encontrar com o Daniel.

POV Narradora

Daniel tocava sua guitarra sem animo nenhum. As notas saiam tristes e melancólicas. Ele sentia saudades da Julie, mesmo os amigos Félix e Martim tentarem convencê-lo de que ela logo voltaria. Mas ele estava inconsolável. Era difícil aceitar a morte da sua amada. Ela era especial pra ele, o motivo que o fazia sorrir.

Se por um lado Daniel sofria, por outro o irmão Pedrinho e a amiga Bia sofriam ainda mais. A dor de perdê-la para o “mundo dos fantasmas” não os fazia bem. Eles só tinham a esperança e o consolo de que, talvez, possam vê-la de novo, só que como uma fantasma.

A edícula continuava do mesmo jeito, a pedidos do Pedrinho para a tia deles, como desculpa de que a Julie gostava muito da edícula e gostaria de deixá-la como ela deixou, ficaria como lembrança. O irmão sabia que a Julie voltaria e iria direto para lá.

Daniel para de tocar. Deita-se no sofá e passa um tempo olhando para o teto. Era sempre assim. Desde a morte de Julie, ele passava sentado ou deitado sempre olhando um ponto qualquer. Há dias ele não falava nada, não fazia nada. Mas os seus dias de silêncio estavam chegando ao fim.

— Dani.

Ele se levantou do sofá e olhou para a porta da edícula. E lá estava ela. O amor da sua morte, por assim dizer... Ela estava linda na opinião dele. Ela agora aparentava como uma fantasma. A pele dela era pálida, os olhos já não tinham o mesmo brilho pois tinham uma tonalidade profunda como se olhasse para dentro de um poço sem fundo. No entanto, o sorriso era igual, ainda iluminava o rosto agora tão apagado pela palidez. Mas para ele isso não importava. Ele ainda a amava demais.

Se levantou e abraçou Julie com todo seu amor. Não sabia medir com palavras a saudade que sentia dela. Só lhe restava abraçá-la e olhá-la nos olhos.

— Senti sua falta. Te amo muito Julie. Você não sabe o quanto eu sofri quando soube da sua morte.

— Não importa. O que importa é que agora vamos ficar juntos pra sempre. Só espero que o Nicolas não nós atrapalhe. – ela fez uma careta. – Ficou sabendo que ele morreu também.

— É... Eu já sabia. Mas ele não vai. Se ele fizer alguma coisa, não vai ter ninguém que o defenda. Eu o mato de novo. – ele riu.

— Vem comigo... Quero fazer uma surpresa pro Pedrinho e pra Bia.

— Ta. Vamos. – mas antes que eles saísse da edícula, Martim e Félix apareceram.

— Julie! – eles disseram em uníssono. – Estávamos com saudades. – eles a abraçaram.

— Agora nós vamos ficar todos juntos pra sempre.

Julie foi até o quarto do Pedrinho e ele estava deitado chorando, enquanto olhava uma foto da Julie.

— Pedro. – ela chamou. Ele se levantou e abraçou a irmã.

— Ah, Julie... Por que você foi morrer? Eu estou sozinho agora...

— Você não está sozinho. Tem a nossa tia que está cuidado de você.

— Mas não é a mesma coisa. A mamãe, o papai e agora você... Só sobrei eu... Você me fez muita falta Julie.

— Eu não vou sair mais de perto de você maninho. Voltei pra edícula. Não vou mais te deixar ta? – ela disse e ele assentiu.

Mais tarde ela foi pra casa da Bia, que ficou feliz em ver a amiga outra vez. Voltou para edícula.

— Oi meninos.

— Ainda bem que chegou. Vamos logo, estamos atrasados. – Daniel disse levantando do sofá sendo seguidos pelos outros dois fantasmas.

— Espera aí... Atrasados pra quê? Pra onde vocês vão?

— Vocês não. Nós vamos. Vamos logo. – Daniel disse pegando na mão da Julie e arrastando.

— Mas pra onde? – ela quis saber, falando agora num tom mais irritado.

— É uma convenção de fantasmas. Todos os fantasmas devem ir.

E eles foram. Julie nunca tinha visto tanto fantasma antes.

— Aí gente... Eu vou dar uma voltinha para ver se eu encontro alguma fantasminha gatinha... Não esperem por mim. – Martim disse saindo e sorrindo malicioso.

Julie riu. – Esse Martim não tem jeito.

— Não tem mesmo. – Daniel disse rindo junto.

— Eu vou dar um volta também. Não gosto de aglomerações. – Félix disse, saindo também.

— Dani, essas convenções são chatas? – Julie quis saber.

— Um pouquinho. – ele respondeu fazendo careta. Julie fez uma cara de “Ah, não!” e Daniel riu. – É bom se acostumar. São bem comuns. Um dia você nem se importa mais.

— Tomara. – Julie disse e beijou singelamente os lábios de Daniel.

Ele levantou o olhar e observava algo atrás de Julie. Ela arqueou uma sobrancelha.

— Olha lá... Quem são? – ele disse sorrindo divertido.

Julie virou pra trás. – Meus pais! – ela exclamou sorrindo.

— Vai lá. Eu te espero.

Julie foi até lá e quando os pais dela a viram ficaram surpresos. Ela contou porque morreu e eles ficaram com muito ódio do Nicolas. Julie acenou para Daniel o chamando para que ele e seus pais se conhecessem. Os pais ficaram felizes por saber que ela estava feliz com Daniel e até gostaram bastante dele.

— Mãe, Pai... Você podia voltar pra casa... Morar comigo e meus amigos.

— Não precisa filha. Estamos bem onde estamos morando. Mas você pode nos visitar sempre que quiser. E nós te visitamos também.

— Tudo bem então. – Julie concordou.

Passou muito tempo. Julie e Daniel estavam felizes. Apesar de tudo. Nada podia abalá-los. Daniel tinha saído e ainda não tinha voltado. Ele voltou só à noite.

— Amor, onde você estava? Estava dando outro dos seus passeios?

— Não. Fui ver uma coisa e... Bom, eu queria te pedir uma coisa.

— O que? – perguntou curiosa.

— Fiquei sabendo que fantasmas podem se casar. Mas é um pouco diferente do mundo dos vivos e... – Julie esboçava um sorriso bobo.

— E...? – ela perguntou curiosa. Já sabia o que ele iria dizer.

— E você quer casar comigo?

— Quero. – ela disse e o beijou.

Pouco depois eles se casaram. Teve uma comemoração simples, mas foi muito boa. Eles transbordavam de felicidade. Iriam ficar juntos para todo o sempre.

— Eu te amo Daniel.

— Eu te amo Julie.

Como vai ser a eternidade!? Ninguém sabe...

FIM...

~~~~X~~~~

Notas finais
se gostaram e se não gostaram, deixem reviews por favor...........estou escrevendo duas fic novas de Julie e os fantasmas, quando tiver quase pronto, eu vou postar.........I'll back ok...não vão se livrar de mim tão cedo kkk brinks....obrigada de novo pra quem acompanhou a fic.....até a próxima Fic...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!