A Última Chance - J e of

19 Capítulo 19 - No orfanato – Parte 1


Notas iniciais
demorei mas postei......a semana de provas está chegando, então não garanto que eu vá postar tão cedo.........acho que esse capitulo ficou bem grande, espero que não fique cansativo.........espero tbm não ter exagerando no 'Hot' ;)..........boa leitura........

POV Julie

Cheguei à minha casa, na intenção de pegar minhas coisas para levar para ao orfanato. Valentina estava comigo e me disse que não desgrudaria os olhos de mim, porque da última vez eu fugi. Mulherzinha estúpida. Mas eu teria que me acostumar com ela, já que eu passaria um bom tempo convivendo com ela. Assim que coloquei o pé dentro da minha casa, eu soltei uma lágrima. Eu sentia que eu teria que deixar tudo o que eu vivi ali para trás. Eu sentia que eu estava destinada a um futuro que eu nem mesma sabia se eu teria ou não. Eu tinha medos que eu nem sabia direito o que eram, que nem sabia que eu teria um dia. Momentos assim não deveriam existir para ninguém.

Subi para meu quarto e arrumei todas as minhas coisas de forma apresada. Não queria que minha permanência na minha casa durasse mais do que o necessário. Passei momentos muito bons ali. Ficar ali remoendo lembranças só me fazia mal. Eu ficaria muito tempo dentro de um orfanato, sem ter contato com ninguém e nem poder fazer o que eu queria.

Liguei para a Bia pedindo que ela viesse em casa para poder me despedir decentemente dela. Não era bem uma despedida. Era apenas um “Até logo”, pois logo eu iria embora, assim que fizesse 18 anos. Eu pretendia levar meu violão desta vez. Procurei por meu quarto, mas não encontrei. Se bem conheço o Daniel, é bem capaz de ele ter levado meu violão para a edícula para tocar, para se lembrar de mim. Desci para edícula para buscá-lo e ainda serviria de desculpa para poder vê-lo e me despedir.

Abri a porta da edícula e encontrei os olhares surpreso da Daniel, Martim e Félix que estavam sentados no sofá. Só consegui sorrir. Daniel se levantou na mesma hora, me pegou no colo e me beijou. Ele ficou me rondando no ar enquanto nossas bocas matavam a saudade uma da outra.

— Nossa. Isso que é amor, hein? – Martim disse rindo.

— E isso, — Daniel se soltou do beijou e apontou para o Martim. – se chama inveja. Ou melhor. Dor de cotovelo mesmo. – Martim fez uma careta. Daniel e Félix só conseguiam rir dele.

— Estava morrendo de saudades de você, Dani. – eu disse.

— Eu também. E aí. Como foi na clínica?

— Isso é uma longa estória. Quando eu tiver tempo eu te conto melhor. Eu pelo menos estou curada.

— Ainda bem. Saiu hoje?

— Foi. Mas eu não vim para ficar. Vim pegar minhas coisas para ir ao orfanato. Vim aqui só me despedir. Me despedir de vocês – pausei. – e pegar meu violão também. – ele riu.

— Era o único jeito de ficar perto de você. Por isso eu o trouxe pra cá. – ele disse me dando um selinho logo em seguida.

— Eu já imaginava mesmo. – sorri convencida. – Eu vou voltar logo ta. Cuidem da casa para mim. Ok? – eles assentiram.

Dei um abraço longo e apertado em cada um por quase um minuto. Bia chegou um pouco depois e me despedi dela também. Peguei meu violão e estava saindo. Mas o Daniel pegou meu braço, me impedindo de sair.

— Antes de você sair, eu queria te dizer que vou dar um jeito de te visitar sempre que der e sempre que eu puder. Ouviu? – eu assenti sorrindo. – Tchau. Vou senti muita falta da sua companhia, dos seus beijos, do seu abraço, de tudo. – disse me dando um beijo cheio de saudade e sentimento, me deixando totalmente sem ar. – Eu te amo. – ele declarou no fim do beijo.

— Eu também. – dei um sorriso sem dentes. – Vem me visitar mesmo. Vou estar de esperando. – e sai.

Entrei novamente no carro da Valentina. Ela dirigia silenciosa, afinal, nem eu nem ela trocaríamos uma palavra se quer. Ela sabe que eu não gosto dela, então, nem se atreve. Paramos na frente do tal orfanato. Era cercado por um muro, na frente tinha um portão de grades. Do outro lado desse portão havia algumas crianças correndo, outras sentadas conversando. A primeira vista eu tinha gostado do lugar. Valentina saiu do carro, a acompanhei. Ela fez um sinal com as mãos, porém não entendi o que era. Só fui entender quando vi dois homens vindo até nós,

— Pegue as coisas da Senhorita Juliana e leve para o quarto. Vou lhes dizer onde é. – ela disse e os dois homens assentiram.

Eles pegaram minhas coisas e levaram com eles.

— Venha logo Julie. Quero levá-la nas suas acomodações. Espero que não tenha problemas de convivência, porque irá dividir o quarto com outras meninas. – Valentina disse me tirando dos meus pensamentos.

— Não tenho. – respondi, simplesmente.

Passei pelo portão e novamente senti olhares curiosos para mim. Serio. O que esse pessoal vê em mim. Por que não tiram logo uma foto? Assim que entrei naquele prédio me deparei com um longo corredor. Comecei a subir uma escada. Chegando lá em cima, vi mais um corredor gigante. Havia várias portas. Valentina continuou me levando por aquele corredor e abriu uma porta. Era de número 12. Pelo menos eu não me perderia aqui, porque esse lugar é muito grande. Entrei no quarto e vi que havia umas 10 camas ali e grandes armários. Ela me apontou uma cama. Seria a minha cama a partir de agora. A cama era bem no canto, o que achei muito bom, era até melhor. Coloquei meu violão em cima da cama e percebi minhas malas perto dela. Seria bom se eu organizasse as minhas coisas.

— Se organize. – Valentina disse. Eu sei sua otária. – Amanhã mesmo você volta a estudar. Não sei se você sabe, mas as aulas são aqui mesmo. É lá em baixo. Quero que passe na minha sala antes, para pegar seus horários e saber qual é a sua sala. – assenti e ela saiu.

Arrumei todas as minhas coisas e sentei em minha cama, um pouco cansada. Olhei para a porta e por ela entram 3 meninas. Deviam ter mais ou menos a minha idade.

— Oi. – uma loira me cumprimentou. – Você é nova aqui?

— Sou. Meu nome é Juliana. Mas pode me chamar de Julie.

— Prazer Julie. Meu nome é Brenda. – a loira se apresentou. – Essa é Monique. – apontou para uma de longos cabelos castanhos. – E essa é Laura. – e apontou para uma de cabelos pretos curtos, na altura dos ombros.

— Prazer em conhecê-las. Vocês estão há muito tempo aqui? – perguntei. A curiosidade foi maior.

— Eu estou aqui desde os 2 anos de idade. – Brenda respondeu. – A Monique e a Laura vieram pra cá a uns 7 anos atrás. Nós três temos 15 anos cada.

— E vocês gostam daqui? Não sentem vontade de sair?

— Gostar a gente não gosta. Mas passamos a maior parte da nossa vida aqui. Fizemos amigos aqui. A única coisa que eu não gosto e que machuca muito é o fato de não terem me adotado. Os casais não adotam crianças mais velhas. Gostam de adotar bebês. – Monique respondeu pelas três, já que as outras duas concordaram com tudo que ela falou.

— Mas não se preocupa. Um dia você se acostuma com isso aqui. – Laura disse.

— Eu espero. – pausei. – Aonde é o dormitório dos meninos?

— É ali. Mas não podemos ir pra lá. São as regras do orfanato.

— É, mas eu queria ver meu irmão. Ele está nesse orfanato também.

— Sei. Mas acho que nesse horário ele deve estar lá em baixo. Os meninos jogam futebol à tarde. Te levamos lá se você quiser. – Brenda disse. Me levantei. – Nós podemos ser amigas agora, não é?

— Claro. – eu disse e as três sorriram.

Como elas disseram, ele estava mesmo jogando. Gritei por ele e quando me viu, veio correndo e me abraçou.

— Julie. Você voltou. Eu estava morrendo de saudades. Como foi o tratamento?

— Foi bom. Também estava morrendo de saudade de você, maninho. – dei um beijinho em sua bochecha.

— Pára com isso. Ta todo mundo olhando.

— Não ta nada. Seu bobinho. – baguncei um pouco seu cabelo com as mãos.

— Julie, você sabia que eu fui quase adotado por um casal. Mas eu disse que não queria ir. Por causa de você.

— Bom mesmo. – o abracei e ri, sem graça. Não quis mais falar nada. Nem queria. Pensar em adoção era pior do que pensar que eu ficaria nesse orfanato.

Voltei para o dormitório e lá conheci outras meninas. Só fui entender a divisão dos quartos quando as meninas me explicaram: eram divididos por idade; das mais novas às mais velhas. Os dos meninos eram a mesma divisão. À noite fui dormir, porém não foi nada fácil. Pensamentos me perturbavam. Só consegui depois da meia-noite. Pela manhã, eu me levantei para ir para a “escola”. Entre aspas mesmo, já que era praticamente um típico “Estudar em casa”.

Desci para a sala da Valentina para pegar meu horário. Ela me entregou e sai. Não queria respirar o mesmo ar que aquele ignorante por muito tempo. Logo fui para a minha sala. Quando entrei havia tão poucos alunos que dava pra contar nos dedos. Eram cinco, contando comigo. Não me surpreendi, já que haveria poucas pessoas da minha idade naquele orfanato. Meus poucos colegas me cumprimentaram e me sentei no meu lugar.

Confesso que não gostei nem um pouco de estudar ali. No final da aula fui para a sala da Valentina implorar para voltar para a minha antiga escola. Me humilhei à toa. Ela não deixou, mas pelo menos me deixou ir para a festa de formatura no fim do ano, que estava próximo.

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A semana passou rápida e já era o final de semana. As minhas colegas de quarto me chamaram para ir lá pra baixo, mas eu recusei. Preferi ficar no meu quarto tocando o meu violão.

“Eu vou quebrar o silêncio,

Sim eu vou, mostrar a minha voz,”

Comecei a cantar.

“Você pode me entender,

Somos iguais, essa noite somos um só.”

Continuei cantando, porém ouvindo uma voz que eu conhecia muito bem cantando junto comigo.

— Daniel. – olhei por todo o quarto.

— Oi. – ele ficou visível. – Estava com saudades de você.

Sorri. Larguei meu violão do lado da cama e corri para abraçar o Daniel.

— Eu também estava com saudade, meu amor. – lhe dei um beijo.

— Espera tenho uma coisa pra você. – ele desapareceu e apareceu segundos depois com um buquê de rosas vermelhas, rosas e amarelas. – Toma. Pra você.

— Ah Dani. Que lindo. Adorei. – falei indo colocar as flores num vaso com água.

Me virei para ele e vi ele trancando a porta do quarto.

— O que você está fazendo? – perguntei.

— Achei que você tivesse um quarto só seu. Achei melhor trancar, vai que alguém entra aqui. – ele disse vindo até mim com um sorriso malicioso nos lábios.

Ele avançou nos meus lábios e me beijou cheio de desejo. Me levou até minha cama ainda me beijando. Tirou minha blusa e ficou beijando minha barriga. Ele tirou meu sutiã e começou a sugar meus seios com vontade, arrancando gemidos baixos de mim. Tirei com rapidez o terno e a blusa dele quase ao mesmo tempo. Beijei seu tórax enquanto ele suspirava. Levei minha mão até seu membro por cima da calça o apertando e ouvindo-o gemer alto.

— Ai Julie. Não faz isso.

— Faço sim. Eu sei que você gostou. – eu disse maliciosa e ele deu uma risada safada.

Ele voltou a me beijar enquanto eu tirava sua calça e sua cueca. Ele fazia o mesmo com meu short e minha calcinha. Daniel passou a mão por minha intimidade me fazendo suspirar mais. Ele foi descendo os beijos para meu pescoço, meus seios, minha barriga. Até chegar a minha intimidade, onde ele começou a lamber e chupar sem pudor. Eu comecei a gemer descontroladamente. Aquilo era muito bom e ele o fazia muito bem. Senti o orgasmo chegando. Daniel subiu até meus lábios me dando um beijo, me obrigando a provar meu próprio gozo.

Ele agarrou minhas coxas as afastando e se encaixando entre eles. Me penetrou, já se movendo num ritmo delicioso. Entrando e saindo sincronicamente. Prendi minhas pernas em volta dele, permitindo um contato ainda maior. Cravei minhas unhas em suas costas, as arranhando. Ele arfou forte.

— Ahh. – ele gemeu. – Julie. – gemeu meu nome. Sério... Ele que me matar de excitação gemendo meu nome, só pode.

— Ah, Daniel. – gemi também. – Aaahh. – gemi mais prolongadamente por causa de uma estocada mais forte do Daniel.

Ele estava me deixando louca. Eu sentia meus olhos revirando de desejo. Eu sabia que meu orgasmo estava perto de novo. Daniel também estava quase lá.

— Eu vou... – não consegui terminar a frase e cheguei ao orgasmo.

Daniel também, um pouco depois. Ele saiu de mim e me beijou. Finalizou o beijo mordendo meu lábio inferior. Deitou ao meu lado.

— Te amo muito. – Ele disse, segundos depois de se “recuperar”.

— Também te amo. – lhe dei um selinho.

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Mais dias se passaram. Eu estava me acostumado com o orfanato. O Pedrinho já estava acostumado há muito tempo, já que ele estava há um mês a mais que eu naquele orfanato. Eu só não tinha me acostumado com a Valentina. E espero não me acostumar nunca. Algumas crianças gostam dela, eu não. Ela faz exatamente o tipo de madrasta má de filme. E pelo que eu percebi, ele também não vai muito com a minha cara.

Hoje não teria aula. A Valentina avisou que tinha uma surpresa para todos nós. Me arrumei bem básica. Apenas uma camiseta, uma calça jeans surrada e um tênis. Não esperaria por nada muito extraordinário, não deve ser nada de mais. Ou talvez seja. Essa Valentina consegue me surpreender até nas piores situações.

— Atenção, internos. – ouvimos a voz da Valentina no megafone. – Desçam para a área principal do orfanato. É para a surpresa de vocês.

Eu e minhas colegas de quarto saímos, encontrando o corredor já bem cheio. Descemos todos e chegamos ao local designado por Valentina. Entranhei a decoração. Havia balões, vários comes e bebes, cadeiras e, o mais estranho, um pequeno palco montado. O que eles estavam planejando.

— O que será que vai acontecer? – perguntei para a Brenda.

— Hoje é o aniversário do orfanato. 15 anos. – ela respondeu, admirando a decoração. – Todo ano eles fazem uma festa ou preparam algumas surpresas para os órfãos. Normalmente são muito boas. Todo ano eles se superam.

— E qual será a surpresa? – perguntei de novo.

— Não sei. Se eu soubesse não seria surpresa né. – ela respondeu rindo. A acompanhei.

— Atenção. Espero que estejam todos prontos para a surpresa. — Valentina disse ao microfone.

É agora que vamos descobrir a surpresa.

CONTINUA...

Notas finais
se gostaram e se gostaram deixem reviews, nem que seja pra deixar uma critica..................até o proximo capitulo