Notas iniciais
...

Lógico que eu não iria conseguir dormir,fiquei curiosa, queria saber o que era de repente, quando eu estava me aproximando, algo caiu na cozinha. Um barulho bem rápido, lógico que mamãe não estava nem ai, ela queria dormir, pois teve um longo dia de viagem.

Nora, minha irmã acordou assustada, perguntando o que havia acontecido, eu apenas disse bem baixo:

-Algo caiu na cozinha e eu vim ver o que era. — eu disse.

- Já é tarde “liy”, vai para cama. – sussurrou baixo.

- Desde quando você manda em mim? — Retruquei.

Nora sempre foi mandona, isso é o que me dá mais raiva nela. Mas a amo assim mesmo. Ela coçou os olhos bem de leve e foi se deitar. Aqueles lindos cabelos loiros ondulados estavam dando pena, ela teria que fazer uma hidratação, mamãe não ligava muito para minhas irmãs, ela queria só pensar nela mesma, enquanto suas filhas podiam morrer.

Eu já sabia que Tracey estava entrando na internet e marcando encontro com estranhos, eu não podia falar nada, já que ela é a quem manda na casa.

Desci a escada bem devagar, quando vi um vulto passando, mas foi em questão de segundos, gelei novamente. Olhei janela afora e vi um casal, eles pareciam tão felizes, supostamente a menina havia ganhado um buquê de flores do seu namorado, mas de repente ouço um grito.

Mamãe finalmente levantou assustada, e murmurou:

-Lilly onde você está?

Respondi baixo, pois queria saber do que se tratava lá fora:

-Aqui mãe, venha ver só uma coisa..

Eram exatamente 4:00 da manhã em ponto, Tracey perguntou o que eu estava fazendo acordada.. Eu sussurrei:

- Não estava conseguindo dormir.

Ela logo retrucou:

-Vai para cama, amanha você tem aula. – falou séria.

As luzes da vizinhança logo acenderam-se e os vizinhos saíram pra fora, mamãe também.

Eu subi as escadas e olhei pela janela, mas não dava pra ver o que estava acontecendo. Ai que eu percebi que minha janela dava pra uma casinha abandonada, logo depois de uma pequena trilha.

Eu tinha que adormecer, porque 8:00 era pra eu estar na escola. Estava ansiosa, mas ao mesmo tempo apreensiva. Eu não sabia o que iria encontrar, uma das minhas únicas amigas que eu tinha na minha antiga cidade morreu. Não gosto muito de falar sobre isso, mas minha mãe sempre perguntava dela, e eu falava que ela estava bem, logo depois de um tempo mamãe desencanou de perguntar, achei isso ótimo, porque ainda me culpo pela morte dela.

Acordei 7:30 estava atrasada, precisava me arrumar, e pegar o ônibus, fui tomar banho, olhei pro meu braço e lembrei dos meus cortes, eu era trouxa na época, me cortava por motivos fúteis, decepções amorosas,amizades falsas, mas havia outro motivo, eu não consigo me abrir com ninguém, nem mesmo com minha mãe, minhas irmãs não iriam entender, as lagrimas no meu rosto saíram de forma indesejadas,porém limpei elas e sai do banho. Mamãe ficava me gritando pra ir tomar café da manhã.

Eu já cansada de ouvir ela gritei:

- Porra mãe, já estou indo. E sussurrei baixo, “vadia.”

Desci as escadas, era o ônibus chegando, Tracey disse que queria ter uma conversa comigo depois da aula.

Notas finais
Esse foi o 2º capitulo, espero que gostem (=