Notas iniciais
Primeira Fic, pessoal. Criticas construtivas e ideias novas são bem vindas ;) Obrigado.

Os pesadelos a despertaram naquela noite, mas ela já estava acostuma.

O peso da responsabilidade pelo exército do acampamento caíra sobre seus ombros, uma vez que Clarisse não estava mais no acampamento. Os pesadelos começaram a assombra-la.

A possibilidade de falhar lhe deixava atordoada.

Cristina foi até a arena, fazer o melhor que podia fazer para se distrair: lutar.

As coisas estavam difíceis para ela. Os ataques no acampamento, perder a irmã e ter que liderar o exército. A voz, quase constante, de seu pai em sua mente não ajudava.

– Fuzis, metralhadoras, rifles... Você deve lutar, esqueça-os. –isso seguido de sons de guerra.

Ares não era um bom conselheiro.

Então o melhor que ela tinha para fazer era treinar, treinar e treinar. Se pensar e sem descanso.

A camiseta vermelha da Cristina estava encharcada de suor e as horas de sono estavam começando a lhe fazer falta.

O sol já estava nascendo quando ele apareceu.

O barulho de passos chamou sua atenção. Virou-se e quando percebeu estava com a ponta de sua lança a centímetros do rosto de Nico di Angelo.

– Calma. – disse ele tirando a espada do cinto e largando no chão e levantando as mãos em sinal de rendição.

– O que faz aqui? – disse ela rispidamente.

– Vim ajudar. — disse ele com um sorriso torto.

– Não precisamos de sua ajuda. – mentiu.

A verdade é que eles precisavam, de muita. Só que Nico não parava no acampamento. Vivia por ai, sabe-se lá onde. Ele não era confiável.

– Não mesmo? – insistiu ele.

– Não da sua. – retrucou, ela.

O sorriso no rosto dele deu lugar a um olha sombrio.

– Bom, eu achei que... – recomeçou ele.

– Achou errado. Agora se me da licença, tenho obrigações a cumprir. – e retornou ao seu chalé.

Depois do almoço, Cristina e Helena estavam preparando o arsenal para a caça a bandeira dessa noite.

Helena era filha de Hades, não fazia tempo que chegara ao acampamento. Tinha cabelos pretos, mas com mechas coloridas e sempre usava roupas pretas.

– Nico esta de volta. – disse Helena

– Sim, ouvi dizer. – falou Cristina, indiferente.

– Porque você não gosta dele?

– Porque eu deveria gostar? – mas Helena ainda esperava por uma resposta. – Na última guerra, ele não ficou do lado do Acampamento Meio-Sangue. Digo, ele não estava contra nós, mas preferiu o Acampamento Júpiter.

– Então você tem ciúmes dele? – provocou ela.

– Claro que não. – respondeu Cristina, rápido de mais.

Foi então que elas ouviram os gritos.

– Ah, de novo? – disse Cristina pegando a lança e indo atrás do monstro.

Os monstros atacavam perto do anfiteatro, uma matilha de cães infernais.

– Eram mais. Já derrotamos alguns, mas eles estão vencendo. – disse Annabeth enquanto lutava com dois cães ao mesmo tempo.

Cristina assoviou para chamar a atenção de um deles, mas acabou que outros três a atacaram.

– Onde estão os outros campistas? – perguntou Helena que notara que apenas 20 campistas lutavam. Ela acabara de chegar e já estava tendo que lidar com dois monstros.

– Alguns estão feridos por conta dos últimos ataques, outros estão cuidando desses feridos e tem aqueles que... – Leo não precisou terminar.

Com os ataques muitos campistas morreram.

Eles já haviam transformado em pó quase todos os monstros, mas estavam cansados e machucados.

Cristina acertou o focinho de um e ele se desfez, mas outro chegou por trás e a derrubou. Quando o animal abriu a boca para mata-la, uma lâmina escura surgiu no pescoço do monstro e o matou.

Nico di Angelo a ajudou a levantar.

– Depois não precisava da minha ajuda. – disse ele.

– Eu ainda não preciso da tua ajuda. – disse ela limpando o pó do monstro da roupa.

– Sério? Porque o monstro teria te engolido viva. – falou ele.

– Ele não teria gostado. – ela disse dando de ombros.

Notas finais
Não sei se minhas ideias sobre o Nico vão ser bem aceitas. Eu shippo Pernico, mas não tenho a minima esperança de que aconteça no livros. Então acho que imagina-lo com uma garota não faria mal.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.