Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a morangochan. Eu sei que ta todo mundo eufórica porque faz quase duas semanas que eu não posto nada. Eu comecei o capítulo, mas empaquei numa parte. Avisando que dia 17 começam as minhas provas, então não esperem capítulos. Mas eu juro que serão BONS capítulos. Boa leitura.

Madagascar. Até estudar geografia de verdade, eu achava que Madagascar era aquele filme dos animais que se “remexiam muito”. Madagascar fica numa ilha do continente africano. Eu fico me perguntando quanto custou aquela ilha. Nunca imaginei que os pais de Castiel eram ricos ao ponto de comprar Madagascar. Ainda mais porque a África tinha se levantado de uma vez para o mundo e se tornado uma das dez maiores potencias do mundo. A maior fonte de diamantes e cacau vinha da África. Quando todas as outras fontes se esgotaram, a África se levantou como nunca e cobrou preços absurdos quando os Estados Unidos foram comprar petróleo (já que os Estados Unidos não compram Petróleo nem do Oriente Médio e nem do Brasil). Na escola militar as pessoas estudavam muito sobre rivalidade de países, pois, para quem decidisse seguir carreira militar, teria que saber sobre tais rivalidade e rixas entre alguns países.

– Por que estamos aqui? – perguntei fazendo careta para Kentin.

– Madagascar é cercada pelo mar. Óbvio que você vai precisar de um biquíni. – ele fez careta enquanto olhava alguns. – Toma esse aqui.

– Eu não vou usar fio dental!

– Não é fio dental!

– Isso aqui não cobre um terço da minha bunda. Não vou usar!

– Se não é enfiado no rabo, não é fio dental.

– Kentin. É de rosca?! – Lana gritou. – Já faz meia hora que vocês estão tentando escolher um biquíni.

– É fácil escolher biquíni quando não se tem peitos. – Kentin retrucou. – Não que a Lynn tenha, mas tem mais do que você.

– Me chama de tábua de novo que eu dou um paranauê na sua cara! – ela cerrou o punho.

– Que vergonha! – Alexy exclamou. – Não conseguem escolher um biquíni sem começar uma guerra?! – Alexy foi até alguns biquínis e jogou um em minha direção.

– Pega esse aí.

– Glória a Deus! Finalmente um biquíni descente. – berrei para Kentin.

“02/11/2025. Hoje Kentin me disse que ele e os outros meninos estavam planejando há dias essa viagem para comemorar o meu aniversário. Na verdade, Castiel era o cabeça de toda essa operação. Kentin até me disse que ele estava planejando algo há muito tempo, tanto que todos os meninos do F4 estavam envolvidos. Trouxe o computador para passar o tempo enquanto nós estamos viajando para Madagascar. Eu não imaginaria que uma pessoa pudesse comprar uma ilha inteira. Agora eu entendo porque há algumas piranhas na Sweet Amoris que são loucas para pegar o Castiel. De qualquer forma, eu perdi meu interesse nele. Só não entendo porque ele está tão sério desde que me viu”.

Kentin me contou várias coisas sobre o que aconteceu. Tanto que isso me tirou várias duvidas, mas também me causou raiva. Quando Kentin voltou para casa com catapora, era porque ele tinha ido a uma festinha que o F4 tinha organizado com algumas piranhas da Sweet Amoris.

“Não se preocupe, o seu “santo” não estava lá”. – lembrei da frase que Kentin disse fazendo referencia a Lysandre.

Na maioria das vezes em que Kentin dava suas “saídas misteriosas”, era porque simplesmente ele ia a algum evento que o F4 fazia. Mesmo que fosse só para sentar a bunda no sofá, jogar vídeo-game e comer bolo. Mas depois do acidente, não era por isso que ele saía. Ele saía porque estava planejando algo com o F4 para o meu aniversário, no caso, a viagem seria o evento.

“Não acredito que isso foi idéia do Castiel”. – pensei olhando pela janela do avião.

Teve um dia que Lysandre me deixou sozinha no jardim de casa, ele também tinha ido a esses eventos do F4. Lysandre mora sozinho, e, mesmo que ele goste de lugares mais calmos, ele também gosta da companhia dos meninos de vez em quando.

– Como você imagina ser Madagascar? – Lana perguntou.

“Eu me remexo muito, eu me remexo muito, remexo MUITO!”.

– Sei lá. – respondi fazendo uma cara de duvida.

– Será que é mesmo como naquele filme antigo de desenhos? – Lana deu uma risada.

“Tá com tudo em cima. Tá com tudo em cima. Tá com tudo, tá com tudo. Ta com tudo em cima”.

– Acho que não. – respondi segurando a risada.

Quando pousamos. Paramos em um pequeno aeroporto que havia na ilha. Um motorista chegou com uma caminhonete e nos levou até um lugar que ficava perto de várias casinhas de frente para o mar.

– Faz tanto tempo que eu não vejo o mar. – respirei profundamente sentindo a brisa em meu rosto.

– Digo o mesmo. – Kentin respondeu com um sorriso. – Vem, você vai ficar no quarto ao lado do meu.

Kentin me puxou pelo braço, me arrastou pelas escadas e abriu a porta de uma das casinhas. Por dentro não era bem uma casinha. Era um quarto bem amplo com um banheiro, mesmo não sendo como os da minha casa, eram bem confortáveis.

– Pensei que aqui em Madagascar tivesse hotéis ou algo assim. – falei saindo do quarto e encarando os lados.

– De fato havia sim. – Kentin acompanhou meus passos com as mãos nos bolsos. – Mas demoliram porque achavam que isso destruía a paisagem natural. Essa ilha não é mais um ponto turístico aberto a todos.

– Não? E por que eu vi tantas pessoas por aí?

– Não é qualquer um que pode vir até essa ilha. Normalmente são as famílias dos donos que vêm, celebridades, pessoas muito ricas, entre outros.

– Dos donos? Os pais do Castiel não são os únicos donos?

– Não. Apesar de que os pais do Castiel são donos da metade da ilha, o resto da ilha pertence a outras pessoas. Estamos no lugar correspondente ao Castiel. Pode perceber que nessa parte da ilha não há muitas pessoas. As pessoas que você viu foram na outra parte da ilha, próximo ao aeroporto.

Fiz que sim com a cabeça. Lana deveria estar com os gêmeos, não havia visto Castiel, mas havia visto Lysandre entrar em uma dos quartos. Quando a nossa bagagem chegou até os quartos, pedi que colocassem a minha dentro do meu quarto. Comecei a caminhar solitariamente pela praia. Fazia muito tempo que eu não sentia um sol no meu rosto e areia nos pés. Apesar de que eu não gosto muito de areia da praia. Simplesmente porque a areia entra em lugares de onde não dá para tirar em público, daí quando você se senta, você tem aquela sensação de coceira na bunda.

– Deveria voltar para seu quarto e passar filtro solar.

– Eu sei me cuidar, Castiel.

– É, estou vendo. – ele disse ironicamente cruzando os braços. – É uma ilha bonita, não?

– Sim. – concordei.

Minha reação no momento foi apressar o passo de uma maneira meio obvia, para que Castiel percebesse que eu não estava querendo companhia, muito menos a dele.

– Hei! Eu sei que está zangada comigo! Mas me deixe ao menos falar algo.

– Falar algo? Não acha que já falou demais?

– Você é muito mal agradecida! Eu te trouxe para essa ilha e é assim que você se comporta? – ele vinha me seguido desde que eu comecei a andar, parei de andar e me virei para encará-lo.

– Eu não pedi que me trouxesse aqui. E você! Eu sei por que não deu as caras depois que eu deixei de ir para a escola.

– O que você queria que eu fizesse? “Oi Lynn, desculpa aí se eu quase fiz você morrer”.

Quando eu vi ele próprio admitir aquilo, eu percebi que Kentin tinha um pouco de razão no que disse. Era meio ridículo ficar culpando o Castiel por causa de um acidente de carro, nem era ele o motorista idiota que fez Kentin virar o carro. Então eu acho que eu deveria parar um pouco de ficar colocando a culpa nele.

– Kentin contou o que eu falei?

– É. Ele contou o que você falou. Por isso eu não tive coragem de ir até a sua casa. Quando eu soube que os outros foram, menos eu, fiquei ainda pior.

– Não pense que vai ser assim, Castiel. Eu não confio mais em você! Você mentiu quando disse que sentia algo por mim. Foi só chegar a Debrah que você jogou tudo no lixo.

– O que eu posso fazer pra te conquistar de novo? – ele perguntou pegando na minha mão.

– Voltar no tempo, quem sabe. – falei com arrogância quebrando o contato de nossas mãos.

Como eu era idiota. Antes eu acreditei em tudo que o Castiel disse, em tudo! Depois eu descubro que era tudo mentira, que tudo não passava de um teatrinho. Ele jogou meus sentimentos no lixo quando se rendeu a Debrah, não adiantava mais, eu não queria.

– Lynn, eu insisto. – ele me agarrou pelo braço.

– Eu também insisto! Insisto que me solte agora mesmo!

– Lynn, acalme-se. Por favor, me deixe falar!

Permaneci em silêncio. Mesmo não querendo ouvir o que ele tinha para falar, achei que seria bom ouvi-lo pelo menos uma vez antes de sair jogando pedras (apesar de que ele merecia).

– Eu sinto muito mesmo. Muito! – ele tocou minha mão novamente, afastei a mesma de perto dele. – Por favor, Lynn. Não seja assim.

Meus olhos se encheram de lágrimas, apesar de que eu não estava triste ou emocionada, eu queria mais era virar a mão na cara dele. Como pode?! Como pode tudo isso?! Como ele pode fazer toda essa ceninha depois de tudo o que fez?

– Eu não sei se você vai entender. – ele encarou o chão. – Eu gostei da Angela desde que eu era moleque. Ela nunca me correspondeu, e é óbvio o porquê de ela nunca me corresponder. Você mesma me disse isso! – ele mordeu o lábio inferior e me encarou. – Quando eu me aproximei da Debrah, eu achava que ela era uma boa pessoa. Eu admito que menti para você quando disse que nunca tinha beijado ninguém, até beijar a Angela naquela noite. Eu sinto muito mesmo. Eu só não queria que você tivesse más impressões sobre mim.

– Isso você já disse. – suspirei pesado. – E que tipo de impressões eu deveria ter, de um menino mesquinho que apavora os alunos que não concordam com suas regrinhas?

– Me deixe continuar! – ele insistiu. – Eu só me senti confuso porque eu gostava de você e a Debrah chegou assim de repente querendo reatar comigo. Você não é capaz de entender isso?

Não, eu não era. Pus a mão na cabeça e a massageei com os dedos para tentar manter a calma. Respirei fundo e fiz que sim com a cabeça. Um sorriso brotou nos lábios dele, mas eu quis cortar o mal pela raiz.

– Mas se pensa que eu estou reatando com você ou qualquer coisa do tipo, você está muitíssimo enganado, entendeu?

– Certo. – ele suspirou. – Mas eu vou tentar.

– Não. Você não vai.

– Não pode me impedir de tentar! – ele retrucou.

É, eu não podia. Nem sei por que ele queria “tentar”. Eu não daria cabimento a nada que aquele babaca fizesse.

– Venha, eu tenho algo para mostrar.

– Não irei. – cruzei os braços.

– E por que não? Você me desculpou, não é mesmo?

Apenas revirei os olhos e soltei um suspiro carregado de intolerância. Apesar disso, ele continuava com um sorriso provocante nos lábios.

“Que vontade de te quebrar uns dentes!” – pensei. – “Quem você acha que é? Acha que pode fazer aquelas coisas e simplesmente chegar e querer que eu te desculpe?”.

– Poderia me acompanhar?

– Para quê?

– Poderia ou não? – ele insistiu fazendo cara feia.

Antes que eu respondesse, ele já estava me segurando pelo braço e me arrastando ao longo da praia. Eu dava umas tropicadas e de vez em quando algumas tapas no braço dele.

– Hei, seu abusado! Não seja tão grosseiro com garotas! – reclamei.

Castiel apontou para algo atrás de mim. Quando me virei, me deparei com uma mesa muito bonita, cheia de frutas tropicais. Pela decoração da mesa, era feita para duas pessoas.

– O que é isso? – perguntei tentando disfarçar o sorriso.

“Esse ridículo acha mesmo que é assim que vai me impressionar?” – pensei.

– Não está vendo o que é? – ele fez cara feia. – Sente-se!

Não só havia frutas, havia bolo, muito bolo. Sentei-me na mesa com ele, enquanto comia, ele falava e eu fingia que estava prestando atenção. Enquanto dava garfadas no pedaço de bolo em meu prato, observava a paisagem de uma forma discreta, para que ele percebesse que eu não estava o ignorando.

“Olhe só, ele já mudou a roupa!” – pensei fazendo bico. – “E eu nem ao menos coloquei o biquíni. Deveria ter colocado antes de vir dar uma volta”.

– E então? – Castiel perguntou corado.

“O que ele disse? Vejamos... Concorde”.

– Sim.

“O que ele disse?”

Meu coração começou a acelerar, minha mente ficou imaginando situações absurdas do que poderia ser. Castiel abriu um sorriso largo.

– Ótimo! – ele exclamou – Eu a acompanharei até o quarto.

“Como é que é?” – perguntei a mim mesma.

Castiel levantou-se e deu alguns passos em direção ao mar. Dei mais uma garfada no bolo, quando voltei a vista para Castiel, o bolo entalou na minha garganta, peguei desesperadamente um copo com água para ajudar a descer. Castiel estava tirando a roupa!

“É por isso que não tem ninguém nessa parte da ilha? PARA ELE FICAR NU?”.

A primeira a ser retirada foi a blusa, quando as mãos dele alcançaram as calças, tapei a visão do meu olho esquerdo e olhei para o lado oposto ao de Castiel.

– Hei! Seu pervertido! Foi para isso que me trouxe para cá?! – bradei. – Se ousar a tentar algo, eu juro que pego você e...

Quando senti a mão dele tocar meu braço, dei um grito agudo e fechei os olhos bruscamente. Só conseguia ouvir a risada descontrolada dele.

– Achou que eu ia tirar a roupa?

Ao abrir os olhos vi que ele estava com um calção, aqueles que os meninos costumam a usar em praias. Dei um suspiro de alivio, sentindo meus batimentos cardíacos voltarem ao normal. Aquilo não era de Deus!

– Por que fez isso?! – bufei.

– Porque o sol está ficando quente. E aliás, você tem que voltar para seu quarto e trocar de roupa, certo?

“Ah, claro. Era isso”. – suspirei. – “Deve ter sido isso com que eu concordei naquela hora”.

Deixamos a mesa e fomos até onde os quartos estavam. Aquele lado da ilha era quase deserto, não vi ninguém além do F4, Lana e alguns funcionários que trabalhavam na ilha.

Castiel disse que iria fazer outra coisa. Entrei no quarto correspondente ao número 4 e fui pegar itens de higiene que estavam guardados na minha mala. Dentre eles, me deparei com aquele frasco que me fez corar na hora.

FLASH BACK ON

Quando fomos à loja de biquínis, Alexy veio me perguntar se eu tinha aberto o presente dele. Eu tinha aberto todos, mas nenhum daqueles jumentos tinha colocado o nome nos presentes.

– O perfume afrodisíaco. – ele lançou um olhar pervertido. – Você consegue qualquer boy magia com aquilo ali. Inclusive, você poderia testar no Lysandre, sabe... Lá na ilha tem uns quartos e...

– HEI! – exclamei corada. – Eu não sabia que esse perfume era perfume de tarado!

– Não é de tarado! – ele fez bico. – Apesar de que eu comprei numa lojinha meio que... Enfim. Tinha uns chicotes e uns brinquedinhos que vibram, mas acho que isso não é muito a sua praia. – brincou. – Espero que não se importe, mas eu tirei um livro que veio junto com o perfume. Um livrinho de uns japoneses flexíveis.

– J-japoneses? – gaguejei tentando me recuperar das informações anteriores.

– Sim, aqueles casais que aparecem em livros naquelas posições quando estão...

– EU JÁ ENTENDI!

FLASH BACK OF

Empurrei o perfume para o fundo da mala, escondido entre outras roupas. Talvez eu nunca chegasse a usar aquilo, mas até que seria uma boa idéia caso...

“Que pensamento foi esse?! Sai de mim! Sai de mim!” – balancei a cabeça.

Depois que peguei uma toalha e meu sabonete, prendi meu cabelo e retirei os dois colares do meu pescoço. Sim, dois. Um foi dado por Lysandre, o que tinha o pingente da torre Eiffel. O outro tinha sido dado por Castiel, um com um pingente de um coração . Na verdade, eu nem tinha reparado muito no colar que Castiel havia me dado, nas quando reparei bem, havia uma plaquinha que era presa pelos dois lados da corrente, como se fosse parte da mesma. De um lado da plaquinha havia o número 284 e do outro havia o número 220.

“Números amigos...”

Um professor havia falado na sala sobre esses números, e que nos tempos mais antigos, os casais de namorados presenteavam uns aos outros com colares que continham os tais números. Casais... Castiel tem muita cara de pau para fazer isso. Apesar de que talvez ele seja burro igual à Kentin e nem ao menos tenha visto os números, ou saiba qual o significado deles.

Retirei os dois colares e os guardei na mala. Por quê? Porque eu não queria que nem Lysandre e nem Castiel ficassem de cara feia um com o outro, e, principalmente, comigo. Além do mais, eu poderia acabar perdendo perto do mar, e eu não queria perde-los.

Assim que tomei banho, vesti meu biquíni e uma roupa leve por cima. Quando estava com a mão na maçaneta, ouvi uns burburinhos. Abri um pouco a porta, o suficiente para colocar meu olho curioso para fora.

“Lana”. – pensei.

A construção dos quartos era alta e afastada do mar (apesar de que tinha muita visão da janela do quarto). Havia escadas laterais e uma proteção de uma espécie de sacada na frente dos quarto, que era de mármore ou algum material parecido.

Lana estava sendo pressionada contra a proteção da sacada. E quem estava na frente dela praticamente grudado nela?

– Para com isso, Armin! – Lana reclamou o empurrando pelos ombros.

– Não tem ninguém aqui. Você está arrumando uma desculpa, isso sim! – Lana deu uns passos para afastar-se de Armin. Lana cessou os passos e olhou para Armin com uma cara de cachorro pidão.

– Não, não estou. Não podemos falar disso outra hora?

– Não, não podemos! – ele a segurou pelo braço. – Eu saí com você mais de duas vezes e você virava o rosto todas as vezes que eu tentava te beijar. Pode negar, mas eu sei que isso é por causa do Nathaniel! Se não estava afim de ficar comigo, devia ter sido clara desde o inicio. – Lana arregalou os olhos e ficou muda. Ela estava vermelha e cobriu o rosto com as mãos, morrendo de vergonha. Mordi o lábio inferior querendo intervir, a coitada estava quase chorando. Mas acho que tinha que concordar com Armin dessa vez. Além do mais, eu achava que já estava na hora de ela largar mais do Nathaniel e sair com outras pessoas. – Vamos, fale alguma coisa!

Um silencio proliferou novamente, que foi quebrado pelo som de alguém limpando a garganta.

– Algum problema?

“Lysandre”. – reconheci a voz na hora.

– Estávamos conversando. – Lana tentou explicar sem graça.

– Não sei que tipo de gente conversa nesse tom de voz, mas se você esta dizendo... – uma pausa surgiu, segundos suficientes para que eu pudesse prestar atenção na cara feia que Armin fez. – Eu só queria checar se a Lynn está no quarto dela.

Os dois se entreolharam. Ninguém notou que eu estava vendo a cena, mas perceberam que: se eu estava no quarto, eu tinha ouvido absolutamente tudo, até porque Armin estava quase gritando.

Fechei a porta delicadamente, evitando fazer qualquer barulho possível. Andei de um lado para o outro às pressas, procurando o lugar onde eu iria ficar para que Lysandre não desconfiasse que eu estava espionando a conversa dos outros. Imagina só o que ele iria pensar! Corri de um lado para outro feito uma barata tonta, ainda sem saber o que fazer. Quando ouvi o som de batidas na porta, me joguei em cima da cama. Quando fiz essa burrada, um som alto foi provocado.

– Lynn? Você está bem? – a voz de Lysandre vinha da porta.

– Sim. Já estou indo!

Que burrice. Se eu iria abrir a porta, por que diabos eu fui procurar um lugar do quarto para disfarçar a minha cara de desconfiada?

– Oi. – dei um sorriso forçado quando o vi.

– Não precisa disfarçar, eu tenho um olho bem perceptível. Lana e Armin já se foram. Vi que você estava ouvindo a “conversa” deles dois. – Lysandre fez aspas com os dedos e logo após fez um gesto apontando para a sacada.

– Não foi minha intenção. – me aprecei para explicar. – Eu ia sair quando eles dois começaram a brigar e eu só esperei eles terminarem para que eu pudesse sair.

– Enfim. Eu não vim para falar sobre eles dois, vim para falar de outra coisa. Eu fiquei sabendo de uma coisa e queria saber se era verdade. – ele suspirou.

– O que? – perguntei.