Notas iniciais
Novamente perdão pela demora... estou lutando para postar tudo em dia, apesar de ser complicado sem computador! Espero que gostem!

Mihawk não sentia nada, nem mesmo moleza no corpo. Ele não conseguia pensar em consequências caso aquilo fizesse efeito, pois em sua mente apenas a segurança de Wyvia vinha em primeiro lugar. Ele olhou para a moça com a mesma expressão que sempre a olhava: fria, observadora e penetrante. Com um gesto, atirou a flecha longe e segurou o rosto de Wyvia, acariciando sua bochecha com os dedos ásperos. Como o homem confiante que era, Mihawk sabia que nunca perderia para aquelas pessoas, mas também conhecia a si mesmo e sabia que não teria piedade... aquelas eram as pessoas que machucaram Wyvia. Aquilo ele jamais perdoaria.

— Você vai ficar atrás de mim enquanto eu cuido disso. –disse ele calmamente. As sobrancelhas unidas em raiva e desafio. — Não posso arriscar em te mandar fugir e se esconder. Posso te proteger enquanto os derroto.

Com o coração quase saltando para fora do peito, Wyvia agora não mais sentia medo ou pavor. As palavras de Mihawk e sua mão em sua face eram os maiores incentivos a ter coragem naquele momento... ela sabia que ele falava a verdade. Ele era poderoso, não teria problemas com os Jamanianos. Mihawk era um Shichibukai e o melhor espadachim do mundo. Ele não era qualquer um... ele daria conta de todos... inclusive de Arthur.

— Confio em você, Mihawk. –disse a garota repousando a mão sobre a dele em seu rosto. A única coisa que a preocupava era o veneno.

Um beijo desesperado e urgente surgiu entre eles. Informações e palavras de carinho eram trocadas apenas no mover dos lábios de cada um. Aquilo era suficiente para dar a eles o que precisavam para passar por aquela situação. Por um lado, Mihawk temia pela segurança da garota, mesmo tendo total confiança em seu poder. O problema era que não conhecia as habilidades dos inimigos e as flechas que sempre apareciam cruzadas no meio da mata. Ele tinha confiança, mas era prudente e sabia que sempre poderia acontecer algo diferente.

Quando cessou o beijo, Mihawk automaticamente entrou na frente de Wyvia, pois a presença que sentiu naquele momento chamou sua atenção. Os olhos dele se fecharam um pouco, apenas o suficiente para fixar o olhar na silhueta vermelha que se formou há algumas árvores de distância deles. A mesma silhueta se moveu lentamente para frente, um passo de cada vez, e a medida que se aproximava, Mihawk sentiu as mãos de Wyvia apertarem seu sobretudo por trás. Ouvia a respiração dela pesar a cada segundo que se passava daquela aproximação. Os passos na mata ficaram cada vez mais evidentes, até que uma multidão de pessoas formaram um círculo ao redor deles e da silhueta vermelha. As pessoas eram muito diferentes entre si: homens altos, baixos, loiros, morenos... a variedade era grande. As roupas eram trajes negros e nas mãos eles seguravam arcos e bestas. Pareciam sorrir enquanto observavam Mihawk e seu olhar predador para eles.

— Então vocês são as pessoas de Jaman? –ele perguntou com um tom de deboche. — Estou decepcionado. Não se parecem com nada do que eu esperava.

O homem voltou o olhar enraivecido para a silhueta vermelha que já estava muito perto deles. Podia ver agora perfeitamente a túnica vermelha que vestia o corpo esguio e magro daquele homem. Os cabelos negros amarrados em um rabo de cavalo ricocheteavam com a brisa de dentro da mata. O olhar dele parecia se fixar além de Mihawk, e o falcão sabia exatamente para o que ele estava olhando. Como um gesto de proteção, ele esticou o braço para trás e posicionou o corpo de Wyvia mais para trás de si, a tirando do campo de vista do homem.

— Achamos você, fedelha. –disse a voz rígida e seca de Arthur, lançando um sorriso assassino, agora o voltando para Mihawk. — Por que protege essa criatura, meu senhor?

Mihawk era frio e gélido mesmo em uma situação que lhe deixava irado como aquela. Era muito raro que acontecesse algo que lhe irritasse, mas apenas o fato de ouvir aquele homem chamando Wyvia de “criatura” já fez seu sangue fervilhar dentro das veias. Um nó se formou em sua garganta antes que ele pudesse responder.

— Ela é apenas uma jovem usuária de Akuma no mi, não um monstro como você. –disse ele tentando ser o mais calmo e penetrante possível. — Você condenou seu povo pisando nessa ilha com a finalidade de machucar Wyvia novamente. Essa floresta será seu cemitério e seu lar por toda a eternidade.

Com isso, Arthur riu. Sua gargalhada incomodou Mihawk, que continuou imóvel, apenas observando o movimento de cada uma das pessoas abaixo de si. Estaria pronto caso alguém quisesse acertar Wyvia com uma flecha.

— Não existem mais frutas na nossa ilha! –exclamou Arthur quando parou de gargalhar, agora assumindo um tom sério. — Nossos pergaminhos não mentem! Nunca mentem! Entregue a garota e deixamos que viva!

— Entendi. Não me resta alternativas além de matar a todos vocês. –disse Mihawk da forma mais natural possível. Falava com simplicidade, como quem dava “bom dia” para outra pessoa. Sentiu Wyvia apertar com mais força seu sobretudo, e então ele apenas se afastou um pouco para retirar a enorme espada das costas. Fez com todo o cuidado para não ferir Wyvia com aquilo.

— Mihawk-san... –sussurrou a garota, totalmente preocupada. Temia olhar para Arthur e se deparar com o horror das lembranças, então ela apenas fechou os olhos e se segurou em Mihawk no exato momento em que ele a segurou com o braço para trás e saltou para longe daquela árvore.

Aterrissou no chão como um felino, pronto para atacar suas vítimas. O pessoal de Jaman recuou. Todos abriram espaço para que Arthur surgisse no meio. Como o rei deles, ele tinha a honra de lutar primeiro. Todos apenas o observavam como uma grande platéia, prontos para atirar caso o inimigo fugisse.

— Então já que é assim. –disse Arthur também saltando da árvore e ficando de pé na frente de Mihawk e de Wyvia. Estavam em uma distância segura, prontos para um combate. — Terei que usar as habilidades que Deus me agraciou.

— Não... –gemeu Wyvia caindo de joelhos no chão. Sabia exatamente de que habilidades falava Arthur. Não estava pronta para ver Mihawk sendo ferido novamente. — Cuidado, Mihawk!

Os habitantes de Jaman se afastaram para observar a luta que logo ocorreria de longe. Ninguém sabia quem era aquele homem com chapéu de mosqueteiro e com tamanha espada, mas sabiam que alguma coisa vinha dele... algo que os assustava, como qualquer coisa vinda de outra ilha. Os Jamanianos viviam pelas leis de Arthur, talvez a maioria nem soubesse o que dizia realmente as escrituras e o quanto elas podiam ser falsas. Viveram daquela forma por décadas... aquilo não mudaria tão cedo.

Ver Wyvia atrás de Mihawk sendo protegida era outro ponto que os Jamanianos não entendiam. Ela devia ser a mulher da profecia que entregaria a eles o tesouro... não restavam dúvidas! Alguns deles desconfiaram do que Mihawk dissera sobre ela ser usuária de Akuma no mi. Os mais velhos sabiam o que era aquilo, mas sabiam também que aquilo não deveria existir naquela ilha. Esses mais velhos também sabiam que havia algo em seu líder Arthur que não era normal. Poderia ser uma tal akuma no mi, mas pela segurança de suas famílias, eles não contradiziam ou acusavam seu líder. Aquilo seria perigoso e mortal.

***

— Preciso saber de algo, pequena Wyvia. Se você for a garota da profecia... teremos um tesouro esperando... –disse Arthur bem próximo a orelha de Wyvia naquela noite em Jaman. Imobilizara a garota no chão, segurando seus braços acima da cabeça, totalmente presa ao chão enquanto seu pequeno corpo era prensado pelo corpo esguio do homem. — Porém... se isso for uma akuma no mi, eu precisarei dela também.

— Por que? –choramingou a menina. Não conseguia se mover e nem mesmo se transformar. O corpo de ave não aturaria o peso de Arthur, pois era frágil e sensível. Ela tremia, pensando que estava quase escapando da ilha... estava quase lá... mas Arthur a encontrara antes.

Os olhos de Arthur eram lindos e mortais. Os lábios finos dele se abriram levemente em um sorriso cheio de ameaças e de intenções nunca pensadas pela pequena. A lua estava a pino no céu iluminando seus olhos dourados lacrimejantes enquanto a tortura estava para começar. O suor começava a queimar a pele alva da garota enquanto de alguma forma ela tentava fazer força para sair daquele aperto de aço, mas era quase impossível. A floresta era escura e nem mesmo sons de grilos era ouvido... não tinha ninguém pelas redondezas para ouvir seus gritos de pavor, e mesmo que ouvissem, sua situação seria pior.

— Eu encontrei todas as akumas no mi nessa ilha. Jaman é o lar das frutas... ninguém pode ser usuário além de mim. –disse Arthur passando agora a acariciar o rosto da menina, atento ao olhar dourado e amedrontado que ela lhe mostrava. O cheiro da pele dela invadiu as narinas do homem, se sobressaindo ao cheiro da grama em que ela estava deitada. O cheiro das mulheres o deixava completamente embriagado e cheio de desejos. — Eles acreditam que meu valioso poder foi um presente do nosso deus... e é melhor que seja assim. Agora me responda... isso é uma akuma no mi?

— Eu não sei o que é isso!!! –choramingou Wyvia tentando afastar o rosto da mão asquerosa que lhe afagava. O nojo e medo que tinha de Arthur causavam na moça arrepios na nuca e apenas o som da voz dele agitava seu coração, que apenas não parava de bater pois ela sempre conseguia escapar. Desta vez não... estava sobre a custódia dele, e daquela situação não tinha esperanças.

Wyvia tentou se lembrar do dia em que soube que podia mudar de forma, mas havia poucas lembranças daquele dia. Não se lembrava de nada que tinha comido que fosse suspeito. Havia frutas naquela ilha e a moça tinha que viver delas para não morrer de fome... alguma delas poderia ter sido isso que Arthur chamou de Akuma no mi, mas também havia a possibilidade de ela realmente ser aquilo que dizia a lenda... mas era apenas uma lenda, ela tinha certeza disso!

— Se for uma akuma no mi, terei que te matar. –sussurrou Arthur calmamente agora passando a desabotoar o vestido que cobria o frágil corpo da menina. — Se você for a guardiã das escrituras... terei que te obrigar de alguma forma a nos revelar o tesouro... e agora Wyvia? Qual das opções é a que devo usar?

O horror passou a ficar estampado no rosto da menina quando mal tinha notado que seu corpo estava exposto agora na friagem noturna. O resto do vestido aberto foi arrancado pelas pernas e a relva passou a ser a única coisa que vestia seu corpo. Acima de si, Arthur começou a retirar também a túnica vermelha habilmente apenas com uma das mãos, apreciando as curvas gentis e adoráveis da garota. O cheiro da pureza e da dignidade da moça serviram como um chamariz para seus desejos mais profundos e impensados. Os seios médios e redondos da garota eram devorados pelos olhos negros do homem, que sem nenhum pudor ou cerimônia passou a distribuir beijos fortes e apressados, empurrando e amassando a carne macia. Os mamilos rosados mereceram sua atenção ao sugá-los com força enquanto que com a mão terminava de retirar as vestes vermelhas. No olhar de Wyvia o medo era estampado com uma dezena de caretas. As lágrimas escapuliram agora em correntezas até molhar os cabelos.

— O que vai fazer comigo? –ela perguntou se remexendo sobre a grama macia, tentando afastar o corpo dos lábios do homem.

— Você é minha, Wyvia. –disse Arthur retirando completamente a túnica, expondo o corpo forte e esguio, com músculos perfeitos e cicatrizes formando protuberâncias castanhas na carne. Anos de chicotadas escreveram a história daquele corpo perfeito e ansioso por prazer. Por debaixo da túnica, assim como Wyvia, ele também estava completamente nu. Seu membro rígido e esguio parecia completamente pronto para romper todos os resquícios de honra da pequena moça, que observava aquilo completamente horrorizada.

Ela não entendia o que poderia acontecer e nem o que significava, e por isso sentiu nojo e raiva. Teve as pernas afastadas pela única mão livre de Arthur, que a observando com luxúria quando começou a friccionar a glande contra a pele sensível e virgem da moça. Apavorada, ela tentou fechar as pernas, mas foi impedida pela cintura dele, que já estava completamente encaixada em seu sexo, pronto para penetrá-la sem dó nem piedade.

— Eu comi várias frutas... –murmurou ela apertando os dentes contra o lábio inferior com força, mas parecia que Arthur não tinha escutado. Ele parecia concentrado demais em seu membro pronto para a invadir. — Por favor, é só isso que eu sei!

Mas Arthur não quis ouvir. Ele soltou por breves segundos os braços da moça, que tentou empurrá-lo para longe, mas ele era forte demais e não se moveu nem um centímetro. Ele a segurou pelo quadril e a virou de costas com violência. A grama fazia cócegas nos mamilos endurecidos e na pele mortalmente sensível, e tudo piorou quando desta vez ela tentou gritar, mas teve a boca coberta pela mão de Arthur. Ele deitou sobre o corpo dela, quase a fazendo parar de respirar devido ao peso. De bruços no chão, a moça agitou as pernas e os braços, mas naquela posição nada conseguia fazer, pois as pernas foram imobilizadas esticadas no chão e o quadril de Arthur se acomodou sobre suas nádegas. A forçando daquela forma ele não deixava alternativas... ela só podia chorar, e foi o que fez.

Quando não ficou quieta, Arthur se moveu irritado para alcançar uma de suas flechas envenenadas. Um só corte na pele do pescoço, e em poucos minutos ela estava completamente imóvel, apenas com lágrimas escapulindo pelos olhos arregalados. O veneno era conhecido como “Morto Vivo”, capaz de deixar a vítima inútilizável... exceto para os prazeres sexuais de Arthur. O homem não esperou mais e finalmente a penetrou. Seu membro entrou com dificuldades, rompendo a virgindade da garota, que apenas sangrou durante o ato. Imóvel e em silêncio, ela apenas chorou, sentindo aquela dor da invasão a matando por alguns segundos. A força com que o homem lhe penetrou não permitiu que ela se recuperasse rapidamente daquilo, e pareceu piorar quando ele começou a mover o quadril de cima para baixo, retirando e enfiando com força e sem nenhum tipo de cuidado. Os gemidos dele deixaram Wyvia completamente assustada, como se aquilo que saísse da garganta dele fosse um grave insulto ao que ela era. O ato do estupro era cruel e destroçava a alma da garota, que mesmo não entendendo completamente o que aquilo significava, ela sabia que era uma infração grave contra seu ser. Ter o corpo invadido por trás daquela forma, ouvindo arfares e gemidos de prazer parecia uma obra do horror que ela nunca pensou que presenciaria... e não podia nem ao menos gritar, nem se mover, apenas esperar que aquela tortura acabasse. A cada estocada forte, a moça era jogada para frente, mesmo no chão. Seu corpo deslizava pela relva enquanto os cabelos cor de areia cobriam seu rosto choroso e humilhado.

A mente da garota estava em branco. Tudo o que se passava diante dos olhos era o vento batendo nas árvores e deslocando os galhos e folhas. A grama verde quase entrava em seu olho esmagado contra o chão, mas as lágrimas mantinham tudo afastado. O peso de Arthur começou a incomodar mais que o necessário e seu sexo parecia arder completamente de dentro para fora a medida que o membro entrava e saía com aquela força e rapidez. Tudo pareceu ter levado horas... mas não levou mais que poucos minutos. Rapidamente, o homem saiu de cima dela, gemendo, quase chegando no clímax. Ele se masturbou rapidamente, com os olhos revirando, intensificando a força de sua respiração, e foi quando sêmen jorrou sobre as costas nuas da moça naquele ato. Ela sentiu o líquido quente marcando sua pele como se fosse lava, cavando um buraco em cada gotícula viscosa nas curvas do corpo. E ela chorou, mesmo imóvel. De seu sexo, filetes de sangue escapuliam e manchavam as pernas. Arthur olhou aquilo com prazer e adoração. Ele tinha um sorriso macabro no rosto enquanto se levantava, completamente extasiado, pronto para se vestir.

— Você pode ser pequena e magra, mas tem um corpo lindo e saboroso. –disse ele como o maior insulto que a moça poderia receber. De toda a sinceridade, aquelas palavras jorraram como uma maldição.

Sentindo o efeito da pequena quantidade de veneno passar, Wyvia ainda assim não se moveu. Sentindo dor entre as pernas e sentindo o cheiro de sangue navegar até seu nariz, ela sentiu enjoo. Não tinha vento o suficiente para arrastar aquilo para longe... mas tinha o suficiente para levantar voo.

E foi assim que aconteceu. Arthur não percebeu enquanto vestia a túnica que a moça se transformou e voou. Os olhos de águia da moça choravam enquanto o vento batia entre as penas plumosas das asas castanhas, e o sangue ainda manchava as enormes patas amareladas e duras. Da raiva, ela sabia que não se lembraria daquilo como um ato terrível ao seu corpo... ela se lembraria daquilo com ódio e com um combustível para sua fuga.

Definitivamente, ela nunca mais deixaria alguém de Jaman tocar seu corpo daquela forma... aquelas pessoas eram más, e tudo o que a jovem sabia sobre aquele ato, era que ele deveria ser praticado com amor para gerar filhos. Nada além de ódio sentia por Arthur. Aquilo definitivamente a marcou para sempre. Aquilo não deveria ser feito daquela forma... foi o maior insulto que a moça já sofreu na vida. Jamais o perdoaria.

Notas finais
Necessito de opiniões