90210

7 7º Ato [Final Parte I]


Notas iniciais
- só havia duas opçoes, eu usei a primeira, espero que gostem ;*
Kai P.O.V.\\\'S

Tinha ouvido passos no corredor e alguns barulhos vindos do quarto ao lado, o que felizmente me acordou, pois achei que nunca mais conseguiria abrir meus olhos novamente...

--

Um vento forte me fez levantar da cama para eu ir fechar a janela. Quando voltei notei um minúsculo baú aberto em cima da minha cabeceira. Cheguei mais perto e notei que havia pequenos frascos. Peguei um e tentei ler seu rotulo, mas a luz do meu quarto, quase inexistente, não me ajudou. Esbarrei minha mão no interruptor e com a luz piscando consegui ler.

"CATION! Content dangerously for human beings”

- Maldita hora para o Ruki estar dormindo – Murmurei baixo pensando em como decifrar o que estava escrito, porém acabei por desistir depois de um tempo.


Foi quando senti sede e corri até o banheiro desesperado. Abri a torneira implorando para a água ainda ser limpa e potável. Minhas preces foram em vão, a água que saiu, só não ganhava do asfalto de tão preta que era. Sai do meu quarto, pensando que talvez na cozinha tivesse mais sorte. Enganei-me. Abri todas as portas e gavetas, porém não encontrei nada. Subi de volta para o meu quarto e parei no meio da escada, sentindo um arrepiouejurava que havia alguém estava meobservando, analisando. Comecei a olhar dos lados e não achei nada de estranho, apesar de que a escuridão e por a casa ser velha e cheia de coisas que poderiam facilmente esconder uma pessoa, eu jurava que havia mais alguém ali. Mas como não encontrei apenas dei de ombros mentalmente e continuei subindo. Entrei no quarto, fechando a porta e encostei-me nela, ainda sentindo que havia alguém ali dentro daquela casa além de mim e dos outros. Comecei a pensar nas piores das coisas como: “E se um morado quer por perto viu o ônibus quebrando e decidiu entrar?! YUTAKA, SEU RETARDADO! Escute a si mesmo! O que está dizendo? Quem moraria nesse buraco?! Ninguém conseguiria sobreviver aqui sem água e comida!” Afinal de contas, o último mercado que havia visto por todo o caminho ficava na entrada da cidade, e nós estamos praticamente na saída em alguma área rural ou algo assim. Tentei me acalmar e esquecer aquela maldita sensação. Foi quando reparei que o mini baú havia sumido dali, no seu lugar havia apenas uma jarra e um copo. Olhei por todo o quarto desesperado, tendo certeza de que havia alguém ali, mas não vi nada além do normal. Decidi matar minha curiosidade e olhar o que havia dentro da jarra. Meu coração falhou uma batida, meu sangue congelou. Como, por Deus, havia água ali dentro?! Era limpa, potável e normal. Aquilo era impossível! Eu mesmo havia revistado toda aquela casa e não havia achado uma gota sequer! Peguei a jarra e despejei seu conteúdo no copo, estava com tanta sede que minha garganta parecia ter se fechado com aquela secura. Antes de beber, cheirei e parecia ter cheiro de água. “Água tinha cheiro?”. Comecei a rezar pedindo a qualquer Santo para que aquilo estivesse envenenado. Dei um gole e fiquei esperando alguns minutos com o copo na mão. Se fosse veneno, eu morreria em segundos ou em horas. Depois de ver que não havia acontecido nada, terminei de beber o que ainda havia no copo e na jarra. Logo após me bateu um sono inexplicável, apaguei a luz e voltei para a cama. Não demorou muito para eu estar dormindo novamente.


Acordei com dores no peito. Achei que estava enfartando, mas logo senti minha pele doer e junto todas as partes do meu corpo. Comecei a me contorcer na cama de tanta dor. Havia algo queimando forte de dentro pra fora, meus dedos pareciam terem sido cortados fora e depois costurados de volta a mão. Não sentia meus pés e minhas pernas pareciam ter sido arrancadas à força do meu corpo. Era como se meus ossos saindo por fora da costa e meu peito parecia ter sido perfurado por uma faca, várias e várias vezes. Não conseguia agir nem pensar, a dor era insuportável. Tudo que fazia era me contorcer e gritar de dor. Ouvi passos e vozes desesperadas vindas do corredor, junto algumas batidas fortes na minha porta. - Kai, está tudo bem?! – Era a voz de Aoi. Ele havia acordado meus amigos, mas não conseguia responder. A dor era tanta que só me contorcia e gritava cada vez mais. - YUTAKA, ABRE A PORTA! – O baixista disse alterado e nervoso. - Esquece, se você não sai à gente entra – Segundos depois estava ouvindo chutes e pontapés na porta, agradeci mentalmente por ter amigos tão desconfiados. Alguns minutos depois eu cai no chão, vomitando sangue e com a pior dor de cabeça da minha vida. Coloquei meus braços na cabeça numa tentativa de pará-la, mas nada adiantou. Ouvi a porta sendo derrubada e quatro vultos entrarem apressados no quarto. - Kai, olha pra mim! – Era a voz do chibi? Não consegui definir, pois logo após tudo ficou preto e eu acabei desmaiando. K-K-K-K-K-K-K-K-K Acordei ao som de berros. Quando abri os olhos, tentei me mover e acabei notando que estava deitado na cama. - A gente devia ter dormido em dupla! EU DISSE QUE ERA MELHOR! – Era o mais alto de todos os presentes gritando e tendo um ataque de nervos, — SE TIVESSEM ME ESCUTADO! MAS NÃO, VAMOS TODOS DORMIR EM QUARTOS SEPARADOS!

- VOCÊ QUER CALAR A BOCA, SE NÃO É PRA AJUDAR, NÃO ATRAPALHA, TAKASHIMA! – O loiro gritou batendo de frente com Uruha.

- Ham... Oi?! – Eu disse tentando apartar a discussão, que estava prestes a acontecer.

No mesmo momento todos até Aoi, que estava sentado na outra beirada da cama, se viraram para trás com caras de assustados, medo e uma pontada de preocupação. Ninguém falou nada, em seqüência vi Yuu se debruçar sobre a cama, colocando a mão na minha testa.

- Como se sente? – E seu tom foi tão baixo, que mal havia escutado direito.

- Com dor de cabeça, tontura e enjôo. Realmente, aquela dor de cabeça havia piorado e se tornado uma enxaqueca, das piores, se me permite. - O que aconteceu? – Tentei não parecer mais assustado do que já estava. - Você estava pálido, com as pupilas dilatadas e sangrando. O problema é que eu fui até o ônibus checar o nosso kit de primeiro socorros, mas não havia remédio algum...

- Como se soubesse o que você estava passando e decidissem roubar os nossos remédios, pra piorar a situação. – Uruha falava, enquanto se sentava na cama do meu lado.

- Quem faria isso? Por quê? O Yuki não viu? – Agora sim: A minha sensação de que havia mais alguém naquela casa estava se tornando verdadeira.

- Shiu, shiu, calma, sem demais esforços e muitas perguntas. Não sabemos, talvez seja algum daqueles lunáticos que se drogam com remédios de farmácia. E ham, Kai, o Yuki... – Seu tom de voz era preocupante.

Levantei um pouco o rosto e olhei em volta, todos tentando disfarçando alguma coisa.

- O que aconteceu com ele, Yuu?! Vai me dizer que ele fugiu com o ônibus?!

- Ele está morto, Kai – O baixista fez questão de dizer em alto e bom som.

- C-como?!

- É isso mesmo, Kai. Eu encontrei o corpo dele, atrás do ônibus. Parece ter sido mordido por um lobo selvagem ou algo do gênero... – Murmurou o menor engolindo a seco.

- E agora?! O que fazemos?!

- Não vamos fazer nada, pelo menos antes de morrer ele terminou de arrumar o ônibus. É só amanhecer que damos o fora daqui.

- E eu, ainn – Senti a dor de cabeça piorar, com ela meu estômago revirar de dor. Logo sai da cama e ajoelhei no chão, vomitando.

Como era possível alguém vomitar tanto sangue?! E o pior é que não parava. A cada segundo, que eu pensava estar melhorando, vomitava mais e mais. Meus amigos tentavam me socorrer, me fizeram sentar direito, mas nada adiantava, apenas vomitava mais e mais. Foi quanto tudo pareceu girar, meu corpo não tinha mais forças, senti tudo ficar nublado e gelado. Comecei a tremer de frio e logo estava desmaiado novamente.


K-K-K-K-K-K-K

- Ele, ele...

- FALA LOGO SHIROYAMA! ELE ESTÁBEM OU NÃO?!

- Ele morreu...

- COMO ASSIM MORREU? ISSO É IMPOSSIVEL!

- AKIRA, CONTROLE-SE! VOCÊ MESMO VIU QUE ELE ESTAVA COM HEMORRAGIA!

- Mas, chibi, eu, eu... – Logo lágrimas grossas e silenciosas brotavam de seus olhos.

- Eu sei, amor, mais entrar em desespero e gritar com o Uruha e com o Aoi, afinal não é culpa deles, não vai...Não vai... – Sentiu-se abraçado e viu a figura do loiro maior chorando abraçado junto a ele.

Logo todos os quatro membros do the Gazette estavam unidos em uma só figura chorando desesperadamente o falecimento do seu quinto integrante.

--

Continua ~
Notas finais
O ultimo capitulo só nao está betado ainda, mais já está pronto :~

NO REVIEWS ~ NO FINAL

PS;
MUITO OBRIGADA MESMO;
A todos que deixam reviews,
e brigada a quem realmente gostou dessa fic

A PROXIMA FIC, já está pronta :*