Notas iniciais
Então, talvez vocês pensem que o capitulo foi meio corrido. E foi, e provavelmente serão assim. São as lembranças dela, mais ou menos como no filme.

12 de junho de 2009. P.O.V. Emma.

Dia dos namorados. Estivemos juntas ano passado e esse ano não podia ser diferente. Mas o calendário não costuma ser bacana quando a gente mora longe de quem a gente ama, não é? Então, era uma sexta feira e a bacana aqui tinha aula. Estava no último ano, então a vida estava mais correria do que eu achava que poderia aguentar.

Eu não fui a escola, consegui faltar, já que os preparativos pra festa junina eram mais importantes que qualquer coisa, procurei no jardim de casa por uma rosa e tinha um botão nascendo, linda. Eu a cortei e segurei-a por todo o caminho.

As duas horas de distancia até a casa dela. Eu só tinha ido lá 2 vezes. Tinha de dar sorte de não me perder na sua cidade, e eu dei. Consegui descer no ponto certo. Toquei sua campainha e esperei.

Ela sorriu ao me ver, daquele jeito lindo dela. Só dela. E daí subimos para o seu quarto. Entreguei a rosa vermelha a ela, ela tinha desabrochado com o calor do meu corpo no caminho, mas eu consegui mantê-la inteira. Ela guardou a rosa em um livro, no meio dele. Eu sei disso por que ela me mostrou depois.

A tarde foi caindo e eu não conseguia simplesmente ir embora, assim como parecia que Regina não queria me deixar ir.

Assim que seu padrasto, Hook(não me perguntem por que do apelido, sério.) chegou, comecei a me desesperar da hora e resolvi ligar pra casa assim que Cora chegou, dizendo que esava realmente tarde e eu poderia dormir por lá. Consegui falar com Mary e ela disse que eu poderia passar a noite, assim, dormimos em um quartinho pequeno, uma caminha de solteiro. Eu me lembro de que estava tão cansada que ficamos naquele namorinho deliciosamente bobo, adormecendo com ela em meus braços.

Eu sempre a senti como se ela fosse tão frágil, e a necessidade de cuidar dela era absurda, às vezes ainda sinto.

Acordamos cedo, ela teria a festa junina no colégio dela, e se arrumou toda caipira, linda. Seus cabelos estavam ruivos e não pretos como de costume. Ela tinha uma amiga, Ruby Lucas. Eu podia ver a forma como ela olhava pra minha garota. Mas ela sabia, ela era minha.

E não era só ela, haviam outras e outros que a olhavam assim também. E eu me preocuparia com isso em outra época, mas não agora. Não com 2 anos e meio de namoro e tudo o que já havíamos passado juntas.

Estava frio, muito, muito frio. E depois dali, conseguimos convencer Cora e Hook que eu devia leva-la pra minha casa, e nós fomos. Ashley, minha irmã mais nova, adorava Regina. E ela adorou quando chegamos juntas e quando ela soube que ela iria vê-la dançar na festa do dia seguinte. Eu sei que ela adorou.

Dormimos juntas, essa noite havia sido muito mais legal. Não estávamos tão cansadas e pudemos aproveitar a noite, assim como a manhã, já que havíamos acordado cedo o suficiente pra namorar um pouco antes de sair.

Se Mary não tivesse aberto a porta do meu quarto com tudo pra avisar que devíamos começar a nos arrumar. Cobertores voaram por cima de nossos corpos e nós rimos escondidas sobre eles, ela ficou meio em choque, parada a porta, depois saíra dali e fora embora, gritando algo sobre levantarmos pra tomar café e tomar banho pra sair.

Nos arrumamos, ela ajudou a pequena a se arrumar, maquiando-a. Depois fomos em dois carros pra festa, ficamos um pouco lá, meus amigos todos adoraram conhecê-la, ela encantava a todos, tinha uma luz natural e eu não conheci uma pessoa que não tenha se rendido ao seu brilho.

Ela teria 2 horas pra voltar pra cidade dela e a mãe já tinha começado a ligar, então fomos ao ponto, deixei-a no ônibus e doeu. Como todas as despedidas, doía. Eu voltei pra escola, em prantos, minhas lagrimas escorriam rápidas contrariando com meus passos lentos. As pessoas me perguntavam o que havia acontecido e... O que eu iria dizer?

Eu não tinha nada a dizer. Eu a amava, e ela tinha ido e eu não sabia quando nos veríamos novamente.

Notas finais
E ai? Continuo? Paro? Vou pro inferno?