9 mundos
3 Three
Notas iniciais
— Vocês já vão descobrir. — Falou James, puchando Sebastian e o afastando de mim.
Espero que eu descubra logo, pq não aguento mais andar.
— Quer que eu leve sua mala. — Perguntou James.
— Não obrigada, acho que não preciso de um carregador. — Falei dando um soco em seu braço, como se fôssemos amigos a anos.
Ele me olhou de cara feia.
— É brincadeira, aposto que a maioria dessas garotas adorariam que você fizesse qualquer coisa por elas, afinal você é o cara mais gato que eu já vi. — Falei.
Todos que estavam entre 3 metros de mim se viraram na mesma hora na minha direção.
Foi ali que soube o verdadeiro significado de arrependimento, simplesmente não acredito que eu disse aquilo.
Que droga Cassy, pare de ser tão atirada.
— Então você me acha gato? — Perguntou James se aproximando do meu ouvido.
Eu não sabia onde me enfiar, queria voltar no tempo, apagar aquele momento e dar uns belos tapas na Cassy de 5 minutos atrás.
— Você também não é de se jogar fora. — Disse ele.
Ah legal, além de ser gato é convencido, o cara é um narcisista completo.
Jim e Jess se aproximaram de mim.
— Não acredito que você disse aquilo em voz alta. — Falou Jim.
— Nem eu. — Falei.
— Mas você tem razão ele é muito gato, a melhor parte é que ele não tem namorada, e olha que o conheço a anos. — Falou Jess.
— Ele é Gay? — Perguntei, falando alto de mais.
James se virou e sorriu, ele sabia que eu estava falando dele, sabia que me encantou com aqueles lindos olhos verdes.
— Não, ele fica com várias amazonas, mas nunca teve nada sério com nenhuma delas. — Disse Jess.
— Típico, o cara gato que passa o rodo em geral. — Falou Jim.
Confesso que aquilo me deixou com uma pitada de ciúmes, porque eu estava com ciúmes? Eu nem o conheço.
Andamos mais um pouco por aquela imensa floresta, até chegarmos em uma ponte, sabe aquele filme "ponte para Terabitía"?( nem sei se é assim que se escreve). Então, a ponte era mais ou menos assim, só que mais extensa. Na entrada da ponte tinha uma espécie de arco e uma placa dourada bem no meio, estava escrito alguma coisa em alguma língua que eu não fazia idéia de qual era.
— Bem vinda ao acampamento Jovens Vikings. — Disse Sebastian me olhando animado.
— Jovens Vikings? — Perguntei
— Eu sei, esse nome é horrível, Odin não tem muita criatividade. — Disse James parado do meu lado.
— Vocês estão me zoando né? Odin o deus? — Perguntei olhando para a ponte.
— Esse mesmo, ele é o criador do acampamento. — Falou James.
— Mas porquê um deus nordico criaria um acampamento para um bando de adolescentes deslocados? — Perguntei.
— Para nos proteger. — Falou Sebastian olhando para o chão.
— Somos seus descendentes. — Disse James.
— De Odin? — Perguntei.
— Não, dos vikings. — Disse Sebastian.
— Quer dizer na verdade sou descendente de Odin. — Sebastian continuou.
Até ontem eu estava presa em um mundo onde eu tinha certeza que não me encaixava, e agora estou aqui em uma floresta com um bando de adolescentes pirados.
— Tipo Percy Jackson? — Perguntei.
— É, mais ou menos, mas aqui os deuses estão presentes, eles falam com todos nós, dão conselhos, ensinamentos, até jogam futebol com a gente de vez enquando. — Falou James.
— Chega de falar vem descobrir sozinha. — Falou Sebastian indo em direção da ponte.
Depois da ponte era como se tivéssemos entrado em alguma série medieval, tinham anões e uns carinhas com orelhas pontudas por todo lado, adolescentes correndo com machados, espadas, martelos, essas coisas.
O lugar era imenso, era divido em várias partes, mas o que me chamou atenção foi que no meio do acampamento tinham espécies de tronos e sentados neles estavam um pessoal estranho, tinha até uma maluca metade velha metade jovem, confesso que aquele lugar me deixou com um pouco de medo.
— E ai o que achou? — Perguntou James.
— É assustador. — Falei.
James e Sebastian me olharam, acho que eles entendiam muito bem aquela sensação.
— Quem são eles? — Perguntei apontando para os tiozinhos sentados.
— São os deuses patronos do acampamento. — Sebastian disse ascenando para um deles.
— Sabe o cara ruivo do meio? — Questionou James.
— O que parece um pirata acima do peso? — Perguntei olhando para os tronos.
— Esse mesmo, É Odin o pai de todos, ele criou isso para nos proteger.
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