9 Vidas Por Você
4 Capítulo 3 - Claro, qual é o nome dela mesmo?
Notas iniciais
" Coréia, Templo do Gumiho
O final de fevereiro está próximo, e por mais incrível que pareça o templo do Gumiho está com muitos turistas. O monge de cabelos brancos e pele envelhecida fica iluminada ao receber as visitas. São dois casais simpáticos da França, uma família com cinco componentes do Japão, um homem extremamente bonito e de boa aparência, dois amigos e uma criança da Ilha de Jeju e uma família em especial, pois uma criatura do templo sentiu a presença deles logo quando chegaram.
O monge começou a falar com alegria e naturalmente a história do Gumiho.
- Um Gumiho é um ser sobrenatural que tem privilégios no palácio do Grande Imperador de Jade, tanto que no governo dos céus são honrados. Mas não é qualquer raposa que pode se tornar um Gumiho, pois essa espécie nasci das chamas. Outras versões citam o Gumiho como humano que ao completar certa idade inconscientemente começa a caçar até matar o pai e os irmãos...
- Grande baboseira. — Uma garota loira na sala do lado resmunga ao escutar novamente o mesmo discurso de sempre.
Ela escutou os verdadeiros monges, em diversas gerações dizerem com mais crença sobre o que falavam. Afinal, nessa época ela ainda era infantil apesar da aparência ser jovial e madura. A verdade era que ela estava doida para ver a pessoa que fez seu peito queimar tão violentamente... Isso aconteceu muitas vezes antes e ela podia concluir que a geração da família Grimes estava aí. Ela sorriu na possibilidade de finalmente conhecer a pessoa que deve amar.
Mas há um obstaculo, as outras pessoas e o próprio monge que conhecia. Ela literalmente não podia ser pega, e dentro do templo somente homens podia enxergá-la. O fato é que a família Grimes estava absurdamente tendo somente mulheres em sua geração, mas isso não é o pior para a Gumiho. A pessoa que ela terá que ganhar tem que ter no sangue o DNA Grimes e Benson. Durante séculos ela não sentia esse fogo dentro de seu coração, pois durante séculos Grimes e Benson não se uniram.
Oh! A Gumiho poderia contar somente quarenta homens que podiam ser um utensílio para ela finalmente ganhar a humanidade na alma e no corpo. Mas ela os perdera rapidamente. Nenhum a libertou, pois tinham medo que ela fosse solta. Tinham medo dela. Alguns tentaram matá-la. Outros se aproveitaram para um coito casual. Nem mesmo o feitiço que é sua beleza fez um homem sequer amá-la. Ela passou a odiar todo e qualquer descendente de Grimes com Benson. Ela odiou tanto que a última vez que seu coração ardeu, e um garoto de treze anos apareceu no templo se transformou em seu jantar. Isso aconteceu a cem anos atrás.
Ela não sabia, mas nenhum Grimes e Benson foram felizes ou se amaram de verdade. Os poucos que se casaram foram felizes, até ter um filho homem. Estes casais se separam de qualquer forma, e ficaram com outras pessoas diferentes. Isso diferenciava a união de Carl Benson e Marisa Grimes, pois quando ela se transformou em uma Benson no dia do casamento não foi somente em um papel. Marisa se transformou em uma Benson de alma, ela e Carl se fundiram em uma só carne. De coração e alma.
A loira ficou atenta a sala e sentiu o fogo mais quente. Seja quem for estava perto, e a deixou feliz instantaneamente. Seu sonho esta mais próximo e ela queria vê-lo. Queria muito vê-lo, mas aparentemente não poderia fazer nada.
- Gumiho pode se transformar em humano? — Uma criança de oito anos perguntou. Os olhos em tom de grafite, os cabelos escuros e a roupa engomado denunciavam que ele era um menino super comportado. Sua perguntou causou alguns sussurros dos outros turistas, menos em um homem sozinho, sério e tão bonito que faria qualquer mulher feliz. Ou qualquer homem. William deu um meio sorriso, e focou no monge para saber a resposta que ele daria... Ele sabia que a resposta não seria literalmente a verdade. Ele sabia.
- Diz a lenda que sim, um Gumiho pode se transformar em humano. A maioria acredita na lenda em que se o Gumiho se alimentar de 1000 fígados humanos em 1000 anos se tornará humano. Outras são românticas e diz que o Gumiho deve fazer um homem se apaixonar por ela sem que descubra o seu segredo, assim ela se transformara em humana. — O monge falou de boca cheio e completamente contente pela pergunta.
William fingiu prestar atenção em cada palavra do homem, mas seu verdadeiro foco estava em uma família em especial. O homem mais novo era jovem, aparentava ter seus 26 anos de idade e era tão branco que transparecia com mais cor suas veias, porém nada tão anormal. Ele é alto e musculoso, uma de suas mãos estavam entrelaçadas na mão de uma mulher bonita. Marisa com belos olhos castanhos escuros e o cabelo em um penteado habilidoso de tranças. Parecia uma trança grega, que deixavam bem visíveis o brilho de seus cabelos e o quanto eram bem hidratados. Ela parecia ser mais velha por conta de sua roupas com um número maior, e ainda assim aparentava ter belas curvas. Os olhos dela brilhavam intensamente, captando cada detalhe daquele lugar e os sorrisos que ela dava ao companheiro eram encantadores.
- Você tem desejos exigentes para uma mulher grávida. — Reclamou o marido dela pela sétima vez. Ele teve que largar seu trabalho da semana e sair no meio da noite para pegar um avião para a Coréia por causa dos desejos inesperados de Marisa.
- Nosso filho tem que sentir o cheiro do lugar que tanto amo... — Ela falou sem ressentimento e parecia em paz com o ambiente.
- Mas eu tinha que vim? — Jonah Benson reclamou pela primeira vez.
- Claro, você é minha família agora. Lembra-se? — Marisa falou uma frase que deixou o sogro sem jeito. William percebeu que ele havia dito isso para ela pelo menos uma vez...
Depois de um segundo, a mulher começou a passar mal. Desesperado pela o enjoo da mulher, Carl a levou para fora e ela se sentou no piso de madeira. Marisa nem sequer se importou se o lugar estava sujo ou não. Carl e Jonah a deixaram sozinha por três minutos. Foi o suficiente para ela conhecer William, um homem tão lindo e educado.
- Sente-se melhor? — Ele perguntou ao perceber que Marisa havia acabado com o copo de água que ele trouxe.
- Muito obrigado... Ainda não estou acostumada com esses enjoos repentinos... — Marisa sorriu largamente.
- Eu acho que entendo. Sinto muito pelos efeitos... de carregar esse filho... — William falou com um sorriso completo e sentiu a mão da mulher apertar na sua.
- Oh Meu Deus! — Marisa disse ao sentir uma pontada forte em seu útero.
A última coisa que ela viu, ainda com visão turva, foi o sorriso perfeito e nada preocupado de William. Ela vomitou sangue, e se curvou de dor, até perder a consciência. Carl e Jonah a encontraram desmaiada.
O coração da Gumiho parou de queimar.
E o desespero tomou conta do seu ser. Ela pensou que a única pessoa que poderia torná-la humana nessa geração havia morrido... Naquele lugar... "
Seattle,
- Sua roupa fica enorme pra mim. — A loira disse ao sair do banheiro. Seus cabelos ainda estavam molhados e sua pele um tanto úmida.
Fredward deu para ela, antes do banho, um conjunto de roupas dele. Uma blusa xadrez roxo e uma calça jeans. A Gumiho foi esperta, e achando uma tesoura cortou as pernas das calças e teve que fazer uma tirinha jeans para segurar o short recém-feito em sua cintura. Ela dobrou as mangas da blusa, ficou um tanto desigual, mas ela achou que estava muito bem. O short ficou folgado e o comprimento pegava no meio de suas coxas. Ela não estava maravilhosa, por conta das roupas... Mas quem se importava com o que ela estivesse vestindo? Pois ela ainda continuava com uma beleza de outro mundo.
- Tanto faz. — Resmungou Fred na defensiva. — Agora você pode me dizer porque quase morri quando tirou a gota de mim? Aliás, o que é essa maldita gota?
Ela não sorriu e calculou mentalmente como diria. Nenhum dos outros ficaram com sua gota, ou souberam da existência dela. Afinal, era a energia vital para ela... Se ele soubesse que poderia machucá-la enquanto estiver com a gota... Será que ele ainda a machucaria?! Ela não sabe, e por isso iria mentir um pouco. Uma mentira em prol da própria sobrevivência nessa terra.
- Lembra-se que caiu de um lugar bem alto na noite em que nos conhecemos? — Ela pergunta ao se sentar em um sofá que parecia uma cama, um móvel que ela amou dormir nele na noite passada.
- Pensei que fosse pesadelo...
- Você ficou destruído por dentro e por fora. Você estava morrendo e não quis te deixar morrer. — Ela falou com sinceridade. — Então eu te passei a minha gota de raposa. Ela tem energia contida nela, um pouco do poder que se acumulou por todos os anos que estive viva... A gota curou você começando de fora, e ainda esta te curando por dentro. Você só não sente, porque ela inibe a sua dor. — Ela falou e pensou que só mentiu em uma coisa.
- Então... Quanto tempo vai demorar isso?- Ele perguntou preocupado.
- Três ou quatro semana. Depende. — Ela falou a verdade e viu o semblante dele se contorcer.
- Vamos fazer o seguinte: Você se manda daqui e volta daqui a quatro semanas para pegar essa gota de volta. — Fred concluiu o que pensou. Ele achou um ótimo plano, mas percebeu que a loira não gostou nada.
- Isso é impossível, Fredward. Impossível. — Ela disse.
- Porque?
- Tem condições para ficar com a gota. Condições que você vai ter que seguir não importa o quê. — A garota falou mais alterada.
- Quais são as condições? Que droga... — Fred franziu o cenho.
- Eu preciso ficar perto de você, porque eu não confio em você. — Ela resmungou antes de começar a listar as condições. — Eu não brinquei quando disse que não podia beijar outra garota. Você não pode praticar o coito com nenhuma garota. Nenhum garoto. Você não pode ter contato físico e íntimo assim, com ninguém. Entendeu?
Fred quis rir, mas ficou quieto.
- Caso eu faça isso, o que acontece? — A Gumiho sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Essa era algo que ela temia, e ele não parece estar contente em ter que aturá-la todo o tempo. Mas, ela deveria mentir? Ou contar a verdade? Talvez meia mentira e meia verdade...
- Eu mato você e a garota que fizer isso. — Ela sussurrou. — E não vai ser por vontade própria...
A voz dela tinha um tom de perigo enorme. Ele não entendeu o porquê, mas naquele instante resolveu não ficar nem mesmo com a Akemi... Por ela, a Gumiho.
- Me prometa isso, Fred. Me prometa que não vai desobedecer essas condições. — Ela falou tão suavemente que da boca dele saiu um " Eu prometo " convincente.
O que se promete a uma Gumiho, é lei.
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- Você tem que me acompanhar mesmo? — Fred reclamou, enquanto percebeu todos os homens passarem por eles a fitando com desejo. Isso não pareceu incomodá-la de nenhuma forma.
- Eu preciso. — Ela falou distraidamente e andando ao lado de Fred. Passaram por uma churrascaria e a garota lambeu os lábios em desejo.
- Na volta podemos comer carne? — A loira perguntou animada.
- Não. — Ele respondeu rabugento e ela o olhou sério.
- Está bem, na volta pra casa irei comer você... — Ela falou decidida e andou mais na frente.
- Eu? Eu não... Quer dizer, na volta comeremos carne. — Fred falou um tanto branco demais e isso a fez sorrir.
Eles estavam no campus da Universidade de Seattle ainda. O lugar parecia uma pequena cidade dentro da própria cidade. Era cômodo e confortável para todos ali. Havia um tipo de avenida na entrada da faculdade, onde podia-se transitar com automóveis. Fredward viu os amigos correndo em sua direção e franziu os lábios... Teria que explicar o porquê da menina com ele...
- Olá Garang — Brad Prentice cumprimentou com um sorriso e fitou a garota que esta com Fred.
A loira sorriu de volta para ele, atitude que o deixou um pouco neutralizado. Carly deu uma cotovelada em Brad e sorriu amigavelmente para a outra garota.
- Você não disse que estava com ela. — Carly disse sem graça.
- Eu não estava... Mas ela vai ficar comigo por algum tempo... — Fred falou sem jeito algum.
- Uau, cara. Akemi vai pirar quando souber que você a trocou por essa Deusa de cachos dourados... — Brad falou ainda bobo com a beleza da loira.
- Eu não a troquei. — Fred falou com raiva.
- Então como ela está aqui e porque vai morar com você? — Carly perguntou com um sorriso cheio de segundas intenções.
- Oh... — A Gumiho expressou antes de se intrometer no assunto. — Minha avó me trancou em um templo e ele me tirou de lá...
A expressão do rosto da morena ficou surpresa e depois um sorriso contente saltou de seus lábios.
- Que romântico, Fred! — Ela falou ainda acreditando na possível relação amorosa deles.
Fredward não prestou atenção, pois perto de uma lanchonete no campus ele viu alguém que o surpreendeu. A mulher com a pele perfeitamente dourada, de olhos cor de mel escondidos em um óculos escuros de marca e equilibrada em saltos altos, chamou a atenção do jovem rapaz. Ela era a sua tia, Coral Benson. Pelo que parecia ela estava indo em direção do prédio de Ação...
- Vocês podem cuidar dela só um minuto? — Fred perguntou.
- Claro, qual é o nome dela mesmo? — Brad perguntou para o amigo confuso e a Gumiho olhou para Fred curiosa.
- Sam. Sam Puckett. — Ele respondeu rápido e saiu correndo atrás da sua tia.
- Puckett? — Carly perguntou para a garota. A morena parecia espantada.
- Sim. Puckett. — Sam falou desejando intensamente que ela não tivesse conhecido Melanie...
- Puckett não foi a primeira namorada do Fred? — Perguntou Brad para Carly.
- Você é da família da Pamela? — Carly indagou confusa.
- Não. Não sei quem é Pamela... Minha família mora na Coréia a séculos... — Sam falou rapidamente e desejou que logo Fred estivesse de volta.
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- Fredward, querido. Você está bem? — Coral perguntou afagando o rosto do sobrinho.
- Estou tia. Estou bem.
Coral o abraçou fortemente mais uma vez e respirou fundo. Ela estava aliviada.
- Eu trouxe dinheiro vivo pra você. Papai mandou bloquear seus cartões essa manhã e ele disse que não quer você em casa, a menos que cresça e se torne responsável. — Coral avisou enquanto se divertia com a expressão desespero do sobrinho.
- Tá tão mal assim?
- Claro que sim. Hoje ele descobriu a sua compra magnifica antes da viagem... Achou mesmo que ele nunca descobriria sobre as duas motos e os quatro carros que você comprou? — Coral perguntou incrédula.
- Mas...
- Mas nada. — Coral finalizou o assunto ali. Ela pegou de sua bolsa uma caixa média de veludo preto e entregou para o sobrinho. — Tem cem mil dólares. Não gaste tudo de uma vez, sabe que papai vai começar a verificar as minhas contas bancárias...
Fredward assentiu. Ele estava culpada a "Sam" por isso... Afinal, ele não iria poder ter o luxo que sempre teve em casa por um tempo. Ele achou um horror.
A volta para o lugar onde tinha deixado Sam foi perturbadora. A sua mochila estava com o dinheiro, e em seu organismo tinha uma coisa de um Gumiho. Fred quase podia ser nojo disso... Mas, o nojo aparente passou logo quando viu de uma certa distância a silhueta da loira.
Foi então que ele teve seu coração quase partido ao perceber o carro de luxo parado no acostamento e a silhueta de mulher coreana que ele tanto conhecia. Akemi estava ali, com expressão de poucos amigos e conversando com Sam. Fred não percebeu quando foi que finalmente começou a correr, mas ele se surpreendeu por não ter se cansado rápido.
- Mi, o que você está fazendo aqui? — Ele perguntou um tanto espantado e a bela coreana deu um meio sorriso abatido.
- Eu estava conhecendo sua nova namorada, Querido! — A última palavra foi sutilmente acentuado e Fred sentiu o problema maior chegando para ele.
- Ela não é minha namorada. — Ele concluiu desesperado. Akemi sorriu largamente e direcionou o olhar para a loira.
- Sam, não é?! — A garota assentiu. — Você é namorada dele?
- Ele só pode beijar a mim... Então acho que sim. — A Gumiho falou com inocência e Fred a fuzilou pelo olhar.
Akemi se aproximou dele e pousou a mão no rosto dele. Fred suspirou.
- Se ela não é sua namorada, talvez deva contar para ela. — Ela disse com um carinho falso, mas com verdadeira magoa. As mãos dela deram dois tapas leves no rosto dele. Ela se retirou e entrou no seu carro.
A coreana ignorou os gritos de Fred, e até mesmo fez de conta que não viu ele correndo atrás do carro dela. O pobre rapaz estava, de forma inútil, se explicar sem nenhuma boa razão.
Fred passou as mãos no cabelo, e quando voltou pisando forte percebeu que os dois melhores amigos não estavam lá. Ele olhou para a Gumiho com desprezo inimaginável e bufou quando ela sorriu.
- Você fica aqui. Pode andar pelo campus e fazer o que quiser. — Ele grunhiu e saiu em direção ao prédio de cinema. Ele teria aulas.
- Não posso ir com você? — Ela perguntou com voz afetada e ele tirou da carteira um cartão de identificação. Levantou o cartão e mostrou para ela.
- Você tem isso? — Ele balançou o cartão.
- Não. — Ela respondeu fraco.
- Você não tem porque não é humana. Somente humanos entram para a sala de aula, e é por isso que você não pode entrar. — Ele concluiu e no mesmo instante se arrependeu. Ela ficou calada e assentiu, mas não gostou nada daquelas palavras.
Fred saiu andando e ela o observou até ele sumir no seu campo de visão.
Sam entendeu o peso da palavra humano. Ela quer ser humana, então deveria parar de matar para se alimentar do fígado de homens burros. Mas ela sabe que carne de animal não vai sustentá-la por muito tempo, e pelo o que ela percebeu, carnes assim são vendidos... E ela não tem dinheiro...
Sam suspirou com muito fome. Fred nem sequer ofereceu carne no café da manhã, e ela se sentia mal por depender dele para comer. Instintivamente ela observou os homens mais perto, e não se sentiu satisfeita. Eles não pareciam ser saudáveis, acima do peso e com muita banha não era bom.
Pelo menos ela podia fazer algo que sentia falta de fazer: correr.
William estava em um relevo de terra e árvores observando a Universidade. Suas mãos, ao lado de seu corpo, estavam suando e na mão direita ele fazia força ao segurar uma faca de aço diferente. A faca tremia levemente e começou a tremer com mais forma, quando de repente uma mulher linda apareceu em seu campo de visão. Ela corria e moveu a cabeça em sua direção. Exatamente em um segundo ele capitou cada característica de seu rosto e de seu sorriso.
Ela passou correndo e William sentiu que estava prendendo o ar.
Ele não acreditou no que viu. Antes de William se tornar o que é hoje, ele tinha alguém. Esse alguém é exatamente como a Gumiho que ele viu correr a segundos atrás. O tom dos cabelos dourados, a pele, o sorriso, os lábios... Eram da mesma pessoa que ele pertencia. A mesma pessoa.
O homem ficou confuso, mas decidiu que aquela Gumiho só iria ser morta no momento certo... Antes disso ele iria conhecê-la... Haveria possibilidade de ser igual também no caráter?
Tão igual...
Tão parecida...
Parecia a mesma...
Porém a única certeza que tinha, era que essa não poderia morrer nove vezes por ele...
Afinal, Beija-Flor morreu por William sete vezes e fora o suficiente...
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