8 mil cartas
1 Prólogo
Notas iniciais
Pov’s Jon
100 anos atrás eu recebi o comunicado
“Sua esposa morreu em uma batalha, Jon”.
Quem me dera esse recado foi Ezequiel. Não podia e não queria acreditar no que tinha ouvido. Apenas peguei minha espada que se encontrava caída no chão e voltei para casa. Ela não podia ter morrido, nós iríamos formar uma família.
Quando cheguei a minha casa, eu fui diretamente para o quarto, larguei a espada no chão e deitei na cama, há 70 anos não via Celina. Desde sua última reencarnação como uma duquesa no País de Gales. Eu tinha a sensação, eu sabia que ela não havia morrido, eu podia sentir aquilo. Meu irmão entrou no quarto deixando algo sobre a mesa que havia perto na cama e saiu batendo a porta. Tinha tempo que não falava com ele também, ele me traiu. Mas ele era minha única forma de vida, depois que tirei meu coração para dá à minha mulher que estava morrendo.
Pela manhã me levantei e o que realmente parecia era que eu estava morto. Tudo parecia pequeno e sensível ao meu toque. Parecia que eu não existia. A casa estava silenciosa e calma, diferente dos outros dias quando Celina me acordava. Levantei-me da cama lentamente fui até a cozinha, Rafael estava lá como se estivesse com medo de mim, seus cabelos pretos estavam mais pretos ainda, e seus olhos verdes ainda mais reluzentes com aquela luz da manhã batendo em seu rosto.
“Bom dia” – ele falou e nada respondi. Só sai a procura de algo para fazer.
“Quando você ama uma pessoa, você tem que insistir até seu coração mandar parar.” – ouvi a voz de meu pai, Miguel.
“O quê?” – perguntei.
“Não desista! Você acredita que ela está viva.” – disse passando as mãos pelos meus cabelos loiros, totalmente diferente de Rafael.
“Não adianta eu acreditar que algo está vivo, se isso realmente não está. Isso só machuca e corrói a pessoa por dentro.”
“Ela sempre vai está viva. Dentro de você” – Miguel disse e suspirei.
Ele saiu e fiquei novamente sozinho. Voltei para casa. Rafael não se encontrava mais lá.
Sentei na cama com alguns lápis e papéis e comecei a escrever. A escrever minha história com Celina. Nosso amor seria para sempre, nem que seja por um papel estúpido.
Fale com o autor