7 Poemas Profanos
2 Ódio
Água não cai do céu
Chovem pregos de gelo
O temível choro dos anjos
O céu mostra que estou certo...
Sob meus pés
A terra se abre em abismos
O vômito dos demônios impregna os homens
O calor é insuportável, cortante...
Estou no meio disso tudo
Sozinho e sem abrigo
Saídas? Se existem, estão bem escondidas
Um frio dos infernos...
Na beira do abismo, arrasto minha foice
A lâmina do luar brilha em sangue mortal
Escuto um bater de chaves, as portas se abrem...
Tudo me leva a um cemitério de anjos
Nunca vi tal criatura
Adaptável, difamatória e parece fumaça
Tanto desaparece como se projeta para falsidade
Humanos... anjos e demônios em um só
Homens, mulheres, crianças
São todos de fato diferentes
Mas agem igual... qual o ganho?
Sou com toda certeza diferente
Mas até que ponto?
Eu não devia beber do rio
Mas cair na Terra me mataria
Agora suporto o tortuoso abraço da dama de ferro
Todo dia... igual e solitário.
Bem e mal realmente brigam eternamente?
Em um único ser humano existe trevas e luz
No bem e no mal pode ser aplicado o mesmo raciocínio
Bem e mal, luz e trevas... qual seria o real significado?
Amor e ódio
Basta um passo, e tudo muda
Inacreditavelmente está tudo numa criatura só
Realmente intrigante, muito... uma pergunta sem resposta
Meu ódio nunca se tornará amor
Minha luz já apagou em trevas
Bem e mal, não sei o que é...
Sou diferente, preciso escolher o que desconheço?
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