7 Poemas Profanos
4 Guerra no Norte
Nas frias florestas do Norte
Na geada combinada com os primeiros raios do sol
O guerreiro dormia enroscado em um galho dos pinheiros
Sua grossa manta de pele de carneiro e escamas de dragão
Garantiam-lhe calor, leveza e uma poderosa armadura
Sua arma, um híbrido de espada de foice
Perfeita para usar como gancho e afiada para decepar um homem
Seus olhos verde-esmeralda eram potentes se comparados ao de uma águia
Este é o guerreiro, herói de batalhas
Um perfeito homem segundo as mulheres
Garoto com foco em seus objetivos
Seu defeito, um estranho fascínio pela morte
Seu sono estava perfeito no galho
Até o galho se romper e ele cair
Recuperando-se do susto, vai se levantando
Quando finalmente está em pé, se vê cercado
Aproximadamente 7 homens portando espingardas
Ele olha ao redor, puxa seu capuz, cobrindo seus cabelos escuros
Puxa sua máscara, deixando somente seus olhos de águia atentos
Sua espada-foice está à mão, descansando ao lado da perna
Tiros! Os sete abrem fogo sem perdão
O alto barulho das espingardas, o grosso calibre
Cessou-se... as árvores, o chão cheios de buracos de bala.
Surpresa, medo e temor tomam os escudeiros, poderes sobrenaturais
Em segundos, a armada cai morta no chão
Como uma sombra, o guerreiro- fantasma mata todos...
Passa a lâmina na neve, limpando o sangue medíocre
O raro metal frio está limpo, à espera dos próximos.
Mas a jornada não pode parar ainda
Sua próxima parada é o Porto Esmeralda, famoso pelo mar cristalino
Mas o herói ainda estava nas florestas frias
E com uma rápida olhada na bússola
Ele corre pela neve com velocidade sobre-humana
Após uma longa corrida, ele vai desacelerando
Escuta sons ao redor e se camufla em uma árvore próxima
Há pequena caravana de pessoas alguns metros à frente
Alguns montados em cavalos, chegar ao litoral assim...
Sem hesitar, o guerreiro corre até o ultimo cavaleiro
Em um golpe veloz, o silencia...
Rouba sua montaria e devagar, separa-se da caravana
Agora seria uma longa viagem até o litoral...
Três dias e duas noites na estrada
Já no crepúsculo, o animal do homem desaba... morto.
Os portões do porto estavam a metros de distancia
Embora seja um grande forte, escalar as muralhas fora fácil
Agora do lado de dentro, sua prioridade era um estalagem
Encontrou uma e aceitou suas taxas, o cansaço era destrutivo
Após uma boa, longa e revigorante noite de sono
O guerreiro foge pela janela, está querendo evitar outra taxa
As ruas que, a essa hora da manha, deviam estar carregadas
Estavam infinitamente vazias, até o som do vento era audível
Mercenários, ladrões, galoteiros e prostitutas que costumavam encher o lugar
Agora um pedaço de nada, comparado a um cemitério
O que houve no Porto Esmeralda?
O lorde em seu palácio podia ter a resposta...
As pedras do muro do palácio ainda estavam frias
A agilidade com que escalava, sem erros e demoras
Já no topo, assassinou dois guardas para evitar atenção
O fantasma entra pela porta da frente e logo está no trono
O rei e sua rainha estão sentados nos tronos
Esbravejando a respeito de uma guerra
O herói chega ao centro e curva-se, esperando notar sua presença
Ele é notado em alguns minutos, com surpresa pelo silêncio
‘’Milorde, qual seria o motivo de sua raiva?’’, indaga o guerreiro
‘’Meu jovem! A Guerra no Norte devastou a cidade!
Homens e mulheres aterrorizados, comida escassa... é uma lástima!’’
‘’Dê-me um barco, posso-lhe salvar da perdição... ’’
O lorde reflete sobre a proposta com cuidado, este forasteiro...
‘’Que assim seja, uma barco estará à sua espera
Salve-me deste apocalipse, sua recompensa será justa’’
O horizonte deitava-se pelo mar cristalino
As nuvens deixavam o céu totalmente branco
Navios grandes e pequenos descansavam no cais
Capitães berravam ordens à tripulação bêbada
E solenemente caminhado, vinha o herói
Indo em direção ao barco que lhe foi destinado
Já na embarcação, apresentou-se ao capitão com suas cartas
Aceito, foi à um canto e começou a amolar sua espada
Em poucas horas estavam em mar aberto
Viajando à destrutiva Guerra no Norte...
7 dias e 7 noites se passaram
As longas terras do Norte já se estendiam
O sol projetava seus primeiros raios no mar azulado
Eles atracam em uma praia deserta
O guerreiro-fantasma é o primeiro à sair
Ele caminha sozinho e lentamente, rastros são procurados...
Há pequenas trilhas que o guia para uma pequena floresta
A densa floresta era vasta e os sons, pouco audíveis...
Havia algo estranho, mais alguns passos e a visão...
Um vasto campo, carregado de carnificina...
Corpos humanos, de animais, monstros... a paisagem ganhara uma nova cor...
Vermelho sangue da morte da esperança e um reino...
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