7 Maldições

13 Henry, o "aventureiro"


Notas iniciais
Uma rápida história e rápida explicação.

[...]

– Henry, poderia me ajudar? — Belle chamou pelo garoto que se deliciava com a leitura de alguns contos.

– Claro, Belle.

– Henry, sei que pode ser inconveniente, mas...

– Quer falar do meu avô?... Rumple...

– Sim. Eu... Só queria que você soubesse que desde a ilha de Pan... Ele. Bom, ele vem tentando mudar. — A bibliotecária tentava arranjar algum jeito de fazer com que o clima menos tenso, mas ainda existente entre os dois diminuísse ainda mais.

Henry era parecido com Rumple, na verdade não tão parecido assim, ele é mais parecido com Neal, mas Neal é filho de Rumple e parecido com o pai.

– Eu sei, eu vejo isso. Desde que meu pai morreu eu também me esforço pra que tudo dê certo entre meu avô e eu.

– Henry, ontem eu percebi que você fez teatro para sua mãe, você não estava nada a vontade com ele lá em casa. Nem tomou o chocolate quente mesmo.

– Belle, eu... Eu vou continuar tentando.

– Então tente mais.

Belle entregou uma cesta de livros para o garoto que sorriu para ela.

– Tá bem... Vovó Belle.

A garota ficou tão envergonhada que imediatamente suas bochechas ficaram vermelhinhas, ela disse para o garoto colocar os livros nas estantes dos gêneros correspondentes e na numeração. O menino o fez, foi organizando os livros nos lugares indicados. Quando seu estômago reclamou.

– Belle, estou ficando com fome, se importa se eu for a Granny?

– Não. Henry eu não posso sair daqui, você traria um almoço para mim?

– Claro.

– Tome o dinheiro. — Retirou de sua bolsa.

– Não demoro Belle.

O garoto tomou o dinheiro da bibliotecária e se foi para a lanchonete da Granny, ficou repassando o que a moça lhe disse sobre Rumple, ele ainda tinha receios de chamá-lo de avô por conta dos acontecimentos, certo que ele estava tentando, o garoto também estava, mas ele não conseguia mais confiar em Gold por causa do acidente em que seu pai acabou morto, Gold não fez nada para salvá-lo e ele ficara tão traumatizado com aquilo que pegara uma raiva infinita do homem. Até que a bibliotecária passou a amenizar essa raiva, conversando com o garoto e é claro, as sessões semanais com Archie. Só que agora sua raiva diminuiu mais. Afinal ele esta ajudando sua mãe Regina a salvar Emma.

Grace acenou para Henry de uma forma diferente, como se estivesse desesperada, ou melhor, como se precisasse desabafar.

– Henry! Henry! Você está muito ocupado?! — A menina mesmo sem fôlego metralhava o jovem com indagações que o mesmo não teve tempo de responder, pois a menina lhe puxava pelo casaco — Não importa, você precisa ver isso.

A menina não deixou margem para que o jovem pudesse recusar aquele "convite" da moça. A mesma o arrastou até o limite da cidade o que não demorou muito pois correram muito até lá. O menino agora também estava sem fôlego. O mesmo se sentou na beira da estrada enquanto a menina olhava entre as árvores um pouco assustada. O rapaz olhou para ela e não entendeu essa preocupação da jovem.

– Grace, o que está acontecendo?

Shhhh... Ela pode ouvir! Fala baixo...

– Grace... Mas não tem ninguém aqui. — Henry sussurrou ficando bem perto da menina.

– É porque ainda não estamos perto o suficiente para que a vejamos.

– 'a vejamos'? Eu não estou te entendendo.

– Fala baixo Henry. — A garota tapou a boca dele. — Olha ali.

O garoto soltou-se da mão dela. Quando viu um lobo muito grande, parecido com o tamanho da Ruby, mas ainda era dia. Ele deu alguns passos para trás e acabou pisando em um galho.

– Henry, não se mexe. — Grace sussurrou para o garoto que agora suava frio.

O lobo procurava de onde via o barulho.

– Para mim é um lobo, como sabe que é fêmea?

– Ela se transformou em loba na minha frente. Era uma garota de cabelos ruivos.

– Tá, mas o que você tá fazendo aqui para ter visto isso?

– Eu gosto de vir a floresta, me ajuda a pensar.

– Grace, você pode se machucar sabia? Vindo sozinha a floresta.

A loba tomou sua forma humana de novo, como a garota havia dito, ruiva. Ela se ajoelhou novamente no chão e esperou algo, mas os dois não sabiam e agora se entreolhavam curiosos, o que será que a garota esperava. Sua indagação fora respondida com o aparecimento de uma garota loira que se aproximou e balançou a cabeça negativamente. A outra bateu a mão no chão com raiva, machucando, pois este gesto geralmente era feito em sua forma lupina.

– Como se já não bastasse não conseguirmos pegar aquela desgraçada, não conseguimos achar nem mesmo a tinta de lula.

Henry sabia o que era, aquilo era um elemento mágico paralisante, mas não entendia porque haveria tinta de lula na floresta e porque as duas estavam atrás dela.

– Kia, você tem que ficar calma, ou sua raiva nunca nos deixará concluir nada.

– Emily, você não me entende não é mesmo?

– Entender o quê?

– Eu tenho raiva de Kalevra por ela ser sempre a número um de tudo. No vilarejo de Fhair ela era é melhor na corrida, sempre levava as melhores flores e frutas para a instrutora.

– Kia você deveria ter vergonha por isso, uma coisa é você ter raiva agora. Éramos crianças.

Henry e Grace decidiram que era melhor que eles fossem agora. E foram, com mais calma possível.

– Para de defender aquela traidora! PÁRA!

– Por que isso agora?

– Por que? Tudo bem, irei dizer. Aquela filha da mãe tinha como pai nada mais nada menos do que o rei do vilarejo, enquanto meus pais eram simples camponeses. Ela nunca passou fome como eu e minha família. Era a melhor na tutoria. Era a campeã nas competições da vila. E foi a primeira pessoa a...

– "a"? O quê? Fala!

– Te beijar.

Emily ficara vermelha com aquilo. Se lembrara do que aconteceu.

– Eu sei, porquê... Eu tinha um costume de ficar te seguindo. Eu gostava muito de você. Nós éramos novas e você simplesmente depois do treinamento se aproximou dela e disse algo, eu não sei o que você disse, mas eu senti tanta raiva quando você beijou aquela desgraçada.

Emily se aproximou dela e a segurou pelos ombros.

– Kia, você deveria se envergonhar. Kale perdeu o pai quando era pequena e que história é essa de que ela nunca passou fome. No começo, ela se rebelara contra Irina e era constantemente deixada sem comer ou beber algo para se hidratar. Todas as noites eu a ouvia chorar pedindo pela mãe e pelo pai que havia morrido, pois se você não notou meu quarto era ao lado do dela. Sobre as competições, ela era a melhor por ser esforçada e você não. E aquele suposto "beijo", não foi um beijo. Eu beijei o canto da boca dela, pois havia uma marca do castigo que ela havia sofrido no treino, eu havia dito a ela que ia melhorar.

– Emily...

– Você é uma idiota. Sente ódio de alguém que pode ter tido condições melhores no começo, mas quando ficamos todas no mesmo patamar, ela foi obrigada a ficar abaixo de nós.

– NÃO SEI PORQUE A DEFENDE TANTO SE ELA É NOSSA INIMIGA AGORA!

– PORQUE EU ACHO QUE ESSA HISTÓRIA DE TRAIÇÃO NÃO É VERDADE. DEVE... Deve haver algo muito errado nisso.

Kia estava sentindo um fogo a consumir dentro de si, tudo que pôde fazer foi. Beijar Emily. Sua boca tomou a dela com ímpeto e selvageria. A outra nem mesmo imaginara que poderia acontecer isto. A reação de Emily foi morder de leve a língua da outra que a puxou pela cintura com possessividade. Sempre quisera fazer aquilo.

– Emi... Eu sempre quis isso. Sempre. — Disse a ruiva quando as bocas se separaram.

– Kia me solta. Não posso fazer isso. Não de novo. — Emily tentou se separar da outra.

– PARA QUÊ?! VAI CORRER PARA ELA?!

Emily já estava ficando irritada, bateu com toda sua força no rosto da outra que ficou impressionada com o golpe.

– Idiota! Vai a merda!

– Emily. VOLTA AQUI. — Kia ficou possessa com aquilo.

Henry e Grace já estavam longe quando tudo aquilo ocorreu. O garoto estava sem fôlego novamente assim como a garota, quando perceberam estavam novamente no mesmo lugar de antes. Próximos da lanchonete, foi quando lembrou-se de algo.

– Droga, Grace eu preciso ir na lanchonete pegar o almoço da Belle.

– Eu vou com você.

– Tudo bem.

Notas finais
Espero que curtam este curta. Mary H. Ewing