7 Maldições

1 Primeira maldição: A maldição da morte


Notas iniciais
Espero que apreciem esta história. Sou nova escrevendo sobre SwanQueen então não me matem.

POV’S REGINA


– Regina!



Senti apenas sua firme palma vir de encontro ao meu rosto. Não foi possível ver, mas sabia o quão vermelho estava, pois ardia mais que as lágrimas que feriam meu rosto naquele dia. Vi seu rosto se moldar em uma expressão de espanto, nem mesmo ela acreditara no que fizera. Deixei que aquelas lágrimas rolassem livremente, sem interrupção de minhas mãos.



– Snow. – Sussurrei como se aquele nome me ferisse os lábios.



Levei ao bolso e tentei retirar um lenço, mas tudo que consegui foi aumentar minha dor com a fotografia de Emma a qual nunca me separei. Nunca. Uma palavra que ás vezes era tão boa de escutar, mas às vezes soava tão má. Seria a primeira vez em que eu poderia dizer que nunca gostaria de ter dito nunca para ela. Ela veio em minha direção e me abraçou fortemente.



– Por favor! Eu quero minha Emma de volta. – Ela confessou em meus braços desesperada. Chorava ininterrupta.



Não lhe retribuí o abraço, olhei para foto em minhas mãos. Emma tinha o sorriso mais lindo que eu pude apreciar em toda minha vida. Eu me lembro perfeitamente que aquele sorriso era para mim.



– Emma. Pare de se mexer. – Ri de suas caras e bocas.



Parou de rodopiar e olhou para mim. Ah! Aquele sorriso. Eu o conhecia tão bem. Eu devolvi com a mesma intensidade e me preparei para tirar uma foto. Quando eu pude escutar uma das melhores coisas que já havia ouvido em toda minha vida.



– Eu te amo Regina! – Ela gritou para mim e sorriu mais do que genuinamente.



tirei a foto e lhe sorri.



Inconscientemente eu envolvi Mary Margareth em um abraço apertado em que ela se aconchegava mais e mais em mim. Senti-me como uma mãe para ela. Novamente.



– Snow. – Uma voz masculina ressoou na ala hospitalar.



– Whale! David... Ele está... – Sua voz embargada me fez lembrar novamente do motivo de estarmos lá.


– Bem. Estabilizamos seu marido, ele está bem. – Whale não sorriu.


Por um momento minha enteada sorriu, mas logo seu sorriso tornou-se preocupação.



– E minha Emma? – Eu não consegui dizer nada, Mary M. estava muito apreensiva, também fiquei. Queria ver minha namorada. Snow havia perguntado.



– Infelizmente...



Snow se soltou suavemente de meu abraço, parece que não escutava Victor. Sentou-se em uma cadeira e como uma criança com medo da punição começou a se balançar na cadeira impacientemente.



– Emma não está mais entre nós.



Aquilo foi o suficiente para Mary Margareth caísse em um choro compulsivo. E quanto á mim? Bom! Eu apenas me encostei-me a uma parede e me deixei deslizar até o chão, juntando minhas pernas. Abracei-as com força. Não tinha mais força para chorar, apenas consegui gritar bem alto. Acho que assustei muita gente. Gritei alto para afastar a minha dor, que parecia aumentar gradativamente com aquele laudo de Whale.



– Por quê? Por que só eu não posso ter um final feliz? – Perguntei. Aquilo era tão injusto. Minha Emma. Se foi. Para sempre? Nunca era a palavra que se formulou em minha mente.



Não eu nunca desistiria assim. Talvez tivesse uma maneira de reverter a morte. Levantei-me do chão cheia de esperanças.



– Victor, deixe-me vê-la.



Ele me olhou já querendo me contestar. Eu apenas passei por ele para os corredores cirúrgicos. Vi que ele não ficou nada feliz em me ver passeando naqueles corredores, mas nem me importei com isso. Apenas fiz o que meu coração mandava. E ele me dizia para ir até o fim do corredor e seguir para o lado esquerdo até a quarta porta.



– Regina, não faça isso!



– Eu preciso Whale.



POV’S REGINA OFF



A Rainha manteve-se firme seguiu até o fim de seu plano. Adentrou o quarto de número quatro á sua esquerda, deparando-se com um corpo coberto com um lençol. Seu coração se acelerou com aquela cena chocante. Sua loura sobre uma maca, coberta e... Morta... Não! Nunca iria admitir até tentar o que tinha em mente. Whale não pode contê-la já que a mesma lhe jogou na parede.



– Emma.



Regina descobriu o corpo do lençol até a cintura da xerife. Seu rosto pálido, ou melhor, mais pálido, alguns cortes na bochecha e mãos cortadas, retirou o tubo que ainda estava ligado á garganta dela e acariciou-lhe os sedosos cachos louros. Suas mãos fizeram o caminho desde os cachos até a boca da loura. Inclinou-se sobre o corpo dela e selou seus lábios com os da xerife Swan. Nada aconteceu de extraordinário, mas...



– Não é possível. – Ouvi a exclamação do doutor.



As cores rosadas de suas bochechas voltaram. E seu peito arfava, subindo e descendo rapidamente e logo depois pôde-se ver ela se acalmando sozinha. Emma não abriu seus olhos, parece que seu subconsciente estava preso em uma cela e Regina havia soltado-a dessa cela, fazendo com que esse sono, apenas fosse sono. Ela podia não ter acordado, mas aquilo já era alguma esperança para a rainha não mais má.



Notas finais
Por que Snow bateu em Regina?
Como será que Emma foi amaldiçoada?

Kisses!