7 Maldições

14 Emma, a esperançosa


Notas iniciais
Este capítulo eu dedico a uma pessoa muito especial para mim... Alexia, a minha musa inspiradora. Espero que curtam este capítulo! (^.^) Mary H. Ewing

"Eu comi tantos frutos que já estava empanturrada. Eu queria descobrir como sair dali. Eu estava começando a passar mal, de tanto que comi. Passei a mão sobre minha barriga dolorida. Eu descobri uma coisa depois de comer todas estas frutas. Minha memória começa a voltar para mim depois que as como. Já me lembro de algumas coisas e uma delas é: Estou sob uma maldição posta por aquela bruxa maldita.

– Velha! Maldita! Desgraçada! — Gritei alto, tenho quase certeza que além de Regina aquela loira desgraçada também estava a me ouvir.

Me sentei no chão, e fiquei a observar o ambiente. Estava em um lugar relativamente bonito. Aquela porta ainda me intrigava. Ouvi há alguns minutos uma voz vinda do meu coração, dizendo que eu não devo tocar nesta porta em hipótese alguma antes que ela se abra. Eu percebi o que devo fazer, mas são muitas frutas para eu comer. E parece que todas carregam minhas memórias. Não acredito que eu tenha que comer todas elas para me lembrar de tudo.

– Que droga! Porque eu simplesmente não posso ser libertada dessa maldição com um beijo de amor verdadeiro?!

Comecei a fraquejar, meu corpo estava sentindo o cansaço de meus pequenos esforços. Minhas pálpebras estavam pesando, assim como meu corpo. Talvez não tenha sido meus esforços, não fiz nada que tenha me cansado. Engulo um pouco de saliva que se formou em minha boca. Não aguentava mais o açúcar natural das frutas, eu ia definhar ali se não comesse todas as frutas. Meu corpo de novo me forçava a ir ao chão. Fiquei de quatro no chão tentando me manter consciente. Olhei em volta, o ambiente rodava, mas antes que eu deixasse as vontades de meu corpo me tomarem vi um brilho verde surgir da grande e frondosa macieira que foi a única árvore cuja fruta não comi."

[...]

– EMMA! — Regina estava assustada, tinha voltado para casa havia alguns minutos já.

A prefeita estava muito cansada, não aguentava mais ficar acordada por muito tempo, a única coisa que lhe restava era rezar por Emma enquanto dormia. O cansaço já estava lhe vencendo, nem a fome que começa a insistir lhe faria levantar da cama. Não mesmo.

[...]

– Hey! Você viram como a filhote e a chefe estão próximas? — Uma garota cochichava com seu bando.

– É, eu notei isso também. Cês acham que ela tá... Sabe...

– Dando?! — Chegou Kia mal humorada próxima das garotas que na hora emudeceram perante a presença opressora dela. — Parem de fofocar e foquem mais em seus treinos.

As duas moças comiam seus alimentos para poderem voltar ao treinamento, Ayla comia tranquilamente fitando a jovem canis a sua frente, notando que ela estava um pouco pensativa.

– O almoço não está bom? — Notou a menina sair de seu transe um tanto assustada com a repentina indagação.

– Não. Não é isso. Eu estou pensando um pouco. Estou preocupada. — Seus olhos estavam vagando no ambiente.

– Com ela? — Perguntou normalmente, como se não ligasse.

–... — Abriu a boca para dizer algo, mas não saiu nada de sua boca.

Balançou a cabeça positivamente. Ayla tocou o rosto da menina dando um sorriso tranquilizador. Camille ficou vermelha na hora, estava tentando entender porque de todo aquele repentino "afeto" por ela.

– Preciso ir ao banheiro. — A mais nova se levantou repentinamente sem nem ao mesmo tocar em seu almoço. — Sozinha! — Deu ênfase.

– Porque você se incomoda tanto comigo? — Ayla estava querendo ajudá-la, mas estava mais difícil.

– PORQUE EU NÃO CONFIO EM VOCÊ! — Nunca havia se alterada, principalmente com as encarregadas.

Levantou-se de seu assento e saiu o mais rápido dali, estava confusa. Estava muito preocupada com sua amiga, precisava fazer algo para ajudá-la. Nem mesmo notou quando seu corpo foi puxado para dentro de um quarto próximo do refeitório.

– Por que você não fica longe de mim? Assim como antes em que você era a chefe que nem mesmo sabia meu nome ou se importava em saber. — Olhou com raiva para sua chefe.

– Eu prometi a Kalevra que iria cuidar de você. — Sussurrou pois tinha medo de alguém passar ali, coisa que provavelmente iria acontecer.

– Kale?! Você... Vocês... Por quê?

– Revolução. Assim como você eu quero voltar para nosso mundo.

– Você não era de nosso vilarejo. Eu saberia se fosse.

– Eu sou filha dela com um dos canis em Izur, não do vilarejo de Fahrir, mas de Benzur.

– O que?! Você é filha daquela bruxa?

– Sou... Mas ninguém mais precisa saber disso. Tenho vergonha disso. Minha mãe era boa, até ser amaldiçoada por sua enorme ganância.

– Mas não precisa ficar o tempo todo comigo.

– Se eu não ficasse perto de você, não sei Emilly, mas Kia já teria te matado tentando extrair alguma informação das intenções... Dela.

– Me desculpe. Eu não sou acostumada a ter alguém cuidando de mim depois que fui tirada de minha mãe.

– Eu te entendo. Há dez anos estamos confinadas aqui. Eu queria poder fazer algo para parar isso. Essa sede da bruxa, por sangue.

A mais nova não sabia porque de fazer aquilo que iria fazer, mas se sentiu bem em pela primeira vez deixar Ayla corada. Um beijo estalado na bochecha dela. Um abraço por parte da mais velha foi iniciado, decidira cuidar da garota com sua vida.

– Vou te proteger enquanto eu for necessária para você.

–...

A outra apenas apertou mais o abraço. Pela primeira vez em anos, se sentiu protegida. Como se aqueles braços pudessem lhe proteger de todos a sua volta.

– As garotas acham que nossa proximidade se dá por causa de... — Seu rosto ficou vermelho.

– De quê? — Camille, a inocente.

– Você sabe... Er... Que nós estejamos... Sabe...

– Transando? — Camille podia ser até um pouco lenta, mas não era tão acanhada assim.

– É. Isso. Quando sairmos daqui me abrace pela cintura pra continuar dando esta impressão, para não desconfiarem de nada.

– Er... Tudo bem.

– Mas antes... Bom, eu tenho fama de deixar uma marca visível com quem me relaciono. Você se importa?

– O que você vai fazer? — Agora sim estava ficando nervosa. Ela ficava nervosa quando fazia algo e não quando falava de algo.

– Uma marca no seu pescoço. Posso?

– Se for pra manter as aparências. — Estava agora ansiosa, nunca ninguém havia nem mesmo lhe beijado.

Sentiu as mãos da mais velha alcançarem sua cintura. Soltou um gritinho de susto fazendo a outra rir baixinho.

– Você tem uma pegada forte.

Sentiu o hálito quente da outra aproximar dela, do seu rosto. Sentiu seus hálitos de fundirem. Estava ficando sem jeito.

– Acho que é o pescoço. — Disse sem tirar seus olhos dos de Ayla.

Sentiu o ataque da moça em seu pescoço, o gemido foi inevitável, suas mãos involuntariamente foram parar nos cabelos macios da mais velha. A mais velha se sentindo livre desceu sua mão direita para a bunda da garota, apertando com uma certa firmeza. Outro gemido, mas agora de surpresa, escapou da boca de Camille. A língua continuava no pescoço da mais nova. Os lábios da maior estava fazendo maravilhas na menor. Um formigamento delicioso iniciou em um lugar que nunca imaginou sentir. Por um breve momento se afastou da outra. Suas pupilas estavam tomando a cor de quando se transformavam.

– O que você tá fazendo?

– Desculpa. — Pediu sem jeito, mas a mais nova não sabia o quão deliciosa era aos sentidos da outra.

Camille estava ruborizada, mas agora não era de vergonha e sim do calor que começou a sentir. E aquele formigamento em seu sexo, estava lhe deixando mais confusa do que antes.

– Vamos. — Disse sem olhar para a maior. — Temos um treinamento para continuar.

– O-ok. — Gaguejou a mais velha.

Sem jeito as duas saíram do quarto, mas para manter as aparências a mais nova abraçou a cintura de Ayla e a outra lhe abraçou os ombros. Todas as curiosas agora comentavam o que parecia estar rolando entre as duas. Isso iria ser no mínimo a fofoca pelos próximos dias.

[...]

– Por que você ficou tão irada com Rumplestiltskin. — Perguntou Ruby sem saber que só a menção a aquele nome dava nos nervos da loira.

– Porque ele roubou algo que não pertencia a ele. É algo do meu povo, conquistado da pior maneira.

A loira ainda estava nervosa com a última frase de Rumple.

"- Você deveria entender o porquê disto."

– Entender o quê? MALDITO!

– Ei, calma aí.

– Vocês humanos são todos iguais, se apossam de coisas que não são suas.

– Olha aqui Kalevra, sou metade humana. Você também tem uma parte humana. Deveria parar de criticar a espécie humana.

– Você não entende, por isso não sabe como me dói achar que algo seu estava em sua posse, quando na verdade a raça que lhe traiu estava com o que você achava que tinha.

A garçonete lhe entendia de certa forma.

– Meu pai era o rei do vilarejo, o lobo branco. Droga, ele protegia nossos registros na biblioteca. Os humanos que nos atacavam eram o menor de nossos problemas. Eles não eram nada para nós. Nada comparado aos nossos registros. Somos uma civilização mágica muito antiga e nossa história está guardada naqueles livros. Ele morreu para proteger o povo dele, assim como estes registros.

Kalevra encontrava-se em lágrimas.

– Meu pai morreu por nada. NADA! Aquela bruxa velha roubou de nós um dos livros mais preciosos, que era o diário de Wilma. Na verdade ela tinha roubado uma cópia, e hoje, anos mais tarde, descubro que meu pai morreu protegendo uma cópia de um livro falso.

– Me desculpe... Eu entendo sua raiva por perder seu pai, mas não deveria ficar se lamentando por isso. — Viu o rosto com uma expressão enraivecida gravado nele. — Olha, eu não conheci meu pai, soube que minha mãe era a líder de uma alcatéia quando já era crescida e pior... Eu a matei. Só tive minha avó. Só tenho ela.

A loira a olhava confusa. Suas expressões suavizaram. As mãos foram parar nos bolsos da calça jeans.

– Meus pêsames.

– Já faz muitos anos.

– Você é parecida com sua mãe?

A morena sorriu com a pergunta.

– Ela era linda, uma mulher espetacularmente linda.

– Como você... — Ficou ruborizada com o que havia dito. Era a verdade, e somente verdade.

– Oh! Então você me acha bonita? — A garçonete viu o rubor no rosto da garota.

– Er... Sim. Você é.

– Obrigada loirinha. — Ruby beijou a bochecha da garota.

O simples gesto da morena causou uma cadeia de sentimentos no coraçãozinho da princesa canis, o rubor era crescente.

– Ora, eu estou cansada, acho que vou dormir.

– Vou levar você para a pensão da vovó.

– Ok!

[...]

"Tudo ao meu redor estava rodando, minha visão não queria se firmar em algo. Eu tentei levantar pelo menos meu tronco, mas tudo ao meu redor estava rodando, com muita facilidade que nem mesmo meus músculos me deixam fazer algo. Olhei em direção da macieira, e... DROGA! Todas as árvores haviam se tornado macieiras. Foi aí que entendi que aquele lugar tão bonito, tinham mais armadilhas que eu imaginava.

– Droga, nem mesmo consigo levantar.

Pelo menos sei de uma coisa, seja lá o que tenha me derrubado, não vai me deixar acordada por muito tempo. Como eu mesma disse, isso aqui é uma grande armadilha. Eu não posso perder minhas esperanças."

[...]

– Charming, calma. O Whale disse que você tem que ir devagar.

– Snow, mais devagar que isso eu paro de andar. — Ele brincou com a moça.

– Desculpe-me querido.

– Querida, não se desculpe. Foi apenas uma brincadeira.

– Antes de sairmos gostaria de falar com a Azul e saber do estado de Emma.

– Eu também. Minha filha está nessa por minha incompetência para protegê-la.

– Amor, não foi culpa sua, a culpa é da bruxa que a enfeitiçou.

Charming caminhava devagar juntamente de sua esposa, quando viu uma horda de enfermeiras correndo para um quarto.

[...]

Regina vinha tendo um sonho demasiadamente quente, afinal seu sexo pegava fogo. E onde estava sua mulher para dar conta daquilo?

"- Em... Emma. Não... Para, gostosa. — Gemia despreocupadamente, afinal não tinha ninguém em casa e seu escritório era um lugar bem privado na casa.

– Shhhh... Prefeita, só se preocupe. — Fez um pausa para segurar as coxas de sua esposa. — Em gemer.

– Emma me come! — Pediu a morena enlaçando melhor suas pernas nos contornos da cintura da moça."

A morena arqueou as costas por alguns instantes, suas mãos que anteriormente apertavam os lençóis de sua cama foram parar na cabeceira da cama majestosa. Sua boca carmesim e sedutora retorcendo num sorriso sádico de puro prazer.

"- Me cavalga. — Aquele brinquedinho estava fazendo maravilhas com as duas.

– Em...

O corpo esguio de pele morena da prefeita proporcionava a Xerife uma das melhores visões que já tivera. Aquele corpo que amava se movimentando bruscamente mas de forma contínua."

De bruços sobre a cama já movimentava os quadris de forma que desse a entender que estava indo de encontro a algo. Suas unhas cravadas no travesseiro. Sua boca aberta para tragar mais do ar que necessitava.

"Emma sobre seus joelhos recostava a morena em seu corpo, sua boca foi de encontro a nuca da prefeita. Regina estava extasiada com aquele momento tão prazeroso. Sentiu as mãos firmes da loira lhe massagear os seios, enquanto lhe penetrava com aquele brinquedo.

– Querida. — Emma lhe chamou.

– Em... — Foi tudo o que pode dizer.

– Você sabe que nunca mais faremos isso, não é? — A voz já não demonstrava prazer algum, se tornou algo melancólico.

– O que você quis dizer com isso? — A prefeita se vira dando de cara com o rosto deformado de sua mulher."

– AHHHHHHHH! — O grito foi inevitável, mas agora estava chorando. — EMMA! EMMAAAA! — Estava em choque com o sonho-pesadelo.

Se afastou como pôde daquela cama, se jogou no chão e se arrastou para longe dela, com medo da realidade. Chorava copiosamente, com medo. Não havia entendido nada, em um momento sonhava com algo íntimo e de repente aquilo.

[...]

– Isso é só o começo de sua pena Regina. Quem mandou libertar sua namoradinha de meu controle? SOFRA! Assim como eu. MUAHAHAHAHAHAHAHA. — A voz de Irina insuportavelmente aguda declarou.

[...]

"Finalmente consegui me sentar na grama, meu corpo doía demais. Agora queria saber como ia comer as frutas. Incrível como meu corpo não me obedecia, há alguns minutos tive a impressão que ouvi um grito de desespero. Tudo que não me envolve nesta realidade vem direto do meu coração. Acho que algo aconteceu á Regina.

– Regina, eu vou dar um jeito de ficarmos juntas de novo. Fique calma.

[...]

Ela podia ser péssima em muitas coisas, mas era a melhor na defesa, ou melhor, na arte de esquivar e contra-atacar.

– Filhotinho! Você ficou boa. — Uma de suas parceiras disse. — Vem me atacar garota.

– JÁ CHEGA! Estão dispensadas hoje. — A chefe havia as liberado.

Todas se retiravam do lugar apressadamente.

– Exceto você Camille, você é minha.

As garotas riam de deboche da outra. Incrível como elas eram irritantes.

– Me ataque. — De repente Ayla pediu.

– O quê?

– Me. — Segurou meu punho direito e fez chocar levemente contra seu abdômen. — Ataque.

– Não, eu... Não posso.

– E por quê?

– Não é certo!

– Não é? E por quê?

– Você é minha superior, e isso é contra as regras. — A garota não notara mas sua mão ainda estava no abdômen da mais velha.

– Sua amiga também nos atacou e nem por isso ficou se remoendo. Vem logo.

A outra se afastou rapidamente, tentou dar um soco na mais velha, mas a mesma segurou seu punho.

– Um ataque óbvio não funciona conosco. Você sabe bem melhor que todas nós, como você consegue se esquivar e usar o ataque do seu inimigo ao seu favor? Você não consegue nem mesmo dar um soco descente. — Ralhou com a mais nova.

A garota parecia ter ficado ofendida pois agora atacava sem se conter. Quando estava ficando próxima a mais velha foi surpreendida por uma esquivada dela e poucos segundos depois a mais velha se encontrava atrás da garota.

– Precisamos melhorar isto. — Camille segurou.

– O quê!

– Você ainda não é rápida o suficiente.

Camille estava de frente para a mais velha que lhe lançou um sorriso. Fitou os orbes brilhosos da mais velha, como eram lindas. Ficou encabulada por tal pensamento de novo. Ficou de lado para a morena mais alta, seus olhos não tinham coragem de mirar nada que não fosse o chão.

– Me desculpe por isso. — A voz de Ayla lhe tirou a atenção de se desatentar dela. — Sabe, seu pescoço ficou bem marcado. — Quem ficou vermelha agora era a chefe.

– Não tem problema, assim fica claro que eu tenho "dona" — Frisou dona e usou as mãos para fazer as aspas.

– Oh! Sim. — Coçou a bochecha e pensou em dizer algo, mas a garota que virou em sua direção tropeçou no próprio pé.

Seus ótimos reflexos nunca deixariam nada cair no chão, muito menos uma pessoa, e principalmente, aquela pessoa, mas sua destreza não contava que seus cadarços estariam soltos e que ela pisaria em um deles. Nada pôde fazer nada a não ser evitar que a cabeça da mais nova batesse no chão. Caiu por cima da outra, seu corpo estava até que bem apoiado no chão, quando pôde inclinou seu corpo para trás e deu de cara com os olhos mais bonitos que já vira, e a dona deles estava bem ali. A sua mercê. Um sorriso involuntário dançou por alguns segundos em seus lábios até ver o rubor no rosto da outra. Agora inclinava-se sobre a garota, seus lábios quase roçando...

– CHEFE! — Um furacão moreno adentrou o local neste momento.

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem seus reviews... Mary H. Ewing