7 Maldições

11 Diário Revelado


Notas iniciais
Capítulo até que original. Desculpem minha demora meninas, mas a faculdade está de volta. E com tudo. Programação é incrívelmente complicada.

[...]

– Kalevra, você disse que gostaria de ajudar? Por que? — Regina ainda estava desconfiada da garota, mesmo Ruby insistindo que ela era uma boa garota.

– Eu conheço um pouco dessas coisas. Como já disse, uma mulher há muito tempo tivera seu amado atingido em minhas terras por esta maldição.

Regina estava cansada.

– Eu estou muito cansada. Estou na verdade desgastada.

– Eu compreendo que deve ser bem difícil mesmo. A loira é uma mulher muito corajosa. E do jeito que pareceu ser, vai se livrar destas maldições.

– Fiquei curiosa sobre esta mulher a qual você está se referindo.

– Bom, ela era uma camponesa muito gentil. O amado dela também.

Regina decidiu por confiar na garota, subiu sem mais nem menos ao quarto tomando o diário das mãos, para descer e dar de com Ruby fuçando sua dispensa.

– RUBY!!!

– Ai! Que droga Regina! — Ruby coçou a cabeça. — Estou com fome.

– Forno. — Apontou para o eletrodoméstico. — Cupcakes.

– Ai que bom!

Regina antes mesmo de dizer alguma coisa viu os olhos da garota se arregalarem com o susto.

– Onde você conseguiu isso? — Rosnou para a prefeita.

– Um amigo. — Estranhou o barulho emitido pela garota, se preparou para qualquer coisa. Ruby que comia um cupcake parou e ficou ao lado da garota loira.

– Ele roubou então! Esse diário vem das terras de onde vim. — Kalevra avançou para próxima da prefeita, não sem antes ser paralisada pela mesma.

A prefeita mantinha o feitiço por precaução. A loira estava irritada mesmo.

– Como assim Kalevra?! — Ruby se adiantou, não estava entendendo nada.

– Me solta!!!

– Solto se você prometer se comportar. — Regina disse sem alterar suas expressões.

– NÃO SOU CADELA!!! Me solta!!!

– Tudo bem, mas não me ataque.

Regina a livrou do feitiço. Viu o olhar irritadiço da mesma sobre si, mas não recuou, não era mulher de se submeter a nada.

– Gostaria de saber como seu amigo conseguiu isso. Este livro, ou melhor, diário é uma raridade. O único relato deste encantamento.

– O único?

– Sim. O único. E vir parar aqui é suspeito.

Regina olhara para o diário, abriu e mostrou as páginas em branco para a moça.

– Me diga uma coisa. O diário é realmente assim? Trechos? — Regina indagara. — Ele só se mostra...

– Perante o desespero. Isso são instruções para humanos. Não para nós, os Canis.

Viu uma faca sobre a mesa e fez um pequeno corte, Ruby tomou a faca de suas mãos e tentou impedir o filete escorrer mais. Regina se moveu apenas para que a menina tomasse o diário de sua mão e deixasse com que seu sangue escorresse sobre uma página.

– Você está manchando o diário garota. — Agora era Regina que ficara estarrecida com a ação da garota.

– *Quotidieapparentibus.– A garota disse e as gotas de sangue foram sugadas pelo diário, pois não havia mais vestígios dele.

– Que merda aconteceu?! — Ruby se assustou e se afastou tanto da garota quanto de Regina.

Regina se assustou com o que aconteceu logo a seguir. É como se o Diário de Wilma houvesse se revelado. Todas as páginas foram preenchidas por palavras e desenhos. Era uma feiticeira, mas mesmo assim aquilo era demais para ela. Largou aquilo no chão e se afastou. Viu a garota tomar o diário em suas mãos.

– Não se assustem, o diário é especialmente para pessoas do meu povo. Vou explicar-lhes uma coisa. Isto foi ocultado por sangue Canis, e só um sangue do meu tipo poderia revelar todo o diário. Os humanos só tem acesso ao que precisam saber. A explicação sobre cada maldição. Toma. Você vai precisar disso para salvar sua namorada.

A garota entregou diretamente nas mãos da prefeita.

– Mas...

– Será bom que isso não saia de sua mão. Porque quando tudo isso terminar eu vou levar ele comigo. Ele não foi feito para ficar aqui.

A loirinha pegou Ruby pelo pulso e a puxou para fora da casa, deixando a Evil Queen outrora sonolenta bem confusa e sem sono algum. Folheou o diário e encontrou alguns esboços de desenho e o diário bem detalhado.

E uma coisa que chamou atenção. Anteriormente o amado é tido como homem, mas agora, é uma mulher e tem até um desenho muito bem feito da mulher a qual Wilma é apaixonada de acordo com seu diário. Avançou para a terceira maldição. Que agora possuía muitos detalhes.

"A Terceira Maldição: A maldição do esquecimento. Os relatos aos quais minha querida amada me dera em relação ao local, são: Trata-se de um grande bosque com árvores carregadas de frutos. Um lago cristalino no centro do local. E uma perigosíssima, sim, muito perigosa mesmo. Uma porta de cristal. É importante saber que o amaldiçoado não deve tocar esta porta. Se tocar, todas as memórias adquiridas serão apagadas da mente daquele que a tocar. Torça para que seu(ua) amado(a) seja mais inteligente do que a minha foi.

Elena é uma cabeça dura, eu converso com ela e parece que ela consegue me ouvir, mas quem disse que ela me ouve. Parece que quando se toca o vidro, além da perda de memória, a ligação que você estabelece com seu amado é perdida. Diga ao seu amado que não deve em hipótese alguma tocar a porta de cristal sem que ela se abra. O amaldiçoado deve comer o fruto correto em meio as árvores carregadas. Uma das frutas é o que vai quebrar a maldição, abrir a porta e fazer com que o amaldiçoado retome suas memórias. Todas elas.

Não há problema algum em comer os frutos. Após a maldição ser quebrada, a interação entre vocês será restabelecida e ficará muito mais forte. Prepare-se."

A prefeita ficara de boca aberta, conhecia bem artefatos mágicos, mas nunca havia visto um artefato daquele tipo. Notara que além dos escritos, parecia haver um escrito diferente ali. Diferente da letra dela. Wilma.

**Loremipsumstatua.– Pronunciou sem se dar conta do que aquelas palavras fizeram.

[...]

– Agora você vai se ver comigo Emma. MUAHAHAHAHAHA. — Irina confiante apontou para a bola de cristal.

Iria esquentar o máximo que podia aquele lugar para que finalmente a loira encostasse na porta de cristal. Olhou confusa para as mãos em sinal de indagação, não entendia. Seu feitiço não estava funcionando.

Observou os movimentos seguintes da garota loira, ela saía da água. A mesma estava aliviada com o clima que agora parecia normalizado. O que aconteceu? Não sabia. Até que um flash de memória lhe atingiu em cheio, mas duvidava que isso poderia acontecer.

Moveu suas mãos e a bola de cristal mostrou imagens da mansão da prefeita, mas não achava ser possível que acontecesse, pois tinha certeza que a única hipótese de que o que temia havia acontecido era mínima.

Dava para ver aquela megera da Regina manusear um livro de capa escura, não havia nada escrito, mas seu medo se confirmou quando viu a outra falar.

LoremIpsumStatua? Se bem me lembro de algumas aulas que significa algo como libertar. Preciso pesquisar.

A prefeita saiu das vistas da loira que ficou vermelha de tanta raiva. Usou sua magia para quebrar grande parte da sala, menos a maldita bola de cristal. Agora não tinha mais poder sobre a garota.

– COMO AQUELE MALDITO LIVRO SAIU DA TERRA DOS LOBOS??!!! MATAREI KALEVRA E TODA SUA ESPÉCIE DEPOIS DE CONCLUIR MINHA VINGANÇA!!! — Estava possessa de tanta raiva que sentiu.

Agora era apostar tudo em Griffin, seu outrora desajustado e nada atraente escravo. Era bom que ele fizesse o que ela havia mandado ou se não a mulher daria o mesmo fim que daria às lobas.

– Nada irá me impedir de obter minha vingança. Matarei Regina e Emma quando tudo isso terminar. E A ALMA DE EMMA VAGARÁ PELA ETERNIDADE DENTRO DA MALDIÇÃO!!! MUAHAHAHAHAHAHAHA. SEM ESPERANÇA!!!

"- Minha senhora! — A voz irritante de Griffin saíra da bola de cristal."

– Fale imprestável criatura!! — Fitou-o com seu melhor olhar sanguinário.

O rapaz engoliu em seco, mas antes de cogitar a possibilidade de interromper sua conversa com a sua senhora, ouviu outro "FALE SEU IMBECIL!!!" que foi obrigado a dizer.

– Minha senhora, o mapa indica que o artefato está em um antiquário e não com a prefeita.

– E QUAL É O PROBLEMA?!!!

– Er... Rumplestiltskin minha senhora.

Aquela informação era nova, então o senhor das trevas havia se apossado do artefato.

– Velho miserável não basta ter ajudado Wilma com seu diário, agora se apossa do... ESPERA AÍ!!!

Então agora tudo fazia sentido. Fora ele que dera o livro para Regina. E agora ele estava em posse do artefato, a bússola.

– Eu não esperava menos do Ser das Trevas... Se é guerra o que Rumple quer, é o que terá.

– Eu não posso com ele minha senhora, o que farei eu?

– Rumplestiltskin tem duas fraquezas. Uma delas eu posso encontrar, a outra meu querido será por sua conta. A Adaga do Ser das Trevas. Não sei onde atualmente está, mas tenha certeza que ela está na cidade. Procure-a, ela é muito poderosa.

– Sim, minha senhora.

O rosto do outro sumira da bola de cristal.

– Hora de trabalhar. — Irina deu seu melhor sorriso diabólico para ninguém, mas mesmo assim seu melhor sorriso diabólico.

[...]

Eu estou com muita fome, e essas frutas parecem deliciosas. Vou comer delas. Levantei da relva, e me encaminhei para uma árvore qualquer e peguei uma maçã que parecia suculenta. Muito suculenta mesmo. Esperei um bom tempo para qualquer indício da voz de Regina soar no lugar e nada. Não pude me segurar mais, dei uma bela mordida na maça, e realmente ela era suculenta. Doce, tão doce quanto...

– O beijo de Regina.

"Meus pés me levavam para dentro da floresta, o lugar que eu menos aparecia para atender a algum socorro, mas uma ligação de um desconhecido pelo menos para mim, dizia que a prefeita havia sido sequestrada e estava na floresta.

– Regina. — Andei em direção da clareira com a arma em riste. — Regina! FALA COMIGO!

Quando cheguei a clareira, não havia nada, além de uma toalha quadriculada de branco e vermelho. Estava confusa. Foi quando lábios encostaram ao pé de seu ouvido lhe tirando qualquer pose, fazendo ela sorrir.

– Xerife Swan... — Regina como de costume, mesmo mais íntimas, este costume prevalecia.

– Regina. Que susto me deu, pensei que era verdade desta vez.

– Queria te ver hoje, me perdoe te tirar dessa sua correria de salvar gatos de árvores e vigiar o Leroy na delegacia. — Sarcástica como sempre.

– Sabia que seu sarcasmo é incrivelmente sexy? — Guardou a arma no coldre de novo e se aproximou da outra, como se fosse... Beijá-la.

– Hey Swan! Não lhe dei intimidades para tal coisa. — Reclamou a prefeita que virou-se de costas para a xerife, estava rubra.

– Ah! Regina, qualé... — Entrou na frente da outra, só agora se deu conta da cesta que carregava. — Sei que a gente só está saindo, mas eu... Queria experimentar só isso. Saber como é. Com você.

Foi gentil como era desde que saíam juntas, tomou a cesta da mão dela e foi em direção da toalha. Regina se sentou ao lado da xerife que sorriu de volta.

– E a propósito, você é linda. — Emma elogiou recebendo um tapinha no braço em "repreensão".

– Emma.

– Que é, não posso nem te elogiar?!

– Pode...Han... Não. Que dizer...

– Você fica linda corada. — Começou a esvaziar a cesta.

– EMMA.

– Que foi? É verdade. Na verdade você é linda de qualquer jeito.

O rosto da morena ficou vermelho. De vergonha é claro.

– Emma?

– Sim querida.

– Eu também...

– Também?...

– Quero saber como é te beijar. — Virou o rosto, mas era tão visível sua vergonha.

Emma com um sorriso de orelha a orelha segurou o rosto da prefeita entre os dedos e lhe cobriu os lábios macios e vermelhos com os seus igualmente macios, mas rosados. O estômago da prefeita encheu-se de borboletas, aflitas para saírem. Fechou os olhos para aproveitar melhor aquele contato que é claro se aprofundou graças a loira, pois a prefeita somente aproveitava o toque. A língua quente da xerife apossou-se da língua da prefeita que apenas permitia o contato íntimo. Torcia para que aquele momento não acabasse. Sua vontade de retribuir a loira era tanta, mas sentia-se anestesiada. Tão anestesiada que nem mesmo se moveu quando a loira deitou-se por si. Estava aproveitando o máximo que podia. Até que sentiu um toque na sua coxa interna direita o que a fez acertar um tapa na cara de Emma, além de interromper o beijo delicioso.

– Abusada.

– Valeu a pena... Ai Regina! Seus tapas doem.

– São pra doer mesmo. — Virou sua face para o lado oposto, logo tocando os lábios. O sorriso bobo surgiu."

– Regina. — Emma tocou seus próprios lábios.

[...]

– Emma. — Tocou seus lábios recuperada da lembrança que acabara de ter. Estranhamente parecia ser algo compartilhado. Como se Emma também tivesse estas memórias.

Notas finais
Espero que tenham curtido gatas e... gatos? HAHAHAHA' Dois Beijos. Mary H. Ewing