Notas iniciais
Este capítulo é um dos capítulos mais importantes, pois ele explica alguns fatos que já ocorreram de forma um pouco mais detalhada. Espero que vocês gostem deste capítulo garotas. OBS.: Mudei meu Nick por conta de uma mudança necessária, pois eu e minha irmã precisamos manter nossos nomes originais como autoras. Então agora me chamo: MARY H. EWING

[...]

– Emma, mantenha-se firme. — Quão tolo era o pensamento pronunciado por minha boca. — Preciso descobrir como sair daqui. Quero ver Regina.

Meu corpo estava tão relaxado naquele lago. Meu estômago estava começando a roncar. Acho que estava com fome. Será que aquelas frutas eram confiáveis? Não sabia. Como eu faria para comer agora? Decidi esperar a voz de Regina me guiar.

[...]

Regina se sentia cansada de verdade, estava esgotada. Sentia fome, mas não sabia o que realmente atendia primeiro. Estava tão obcecada para ler aquele diário. Só faltavam cinco maldições e isso lhe dava mais força para continuar. De acordo com aquele livro essa maldição parecia ser mais complicada do que achava. Se tratava de uma armadilha para o amaldiçoado.

"A Terceira Maldição: A maldição do esquecimento. Os relatos aos quais meu amor me dera em relação ao local, são: Trata-se de um grande bosque com árvores carregadas de frutos. Um lago cristalino no centro do local. E uma perigosíssima, sim, muito perigosa mesmo. Uma porta de cristal. É importante saber que o amaldiçoado não deve tocar esta porta. Se tocar, todas as memórias adquiridas serão apagadas da mente daquele que a tocar. Torça para que seu(ua) amado(a) seja mais inteligente do que o meu foi."

'- Acho melhor eu arrumar uma nova namorada. Já deve ter perdido as memórias.' — Riu com o próprio pensamento.

– Preciso dormir, estou exausta. — Suspirou em seu cansaço.

O livro tombou no colchão macio. Estava mais exausta do que com fome, decidiu que se dormisse agora, poderia ficar mais ativa na recuperação.

Sabia que também deveria pensar em como se vingar de Irina. Estava indignada pelo que a outra lhe fez. Sabia que merecia todo o mal que havia feito contra aquela mulher, mas descontar em Emma não era justo. Sabia que a mesma havia feito para atingi-la, mas o que mais ganharia por isso? Algo lhe dizia que tinha algo a mais, mas não tinha ideia do que poderia ser.

Ruby falou sério mesmo quando disse que estava vindo, ouvi a campainha tocar, o silêncio foi embora tão rápido que se sentiu frustrada. Seu corpo esguio de curvas marcantes estava pesado de cansaço, e em um só movimento se ergueu do colchão e ficou sentado sobre a cama, durante o que pareceram minutos, talvez horas. Uma terceira lembrança...

"- Xerife Swan! Que surpresa, não a esperava, Henry está dormindo. — Foi educada, mas estava cansada, ou seja, não duraria muito.

– Eu sei. — A voz era de tom indecifrável para a prefeita.

– Parece que não, mas estou exausta, então se sabe que Henry não está acordado, então desejo-lhe uma boa noite de sono. — Sua paciência estava por um fio.

– Regina, é com você que quero falar. — Emma lhe lançou um olhar de desespero, parecia querer dizer algo, mas não dizia, sabe Deus porquê.

A xerife adentrou a casa sem a permissão da prefeita. O que fez com que a morena fosse bem irônica...

– Sinta-se em casa. — A prefeita estava mesmo começando a se irritar, mas decidiu relevar seu estresse para o bem de seu humor. — Emma pode me dizer logo o que você tem para falar comigo. Estou realmente exausta.

– Eu... — Não saía de sua boca. — Não... Consigo dizer. Tenho medo.

Regina revirou seus olhos, a outra além de atrapalhar seu descanso não dizia o que queria, aquilo lhe fazia sentir raiva. Ia mandar Emma embora. Quando foi surpreendida.

– Por Favor! Eu não consigo te dizer, mas não me mande embora, talvez eu nunca mais tenha coragem de até mesmo pensar nisto.

A morena não aguentava mais, mas para que não perdesse o controle resolveu por oferecer a outra uma taça de cidra. A loira aceitara, precisava mesmo. Por que será que era tão difícil o que ela queria dizer?

Pegou duas taças na adega particular de seu escritório e voltou á sala onde encontrara a loira a examinar seus porta-retratos em alguns móveis. Estranhamente ela tinha uma foto em mãos, ficara observando os movimentos da loira.

– Xerife Swan. — Chamou delicadamente, fazendo a outra se assustar e por a foto novamente em seu porta retrato, a outra rira da atrapalhada xerife fazendo isto.

Regina se aproximou de onde a loira estava, vira a moça ficar corada por ter sido pega em flagrante. Olhou para o retrato o qual a outra havia pego. Era uma foto sua, claro... Tirada pelo pequeno Henry, ainda que foto fosse tirada de um ângulo e uma distância consideravelmente boas, o menino havia colocado três dedinhos em frente a câmera, mas a foto era uma recordação de seu filho com sua primeira fotografia.

– Henry tirou uma foto de mim. Mesmo com os dedos atrapalhando a imagem resolvi ficar com ela, afinal era uma lembrança dele a ser preservada.

– É uma linda foto.

Regina corou perante o elogio. Entregou uma taça a xerife que aceitou prontamente. Bebericou de sua taça mais um pouco, seu cabelo liso teimava em cair frente ao seu olho algumas vezes, mas o que a fez talvez ficar mais corada do que antes foi o ato da loira lhe prender as poucas mechas que lhe tampavam o olho serem colocadas atrás da orelha novamente.

A moça loira tomou um pouco mais da cidra, quando colocou a taça em cima do descansa copo sobre a mesinha de centro da sala. Respirara mais algumas, precisava contar, mas parecia lhe corroer, afinal sua decisão seria tomada por conta do que a prefeita lhe dissesse.

– Regina. Eu preciso te dizer que... — Pensara no que diria, mas travava em sua garganta, fazendo a prefeita ficar ansiosa pelo que diria. — Eu não consigo dizer.

– Oras, e que dificuldade toda é esta de me dizer o que veio para me dizer?

– Meu medo não permite isto. Droga!!!

– Medo de quê?! — Desesperou-se em perguntar por conta de sua ansiedade.

– É tão ruim assim?! — Novamente o mesmo tom foi usado pela morena.

– Não. Para mim não.

– Diga então, está me deixando curiosa. Vamos diga.

– EU GOSTO DE VOCÊ! — Deixou que saísse de uma vez. Sentiu tanta vergonha que correu para a porta no mesmo instante.

Estava tão concentrada em sair rápido da casa da prefeita que não notou que uma mão segurou seu pulso antes de passar pela porta. Olhou para trás e sentiu seu rosto queimar de tanta vergonha que estava sentindo neste momento.

Viu o rosto da prefeita ficar confuso, mas estava concentrada em sair dali. Queria sair dali e enfiar a cara no buraco mais fundo que encontrasse. Pensava não conseguir mais olhar para a prefeita.

– Mas isso não é bom? Afinal se você gosta de mim, será mais fácil nossa convivência em relação ao Henry. — A prefeita na visão de Emma parecia não ter entendido o que a loira tinha dito.

– Você não está me entendendo Regina.

– Então me explique. — Parecia tão simples para ela.

– Eu... Eu... Eu gosto. De você. Só que não é do jeito que você pensa. — Viu a expressão da prefeita ficar mais confusa. — Eu gosto de você e te desejo, como mulher.

– Oh! — Escutou a outra soltar. — Emma, eu... Nunca estive com outra mulher. Não deste jeito.

– Eu sei, eu só achei que você deveria saber disto, antes de eu partir.

PARTIR? Como assim?!

– PARTIR?! Para onde? Por que?

– Eu decidi ir embora, será melhor para todos que eu vá. Agora que não há mais ameaças por perto. Já cumpri minha parte. Eu irei amanhã de manhã. Só que eu precisava vir aqui lhe dizer isto e lhe entregar isto.

De seu bolso retirou o distintivo e de sua perna o coldre que portava sua arma. Quando a prefeita pegou o distintivo, esbarrou sua mão na de Emma. O contato lhe fez bem. Como se uma sensação boa corresse agora por seu corpo. Segurou a mão que fez com que a outra se virasse para a prefeita. Frente a frente agora.

Emma deixou com que a arma caísse no chão, pegou a outra mão da prefeita e juntando as duas beijou-as com o carinho que sentia. E fez algo impensável para qualquer um. Abraçou a prefeita com o mesmo sentimento de carinho que sentia pela mesma.

Regina se sentiu leve com isso e por alguns instantes sentiu que poderia voar, como se todo o mal que fizera fosse perdoado por aquele abraço carinhoso. Como se todos os seus pecados fossem expiados, um abraço de misericórdia. NÃO! Era mais que isso, era como se além de perdoada aquele antigo sentimento lhe fosse devolvido. Seu peito explodiu em felicidade, mas isso não durou muito. O abraço havia sido desfeito. Permitiu-se observar os orbes esmeraldas da xerife. Humanidade era o que enxergava ali, carinho e compreensão. Sem pressão alguma.

– Emma. — Aquilo alegrou por alguns instantes a xerife, raras ocasiões ouvia Regina lhe chamar pelo nome, e a grande maioria era para lhe insultar.

– Regina. Melhor eu ir.

– Fica. — O pedido ultrapassara seus lábios. — Por Favor.

Fechou a porta atrás de Emma. E a levou pela mão até o sofá. Abraçara Emma com sua força e deitou seu rosto no ombro da outra que segurou a rainha com força. Como se impedisse sua fuga.

– Enquanto me quiser com você, ficarei. — Anunciou.

E sua decisão de ir embora fora revogada, enquanto o "para sempre" durasse."

A campainha tocava insistentemente agora. Bufou, mas aquela lembrança estava fresca em sua mente, e sua xerife lhe causava mais saudade. Levantou da cama e andou para o andar de baixo. Para dar de cara com Ruby e uma jovem loira. Ela usava uma roupa surrada e um tênis mais surrado ainda.

– Diga Ruby, eu estou cansada e com fome. E preciso ajudar minha namorada. — Regina aparentava estar mesmo cansada pois falava com um arbusto, nem mesmo vira quando as duas lobas adentraram sua casa ignorando-a.

– Ok! Mas eu preciso de um bom tempo, para te contar isto. Com certeza vai te ajudar a desvendar muitas coisas. — Regina virou de novo para dentro de casa. — Esta é Kalevra, a propósito. — Apresentou a loira ao lado dela.

– Kalevra? Bom, vamos a minha cozinha. Podemos comer alguma coisa.

Regina notou que a moça lembrava muito a Emma, talvez pela presença marcante, de forma errada é claro, mas marcante. Olhou para a mesma e ela tinha algumas cicatrizes visíveis.

– Sentem-se. Vou fazer algo para nós. — Regina bocejou. O cansaço estava acabando com ela. — Desembuche Ruby.

– Ah! Ok... Por onde começo Kalevra?

– Se quiser eu mesma posso contar. — A menina indicou-se um tanto tímida.

– Tudo bem por mim. — Ruby começou.

– Ontem de manhã...

"- Finalmente, chegou o dia. Ayla, Kalevra, Kia, Emily e Zira. Vocês virão comigo. Vamos finalmente buscar a bússola e voltar para a nossa terra encantada. Chega do mundo humano.

– Senhora, o mapa diz que a bússola se encontra exatamente neste local em Storybrooke. — Foi o que Griffin disse.

– Ótimo. Dê-me isto imprestável.

Eu nunca me aliei á ela de verdade, só treinava, sofria e... Matava. Para que ela ficasse longe de minha mãe. E das outras crianças do vilarejo.

– Vamos. — Nós cinco nos afastamos das outras garotas.

– Senhora. — Eu me anunciei. — Eu gostaria de pegar uma coisa em meus aposentos.

– Vá Kalevra. E volte o mais depressa possível.

Corri em direção ao meu quarto, mas na verdade queria ir a outro lugar. Minha sorte que encontrei quem eu queria encontrar. Camille.

– Ei.

– Kalevra. Eu fiquei sabendo pelas veteranas que você foi escolhida para ir...

– Camille! Presta atenção.

– O que foi Kale?

– É hoje. — Vi as expressões dela tornarem-se em pânico desmedido. — Calma Camille, você ficará bem. Quando eu conseguir destruir aquela desgraçada, volto pra te buscar e poderemos voltar para casa.

– Mas...

– É necessário Camille, você não quer ver suas irmãs e sua mãe?

– Sim, mas...

– Não fique com medo. Quando menos esperar tudo ficará bem.

– Mas a meninas irão continuar me perseguindo.

– Não seja covarde! — Camille recuou um passo. — Quero que vá ao meu quarto e fique com uma coisa minha. Mas lembre-se, você só usará se for mesmo necessário.

– E o que é?

– Eu não posso dizer, quero que vá no meu e use minha chave para abrir a gaveta. Há uma pequena bolsa com um desenho de uma gota. Pegue, você saberá o que fazer com ele.

Olhei de novo para ela, e ela estava em choque, como qualquer um que recebe uma missão e sabe que se não executar direito a culpa cairá sobre ela. Ela me abraçou com tanta força que eu quase fraquejei, sabe... Ela é como uma irmã mais nova.

– Se algo me acontecer, tipo... Se o pior acontecer e eu... Você sabe. Fuja daqui o mais breve possível com o que mandei que pegasse da gaveta. — Tirei finalmente a chave da corrente que estava em meu pescoço e lhe entreguei. — Camille, você me escutou?

– Sim.

– Fique atenta, se o pior acontecer, quero que fuja para o mais longe que você puder e evite encontrar qualquer tipo de criatura mágica sob os comandos dessa megera.

– Boa sorte Kale.

– Eu gosto desse apelido idiota apesar de tudo.

– Kale, leve isso com você. — Ela me deu um frasco.

– Para quê serve?

– Se você sair da tal cidadezinha encantada, você não poderá usar seus poderes, isso lhe dará vantagem sobre seus perseguidores, caso eles saiam do limite e você precise se transformar.

– Obrigada.

Eu a abracei e ela me abraçou de volta.

[...]

– Peguem-na. — Aquela bruxa ordenou.

Kia foi a primeira a ir atrás dela, afinal era uma megera, assim como o Irina. Vi a loira de jaqueta vermelha correr rapidamente. Ela disse ser algo da mulher que 'viemos' pegar, a Rainha Má, pois de acordo com o mapa estava em posse dela. A outra mulher a qual possuía havia morrido. A Rainha de Copas. Ela disse que isso era perfeito, ela iria se vingar da tal Rainha Má.

A loira disse que era namorada dela e Irina disse que assim como a Rainha a fez sofrer a perda do amor da vida dela, ela iria fazer a outra sofrer acabando com sua namorada com as Sete Maldições. Esperei que finalmente Emily, Zira e Ayla se afastassem o máximo possível. Aquela hora era perfeita. Mas algo não deu muito certo.

– Se você fizer isto Kalevra, não terei outra escolha.

Eu estava em minha forma lupina. Essa era minha única vantagem. Ela moveu as mãos em direção a mim, e seja lá que droga ela tenha tentado, não funcionou. Eu parti para o ataque e a desgraçada apenas se moveu do local, eu mordi apenas a bainha do vestido da megera, arranquei aquele pedaço de tecido do vestido. Logo larguei. Quando dei por minha conta a filha da mãe tinha nos transportado para o local onde aquelas lobas pegaram a loira e a encurralaram. Zira estava ferida, a loira era bem forte, mas Ayla e Kia em conjunto com Emily eram mais.

– Saúdem a traidora do sangue precioso lupino de vocês, ela tentou me matar.

Ouvi o rosnado de Kia para mim, não me intimidei e arreganhei os dentes. Nós entramos em batalha, e bom. Ela é mais forte que eu fisicamente, é óbvio que me machucou. Eu fiquei entre a inconsciência e a consciência. Vi quando Irina pôs a loira sob a maldição.

Dizem por aí que especificamente esta maldição é muito perigosa, dizem que quando se é posto sob ela, se não for liberto da primeira maldição rapidamente, ele pode morrer. E nem mesmo o beijo de amor verdadeiro pode salvá-lo.

Quando dei por mim, estávamos novamente no local em que fui abatida, a megera, minhas companheiras, a loira e eu. A filha da mãe nos transportou para lá com magia, novamente. Eu vi minha chance de reagir, correr quando a desgraçada dissera a loira que nunca iriam acordá-la. Quando de repente um cara, apareceu com uma espada na mão alegando ser o pai da loira. Bom, ele não durou muito na mão de Irina, ele caiu por cima da filha, parecia querer protegê-la.

Comecei a voltar a minha forma normal. E isso não era bom. Mas para minha sorte as outras também voltaram. Que sorte! A única que daria trabalho na forma humana era Ayla. Levantei e acertei meu melhor gancho de esquerda em Kia, derrubei Emily a fazendo bater contra uma árvore e como Zira estava desmaiada, não era um problema.

Nunca tinha corrido tão rápido em toda minha vida, corri o mais rápido que pude para longe dali, ouvi quando a desgraçada, mandou Ayla vir atrás de mim. Esqueci que Ayla era corredora, afinal era uma das caçadoras dentre nós. Senti seu peso sobre mim. Olhei para minha costas lá estava ela.

– Ei Kalevra! Acho que seu fim está chegando.

Merda! Era meu fim mesmo. Ela arrancou um canivete do bolso e segurou firme em suas mãos. Pedi aos céus que ela fosse rápida. Pra eu não sentir dor.

– Mas não será hoje. — Ela fincou o canivete bem próximo do meu rosto. — Corre! Voe se puder, vou confiar em você. Cuidarei de Camille. Agora vai embora e só volte quando souber como destruí-la.

– Como você...? — Eu estava confusa.

Ela se levantou das minhas costas e me deu a mão.

– Isso não interessa, vai logo. Eu me viro com ela. — Ayla me lançou seu sorriso mais confiante.

– Mas ela é sua mãe.

– Esse monstro não é minha mãe. Ela já foi minha mãe. No passado.

– Por que?

– Por que o quê garota?

– Por que está me ajudando?

– Minha mãe morreu há muito tempo, só restou essa mulher. Que tipo de pessoa manda a filha matar outra pessoa por diversão? Agora pare de fazer perguntas e suma daqui. Antes que eu mude de ideia.

Eu recuei alguns passos. Pude ouvir as outras chegando.

– Obrigada. — Mas antes de ir. — Me promete, que vai mesmo cuidar de Camille. Por Favor!

– Vou.

Não vi mais nada, sumi dali. Tenho certeza que elas ainda não estavam recuperadas, então seus sentidos estariam bem confusos, e eu poderia escapar facilmente."

– E foi isso. Eu não sei mais o que aconteceu. — Se levantou da cadeira em que estava sentada. — A loira está viva, não é?

– Sim, mas foi por pouco. — Regina antecipou uma provável pergunta.

– Você é a mulher a qual Irina está tentando matar. A Rainha Má.

– O "Má" foi apagado de meu título há algum tempo. — Sorriu. — Espero que goste de chá.

– Eu prefiro chocolate quente. — Ruby disse.

– Então volte para a lanchonete, oras. — Regina revirou os olhos, fazendo a loirinha rir de Ruby.

– Eu gosto muito de chá. — Olhou para o chá mas de repente uma tristeza estampou em seu rosto, tomando a atenção das duas morenas. — Sinto falta do chá de minha mãe. — Sorriu triste.

– De que terra vem? — Regina perguntou não tão interessada quanto Ruby, somente para distrair a menina dos pensamentos tristes.

– Venho de uma terra bem longe, mas desconheço o nome, mas sou filha do grande lobo branco, o antigo rei do vilarejo de Fhair.

Regina começou a pensar, já ouvira histórias com este nome. Fhair. Rumplestiltskin havia lhe dito que haviam reinos muito mais distantes, que sem a bússola era impossível de se alcançar, e o vilarejo de Fhair era localizado em uma terra muito distante, até mesmo o chapéu de Jefferson poderia ser inútil a tentar chegar lá.

– Fhair... Sei que já ouvi histórias sobre seu vilarejo.

– Em minhas terras em um outro vilarejo, houve uma mulher que se opôs a deixar seu amado para trás e foi posta sob a mesma maldição por Irina. Por sorte um velho lhe auxiliou de início no que deveria ser feito para salvar o tal homem. Ela era da mesma espécie que eu, enquanto ele era apenas um humano. Ninguém sabe como ele foi parar em nosso mundo. Mas são histórias que minha avó me contava quando eu era pequena, bem pequena mesmo, quando ia visitar a mim e a minha mãe.

Regina ouviu essa parte curiosa, algo lhe despertara. Achou bem familiar aquela história, bem familiar mesmo.

– Nossa! Isso você não me contou. — Ruby se dirigiu a outra.

– Que tal tomarmos o chá?

– Já que não tem outra coisa mesmo. — Brincou Ruby.

– Já disse que é só voltar pra lanchonete.

[...]

– Não consegui ajudá-la Branca, aquela mulher era muito forte.

David estava sentado na cama se lamentando por não conseguir impedir aquela bruxa de fazer mal a sua filha.

– Fique calmo David, nossa filha foi ferida e amaldiçoada, mas Regina está conseguindo reverter a situação. Nossa filha está reagindo.

De repente uma presença se fez por magia no quarto, era a figura de Gold.

– Rumplestiltskin! — David já ia se levantando de sua cama. — O que faz aqui seu...?

– Ora! Ora! Sei que não gosta de mim, mas sou eu quem está ajudando sua norinha querida a salvar sua filhinha preciosa. A princesa Emma. — Lembrou realmente seus velhos tempos. — Preciso que me diga o que viu, para que eu possa prever o que estaremos enfrentando, e não faço da situação de sua filha.

– Como assim?! — Ainda estava bravo com o mesmo.

– Ontem senti presenças caninas e não falo dos cães da cidade. Me refiro a lobos. — Se especificou ficando apoiado sobre a bengala.

Eles fez uma cara de pensativo, sim, havia visto outros lobos em Storybrooke e estavam com aquela mulher que feriu a ele e a sua filha.

– Quando vi aquela mulher, havia lobos em volta dela. Pareciam lhe obedecer, dois deles estavam caídos. Só me lembro disso.

[...]

Aquela figura nova em Storybrooke despertou a atenção de todos, principalmente as mulheres as quais estavam suspirando por ele. Nada que não fosse normal com aquele corpo que recebera de sua senhora. Estava meio perdido. Uma moça lhe oferecera um café. Bom, ele tomara aquela bebida poucas vezes na vida, mas gostava dela. Resolveu escolhê-la. Enquanto esperava a moça retornar com seu café, ficou a observar a senhora que vinha de lá para cá atrás do balcão e a porta que ficava atrás do balcão. Provavelmente era a cozinha.

Aquela deveria ser a dona do lugar, ela era quem dava as ordens, provavelmente. Logo a moça que lhe atendera, voltara com seu pedido.

– Deseja mais alguma coisa?

– Bom. Não. — Viu a moça lhe lançar um sorriso simpático e já ir se afastando de sua mesa, quando. — Quero dizer, bom... Estou procurando os Lucas.

– Você está no lugar certo, aquela ali. — Apontou para a senhora que parecia mesmo ser a dona da lanchonete. — É a Granny. Ela é Lucas. Está procurando emprego?

– Como? Emprego? — Precisava disfarçar. — É... Sim, estou. Estou procurando um emprego sim.

– É só falar com ela.

– Obrigado.

– De nada. — Viu a mesma piscar para ele.

Ele gostou do gesto e piscou de volta para a moça que riu timidamente do gesto dele. Ele começou a tomar seu café e lembrou que deveria reportar a sua senhora o que descobriu. Como sempre a mulher lhe maltratara, mas já estava bem acostumado com isso. Ele era apaixonado pela bruxa, mas ela era inalcançável. Terminando seu café, pegou a bolsa a qual levava. Lembrara que sua senhora disse que ali tinha tudo o que ele precisaria. Ainda bem que a magia que sua senhora lançou nas moedas de ouro, transformavam as moedas no dinheiro do local. E por estarem naquela região da Terra e pelo que pode ver, eram dólares.

– Dólares. — Sussurrou para a sacola.

De repente todas as moedas se tornaram dólares. Foi encaminhando-se para o balcão. E a senhora brevemente parou para atender ao rapaz.

– Quanto lhe devo pelo café? — Perguntou.

– Cinco dólares garoto.

De dentro do saco retirou sua menor nota, vinte dólares, recebeu o troco da senhora e antes que a mesma pudesse sair segurou seu braço.

– Eu preciso de um emprego.

– Você é novo aqui, não é?

– Sim, é por isso que preciso de um emprego.

– Preciso de um balconista. Para cuidar do caixa.

– Balconista? Caixa?

– É garoto, sabe... Contar o dinheiro, vender e dar o troco para os clientes.

– Ah! Eu sou bom com números.

– Tudo bem, amanhã você começa.

– Obrigado senhora.

– Me chame de Granny.

– Sim, sim. Como a senhora quiser. Granny. Queria lhe fazer outra pergunta.

– Faça, mas rápido pois tenho pressa de voltar para a cozinha.

– Conhece algum lugar que eu possa me hospedar.

– Nesta mesma rua, mais a frente fica minha pousada. Não lhe perguntei... Qual é o seu nome garoto?

– Griffin.

– Tome esta chave, no chaveiro dela tem o número do quarto, bom depois discutimos o valor do quarto.

Griffin pegou a chave e foi em direção do local indicado. Seria bom, quem sabe a tal mulher aparecesse logo, poderia cumprir sua missão e voltar para sua senhora.

Notas finais
Aqui está como prometido, minha volta. Não pude resistir e tive que postar logo. ^^ Kissus da Mary H. Ewing