7 Dias Com Scorpius Malfoy

2 Livros em outra vida.


Notas iniciais
Oie pessoal. Eu sei, eu sei, demorei. Eu tinha prometido postar o capítulo à uma semana atrás, mas minha criatividade resolveu dar um passeio lá na Rússia, e tem outros motivos também, como : votar na MTV Movie Brow, terminar um livro ( que eu chorei pra caramba) e por fim as aulas começarem com tudo. Esse capítulo eu JURO que tentei fazer o possível pra ficar bom, mas néh... Ele é narrado pelo Scorpius. A música do cap. é: One More Night-Maroon 5 Link: http://letras.mus.br/maroon-5/one-more-night/traducao.html Booa Leitura amores :D Ahhhh obrigada à diva Elle Malfoy por comentar. Fiquei tão feliz ;)

Scorpius Malfoy

Leitores, há seis anos, eu encontrei uma garota sentada em um vagão de trem. Ela era linda. Com um corpo pequenino, de um aspecto frágil, parecia uma boneca. Possuía cabelo vermelho alaranjado, com algumas sardas aqui e ali, olhos verdes com um toque acinzentado como as gramíneas dos campos. Apaixonei-me. Apaixonei-me sem saber seu nome, sem saber de seus descendentes, sem saber absolutamente nada sobre aquela ruiva pequena. E afirmo que foi sim um “amor à primeira vista”. Um amor puro, inocente. Um amor de uma criança. Um amor sem consequências.

Porém (sempre tem um porém nessa vida, que maravilha!) eu não imaginava que ela seria filha de um Weasley. Mas isso não seria problema para uma criança. O verdadeiro problema foi que aquela garota pequena que eu descrevi ali em cima era (e é) uma esquentada. Lindo leitor sabe o que essa menina fez comigo?? Ela me enxotou do vagão do trem apenas por que eu falei:

— Ruivinha, apesar de você ser miúda ainda será a mãe dos meus filhos.

Okay, eu não a devia ter chamado de miúda e nem ter dito que ela teria que gerar meus filhos. Mas eu sou Scorpius Malfoy!!! Ainda que estivesse apaixonado não poderia dar um de bom moço e falar apenas frases românticas do nada. No entanto ela também não deveria ter me empurrado e gritado que nem uma louca. Eu até fiquei com medo. Depois eu sai chorando por que minha paixonite não me queria. E jurei que iria irritar a ruiva pelo resto da sua vida.

E depois de passado seis anos, ainda irrito-a. Muito. E, ainda a amo.

Cara isso foi gay. Eu sei, eu sei. Mas o que eu posso fazer? Não mando no meu coração. Mas linda leitora eu não demonstro isso, pelo contrário, quando estou perto dela eu ajo como se a odia-se. Confuso néh.

Mas espera ai, quem é ela?? Você deve estar se perguntando.

E eu respondo, ela é: Rose Weasley.

A garota que eu amo e irrito desde meus 11 anos de vida. A garota que me faz pegar detenção quase toda semana. A garota que eu passarei sete dias junto.

Vocês tem noção do que é isso??? Lindas leitoras prestem atenção, eu amo essa garota faz seis anos. Conheci-a quando ela não tinha nem peitos nem bunda. E agora com seus 16 anos de idade ela está linda. Com o corpo perfeito. Com tudo perfeito. Seu único defeito é que ela é muito esquentada (mas eu gosto de ver ela irritada, ela fica toda vermelhinha), não é atoa que dizem que ruivas são fogo e chuva misturados. E a partir de hoje terei de viver no mesmo teto que ela. Irei enlouquecer.

Não sei o que fazer, pois sempre, sempre discutimos. Ela fala que me odeia, mas tenho minhas dúvidas. Por que sempre a encontro olhando para mim com um ar fascinado.

É, estranha essa minha vida amorosa platônica (?).

Leitores, todos esses pensamentos que eu descrevi ai em cima passaram nesses segundos de aparatação. Nos segundos em que Rose Weasley ficou em meus braços. Meu Merlin, que emoção.

É, por que neste momento ela já deixou meu corpo com uma cara emburrada.

— Muito bem crianças, vamos andando. –Exclama o diretor feliz. Acho que o único por aqui.

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—Aqui será a casa de vocês durante uma semana- Longbottom diz. Olho ao redor. Merlin. Esqueça aquela história de enlouquecer eu irie enfartar.

A casa que o diretor falou está mais pra cabana. Sério, isso é minúsculo. Ele abre a porta. Adentro a sala. Deixa-me descrever o que meus olhos estão vendo leitor:

Temos neste cômodo minúsculo um sofá amarelo de dois assentos, que está encostado a uma raque, onde se encontra uma televisão pequena, com um amontoado de papeis. Mais ao lado vejo uma mesa preta de granito com duas cadeiras, provavelmente do conjunto. Um balcão também preto que separa a sala da cozinha, uma geladeira, e logo à frente um fogão com quatro bocas. E isso era a cozinha-sala.

Dou uma olhada na ruiva. E ela parece estar normal. Oh é verdade, se não me engano a avó da ruiva mora em uma toca. Deve ser quase desse tamanho. Então ela está acostumada. Porém eu sou um Malfoy e meu sobrenome exala dinheiro. E lugar pequeno não é comigo. Mas, permaneço quieto.

— Bom depois vocês terminão de ver sua casa provisória- Diz o senhor Longbottom. E olhou de mim pra ruiva e continuou— Meus jovens, prestem atenção. O que eu e seus pais estamos fazendo é para o bem de vocês- Ah imagino, provavelmente meu pai pensou que eu odiasse a ruiva e como minhas notas são uma porcaria pensou que isso poderia ser um castigo. Há há há, ele só vai estar fazendo-me um favor— Não precisam virar amigos apenas tentem viverem em harmonia.

— Acho que a está altura o senhor já deveria saber que isso é impossível- Viram??? Ela sempre quer acabar com minha felicidade. Suspiro.

— Veremos, veremos senhorita Weasley. – Ele sorri e continua— Tem um pouco de dinheiro no armário para o caso de vocês precisarem de algo, porém é uma quantia pequena. A lista das entregas que terão de cozinhar está pregada na geladeira com o endereço das casas. Até daqui a sete dias, jovens- O diretor se despede e aparata. A realidade cai sobre minhas costas, EU VOU FICAR UMA SEMANA SOZINHO COM A ROSE!!!! Calma Scorpius, respire, respire. É só agir normalmente. Apenas isso.

— É ruiva, agora é apenas nós dois. Quem diria que moraríamos juntos. Sabe poderíamos fingir que somos um casal e fazer...

— Argh, cala essa boca –Ela me interrompe para falar isso?! Quando eu iria propor que agíssemos igual a um casal?! Dou um sorriso de canto e retruco com a voz mais maliciosa possível:

— Vem calar, mas tem que ser com um beijo — Faço um biquinho para acrescentar a minha encenação. A ruiva fica vermelha, começando do pescoço até as orelhas. Riu.

— Vai ver se eu to’ na esquina Loiro aguado – Eu gostaria, muito, de saber, por que ela me chama de loiro aguado, sério, meu cabelo é muito bonito. Isso é o que as garotas sempre falam. É, mas a Weasley não é somente um garota, ela é “a garota”. Penso numa resposta pra sua provocação.

— Virou prostituta pra ficar na esquina, é???

Okay, eu acho que eu exagerei chama-la de prostituta, pois ficou um silêncio muito desconfortável e ela me olhou com um semblante tão triste que partiu meu coração no meio. Eu vou para pedir desculpas quando ela retruca:

— Você me dá nojo, Scorpius.

Isso definitivamente acabou comigo.

Porque, primeiro, ela NUNCA me chama de Scorpius, segundo, ela falou aquilo com uma seriedade que foi como se pela primeira vez estivesse realmente magoada. E terceiro porque, ela virou as costas, mas não antes de eu ver uma lágrima escorrer. Eu acabo de constatar que eu sou um imbecil. Pode me bombardear com xingamentos leitor. Eu mereço (dessa vez, apenas).

Vejo-a andar apressadamente até a porta que deveria ser a do quarto, e depois de passado um tempo ouço um grito. Corro até ela.

— Aquele diretor, ele vai ver só uma coisa- Entro no quarto, olho em volta e não vejo nada de extraordinário, então solto um ahm? Para a ruiva entender que estou confuso — Teremos de DIVIDIR O QUARTO- Grita e aponta pras duas camas. Solto um suspiro, pelo menos ela voltou a ser a ruiva esquentada de sempre.

— Relaxa, não vou encostar em você- Digo brincalhão e ergo minhas mãos no alto, como se me rendesse.

Ela me lança um olhar raivoso e diz: — Você é um chato!!!!- ela grita essa última palavra.

— Credo ruiva, você é muito irritada. Acho que isso é falta de sexo-Falo rindo.

— Vá te catar Malfoy. Agora vamos fazer a merda das encomendas. Que eu quero dormir depois.

É verdade, tinha me esquecido das encomendas. Eu ia falar pra ela ir fazer sozinha, porém eu já havia a deixado triste, então somente balanço a cabeça em afirmação. Não gosto de ver pessoas chorando. Principalmente uma que eu tenho consideração.

Dirigimo-nos à cozinha. Ela pega a lista da geladeira. Chego mais perto para ver o que teremos de preparar.

A lista é enorme. Tem todas as encomendas, receitas e o local das entregas. A de hoje é bolo de cenoura.

Lista

Primeiro dia: Bolo de cenoura.

Receita: 3 cenouras médias raspadas e picadas

3 ovos

1 xícara de óleo

2 xícaras de açúcar

2 xícaras de farinha

1 colher (sopa) de fermento em pó

1 pitada de sal

Encomenda da Dona Clary. Endereço: Union Street, casa 45.

— Malfoy, eu vou ditando os ingredientes, enquanto você coloca-os, certo?- Ela pergunta.

— Okay. Eu sempre fico com a mais difícil mesmo, não é ruiva?!- Provoco. Leitoras, vocês não tem noção do quanto eu amo quando ela fica irritada. Vejo-a pegar uma colher de madeira e ergue-la na altura de cabeça. Com uma expressão insana ela fala:

— Se você não quer ter esta colher enfiada em um lugar nada agradável é melhor começar logo com isso- Dou uma risada nervosa. Eu não duvido da ameaça dela. Já me aprontou cada uma, que quase nada é surpresa pra mim. No entanto não quero aquela colher dentro do meu corpo.

— Sim senhora- Bato continência.

Ela me olha. Está com uma cara de quem quer rir, mas mantem o semblante seco. Tsé tsé, essa ruiva.

— Pegue três cenouras as rale e pique-as- Ela se levanta e cai de bunda no sofá, onde deita.

Notaram leitores?! Ela quer me escravizar. Argh, o que eu não faço por essa ruiva?!

Vou até a geladeira e pego as cenouras. Procuro o ralador nos armários, porém não encontro nada. Que se dane, vou somente cortar essa coisa laranja. Enquanto estou picando olho para a Rose. Ela está lendo um de seus livros. Novidade. Desde que a conheço sei que passa metade do seu dia lendo. Eu não posso ler uma página que já durmo, ainda não sei como ela consegue. Mas a Ruiva fica linda naquela posição. Um braço está largado, batendo a ponta dos dedos no chão, o outro está levantado segurando um livro. As pernas estão cruzadas e a sua cabeça está inclinada para cima, obviamente pro livro. E ela fica tão vulnerável lendo. Fica tão pura, inocente. Leitor, eu amo mesmo essa garota, nunca duvidem disso.

Percebo que estou picando a mesa, por que a cenoura já está cortada. Bom como posso dizer, as fatias ficaram umas largas, outras finas, mas se na receita não especifica que tamanho é, quem será eu pra argumentar. Ah, leitor uma observação: Eu nunca cozinhei na minha vida. Então até que estou me saindo bem em picar algo.

— Ruiva já acabei, o que faço agora?

Ela olha em minha direção e estreita os olhos— Já acabou?- Aceno que sim — Okay então, agora coloque três ovos e uma xícara de óleo.

— Pode deixar capitã- Faço uma brincadeira. Mas ela já volta seu olhar para aquele livro. Sabe se eu tiver outra vida, acho que gostaria de ser os livros da Weasley. Sério, eles permanecem no seu quarto, ficam no colo dela o tempo todo, eles podem até ficar no banheiro e ai quando ela for tomar banho, ela necessariamente tirara a roupa e...er já deu Scorpius.

Vou, novamente, à geladeira, pego os ovos, e aproveito pegar a tigela. Jogo as fatias de cenouras e os ovos. Leitor será que casca de ovo derrete quando eu colocar no fogo? Espero que sim.

Abaixo-me e apanho o litro de óleo. Olho em volta e vejo uma xícara pequena. Jogo o conteúdo dentro dela e depois na tigela.

— Ruiva, o que faço??

— 2 xicaras de açúcar e de farinha. Uma colher de fermento. Depois coloque uma pitada de sal. Então bote na assadeira e no forno.

Ah meu Merlin, já estou exausto.

Agarro a mesma xícara que usei no óleo e coloco açúcar e farinha. Jogo na tigela. Caminho até a geladeira (novamente), apanho o fermento e uma colher.

Leitor, mas uma perguntinha. Tem problema colocar fermento a mais?? Juro, não foi minha culpa, quando eu ia virar o potinho pra cair na colher, acabou caindo todo o conteúdo na maldita tigela. Sou um desastrado mesmo.

Pego o pote de sal e colo uma pitada. Procuro uma assadeira e despejo todo o conteúdo dentro da mesma. Depois a dirijo ao forno do fogão.

— YEAH!!! Terminei ruivinha – Vou correndo e me jogo no braço do sofá.

— Já???- Ela pergunta surpresa.

— Sim. E, ruivinha, imagine, se na cozinha eu sou tão eficiente imagine na cama- Pisco um olho para ela.

— Ora seu...

A Rose não termina sua frase, pois escutamos um BAHM vindo da cozinha. Corremos os dois até lá.

Leitor, eu começo a gargalhar. O bolo explodiu. E não me pergunte como, mas a tigela abriu a portinha do fogão e acabou sujando a mesa, o balcão e todas as paredes. Estava tudo sujo de uma gosma amarela alaranjada. E como sou Scorpius Malfoy não poderia deixar de provoca-la, então falo com um sorriso:

— Eu quis mudar a cor da cozinha.

Notas finais
Então o que acharam??? É realmente muito difícil escrever no ponto de vista do Malfoy, mas vou dar um jeito de melhorar. Pessoal, o próximo não sei quando será postado. Sério, eu tenho o resumo do que acontecerá no próximo cap. mas eu sou muuito lenta pra arrumar ideias pras falas, gestos e tals ;( E tem o colégio também que está com três provas por semana, então tenho que estudar. Mas provavelmente em um mês eu posto o outro cap. Okay? Até mais pessoal. Se encontrarem erros ortográficos avisem. Comentem.