Notas iniciais
Eu gostaria de dedicar essa fanfic à Scarlet e à LisaChan, minhas melhores amigas do Nyah que ainda falam comigo (né Maricchan?), porque elas sempre me pediram por mais Gerza, e agora que minha inspiração colaborou, eu trouxe um, e já tenho ideia para outro. Agradeço muito a vocês duas por estarem sempre comigo e terem me ajudado, comentando e avaliando minhas histórias. Eu amo vocês.
E, é claro, dedico essa fic à Gerza, e ao Nyah, porque essas duas coisas lindas permitiram que essa fanfic fosse escrita.
Aproveitem, e nos vemos lá embaixo

O reflexo do sol parecia estar, pela primeira vez, completo. Não era pálido como outrora, e, além do mais, antigamente Gerard não tinha a chance de senti-lo diretamente sobre seus cabelos, cegante e estonteante a ponto de esmagar seus olhos, que se fechavam para aguentar a pressão da luz. Felizmente, seu capuz estava lá para protegê-lo, mas o impacto sobre seus olhos não diminuiu, pois eles ainda estavam maravilhados com a visão espetacular daquela floresta que ele conhecia tão bem à noite iluminada pelo dia, pela luz. As folhas elásticas desenvolviam-se e retraíam-se com a brisa suave, os troncos das árvores antes negros e retorcidos, agora pareciam simplesmente esculpidos em um formato inimitável, especial. Claro que não era só a luz que lhe trazia tanto otimismo, mas também a visão tão esperada à sua frente; que, como o sol, parecia tão irreal que transformava todo o ar em etéreo, tudo em infinito, plenitude. Porque ele nunca seria capaz de destruir as memórias daquela caverna.

Com um soco, ele tremeluzia as paredes, que mesmo assim continuavam a prender-lhe, impondo-lhe o sofrimento que ele se causara. Ele ainda consumia os anos já estragados que se passavam, e com eles chorava, batia-se, sofria.

A notícia não tinha demorado a chegar-lhe. Levara apenas os instantes necessários para Ultear, depois de libertá-lo da prisão, contar-lhe. Caiu sobre sua cabeça como um choque, uma dor estonteante. Uma desidratação tomou conta de seu corpo trazendo dor de cabeça, quando uma parte importante de si simplesmente foi arrancada para fora de seu corpo, evaporando. Uma essência que, sem que ele soubesse, lhe trazia uma vida, um sopro de esperança que as palavras dela mantinham em seu tom.

Erza Scarlet tinha morrido.

Não só ela. A Fairy Tail se fora.

Droga, droga, droga…

Mais um soco na parede. A luz que estava nela pendurada tremeluzia em seu esconderijo, como que querendo chamar a atenção de alguém. Se era a morte ou a vida, pouco lhe importava. A vida que tinha fora esmagada junto com os anos que ele agora mastigava, e que com seu gosto amargo brincavam em sua boca, enquanto riam, e choravam, e gritavam, e se retorciam. Anos de agonia, ah! Por que tinha que ser tão fraco? Por que não perceber a faca de dois gumes que ele sempre agarrara quando Erza lhe estendia? Suas mãos sangravam junto com aqueles anos. E o sangue, mais uma vez, se retorcia, enquanto gritava, e abandonava, e se esvaía; a vida tinha, de fato, escorrido para longe e se espalhado ao redor dos outros.

E então Ultear chegava. Meredy chegava. E as duas, uma com um sorriso perturbador e outra com o olhar de desprezo que lhe deixava muito mais confortado, o chamavam para uma missão. E ele corria, e, com o ódio que sentia, eliminava não só aqueles que eram o que um dia fora, mas aqueles que, adeptos a Zeref, estragaram toda a sua vida. Por três vezes, perdera-a por causa do mesmo homem. Primeiro, na torre do paraíso, quando se tornara um escravo, e sua vida foi tomada e usada como o mago bem entendia; em seguida, a tomada de seu corpo, dessa vez pelo Conselho, alegando tudo o que ele sabia que havia feito; e agora, a morte da ruiva.

Nunca revelaria a ninguém os verdadeiros motivos de toda essa perseguição. É claro que procurava a rendição, mas sabia que, em realidade, nunca seria perdoado, pois era também um deles, e, ao matá-los, se tornava um traidor. Não lhe era possível contar a quantos traíra, mas pouco lhe importava. Porque ele estava muito preocupado em como arquitetar um plano para trair a si mesmo.

Ele corria atrás dos criminosos porque, ao respirar sangue como fazia, se sentia vingado. Porque sabia que eles eram os responsáveis pela morte da ruiva. E pela dele próprio, mas isso não lhe importava, porque ele não acreditava nisso. Era fraco, frágil. Quebradiço como aquele vaso de vidro que cai, e no chão se separa, e divide, e trai, e nunca volta a ser o mesmo. Ele respirava o sangue deles porque isso repunha o dele próprio. E ele também tinha esperanças de que, algum dia, percebessem que morto ele já estava, e completassem o serviço que ele não seria capaz de fazer por puro respeito, não só à Meredy e Ultear que tentavam ajudá-lo, mas também às palavras cheias de vida que era a única coisa que ele ainda prezava.

E 7 anos se passavam, e, por alguma obra demoníaca, continuava vivo para espalhar o mal, enchendo seus pulmões de ódio, felicidade e todas as dores e curas que antes eram bombeadas pelo coração alheio. Ele se completava, para então se perder, despejando tudo para fora quando, novamente, tocava naquela faca de dois gumes, e da dor excruciante que lhe trazia.

E 7 anos se arrastavam, e, com eles, ecoava um choro de criança, uma criança amedrontada que um dia ele prometeu ajudar. Uma criança que, com medo de ser morta, trouxera vida para todos que conhecia. Uma criança que era como a própria mágica, podendo dominá-la quando quisesse, e fazendo-o quando necessário; mas que não era capaz de dominar a mágica dos outros, e não conseguira evitar a sua tomada por Zeref.

E 7 anos morriam, um após o outro, e viviam novamente para morrer, e com essa morte apodreciam, sem cor nem graça, sem luz do sol, como plantas que são escondidas para sempre nas celas de prisões infelizes como a sua; e 7 anos se decompunham, e dessa forma compunham uma confusão, tomada de dor e sarcasmo, e ódio, e a orquestra parecia não terminar.

E 7 anos derretiam-se como mel, e sumiam de sua visão, quando de repente ele via o mundo banhado pela gentileza do sol, que brilhava sobre aquela explosão avermelhada, escarlate, que ricocheteava em um rosto jovem que, da morte, voltava, e estampava um sorriso; e quando ele tocava os olhos castanhos, parecia ter sido capturado por eles, ao exibir todo o brilho de uma vida, e a dor de uma perda, e a esperança de uma reconciliação. Os olhos eram desconfiados, mas ele podia ver o mesmo tom jovial, alegre e sincero. Os olhos eram a prisão de sua alma, aquilo que a mantinha no corpo, e na qual confortavelmente se instalava, mostrando-se para quem tivesse coragem de olhar.

Em um instante, ele puxou seu capuz, e ouviu as próprias palavras, seguidas da risada de toda uma Fairy Tail e da própria Crime Sorcière, que de repente completaram o sopro da vida que aquela brisa desconhecida lhe causava.

— Sejam bem vindos de volta — Fairy Tail.

Notas finais
Jellal é a puta da Erza.
Eu achei esse comentário extremamente relevante para iniciar as notas finais.
Agora, eu estava me refreando nas iniciais para não cortar o clima tenso e trágico da fanfic, mas agora eu posso, então...
EU FINALMENTE ESCREVI UM GERZA DE NOVO, CARALHO!!!!
Cara, estou muito feliz. Eu estava com TANTA saudade desse fandom, desse casal maravilhoso que foi o motivo pelo qual entrei nesse site perfeito e conheci tanta gente fantástica. Odiei minha inspiração tirana por ter me obrigado a me afastar deles, mas agora estou de volta, mais feliz do que nunca. Eu sei que a fanfic não ficou tão boa quanto poderia, então, por favor, deixem-me suas críticas lindas e sensuais, para que eu possa retomar ao ritmo, certo?
E aliás, tenho outra comemoração: essa foi a minha primeira fanfic em muito tempo com final feliz! Certo, a última fanfic com final feliz foi contínuas batalhas, que por um acaso é o meu Gerza mais recente, mas faz tanto tempo que eu não escrevo que conta como muito tempo (e não, piadinhas sobre o que eu considero "final feliz" em Contínuas Batalhas não estão em aberto). Eu tive muitas saudades.
À Scarlet e à LisaChan: vocês são fantásticas. Ambas me deram uma fanfic de aniversário na qual a Erza morria, para tornar o meu aniversário bem feliz. Bom, ao menos foi cheio de emoções. Graças a esse casal nos conhecemos, e, por isso, nada mais justo que dedicar a minha volta a ele à vocês. Muito obrigada por me encherem o saco e perguntarem quando o próximo Gerza sai regularmente, por fazer sentir que alguém ainda amava minhas fanfics e me dar cada vez mais vontade de escrever, até praticamente forçar a minha inspiração a me obedecer (REVOLUÇÃO), me trazendo a alegria de ter terminado essa merda. Sério, muito obrigada. Vocês são incríveis.
A você, leitor: muito obrigada por ter chegado até o final dessa bosta. Você também é incrível, e será ainda mais se me deixar uma crítica, dizendo aonde posso melhorar a minha fanfic. Mas você é maravilhoso mesmo que não comente, desde que tenha uma opinião sincera a respeito. Vocês me fazem mais feliz. Muito obrigada por estar aqui ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!