69 Tons De Edward.
3 Capítulo 02
Notas iniciais
Comentem!!!
Mais de duas horas já tinham se passado desde que entrei no quarto e nada daquele velho me deixar ir. Já não aguentava mais apanhar, sentir objetos estranhos entrando e saindo de meu corpo.
Uma batida na porta fez o Senhor Cartman colocar a vela preta que estava pingando sobre minha barriga na mesa ao lado da cama e levantar.
- Já vai ! — Ele murmurou enquanto subia a calça de pregas azul marinho. Ele murmurou alguns palavrões. Eu apenas me sentei e cobri o meu corpo com o lençol. — Sim ?
- Desculpe interromper, Senhor. — Estiquei meu pescoço e consegui enxergar a cabeleira loura de Rosalie. Como eu sei ? Só existe ela de loura aqui. — Mas seu tempo já acabou.
- Como assim ? Já ? — Sua voz saiu decepcionada. Como se ele tivesse apenas sete anos e sua mãe estivesse brigando com ele por fazer alguma travessura. — Ah. Tudo bem. — Ele entrou no quarto novamente apenas a tempo de Rosalie falar pelos lábios mudos algo como " Você está me devendo essa ". Sorri gentilmente em agradecimento. — Até mais, indiazinha.
Seus lábios pararam em meu pescoço e senti um enjoo. Sorri falsamente e esperei ele sair do quarto para desmanchar em lágrimas.
Por favor.
Eu tenho apenas vinte e três anos. Essa não é a vida que meus pais ou qualquer outra pessoa desejaria para sua filha. E muito menos a vida que eu sonhei. Imagino como meus pais devem estar desapontados com minhas escolhas.
Uma nova batida na porta me fez acordar para a vida e recolher minhas roupas. Vesti e abri a porta, me deparando agora, com Edward.
- Bella, eu... Você ainda não está pronta ? — Ele bufou como um animal irritado e frustado quando perde sua presa.
- Cartman acabou de sair e eu... Eu...
- Cale a boca! — Ele olhou para o corredor, direita e esquerda, e seu olhar caiu sobre mim novamente. — Espero que ninguém veja isso. — Seus braços circularam meu quadril e senti a pressão de seus lábios nos meus. Senti tudo girar ao meu redor. Sua língua pedia espaço e acabei cedendo. Não porque quisesse, apenas, porque se não o fizesse iria apanhar dele mais tarde. E minha cota de surras já esgotou por hoje. — Me beije. — Fiz o que ele mandou e por um momento uma onda de excitação passou por meu corpo. Apenas por um momento. Logo me lembrei de quem era e o que tinha feito comigo e várias outras meninas. Ele era um monstro. Seu corpo se afastou do meu e um sorriso brotou em seus lábios. — Venha. Não aguento mais esperar para te ter.
Segurei em sua mão e o segui até a sala onde tudo começou.
/
- Onde está o dinheiro do velho ? — Subi o zíper de minha calça jeans clara e me virei para encarar Edward.
- Aqui. — Enfiei minha mão no bolso de minha calça e retirei de lá quinhentos dólares.
- É, Belinha. — Um rastro de sexo ainda pairava pelo ar. — Você está cada vez melhor. — Revirei os olhos e guardei metade do dinheiro. O combinado era : Eu faço o programa, fico com metade e ele metade ou com a maior parte, depende do seu desempenho com ele depois do cliente, em troca você ganha um lugar para ficar e comida. — Nem parece a mesma menina pura de três semanas atrás.
Balancei a cabeça positivamente. Lembrar de tais coisas ainda me deixava um pouco, bastante, deprimida. E em choque. Que tipo de ser humano tira a virgindade de alguém daquele jeito ?
Um monstro. Apenas.
- Já posso ir ?
- Sim. Sim. — Ele nem ao menos me olhou. Ficou contando as notas de dinheiro. Ridículo. Idiota. Vou matá-lo um dia.
Antes de eu sair, sua voz me chama, novamente.
- Isabella. — Girei em 360 e o olhei.
- Sim ? — Minhas mãos pararam em meus bolsos traseiros.
- Hoje, você e as meninas, vão para uma despedida de solteiro.
Despedida ? Uau. Essa é nova para mim.
- Que horas preciso estar pronta ?
- Exatamente as 09:00 o carro estará aqui para buscar vocês. Não demore.
- Pode deixar.
- O figurino vai estar em sua cama assim que entrar em seu quarto.
- Ok. — Um silêncio reinou na sala. — Se é apenas isso, vou para o meu quarto, Edward.
Ele voltou sua atenção para o dinheiro e eu continuei meu caminho até a porta.
- Bella.
- Sim ? — O olhei por cima do ombro. Sua sobrancelha estava levemente arquiada e um sorriso maroto brotava em seus lábios.
- Continue assim que você vai chegar longe, menina.
Revirei os olhos e abri a porta saindo daquele inferno.
Respirei fundo tentando controlar minha vontade de entrar naquele lugar e enche-lo de tapas até a morte.
Espero sim ir para longe, Edward.
Longe de você.
Fale com o autor