Poema I

Na lonjura da imensidão vejo teu corpo

Como um copo caindo, queda livre,

Queda livre em paixão.

Se perder num vendaval de sensações.

Poema II

o que fazer

agora que o shuffle

escolhe sempre

as mesmas músicas

(de amor)?

o que fazer

agora que meu coração

só faz pensar

em você?

é amor?

meu "tchau" teve gosto de

"não me deixe aqui (sozinho)"

seu "até mais" soou como

"não apareça mais aqui (na minha frente)"

Poema III

Ele bebia todos os dias o mesmo chá amargo,

ele bebia todas as manhãs o mesmo café sem açúcar.

A única coisa doce que ele queria ter, não o tinha:

o beijo de sua amada.

Ele andava pela rua lentamente e sem rumo.

Seu rumo estava perdido.

Saberia que pra onde quer que fosse não teria

os braços de sua amada estendidos para o abraçar

No fim das contas todas as músicas

Querem dizer o que eu sinto por você

Poema IV

não deixe o tempo dizer que não

diga adeus e vá

diga adeus e venha

é teu

ateu

a teu

deus

adeus

Poema V

me tire das trevas de te ver

me tire da loucura de viver sempre tão só

sacie a minha insanidade de loucamente te amar

Poema VI

antes que cedo seja tarde

antes que o tarde não mais exista

antes que a dúvida acabe

antes que a fúria se enalteça

antes que tudo aconteça

me deixe repetir

nem que seja pela última vez

que você não sabe

o quanto eu te amo

Notas finais
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