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8 Oito - Feliz Natal Anne!


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora pessoal. Foram muitas coisas! Passei de ano no colégio graças a Deus e ganhei um celular novo kkkkk adorei mesmo!!!! Vi que o Natal estava chegando e resolvi fazer um capítulo especial para esta data. Tive de pagar tudo que tinha escrito e formular todas as ideias novamente. Tinha que ajudar a fazer as coisas para o Natal também, mas enfim consegui finalizar este capítulo. Sei que o Natal já passou, mas não queria deixar esse capítulo de fora já que terminei. Também quero desejar um Feliz Natal a todos vocês leitores e um próspero Ano Novo! Sou um nerd, então provavelmente estarei em casa no computador ou no celular novo na noite de Ano Novo kkkkkkk
Boa leitura a todos e saibam que eu não seria nada sem vocês!
Obs: Só faltou o xoxo de gossip girl nesta última frase kkkkk #fail. Mas é a verdade.

Enfim o Natal havia chegado. Nenhum sinal de neve como todos os anos, somente um leve ar gélido e finas camadas de nuvens que pairavam sobre a cidade de Laguna Beach. Era uma manhã em tanto aquela. Mesmo tendo vários motivos para estar com medo e receio de todos a sua volta, Anne queria que este Natal fosse bom como todos os outros, mesmo sem a presença das duas melhores amigas. Acordou com a claridade que entrava pela janela, já que o sol estava escondido naquele dia.

— Véspera de Natal e eu aqui, morta e presa a este mundo por algum motivo, sabe lá Deus por que.

Anne sorriu e foi ao encontro de Isabele parando no meio do caminho ao se lembrar de que não conseguiria abraçá-la tecnicamente, mas a felicidade e o entusiasmo de ver sua amiga eram muito grandes.

— Onde você se meteu Isabele? — a preocupação acompanhava a voz trêmula e ansiosa de Anne — Eu queria tanto lhe falar tudo que aconteceu comigo naquela noite!

— Fique calma, eu vi tudo, mas não pude interferir em momento algum! — ela disse de cabeça baixa e mexendo na bainha do vestido vermelho.

Anne sentou-se a cama novamente.

— Ultimamente coisas inacreditáveis vêm acontecendo comigo e com todos que estão a minha volta, algumas horas penso que isso é somente um pesadelo e quando chegar o momento crítico dele eu acordarei deste sono profundo e realista!

Isabele andou até a amiga e sentou-se ao seu lado.

— Sei que é difícil para você e vi toda a conversa entre você e Emily! — balançou a cabeça para os lados lentamente encarando o chão — Mesmo que tenha horas que não me possa ver saiba que eu estou aqui ao seu lado em todos os momentos. Meu único presente de Natal vai ser daqui para frente assumir o cargo de Anjo da Guarda até que a morte nos separe, o que não é meu caso. — Isabele caiu na gargalhada de sua piada de humor negro.

Anne deu uma risada forçada e olhava assustada para a amiga. Isabele parou. Brilhante como sempre e magnificamente bonita sorria para Anne. Até que se lembrou de perguntar algo.

— O que aconteceu entre você o seu vizinho dentro daquele quarto? Se foi uma transa ele lhe deixou acabada, vi você saindo mancando de lá e depois caiu escada abaixo.

Se não fosse estranho o que tinha acontecido dentro do quarto, Anne até teria rido do que ouviu a amiga dizer.

— É uma longa história, — Anne parou e pensou um pouco — afinal, por que você não entrou lá e viu com os próprios olhos?

— Porque eu não consigo entrar nos quartos, mesmo com a porta aberta. Aquele lugar me deixa louca, fico tentando saber o por que de não poder entrar neles. Será que é Deus tentando manter a pureza de minha alma? — Isabele balançou as cabeças tentando esvaziar a mente daqueles tantos pensamentos — Voltando ao assunto, hoje é véspera de Natal, temos todo tempo do mundo. As lojas ficam abertas até meia noite, agora me conte tudo.

— Adoro essa sua torta de nozes! — Anne pegou a tigela e levou até a minúscula bancada onde a mãe sovava a massa da torta.

— Eu só faço todos os anos por causa de você mesmo! — as marcas da idade apareciam com clareza no rosto da Senhora Campbell quando sorria — Me passe o rolo, por favor!

Anne esticou o braço, o pego no armário e entregou a mãe.

— Eu não estou cansada, não precisa me ajudar querida, vá sair com suas amigas, trocar presentes, algo assim!

Anne não tinha mais com que amigas trocar presentes, mas não queria dizer nada a mãe e envolvê-la naqueles estranhos acontecimentos também. Obedeceu a mãe já que sabia que ela odiava fazer as comidas com alguém na cozinha. Pegou todos os pertences da mochila do colégio e jogo-os em uma bolsa. Amarrou o cabelo com um rabo de cavalo e vestiu um casaco preto de lã.

— Tchau mãe!

— Adeus querida, Deus te acompanhe!

Anne torceu para que as palavras da mãe fossem cumpridas. Saiu do apartamento e trancou a porta. O corredor estava parado e nada viu. Andou rapidamente e praticamente saltou os degraus chegando à saída do prédio velho e se esbarrando em Peter.

— Calma! — ela ajeitou-se após quase cair e viu a voz de Peter cantar em seus ouvidos — Estava lhe procurando!

— Mas eu não! — Anne desviou o caminho e seguiu.

Ela andava rápido e viu que Peter não a seguiu. Ficou mais aliviada. Tentava imaginar o quê e para quem iria comprar. Sua mãe nunca gostou de ganhar presentes e não seria neste Natal que começaria a gostar. Pensou por um bom tempo. Emily! Pegou o caminho da rua que já estava chegando e torcia para que ela não estivesse no clube. Mas isso não era verdade. Quando percorreu todo o caminho que ainda lembrava e chegou à rua do Lotus Flower encontro-a saindo de lá. Emily estava usando uma camisa de lã vermelha, uma calça cáqui e um par de mocassins azuis.

— Emily! — gritou Anne do outro lado da rua sorrindo e acenando.

— Anne! — Emily atravessou a rua correndo e abraçou fortemente a amiga.

— Feliz Natal! — disseram as duas em uníssono.

Entreolharam-se por um tempo. Emily estava com os cabelos soltos e realmente, aquela nova franja a deixava mais linda.

— Que saudades! — Emily passou um braço em volta de Anne e apertou-a enquanto andavam para longe do clube.

— Eu também, contei os dias que ficamos sem nos ver, — Anne percebeu que aquilo saiu de uma forma psicopata — um mês inteiro e um dia.

As duas caminhavam felizes pelas ruas. Anne estava certa, foi muito tempo sem se verem. Sem contar que todos se afastaram de Anne sem ela sequer perceber isso. As únicas pessoas com quem poderia conversar era sua mãe e Peter, mas para ele Anne não queria nem dar corda.

— Onde vai passar o Natal? — Anne perguntou se preparando para a suposta resposta.

— Meus pais viajaram para a casa de minha avó quando disse que passaria o Natal com os amigos este ano!

— Que amigos?

— Só você é lógico! Mas claro, se aceitar que eu passe o Natal com você!

Anne olhou em desdém para a amiga.

— Lógico que sim, afinal, somos melhores amigas!

Agora ela não poderia estar mais feliz do que ter encontrado mais alguém para passar o Natal com ela além da mãe.

Meia noite em ponto. O Natal havia chegado. Anne, sua mãe e Emily se abraçaram e trocaram presentes. O jantar foi ótimo, conversaram bobagens, namorados — uma área inexplorada na convivência de Anne com a mãe — e o colégio, o único assunto que Emily esquivou-se e não disse uma palavra a não ser concordar com as coisas que falavam. Depois de tudo a mãe de Anne deu boa noite e foi para o seu quarto.

As duas sentaram-se no sofá e começaram a conversar sobre tudo que aconteceu desde a última vez que se viram. Coisas que não poderiam ser ditas na frente da Senhora Campbell. Emily contou que não transava com cara nenhum, apenas levava eles para o quarto, os dopava e roubava suas carteiras. Era normal antes ter alguns beijinhos e tal, mas isso era rotineiro. Anne pensou se alguma vez Emily já havia feito isso com Peter, mas resolveu não tocar no assunto e mostrar que sentia algo que estava reprimindo desde a última noite que o beijou.

Agora era a vez de Anne contar todas as coisas. Resolveu contar a verdade, mesmo que Emily não acreditasse em palavra alguma. No começo isso aconteceu, mas a partir que a história era contada Emily percebia as coisas se encaixarem de tal forma que não esperava. A única parte que ocultou foram às vezes que conversou com o espírito de Isabele.

— Tive uma ideia Anne!

— Lá vem você!

— Não, é sério. Depois que você me contou um monte de coisas sobre esse tal Peter eu fiquei bem curiosa e quero conhecê-lo também. Por favor! — Anne assentiu calada e estranhou o interesse da amiga.

— Mas se algo de estranho acontecer eu dou no pé. Ok? — avisou Anne calçando os sapatos.

— Ok! Aposto que ele não vai resistir a duas jovens lindas como nós numa noite de Natal.

Sorrateiramente as duas abriram a porta da frente e já estavam no corredor. No final dele estava à porta do apartamento quinhentos e cinco. Silenciosa e tão misteriosa quanto o dono. As duas andaram pelo corredor nas pontas dos pés. Pararam na frente da porta e se olharam.

— Vamos, bata na porta! — sussurrou Emily.

“Toc, toc, toc” E nada aconteceu. Anne bateu novamente e nenhuma resposta. Quando estava prestes a bater pela terceira vez Emily já estava com a mão na maçaneta abrindo a porta devagar.

— Emily! — repreendeu Anne.

— O quê? Só estou adiantando o nosso lado. Você quer ver ou não quer ver o que tem lá dentro?

Anne não disse nada, apenas seguiu Emily. Evitaram abrir muito a porta da frente e correr o risco dela ranger de forma gutural como todas as portas do prédio. Passaram pela pequena fresta e Anne se viu no mesmo lugar de seu pesadelo. O corredor mal iluminado que levava a um quarto, mas não tão sombrio quanto no pesadelo.

— Peeeeeteeer? — Emily chamava o nome cantarolando-o.

Continuaram caminhando e chegaram à porta do suposto cômodo do pesadelo de Anne. Emily da mesma forma atrevida abriu a porta. A mesma poltrona estava lá, mas não era Peter que estava sentado nela.

— Ai meu Deus, que merda é essa? — Emily estava de frente para a poltrona onde alguém estava sentado.

Os olhos arregalados de Emily passavam de Anne para a pessoa, da pessoa para Anne. Pôs a mão sobre a boca e o som abafado de sua voz chamou Anne. Obediente ela foi até onde Emily estava e quando viu aquilo quase caiu para trás.

— O que vocês estão fazendo aqui? — a voz de Peter fez as duas pularem.

Os olhos vermelhos, brilhantes e demoníacos vinham ao encontro de Anne. Antes que ele chegasse nela, empurrou Emily para longe.

— Saia daqui Emily! Rápido! — gritou Anne.

Emily observava a cena assustada sem fazer nada. Quando viu Peter se aproximando delas duas, partiu correndo pelo outro lado do cômodo, mas antes que pudesse sair Peter estralou os dedos e ela caiu no meio do caminho fazendo um baque surdo ao bater no chão. Os olhos ainda vermelhos se aproximavam de Anne, como no pesadelo.

— Seu monstro o que você fez com ela? E o que é isso que está sentado na poltrona? Sei que isso não é real, impossível!

— Anne, no mundo de hoje tudo é possível, basta que alguém acredite e isso existirá!

Agora estavam cara a cara. Anne sentia a respiração quente dele em seu rosto sem ter para onde correr.

— Vai me matar? — gritou com ele

— Lógico que não, você é valiosa demais para mim!

Antes que Anne pudesse falar algo mais, um golpe preciso na cabeça bastou para que apagasse no mesmo instante.

Notas finais
O que acharam???? Deixem seus comentários por favor pessoal!!! Não deixem de comentar, os comentários são minhas motivações!!! Um beijo e um abraço, até o próximo capítulo!