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10 Dez - Fuga


Notas iniciais
Fiz esse capítulo ontem, mas só pude postar hoje. Estava arrumando as coisas para minhas férias finalmente. Sei que muitos não estão mais comentando por estarem viajando, mas eu posso viajar e sempre estarei escrevendo para vocês. Vou para uma ilha e pode saber que vou escrever mais uns três capítulos para vocês. Espero que gostem deste. Estarei de volta segunda-feira. Estou muito feliz, por quê enfim vão descobrir o por quê de tudo isso estar acontecendo com Anne e muita ação está guardada para os próximos capítulos. Obrigado por acompanharem. Boa leitura a todos!!!

Anne acordou aos poucos com aquele bip irritante, mas se acalmou, sabia que aqueilo barulho significava que ainda estava viva e por um lado aquilo não era uma má notícia. Seu braço doía e pesava, só assim percebeu um gesso. Estava prestes a levantar-se quando uma mão pousou sobre seu corpo empurrando-a novamente para cama. Seus olhos estavam sem foco, aos poucos foi conseguindo ver as rugas de preocupação de sua mãe.

— Mãe? — a voz fraca de Anne fez a Senhora Campbell suspirar de alívio.

— Oi querida. Está melhor?

Anne estava com o pé e a cabeça enfaixados, o braço direito quebrado e um enorme curativo nas costas. O machucado em sua nuca não foi tão grave, bastaram apenas algumas gazes após estancar o sangramento. Sua visão ainda estava turva devido aos medicamentos, mas não queria preocupar a mãe mais ainda.

— Estou, — algo incomodava ela, não se lembrava de como tinha adquirido todos aqueles machucados e hematomas — o que aconteceu?

— Parece que o encanamento de gás do apartamento da Senhora Madison estava aberto e algo provocou uma explosão...

Senhora Madison! O nome pipocou várias vezes na mente de Anne e tudo voltou de imediato. A criatura, o homem tendo a cabeça arrancada e Patrick. A respiração dela ficou mais ofegante e começou a olhar para os lados sem parar, na janela as sombras faziam parecer que havia algo lá fora a vigiando, sua mente estava muito abalada ainda. Os gritos apavorados de Anne interromperam o que sua mãe falava e logo enfermeiros apareceram para ajuda-la. Aplicaram um calmante em seu braço. E aos poucos os gritos cessaram e os olhos de Anne fecharam-se enquanto uma única lágrima descia pelo seu rosto e caía...

Uma piscina enorme com uma enorme vegetação pantanosa ao fundo. Anne estava escondida em meio às plantas observando um garoto do outro lado da piscina que se despia. Era Peter. Ao tirar a camisa revelou as enormes tatuagens que Anne lembrava-se. Num salto perfeitamente executado Peter mergulhou nas águas escuras da enorme piscina.

Anne passou sorrateiramente entre as plantas e chegou à frente dos grandes degraus que levavam a piscina. Usava um enorme vestido branco. Colocou o primeiro pé descalço e pôde sentir a água quente e calma no contato com sua pele. Pôs o outro e quando viu já estava mergulhando nas águas obscuras.

Os olhos azuis e escuros de Peter a encaravam do lado contrário da piscina. Ela foi ao encontro dele. Quando já estava perto, sentiu as mãos fortes dele em sua cintura. Um beijo voraz em meio às águas foi o bastante para hipnotiza-la tempo suficiente, para que não percebesse que ele a levava cada vez mais para as profundezas daquela piscina que parecia não ter fundo.

Quando ficou sem ar, já era tarde. Nem os raios de sol eram possíveis ser vistos, somente o contraste dos olhos brilhantes dele na escuridão foi possível se ver. Estava sem ar, gritava debaixo d’água e cada vez engolia mais água. Peter com os braços fortes presos em volta dela, impossibilitava-a de se movimentar. Já era tarde, o último suspiro, o último pedido de socorro, a sua alma fora levada pela última bolha que saiu de sua boca.

Estava sem fôlego e ensopada de suor. Anne acordou em meio à escuridão de seu quarto e viu que uma silhueta que se sobressaia na janela de cortinas abertas. A noite era chuvosa, mas o quarto estava muito quente.

— Mãe!

— Sou eu!

Os olhos verdes revelaram-se. Era Patrick que estava lá. Sentou-se na beirada da cama ao lado de Anne.

— Me diga que tudo isso é só um pesadelo Patrick! — o pedido de Anne não mudaria nada somente os seus pensamentos seriam confirmados por Patrick.

— Sinto muito Anne, — o olhar sincero dele enchia Anne com segurança e conforto — mas não. Estou aqui para ajuda-la fugir desta cidade antes que coisas piores aconteçam a você ou a sua mãe. As criaturas usarão todas as armas que têm para atingi-la de uma forma.

— Criaturas?

— Acho melhor lhe explicar isso depois. Eles já estão aqui no hospital!

Alguém irrompeu na porta do quarto de repente interrompendo os dois.

— Anne querida! Temos de ir agora para casa. O médico já lhe deu alta.

Anne olhou para o lado e viu que Patrick havia sumido. A senhora Campbell foi rápida, tirou tudo que estava preso a Anne e ajudou a filha ir para a cadeira de rodas, mas antes que saíssem Patrick apareceu na porta.

— Aonde pensa que vai leva-la? — perguntou Patrick de forma estranha para a mãe de Anne.

— Ela é minha mãe!

A arma reluzente que parecia um bumerangue estava de novo na mão de Patrick. Num movimenta rápido enfio o lado mais afiado da arma no peito da mãe de Anne.

— Eu assumo daqui Senhora Campbell!

Anne congelou ao ver sua mãe sendo apunhalada por Patrick.

— O que você fez?

Ela gritava com ele enlouquecida, ele foi até ela e tapou sua boca. Apontou para a mãe caída ao chão. A pele da senhora Campbell começou a secar aos poucos e a definhar, de repente eram cinzas no lugar do corpo.

— Era um deles se passando pela sua mãe!

Anne ainda assustada não sabia o que falar. Patrick empurrou a cadeira de rodas pelos corredores brancos do hospital. Duas coisas parecidas com chacais, mas muito maiores e feias apareceram na frente dos dois que pararam no mesmo instante. Patrick começou a correr empurrando a cadeira onde Anne estava. Saltou de repente com as mãos ainda presas na cadeira e caiu na frente de Anne de costas para ela com o bumerangue na mão e as cabeças das criaturas já no chão jorrando um sangue preto e de consistência estranha.

— Vamos!

Patrick voltou para trás da cadeira e entraram num elevador. Anne viu a seta apontando para cima e os números aumentando. Não entendia por estavam subindo se eles queriam sair de lá.

— Por que estamos subindo?

— Nossa carona nos aguarda.

Apenas um sorriso no rosto de Patrick surgiu e a dúvida permaneceu no ar. Logo chegaram ao último andar. Patrick pegou Anne no colo e a levou para o topo do prédio do hospital. Os olhos dela se arregalaram.

— Me diga, por favor, que pelos menos essa coisa seja sua amiga e não queira nos matar!

Patrick riu.

— Ele é a nossa carona, se chama Tommy, é o meu hipogrifo.

A criatura que lembrava um cavalo batia suas asas fazendo toda a poeira do chão subir. Mas antes Anne hesitou.

— Sinto muito, mas não vou subir nessa coisa de jeito nenhum!

Patrick parou com ela ainda no colo e olhou de soslaio.

— Você que sabe, quer ficar aqui e morrer?

O pensamento passou pela cabeça dela por um instante.

— Não!

Bastou sua resposta para que os dois estivessem em cima da criatura. Patrick a colocou na frente e por trás dela passou os braços como se fosse abraça-la, mas sim para segurar nas penas do hipogrifo. Anne começou a abrir os braços tirando os de Patrick que estavam em volta dela.

— O que foi? — indagou Patrick.

— Tem certeza que precisa destes braços em volta de mim?

— Se quiser cair e morrer tudo bem!

Mais uma resposta foi o bastante para Anne calar a boca e não falar mais nada até chegarem onde é que estivessem indo.

Notas finais
Gostaram??? O que acharam de bom e ruim no capítulo. Extrapolem, quero comentários com conteúdos seja falando mal ou bem da história kkk
Abraço a todos que acompanham!!!