Notas iniciais
Olá !
Espero que gostem do primeiro capítulo.
Boa Leitura!

Manhattan, New York.

Novembro de 2012

Andrew Lewis, aos vinte anos era editor-chefe do The New York Times. Ele mora num Flat com vista para a ponte Brooklyn e dirige um Porsche Boxster modelo 2012. Foi eleito o solteiro mais cobiçado de New York duas vezes consecutivas, tinha as mulheres aos seus pés, mas no meio disso tudo ele sentia que faltava algo. Algo que nada daquilo poderia preencher. Faltava amor.

Era sexta feira à noite. Depois de um dia exaustivo no trabalho, Andrew estava tomando café no Cosmopolitan Café TriBeCa.Ele folheava o jornal quando escutou uma voz que fez os seus sentidos paralisarem.

-Oi... –Soou uma voz suave.

Ele levantou a cabeça e imediatamente seus olhos azuis encontraram um par de fascinantes olhos verdes fixos nele.

-Desculpe incomodar... –Prosseguiu ela. – mas a única cadeira vazia é a da sua mesa. Você se incomodaria de dividir a mesa?

-Ah, claro que não! –Respondeu ele ligeiramente atordoado. -Por favor. –Ele indicou a cadeira para ela sentar-se.

Ela sorriu suavemente.

-Sou Lola. –Disse ela.

-Andrew. –Disse ele com os olhos fixos nela.

Ela tornou a sorrir, enquanto levava a xícara de porcelana aos lábios.

Lola não se parecia em nada com as garotas que ele estava acostumado a sair. Seu vestido azul de renda marcava levemente a sua silhueta feminina. Seus cabelos louros ondulados caiam sobre os ombros. Sua pele pálida contrastava intensamente com os olhos verdes e os lábios levemente avermelhados.

-Então... –Disse ele rompendo o silêncio. – Você sempre vem aqui? Quer dizer... eu nunca te vi aqui e se tivesse visto com certeza me lembraria de você.

-É impressão minha ou você está me cantando? –Perguntou ela séria.

-N-não! –Gaguejou ele. –Desculpe. –Acrescentou rapidamente.

Ela riu.

-Relaxa! Foi só uma brincadeira.

Andrew tomou um grande gole de café tentando disfarçar o constrangimento que acabará de sentir. O que está acontecendo comigo? Pensou ele.

Ele era o Andrew Lewis, o homem mais cobiçado pelas mulheres e agora ele estava constrangido diante de uma garota que acabará de conhecer. Será que ela não sabia quem ele era?

-Desculpe... –Disse ele novamente.

-Andrew, você não precisa se desculpar. Afinal, você não disse nada do que ninguém nunca tenha dito.

Andrew sorriu de canto usando todo o seu charme, mas isso não pareceu afeta-lá nem um pouco.

-Acho que não levo muito jeito com as mulheres... –Mentiu ele.

-Huumm... –Ela inclinou para frente até que seu rosto ficasse a centímetros do rosto de Andrew. –Você é um péssimo mentiroso. –Disse ela.

-Ok, ok, ok. –Ele ergueu as mãos num sinal de rendição. –Você me pegou.

Ela arqueou uma das sobrancelhas, enquanto sorrio de canto.

-Sou ótima em detectar mentiras, mas vou dar você uma chance.

-Chance? –Perguntou ele surpreso.

-Você vai ter uma chance de me levar para sair... apenas isso.

-Proposta tentadora... –Ele fez uma breve pausa. – mas, não creio que seja uma boa idéia.

-Está com medo de mim? –Provocou ela.

Ele deu uma gargalha.

-Medo de você? Eu?

Ela o encarou com um ar malicioso.

-Não vejo outra pessoa.

Andrew levantou e estendeu a mão para ela.

-Onde a senhorita gostaria de ir?

Lola levantou e pegou a mão de Andrew.

-Vamos ao karaokê.

-Karaokê? –Perguntou ele surpreso. –Tem certeza?

Andrew odiava karaokê. Talvez seja pelo fato dele não saber cantar ou por que achava uma chatice ficar em pé num palco com várias pessoas encarando você enquanto canta.

-Sim! –Respondeu ela. –Mas se você estiver com medo...

-Não estou com medo! –A interrompeu ligeiramente irritado.

Então provavelmente ele fez a coisa mais idiota que poderia fazer. Pegou a mão dela, levando-a para dentro do seu Porsche Boxster estacionado do outro lado da rua.

Uma hora depois Andrew estava sentado na platéia, enquanto Lola cantava a musica You and I do Scorpions.

Andrew jamais acreditou em amor a primeira vista, mas se isso realmente existia, ele estava sentindo naquele momento. Ele não a conhecia e muito menos sabia se a veria de novo. A única coisa que ele sabia é que estava apaixonado por Lola.

A musica terminou e todas na platéia a aplaudiram, inclusive ele. Depois de agradecer, Lola entregou o microfone para a próxima pessoa que iria cantar e se sentou ao lado de Andrew.

-E então? O que achou? – Lola mordeu o canto do lábio inferior insegura.

Andrew sorriu.

-Você estava perfeita!

Lola sorriu.

Andrew estava tão fascinado por Lola, que poderia ficar a eternidade olhando para ela sem se cansar.

O celular dela tocou. Lola o tirou rapidamente da bolsa e atendeu.

-Só um segundo. –Disse ela.

Lola se afastou da mesa e voltou depois de alguns minutos com uma expressão preocupada no rosto.

-Aconteceu alguma coisa? –Perguntou ele.

-Não... – Disse ela, enquanto guardava o celular na bolsa. – Preciso ir embora.

-Eu insisto que você fique mais um pouco. – A ultima coisa que ele queria era que Lola fosse embora, afinal de contas não sabia quando voltaria a vê — lá.

-Desculpe, não posso. –Disse ela num tom sério, totalmente oposto ao seu tom descontraído de voz.

-Posso pelo menos levar você em casa?

-Não precisa. –Ela forçou um sorriso e se dirigiu a porta.

-Lola... – Andrew foi atrás dela. – espera!

Lola se virou e por pouco não trombou com Andrew.

-O que foi?

-Quando vou ter ver novamente?

Lola inclinou para frente e beijou Andrew. Apesar de surpreendido ele retribuiu o beijo.Ela se afastou dele e o olhou pensativa por alguns segundos.

-Acho melhor não nos vermos nunca mais....

-Por quê?

-É o melhor a se fazer.

Sem dizer mais nada Lola entrou no táxi e foi embora sem dar qualquer outra explicação plausível. Andrew permaneceu parado sem reação olhando o táxi desaparecer ao virar a esquina da rua.

Notas finais
O que acharam?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.