— Vai cara quebra essa pra mim? — Ele me pede com um olhar suplicante, como vou resistir a isso??

— Mas, Nino... Você vai entrevistar Marinette Dupain-Cheng ela é dona de uma das maiorias companhias de restaurante e padarias que existe, não vejo um problema nisso — E realmente não tinha, eu sempre ouvia falar sobre o quão ela era linda e desejada a ver seria uma sorte e tanto!

— Nesse dia eu tenho que me preparar, pois eu vou ser DJ em uma balada, sem contar que é em outro estado... — Já entendi tudo... — Da mesma maneira que é uma chance única conhecer a Chang, também é uma única pra mim de ser DJ na balada em Washington — Dei um longo suspiro.

— Eu entendi, eu vou no seu lugar — A tal balada era realmente importante para ele.

— Cara, valeu mesmo!! — Nino deu alguns tapinhas nas minhas costas — Pensa Adrien vai ser incrível conhecer a famosa Senhorita Dupain-Cheng, ou melhor, dizendo, Ladybug — Havia um sorriso pervertido em seu rosto, mas, espera... Como assim Ladybug?

— Ei, explica esse negócio de Ladybug, como assim? — Indaguei confuso para Nino, enquanto me sentava no sofá que ficava em frente à televisão.

— Nossa... Você realmente é um desinformado, hein?! — Ele me olhava com cara de espanto, enquanto ficava sem entender nada da situação — Simples caro Agreste, lhe deram esse apelido por que a maioria- se não forem todas as estampas de suas roupas são de joaninhas... Fofo, não? — Ele então começou a gargalhar... Se suas roupas refletirem na sua personalidade, então ela deve ser uma pessoa bem fofa...

— Já deixei o gravador e as perguntas em cima da mesa, assim você não tem que preocupar com nada, ok? Bem, eu vou dormir, pois tenho que acordar cedo, não se esqueça que a entrevista é as 10:00 da manha — Eu assenti com a cabeça e Nino foi para seu quarto

Ainda estou um pouco apreensivo com tudo isso, espero que de tudo certo... De repente meus pensamentos são interrompidos quando eu sinto algo se esfregando em minhas pernas... Era meu gato, Plagg.

— Aposto que você esta com fome — Dei uma pequena pausa — De novo — Quando fui tentar fazer carinho em seu pescoço, ele virou a cabeça — Okay, já entendi, vamos lá.

Fui em direção a cozinha do meu apartamento que dividia com nino. Era uma cozinha simples havia um balcão de mármore no meio da mesma, peguei um pote de comida de gato que estava em um dos armários de baixo e na gaveta o abridor de lata, abri o objeto e despejei no "prato" de Plagg que por sinal estava em cima do balcão. Aproximei a tigela perto dele, e imediatamente ele virou o rosto... Gato mimado!

— Plagg, isso é comida de gato, qual o problema? — Ele se virou pra mim olhando profundamente nos meus olhos enquanto os estreitava, e eu suspirei — Já entendi, vou pegar seu camembert — Joguei o conteúdo que estava na tigela e lavei, pegando um pedaço do camembert que estava na geladeira e coloquei na tigela a colocando em frente de Plagg, que imediatamente começou a comer — Gato Mimado... Não te entendo, você devia comer coisas que os outros gatos comem.

Assim que Plagg acabou de comer aquele queijo fedido, desceu do balcão e veio em minha direção enquanto eu apagava as luzes e qualquer eletrônico que estivesse ligado, e fui para meu quarto.

Como eu já havia feito minhas higienes pessoais e tido minha última refeição, tudo o que me restava era dormir, fui me aninhando calmamente debaixo dos meus cobertores negros, enquanto Plagg deitava em sua pequena cama que se localizava perto da minha. Ah, eu estava tão nervoso com esse negocio de ver a Marinette que eu simplesmente não conseguia dormir, mas, meus olhos começaram a ficar pesados e eu fui fechando-os calmamente...

Argh, senti algo molhando tocando meu rosto, mas, o que é isto? Esse cheiro daquele queijo fedido... Plagg!

Subitamente eu levantei meu corpo olhando para os lados freneticamente, Plagg estava no chão me encarando... Está tudo bem, ele apenas está com fome, que horas são? Olhei para o relógio depositado na cômoda ao lado de minha cama, ainda são apenas 10:00 horas...

....

O QUE?! COMO ASSIM?!

EU ESTOU ATRASADO!!

Levantei-me em um pulo da minha cama e fui correndo fazer minhas higienes pessoais, levando 10 minutos para me arrumar... Estava com jeans escuras, botas negras e uma blusa social, espero que seja bom o suficiente para encarar Marinette Dupain-Cheng. Peguei o resto do queijo que tinha na geladeira e dei ao Plagg e logo em seguida peguei as perguntas e o gravador junto com uma mochila

— Plagg, não arranhe os sofás, nem as almofadas! – Gritei para ele enquanto fechava a porta do apartamento

Não acredito que estou atrasado, levou trinta minutos até eu chegar lá com o meu carro, ou seja, estou mais de uma hora atrasado... Se eu não conseguir essa entrevista o Nino vai ficar muito desapontado comigo!

Chegando à empresa percebi o quão grande era, aparentemente era uma espécie de centro, que comandava todos os restaurantes e padarias espalhados pelo mundo. Quando entrei fui diretamente falar com a recepcionista que me encarou com uma expressão assustada, minha aparência devia estar horrível.

— M-me de-desculpe – Respirei fundo – Eu sou Adrien Agreste, tenho um apontamento com a senhorita Dupain-Cheng, na verdade quem devia vir era meu amigo Nino, mas... — O que eu falaria? Que ele trocou uma entrevista por uma balada?! – Er... Ele ficou doente, então o mesmo pediu-me para substitui-lo – Ela então olhou em algo no seu computador, eu detesto mentiras, mas, no momento é necessário. E então ela voltou a me fitar.

— Bem, isto foi há uma hora — Por favor, não! — Mas, como a senhorita Dupain-Cheng esta com o tempo livre neste momento, irei falar com ela – E então eu solto um suspiro de alivio e começo a olhar envolta me desligando totalmente

— Senhor Agreste — Sua voz me trouxe de volta a consciência – A senhorita ira vê-lo, por favor, siga-me – Ah, obrigada Deus!

Eu a segui até o elevador, que por sinal era bem espaçoso, e saímos no vigésimo andar, indo em direção a uma grande porta vermelha com bolinhas pretas, eu já comecei a tirar o gravador da bolsa (a mesma da escola do Adrien no desenho), porém me atrapalhei um pouco, quando chegamos na porta que foi aberta pela recepcionista.

— Senhorita, aqui está ele – E quando eu fui adentrar no local, eu não sei como, mas, eu cai no chão, e ouvi sons de saltos se aproximando, sendo pequenos pés cobertos por saltos vermelhos.

— Obrigada Nathalie, pode se retirar — E então a porta foi fechada – Quer ajuda? – Sua voz soou novamente em meus ouvidos levantei minha cabeça e me deparei com um belo mar azul-claro, tão límpido e tão profundo que sou capaz de me perder nessa imensidão...

Notas finais
sorry se algum erro..e ai?gostaram?aceito criticas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.