50 anos em 3 meses
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Espero que gostem deste capítulo! :D
Dois dias se passaram desde que eu tinha chegado em casa. Estava no momento deitado em meu quarto, olhando o ventilador girar. Minha mãe insistira que eu saísse de casa e saísse com meus amigos de escola, mas eu falei para ela que queria tirar uma semana de "folga".
Essa semana de folga se resumia em, basicamente, eu ficar o dia todo jogando conversando no skype com meus amigos. Mas mesmo enquanto fazia isso, não parava de pensar em Cassandra, a menina que tinha encontrado no aeroporto. Mais de uma vez, me encontrei pensando nela. Olhava para um pedaço de papel na mesa do computador constantemente, que continha o seu número que ela me deu momentos antes de mim descer. Várias vezes cheguei a discar seu número no celular, mas simplesmente não tinha coragem de apertar para chamar.– Provavelmente é mais uma daquelas pessoas que nunca irei ver na vida de novo. — pensei.Decido levantar e fazer algo de útil. Olho no relógio, marcava 14:30. Ainda tinha o dia todo livre para desperdiçar como quiser.– É melhor aproveitar esses dias de conforto antes que o câncer chegue em seu estado avançando. — comentei em voz alta, cabisbaixo. Andei lendo na internet as possíveis reações que o câncer de estômago pode provocar, e tinha os mais variados tipos, cada um pior que o outro. Nausea, tontura, refluxo, vomitos... Coisas que todo mundo "adora" passar. Quando apertei o botão de ligar do meu computador, ouço um barulho vindo da minha janela. Como meu quarto ficava no sótão, estranhei. Em passos lentos, me dirigi até a janela, desconfiado, e não encontrei nada. Tirei esta paranóia da cabeça e me dirigi para o meu computador.Olhei no meu skype e uma de minhas amigas, que tinha o nick denominado como "Ana25893" (sim, um nick bem estranho) estava online. Fiquei considerando se deveria ou não ligar para ela. Não me sentia muito bem conversando com garotas no skype, ainda mais sobre jogos.Enquanto decidia se iria ou não ligar para ela, ouço o mesmo barulho na janela novamente. Parecia passos no telhado, e o medo tomou conta de mim. Antes que eu pudesse me levantar e ver oque era, tudo aconteceu em instantes.Uma pessoa apareceu bem em frente a minha janela, que rapidamente a abriu e entrou no meu quarto. Por um momento, os raios solares não deixaram eu ver o rosto da pessoa, apenas uma sombra e seu formato. Quando ela se aproximou, eu já estava ficando maluco. Meu cérebro trabalhava constantemente para saber oque deveria fazer. Seria aquilo um bandido? Oque ele está fazendo?Quando a pessoa chegou mais perto, fiquei mais confuso e atordoado do que já estava. O rosto era feminino, porém, não era um rosto qualquer. Eu conhecia bem aquele rosto. Estava pensando nele por dias.Cassandra. De pé, na minha frente. Com um belo sorriso no rosto. – O-o-que está fazendo aqui? — gaguejei. – Acalme-se. Não vim te sequestrar. Por enquanto. — ela deu uma gargalhada e sentou em minha cama. O sentimento de dúvida e surpresa logo foi substituído por raiva.– Oque te leva a pensar que pode entrar em minha casa desta maneira, sem mais nem menos? — perguntei me esforçando para fazer uma voz ameaçadora. Esta me encarou nos olhos, ainda mantendo seu sorriso na cara. Ela se levantou da cama e veio em minha direção, me fitando o tempo todo. A medida que ela chegava, eu levemente recuava de medo.– Vem me dizer que não está gostando de minha presença? — perguntou, toda confiante.Eu queria dizer que não, mas eu estaria mentindo. Estava pensando nela todos esses dias, e ela aparecer de repente na minha casa certamente não era uma simples coincidência.– Não disse isso. Apenas.. apenas fiquei assustado. — disse.– Que ótimo. Agora posso observar melhor sua casa. — ela sem perguntar nada, abriu a porta do meu quarto e desceu as escadas indo diretamente para a cozinha.– HEY! Está louca? E se minha mãe tivesse em casa? — gritei enquanto tentava acompanhar ela.– Não se preocupe. Ela não está. — ela disse com tanta confiança que não contei a pergunta.– Como sabe disso? — questionei.– Apenas sei. – Apenas sabe?Ela parou de fazer o seu tuor pela casa e virou-se bruscamente para minha direção. Ela me fitou com seus olhos castanhos. – Não tem nada na sua vida que eu não saiba.Fiquei surpreso com essa repentina mudança de humor dela. Agora suas feições estavam sérias e não mostrava um pingo de sorriso.– Quem é você? — estava começando a ficar com medo. — Como sabe da minha vida?– Muito simples. Você conta tudo dela para os seus amigos do Skype. — ela disse.Meu cérebro entrou em colapso nesta hora. Mas então, assim como depois da tempestade, vem o tempo limpo. E meu cérebro reorganizou todas as informações e chegou a conclusão óbvia.– Você... você é..? — mas antes que terminasse, ela se adiantou:– Prazer, Ana25893.
Notas finais
Próximo capítulo sai amanhã. Tentarei fazer o meu máximo para postar um por dia.
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