50 Tons de Reconciliação
7 Cap-07
Cap 07
pov Ana
Uma semana sem passou desde que estamos em Amsterdã, e que ouvi como foi a infância de Christian, e senti um nó se formar em minha garganta, pois eu sabia que ele tinha tido um início de vida complicado, mas não imaginava que fosse tanto assim, é ouvi de sua boca foi bem complicado.
Durante esses dias ele não tocou mais no assunto, apenas me leva para conhecer mais de Amesterdã, o que tem sido maravilhoso, fomos a alguns dos principais pontos turísticos.
Mais ainda não sentamos e conversamos sobre o que realmente interessa, nós dois.
Depois do almoço eu fui para o jardim da casa e me sentei em um dos bancos e fiquei observando o jardim, que era simplesmente maravilhoso, com árvores e flores.
— o que tanto pensa aí é sozinha?
ouço Christian se aproximar e se senta ao meu lado.
— em nada e em tudo ao mesmo tempo.
— isso não foi muito esclarecedor Ana, mais tudo bem.
— nós viemos pra cá, pra tentar nos acertar, mais desde que chegamos aqui não temos conversado Christian, fizemos tudo, menos conversar sobre o que realmente importa.
—você tem razão, mais é antes de conversar, preciso te contar mais coisas sobre mim.
Fala e vejo o quanto ele fica desconfortável em ter que contar sobre isso, pois sei que foi nesta fase que ele conheceu a Pedófila.
— olha, se voce não quiser me conta isso, não tem problema Christian.
— só assim você vai entender o porque do meu medo de ser pai.
E com isso o nó volta a se formar em minha garganta.
— depois que a prostituta drogada morreu eu fui para o hospital, pois estava bastante desnutrido e foi aí que conheci a Grace, um anjo sem asas, eu gostei dela, mais tinha medo dos toques, eu fiquei alguns dias no hospital e em todos eles ela me visitava, foi em um desses dias que ela falou sobre a adoção, fiquei feliz, mais nem assim eu conseguia falar, depois que já estava melhor fui encaminhado para um lar provisório, enquanto a situação não fosse não resolvida e para saber se tinha alguém da minha família biológica e se eles queriam ficar comigo, como isso não aconteceu foi facil pra Grace e o Carrick me adotarem, já que tinham adotado o Elliot.
Então eu fui pra casa deles no começo foi bem difícil, eu me isolava, não queria brincar com o Elliot. Até que a Grace teve a ideia de me colocar pra fazer aula de piano, o que eu gostei muito, conseguia aprender rápido e fazia de tudo pra que eles não me devolvessem e assim dois anos se passou e eu não falei uma palavra, até o dia em que eles apareceram com a Mia, e o nome dela foi a primeira coisa que falei em dois anos.
Mia foi a única que eu permitia que me tocasse, ela era um bebezinho tão lindo e eu pensava como alguém podia não querer ela, aí em um dia o Elliot perguntou dos pais dela, aí Grace falou que eles tinham morrido no acidente, mais que a Mia tinha sobrevivido graças a cadeirinha, eu passava o tempo todo com ela, deixa ela dormi em meu peito, me tocar e eu amava.
E assim os anos foram se passando e eu e Mia éramos muito apegados, Elliot não tinha muita paciência pra brincar com ela, ao contrário de mim, que sempre brincava com ela.
Mia era uma das minhas melhores distrações, fora as aulas de piano.
Quando eu entrei na adolescência foi que as coisas desandaram de vez, eu dei muita dor de cabeça para os meus pais, como você sabe, em um ano fui expulso de quatro escolas, era briguento, arrumava confusão por qualquer coisa, era desobediente, comecei a beber, as vezes com alguns "amigos " praticava racha, eu estava fora de controle.
Era um adolescente cheio de raiva e ódio, que a qualquer momento explodiria.
E foi aí que conheci Elena.
Era um dia de verão e como meu pai estava bravo comigo e não me dava dinheiro eu fazia esses trabalhos de limpar quintal, e a Elena me chamou pra limpar o quintal da casa dela, eu fui e comecei a limpar tudo, e como estava bastante quente eu tirei minha camisa, elena apareceu e me olhou de um jeito bem estranho, mas não me importei muito com aquilo, afinal ela era amiga dos meus pais.
Terminei o serviço, recebi o dinheiro e fui pra casa, alguns se passaram e Elena me chamou em sua casa, eu pensei que era para que eu limpasse novamente o quintal, mais estava totalmente enganado.
Falo e começo a sentir falta de ar.
Elena então me perguntou se eu sabia o que era BDSM, claro que a principio eu fiquei confuso, ela então começou a falar, assim por alto do que se tratava, a principio eu não acreditava no que estava acontecendo, no que eu estava ouvindo. Eu apenas via a Elena como uma das amigas da minha mãe, mas ela falou que com isso, eu iria ter controle da minha vida, iria destinar a raiva para outra coisa, ou seja, eu iria ter controle sobre tudo ao meu redor.
E ter controle e direcionar a raiva era tudo o que eu precisava, ela então me fez a proposta de ser seu submisso e me ajudar a ter controle e a redirecionar minha raiva, então eu aceitei e assim que começou minha relação com a Elena, e ela estava certa, logo eu consegui controlar a minha raiva, tanto que meus pais se surpreenderam com a minha mudança repentina e drástica.
E a cada dia que se passava mais eu me tornava o centro do meu próprio mundo, controle era tudo o que eu precisava e queria, e assim os anos foram passando e eu já não era mais aquele jovem rebelde e com a intenção de auto destruição. Eu fui para haverd e Elena ficou, claro que eu não era seu único submisso, mais isso não me importava, pois eu já tinha conseguindo me controlar, então isso não era do meu interesse. Meus pais estavam felizes, meus irmãos também, e eu estava ingressando em uma renovada faculdade, mais nem mesmo assim eu estava feliz.
Mais meus pais não aceitavam que eu saísse da faculdade, e por eles eu permaneci em Haverd, mais quando estava faltando um ano para me formar, eu conversei com Elena, disse que não estava gostando do curso e queria abrir a minha própria empresa, Elena então me emprestou uma quantia de dinheiro do ex marido e com isso, eu finalmente sai da faculdade, obviamente que meus pais surtaram com isso, mas eu não liguei, então dei inicio a minha empresa, e não me arrependi do que eu fiz.
Minha relação com Elena continuava, mas quando tinha vinte e um anos eu decidi que não queria ser mais submisso, então acabei com a nossa relação Sub/Don e passei a ser um dominador, claro que Elena era a mediadora entre mim, e as subs, era ela quem as escolhia, ela conhecia meus gostos, a aparência delas, morenas, basicamente assim como você.
Foi ela quem me mandou ir atrás de você, quando você foi para a casa da sua mãe, ela tinha percebido que eu tinha me apaixonado por você, e pensou que fazendo isso, você iria me deixar de vez, mais graças a Deus isso não aconteceu e você me perdoou e voltu pra mim. Você dizia que ela era uma pedifila, mas eu não via isso, via apenas uma pessoa preocupada com um amigo, mas tudo isso mudou no dia do meu aniversario, quando anunciei nosso noivado, as barbaridades que ela te falou, ali eu tinha percebido finalmente quem a Elena realmente é, ela queria ter o controle da minha vida, mandar em quem eu devia me relacionar, e sabia que não ia ter mais isso quando eu me envolvi com você ela perdeu todo que ainda tinha em mim, já que você não gostava dela e não ia deixar ela se aproximar de mim, e ela não aceitou isso. E depois, quando eu sai de casa louco quando me falou da gravidez, as atitudes dela foram totalmente improprias.
Mais tudo isso mudou a partir do momento em que pus os olhos em você Ana, você me mudou, fez as barreiras caírem, me mudou noventa por cento, mas ainda tem coisas que ainda não consegui mudar, e uma delas é a questão filho, mas se você me dê só mais um pouco de tempo. Tempo e fé, é só o que eu peço.
— Christian, eu realmente não quero pensar sobre isso agora, nem todos tem o sonho de ter filhos.
— eu quero que você entenda Ana, eu passei a minha vida toda me achando um nada, até os quatro anos só ouvi a minha mãe biológica me dizer que me amava só duas vezes, eu me achava indigno de gerar e ser responsável por um ser tão puro, eu fico pensando, o que eu poderia oferecer a um filho? O que de bom eu tenho para oferecer a alguém? Você entende o quão fodido eu sou? Aliás, sou um cara fodido em cinquenta tons diferentes, e morro de medo disso, mas isso me deixou cego, pois eu teria ao meu lado, uma mulher incrível que sei que estaria ali, para me ajudar e não me deixar fazer nenhuma merda, que me ajudaria a ser um bom pai, mas fui um estupido e só pensei em mim, no que eu queria, ou melhor, no que eu não queria, e agora, não sei o que fazer para reverter isso, poxa eu te amo Ana, mais que minha própria vida, e só quero uma chance para mudar isso.
Ele fala, e eu só sei chorar, não sei exatamente o porquê, mais estou chorando.
— o pontinho seria o fruto do nosso amor, todos iam vê, e perceber que seriamos uma família.
— e os marmanjos que sempre quiseram entrar na sua cueca teriam que engolir que você seria minha pra sempre, eu sou muito burro por não ter percebido isso, mas quero ter uma chance, que seja minúscula, eu só quero te amar Ana.
— como eu disse, eu fiquei com sequelas, então não a como saber se algum dia engravidarei.
— eu pagarei o que for para um tratamento que seja eficaz, nos EUA, ou em qualquer lugar do mundo, não importa, e também tem adoção, agora EU, quero um filho meu amor, ele seria o meu perdão, a minha redenção perante você e a Deus.
Por Deus, o Christian realmente sabe como me deixar feito manteiga, eu não falo nada, ele apenas me abraça, e em seguida dá um beijo em minha testa.
— Diz que sim, que não vai desistir.
— Christian... eu não quero criar falsas esperanças e depois sair decepcionada por não conseguir, então, por favor, vamos deixar as coisas assim, e eu tenho que deixar meu útero cicatrizar e voltar ao normal antes de fazer alguma coisa.
— Assim que a gente voltar a Seattle você irá fazer uma consulta com a Dra. Greene, irá fazer uma bateria de exame, todos minuciosos, não desista de mim Ana, você é tudo de mais importante que eu tenho em minha vida.
— Eu amo você Christian, mas eu tenho medo. Sempre fui muito insegura e desde que tudo aconteceu eu fiquei muito mais insegura.
— Eu sei que realmente te magoei, e se for preciso eu me ajoelho, faço isso agora mesmo sem nenhum problema, eu só quero voltar a ter minha esposa de volta.
— Essa é uma conversa definitiva não é? — Eu pergunto.
— Basicamente, pois estamos aqui para nos acertar- então eu preciso que seja totalmente sincero comigo.
Fala e eu respiro fundo, sei que ele está certo. Eu preciso ser sincera, mais tenho medo de ser sincera e acabar magoando Christian.
— Não sei se devo ser tão sincera com você Christian.
— Claro que deve Ana, a confiança é das principais bases para o casamento, então seja o que for que queira falar, pode falar e eu juro que não irei ficar chateado.
— Eu não sei Christian.
—Por favor Ana, pelo bem do nosso casamento. Eu não me importo com o que quer que seja, só preciso que seja sincera.
Respiro fundo antes de começar a falar.
— Certo, só não fique bravo depois. Eu fico insegura com tudo isso Christian, eu sou humana poxa, tenho medo que você esteja falando sobre termos um filho no calor do momento mais que depois se arrependa por achar que não será um bom pai, ou falar que fui estupida o bastante para esquecer as injeções, sendo que na verdade, o efeito delas em meu organismo foi mais rápido. Eu não quero ser chamada de golpista Christian.
Filho pra mim, é um assunto sério, sempre quis ser mãe, e existe uma enorme possibilidade de eu não engravidar. Tenho medo de muitas coisas, e uma delas é escolher entre meu marido e meu filho. Medo do nosso casamento não resistir ao final dessa viagem.
Você foi o meu primeiro amor, e eu o amo demais, mais tudo isso é tão assustador e frustrante, pois não sei o que vai acontecer. Eu não tenho garantias de que tudo vai ficar bem, pois nada nessa vida é concreto, hoje estamos bem, amanhã não, não temos certeza de nada Christian.
— eu entendo seus medos e não posso dizer que são um exagero, mais eu te dou a minha palavra que o que aconteceu antes não irá se repetir, se eu falo com toda veemência que quero ter um filho com você, é porque eu quero isso e não irei falar que foi um golpe, que foi de proposito pois estamos planejado, este bebê será planejado. Então para com as paranoias porque não vai acontecer nada disso. Somos seres humanos e com isso propensos a cometer erros Ana, mas o melhor de tudo é você ter a chance de concertar os erros cometidos, fui um babaca com você, quase te perdi, mais estou aqui, admitindo que errei, quero concertar as coisas e pra isso, quero que você me dê está segunda chance, e garanto que não irá se arrepender.
Suas palavras tocam meu coração, vejo sinceridade em seus olhos, Christian realmente está arrependido e sei que serei uma grande idiota se não dê uma segunda chance para ele, para nós.
— então, o que você me diz? Estou perdoado?
Ele pergunta mais em seguida ele levanta do banco e se ajoelha em minha frente.
— Ana, minha Ana. Meu amor, minha vida, meu tudo, peço encarecidamente que perdoe este idiota, sei que vou meter os pés pelas mãos outras vezes, mais nunca com a intenção de te magoar, porque te magoar será o mesmo que me magoar, não sou perfeito, mais prometo tentar melhorar por você, para merecer seu amor, e fazer você sentir orgulho de mim, de ser minha esposa. Me dá mais uma chance?
Ele pede e vejo lagrimas em seus olhos, e sei que estou como ele, não tem como não chorar diante de uma cena dessas e destas palavras, sem pensar simplesmente me jogo em seu colo e o beijo.
— Claro que te perdoou Christian, amo você mais que tudo e também peço perdão pois nestas últimas semanas fui bastante grossa com você, te acusei de varias coisas, me perdoe, eu apenas estava machucada pela dor da perda.
— você não precisa se desculpar meu amor. Prometo me esforçar para ser o marido que você merece- fala e volta a me beijar.
E sei que fiz a coisa certa, pois não me perdoaria se não desse uma segunda chance ao nosso amor, e que se trabalharmos juntos as coisas darão certo.
Amo o Christian demais para deixa-lo ir embora assim.
xxxxxxx
Fale com o autor