Pov Christian

Eu amo Anastásia de uma forma descontrolada, Flynn disse que até mesmo um pouco obsessiva, não sei se concordo com este termo. O fato de querer minha esposa ao meu lado, e segura não me torna obsessivo. Eu apenas quero Anastásia só pra mim, nada que possa tirar seu foco de mim, ou uma pessoa que ela possa dedicar seu tempo e amor mais do que a mim, e quando ela contou que estava grávida eu fiquei louco, desesperado, e acabei falando e fazendo coisas das quais me arrependo amargamente. Ela é meu mundo, meu tudo e apenas a ideia de dividir seu amor e sua atenção com um bebê me causa medo. E também porque seria um pai de merda, assim como a minha mãe biológica foi, tenho um sangue impuro, que valores eu passaria a um filho? Nenhum com certeza, a única coisa que ele vai herdar será o meu sangue fodido, sei que Ana será uma mãe maravilhosa, mas eu não serei um bom pai. Quando ela me falou, o sangue fugiu do meu corpo, não conseguia raciocinar direito e acabei falando aqueles horrores pra ela, que ela engravidou de propósito e depois sai e bebi com Elena, a mulher que minha esposa odeia. Sinto falta de seu corpo, seus beijos, seu carinho, mas em contrapartida meu orgulho fala mais alto e ainda não estou conseguindo falar com ela, a raiva ainda não passou. Sei do acontece com ela graças a meus funcionários, que estão me mantendo informado sobre tudo o que acontece com ela.

Eu sei, Anastásia jamais engravidaria de propósito, ela não ama minha conta bancária, e isso me faz amar ainda mais a minha menina.

Esses dias, estou saindo mais cedo para a empresa e voltando para cada mais tarde, e quando chego, vou direto para meu escritório e fico trabalhando até mais tarde, e quando vou para o quarto Ana já está dormindo, as vezes percebo que seu rosto está inchado, sinal que ela chorou e isso me faz sentir um enorme merda.

Como ela está em um sono pesado me permito fazer alguns carinhos seu rosto, com cuidado eu passo minha mão sob sua boca, a contornando, em seguida afasto alguns fios de cabelo de seu rosto, minha mão vai descendo, até chegar a seu queixo, e planto em seus lábios um beijo delicado. Fico mais alguns minutos assim, e depois vou ao banheiro tomar banho, para voltar o quanto antes para o quarto, para os braços do meu amor. E assim eu faço.

Após o banho, volto para o quarto, vou ao closet e me visto, e logo volto para a cama e sem que Ana acorde a abraço.

— eu te amo minha menina- declaro meu amor a ela, e em minutos estou dormindo.

Acordo no dia seguinte bem cedo, faço minhas necessidades, minha higiene e me preparo para mais um dia de trabalho, faço tudo isso, antes que Ana acorde, sei que parece infantil mas não estou conseguindo agir de outra forma.

Vou para a cozinha e a senha Jones está preparando o café da manhã

— bom dia senhor Grey, gostaria de tomar o café da manhã agora?

— sim senhora Jones.

— panquecas? E omelete com suco de laranja?

— está bom- digo e ela começa a colocar no quarto.

— Anastásia está se alimentando bem?

— estes dias ela não está conseguindo comer muito, então toma apenas um chá e come algumas bolachas de água e sal, mas eu estou fazendo algumas coisas para que ela leve para a editora.

— tudo bem senhora Jones, obrigado- digo, e balanço a cabeça em sinal de negação ao saber que Anastásia não está se alimentando corretamente.

Tomo meu café da, enquanto penso em alguma atitude a ser tomada.

Xxxxx

Já estou no elevador junto a Taylor.

— Taylor, você tem falado com o sawyer sobre a senhora Grey?

— sim senhor! Ele sabe que qualquer coisa fora do normal é para comunicar imediatamente, e que a segurança dela é prioridade.

— certo- falo e logo estamos na garagem, e assim que chegamos ao meu carro, Taylor abre a porta e eu entro, ele fecha e logo estamos saindo. Não estou conseguindo pensar com clareza, Anastásia e deixa fora de órbita, ela é minha salvação, mas também pode ser minha destruição, e ela pode fazer isso apenas com uma palavra.

Em menos de vinte minutos estamos no estacionamento da GEH, e eu rapidamente saio do carro e Taylor me acompanha. Entramos no elevador. E estou impaciente, e graças a Deus não demora e estou chegando no último andar, a porta se abre e nos saímos e vejo Andrea agitada como sempre, ela logo se levanta, assim como a nova estagiária Carly.

— bom dia senhor Grey.

— Minha agenda em cinco minutos Andrea.

— perfeitamente senhor — e eu entro em minha sala e me sento em minha cadeira, enquanto Taylor fica em seu posto, e em poucos segundos meu telefone toca.

— senhor Grey, o diretor da universidade de Portland está na linha 1.

— ok Andrea- falo e desligo, e em seguida atendo o telefonema.

— senhor Grey bom dia.

— Senhor Vicent, em que posso ajudar?- pergunto, enfiar a cara no trabalho vai ser bom, me fazer esquecer meus problemas.

— Senhor Grey, estamos tendo alguns problemas relacionados ao novo projeto, seria possível o senhor vir até aqui em Portland?

— ir a Portland hoje?- pergunto e vejo Taylor me olhando, e ele entende o recado- perfeitamente senhor Vicent, em menos de uma hora e meia estaremos ai em Portland.

— obrigado senhor Grey- então ele desliga o telefone e em seguida eu pego e ligo para Andrea, no momento em que Taylor está saindo da sala e falando algo em seu celular.

— Andrea, cancele toda minha agenda de hoje.

— sim Senhor, posso fazer mais alguma coisa?

— não- digo curto e grosso e em seguida desligo o telefone, e não demora muito e logo Taylor aparece.

— Charlie Tango estará pronto em meia hora senhor.

— certo Taylor- digo e pego minhas coisas e saímos.

— Andrea, estou indo para Portland, qualquer coisa urgente me ligue.

— sim senhor- fala e em seguida vou para o elevador com Taylor, e logo estamos chegando à garagem subterrânea, Taylor abre a porta do carro e eu entro, e logo estamos a caminho do aeroporto.

Enquanto aguardo a liberação mando um e-mail para Anastásia.

De: Christian Grey

Assunto: Portland

Para: Anastásia Grey

Ana, estou até Portland hoje. Tenho que resolver algumas coisas relacionadas à WSU, achei que gostaria de saber.

Christian Grey, CEO, Grey Enterprises Holdings, Inc.

Alguns minutos depois a torre libera, e enfim decolamos rumo a Portland. Depois de quarenta e cinco minutos estou aterrissando em Portland e por sorte Taylor já tinha alugado um carro e então vamos para a universidade, me encontro com o senhor Vicent e ele juntamente com os demais diretores relatam os problemas que estão acontecendo com o projeto. Depois de algumas horas de reunião chegamos a algumas conclusões, irei investir mais algum dinheiro no projeto de plantações e agricultura alimentar familiar.

Quando terminamos a reunião resolvo ir a um restaurante almoçar antes de voltar para Seattle, fico em uma mesa mais afastada enquanto peço meu almoço, Taylor fica em outra mesa, pede seu almoço e não para de falar ao telefone, provavelmente está falando com Gail. Eles dois estão juntos a praticamente quatro anos.

Xxxxx

Após o almoço iremos voltar para Seattle, estamos esperando a torre liberar a decolagem, assim que Taylor coloca seu cinto seu Blackberry vibrou.

— eu não ouvi o telefone tocar, é mensagem do Sawyer.

Fala e logo abre um aplicativo, onde ele pode monitor todos os meus automóveis, e posso vê um ponto vermelho em movimento. Então ele sai do aplicativo e imediatamente liga para Sawyer.

— Sawyer, porque o carro da Anastásia está em movimento? — ele perguntou e ouve a resposta e arregala os olhos e em seguida me olha.

Essa não! Não posso acreditar que algo aconteceu com a minha menina, com ela não! Mesmo estando muito irritado com ela, não posso suportar a ideia dela se machucando.

— entendi! Fala ele com uma certa preocupação em sua voz.

— a Sra. Grey não está se sentindo bem, então o Sawyer está a levando para casa.

Isso não está acontecendo! Não estou em casa e minha mulher está doente, que droga.

— Taylor diga que já estamos para decolar em menos de uma hora estaremos em Seattle, peça para que ele e a Senhora Jones fiquem de olho na Ana. E que se ela precisar de algum médico, é para levá-la imediatamente para o hospital.

Taylor repassa meu recado a Sawyer e ficam obtendo mais algumas informações, e depois desliga o celular, e logo estou autorizado a decolar, o que internamente eu agradeço. Não consigo pensar em outra coisa a não ser, em Anastásia passando mal em casa.

Após aproximadamente cinquenta minutos eu estou aterrissando em Seattle e então meu mundo desmorona.

Sawyer liga para o Taylor e o avisa que Ana o enganou e fugiu de casa e logo em seguida

Recebo a ligação do gerente do meu banco, avisando que Anastásia está lá para retirar 5 milhões de dólares.

Estou fora de órbita, não sei o que pensar, falo para o gerente que antes de liberar a retirada preciso falar com a minha esposa.

E a minha conversa com a Ana é pior do que eu imagino, ela está me deixando, ela quebrou a promessa que me fez. De jamais me deixar, estou sem chão, sem rumo, sem destino. Não quero acreditar que meu pai estava certo, que ela é uma interesseira, que estava de olho em meu dinheiro, não! Eu me recuso a acreditar que ela seja assim, não a Ana, minha Ana.

Estou devastado, jamais pensei que isso fosse acontecer. Falo para Taylor que Ana está me deixando e mais uma vez me sinto um idiota porque até meu funcionário tem mais fé em minha esposa do que eu. Ele fala que Ana me ama, e que não está interessada em meu dinheiro, que se ela tivesse me deixando teria retirado mais dinheiro, e que ele conhece mulheres interesseiras e Ana não é uma delas, levar um tiro doeria bem menos que ouvir isso. Mas não posso ter a chance de replicar pois seu celular voltar a tocar, ele atende e no mesmo instante fica branco feito fantasma, depois vermelho de raiva, roxo de ódio e eu já começo a temer pelo pior, pois é a primeira vez que vejo Taylor agir assim.

Aproximadamente cinco minutos depois ele coloca o celular no peito e me fala.

— senhor Grey, o Jack Hyde foi solto hoje cedo sob fiança.

Eu fico branco com isso.

— que merda é essa Taylor?

— alguém pagou a fiança dele hoje cedo, e só agora os advogados estão nos avisando.

— eu não acredito nisso- dou um soco no Charlie Tango para descontar minha raiva, eu não posso crer que o juiz libertou este cretino, ele foi preso por invadir meu apartamento, e por tentativa de sequestro e sei que ele iria abusar da Ana. Estou com sangue nos olhos. Voltando a pensar na minha Ana decido ir ao banco, pois como o procedimento para a retirada do dinheiro demora alguns minutos, ela terá que me falar, olhando em meus olhos que está me deixando. Falo a Taylor e logo estamos no meu carro. Taylor dirige rápido, mas não o suficiente, quero chegar logo ao banco.

Taylor me trás de volta a realidade.

— senhor Grey, acredito que tem coisa errada acontecendo.

— a Ana está me deixando- sussurro tais palavras como se elas fossem proibidas.

— Jack Hyde solto está manhã sob fiança e agora a senhora Grey indo ao banco retirar 5 milhões de dólares, muita coincidência não acha? — ele fala me encarando rapidamente, mas logo volta sua atenção para a rua.

— você está querendo dizer que?

— não posso afirmar com toda certeza, mas é bastante estranho isso, a senhora Grey não iria esperar o senhor viajar para lhe falar que está lhe deixando, e retirando este dinheiro, ainda mais que estão casados há poucas semanas e ela está grávida, este não é seu jeito. Jack Hyde foi bastante audacioso quando tentou agarrá-la a força, foi preso após a tentativa de sequestro dela, aí ele é solto e milagrosamente a senhora Grey começa a agir feito uma golpista. Há várias peças deste quebra cabeça faltando, mas posso afirmar que provavelmente tem o dedo do Jack Hyde nisso.

Meu corpo começa a tremer, não quero pensar nisso, será que esse cretino está realmente fazendo alguma chantagem com a minha Ana? Se for isso, eu o mato.

Meu blacberry toca e atendo no segundo toque, ao ver que é o Sawyer.

— senhor Grey, estou no banco neste momento.

—consegue vê a senhora Grey.

— ela está conversando com o gerente, estou de olho nela.

— ótimo! Não deixe que ela saia daí, em menos de dez minutos estamos chegando.

— sim senhor- fala, e eu desligo.

— mais rápido Taylor.

Ele não fala nada, apenas pisa no acelerador, com certeza vai levar algumas multas por excesso de velocidade e passe alguns sinais vermelhos. Mas o que importa é que logo chegamos ao banco, saio feito um louco, só para vê que Sawyer está para bater no gerente, entro no local e o homem fala que Sawyer está atrás da minha esposa. E

Com má vontade explico que ele é seu segurança pessoal, então ele explica que Ana saiu pela porta dos fundos, e também nos fala outras coisas importantes, como Elizabeth Morgan está esperando a Ana. Por essa eu não esperava, o que está acontecendo? Por que Elizabeth está fazendo isso? Isso não está cheirando bem. O gerente ainda fala que Ana pediu seu celular emprestado, isso abre um sinal de luz em minha mente, pois Ana não teria porque pedi um celular emprestado, ela tem o seu.

Os seguranças vão procurar o celular do gerente nas redondezas e encontram na lixeira. Ana sabia que eu iria rastreá-la, por isso ela pediu o celular do gerente, Taylor então rastreia o celular de Ana,. Enquanto esperamos eu peço para o Welch avisar a polícia que está acontecendo um caso de sequestro, e após alguns segundos Taylor consegue a localização, passa para Welch avisar a polícia, então vamos para meu carro e estamos seguindo o sinal do celular de Ana. O sinal está indo para uma parte afastada de Seattle.

— porque Ana está nessas partes da cidade?

— senhor Grey, isso não faz nenhum sentido, se a senhora Grey realmente tivesse o deixado não iria vir para um lugar como esse- Taylor fala e mais uma vez eu me sinto um merda, pois ele confia na minha esposa mais do que eu.

Meu coração está apertado ao pensar no que está acontecendo com minha Ana, meu Deus, não permita que nada aconteça com ela, nem com o bebê, sei que não reagi bem, mas isso não significa que quero que ele morra.

Taylor logo está parado o carro, e no momento em que abro a porta do carro, escutamos um tiro vindo de dentro do galpão, meus pelos se eriçam, ao pensar na possibilidade de Ana correndo perigo, sem esperar mais nada, abro a porta e saio correndo e Taylor segue atrás. Meu mundo para ao vê Ana ali caída no chão.

— Ana- vou até ela, para vê-la, ali caída no chão e toda machucada, a pego em meus braços, e olho para uma arma em sua mão e o desgraçado do Jack com a perna machucada. Tento avaliar os ferimentos de Ana, quando veja ela fechando seus olhos, meu desespero aumenta.

—ANA- grito, e vejo que Taylor está com uma arma apontada para Jack, e logo ouço sirenes da polícia se aproximando.

Sawyer chega logo em seguida, e vai para onde Taylor está.

Logo os demais seguranças aparecem e começam a olhar o galpão, Reynolds fica com a arma apontada para Elizabeth que parece está assustada.

— senhor Grey sua irmã está aqui- Ryan fala e eu o olho chegando com Mia desacordada em seus braços.

Está é a gota que faltava para eu estourar por completo, agora estou entendendo tudo, ele usou Mia como isca para chegar em Ana.

— Taylor segura a minha menina- falo e ele se aproxima, e eu lhe dou o corpo inerte de Anastásia, ele é a única pessoa que confio para cuidar dela neste momento, e vejo seus olhos ficarem como os meus, ao fé como está, enquanto eu vou até o filho da puta do Jack, e quando ele percebe a fúria em meus olhos tenta levantar e sair dali, mais sou mais rápido, dou um chute em sua virilha e ele cai e urra de dor, não me importo, me abaixo e aperto o local que a bala pegou, o infeliz grita de dor, mas isso não me freia, pelo contrário, me levanto e o puxo pelo colarinho da camisa, quando ele fica pé, lhe dou mais chutes, e o último é em seu estômago.

— você mexeu com a família errada seu verme- digo com a voz carregada de ódio, enquanto o vejo se contorcer de dor, isso não é suficiente, minha esposa está praticamente morta, ele vai pagar isso, eu seguro sua cabeça com minhas duas mãos e bato com ela no chão três vezes.

— aí porra- ele grita.

— vamos, lute comigo! Ou o vermezinho só banca o macho com mulheres frágeis e delicadas?

— eu te odeio, seu desgraçado- ele fala e tenta me acertar um soco, mas não consegue, e pela raiva lhe dou vários.

— senhor Grey, a polícia chegou- Taylor fala e não me importo, quero descontar com Jack tudo o que ele fez a Ana e a Mia. Não me importo com mais nada, então de repente ouço a voz do detetive Clark, e ele me pede para soltar o Jack, ou seus homens irão entrar em ação.

Logo mais pessoas estão chegando, e não me importo com nada além de bater a merda fora de Jack Hyde, mas em um momento Taylor falou algo que me fez voltar a realidade.

Ana será levada ao hospital, e após alguns minutos discutindo com o delegado, eu me livro deles, Ana é mais importante. Se me perguntarem quando as ambulâncias chegaram não sei dizer, não estava pensando em nada, a não ser matar lentamente o desgraçado do Jack Hyde.

Saio do galpão e vou até a ambulância em que Ana está sendo atendida, e vejo que já tem hematomas em sua delicada perna.

— o senhor não pode entrar- o socorrista fala.

— uma porra que não vou acompanhar minha esposa- rosno pra ele, e então ele concorda, entro, e me sinto, segurando a mão de Ana. Neste momento eles já tiraram a roupa dela, em outro momento eu morreria de ciúmes de mais alguém está olhando o corpo dela semi nu, mas agora o que importa é que ela se recupere. Sua mão está gelada, e com os dedos em um tom meio roxo.

Durante o caminho ao hospital eles vão fazendo todos os procedimentos para cuidarem dela.

— como ela está?

— não podemos dizer com precisão- a socorrista me responde, eles me olhando de um jeito estranho, como se tivessem me escondendo algo.

— ela está grávida- falo em uma voz baixa, mas o suficiente para que eles ouçam, e é aí que eles se olham novamente de maneira estranha.

— o que aconteceu? — pergunta com medo da resposta.

— como eu disse, não temos certeza de nada.

—Christian o que faz aqui? Aconteceu alguma coisa com a Ana? — vejo minha mãe ali na minha frente, e só então percebo que estamos no hospital da família, e ela está usando seu jaleco- me fala filho, o que aconteceu.

E é neste momento que as minhas últimas forças vão embora, e a falar nada, eu a abraço.

— a Ana mãe- falo em um soluço e sinto ela mexer em meu cabelo.

— o que foi filho?

— a Ana foi sequestrada, e foi espancada quase até a morte, a encontro caída no chão frio e quase sem vida, e eu tô com medo mãe.

— meu Deus Christian-, fala, e sinto o horror em sua voz, enquanto lentamente se afasta e vejo sua expressão horrorizada.

— ela foi para salvar a Mia- falo e ela então cai sentada na poltrona, me sento ao seu lado e vejo as lágrimas descendo por seu rosto.

— Mia também.... Não consegue terminar a frase.

— ela não está ferida, ela estava desmaiada, só a Ana que está ferida, e eu tenho medo, não posso perder eles.

— eles? — Minha mãe pergunta confusa.

— vê se a senhora consegue descobrir alguma coisa mãe.

— está bem! Mais você já avisou aos outros? — ela perguntou e eh faço que não, com a cabeça. Eu não conseguia pensar em mais nada, a não ser na Ana.

— eu vou avisar seu pai e seu irmão e em seguida vou procurar descobrir das meninas.

Eu concordo e ela pega o celular do bolso e liga para meu pai, a conversa não é longa, ela apenas fala que Ana e Mia foram sequestradas, e que Ana não está muito bem. Depois liga para Elliot e fala a ele o mesmo que disse ao meu pai, depois que guarda o celular no bolso volta a me abraçar.

— não fica assim meu menino, a Ana vai ficar bem.

— eu estou com tanto medo mãe, eu não posso perder a Ana.

— e não vai! Tenha fé querido.

Fala, e eu tenho vontade de contar tudo o que está acontecendo, mas o medo e a vergonha são maiores que qualquer coisa.

— o que você quis dizer com, não posso perder eles?

Eu fico alguns minutos em silêncio, tentando buscar a resposta para ela, mas não encontro nada menos vergonhoso.

— esses dias aconteceram algumas coisas mãe.

— que coisas?

— há alguns dias atrás, Ana me contou que estava grávida...

Paro de falar e mesmo sem vê, sei que ela está sorrindo.

— grávida? — pergunta e eu me afasto dela, para vê seu rosto, e eu estava certo. Ela está sorrindo, e me sinto um merda por acabar com seu sorriso.

— sim! Ela me contou a alguns dias, mas eu não reagi como ela estava esperando.

— como assim? O que você fez Christian?

— eu falei coisas horríveis pra ela mãe, insinuei até que ela tinha feito de propósito, e depois eu sai feito louco, eu não queria olhar pra ela, mesmo que ela estivesse chorando eu só queria sumir dali, eu liguei para o Flynn mas ele estava em algum evento para os pais na escola dos filhos, sai em direção até que chegue ao Esclava e vi elena, então fomos beber.

— eu não acredito que você fez isso Christian. Não estou falando só da maneira que tratou a Ana, mas tem por ter ido se encontrar com aquela mulher.

Ela me repreende como se eu fosse uma criança de 8 anos que briga na escola.

— mãe.. Eu não me sentia capaz de cuidar de uma criança, e eu queria Ana apenas pra mim.

— Christian, pare com isso. De falar essas coisas, está certo que você teve um inicio de vida difícil, mas ai falar que não será um bom pai, por causa disso, é um grande absurdo.

— mãe, a senhora não entende, a senhora é perfeita, um anjo. Eu não sou assim. Eu fiquei apavorado quando ela disse isso, lembrei do que a Elena e meu pai falaram no começo, quando anunciei nosso noivado.

— por Deus, eu não estou acreditando que estou ouvindo isso, você não pode está falando sério em ouvir o que a Elena fala Christian, ela é uma mulher seca e vazia de sentimentos, você não pode dá ouvido a ela, e quanto ao seu pai, ele falou sem pensar, ele estava triste e sentindo que falhou como pai.

— mais ele não falhou, eu fui o único responsável por tudo o que aconteceu, vocês foram excelentes pais, a culpa foi minha.

— meu filho, não fala assim, você era um menino, e ela se aproveitou disso para destruir sua vida, ferrar com sua mente.

— e admirável a fé que a senhora e a Ana tem em mim- digo a ela, que está com lagrimas nos olhos.

— meu filho, você tem que deixar as pessoas te amarem, e sim, você é digno de amor, você é muito especial, e merece isso Christian. E por favor, não trate a Ana assim, ela foi de uma coragem surpreendente ao se arriscar para salvar sua irmã, essa menina te ama de uma forma inacreditavelmente linda Christian, e está ai a prova de que você é digno desse amor tão lindo.

— e eu a amo mais que minha própria vida mãe, e estou morrendo por ela está assim, me sinto um péssimo marido agora.

— não pense assim querido- fala e me abraça, me sinto um pouco melhor, mais para que eu realmente melhore, só vou ficar bem, quando a Ana acordar, ficamos ali conversando mais um tempo.

Depois de vinte minutos meu pai, Elliot, Kate e Ethan chegam.

— o que aconteceu? — meu pai perguntou assim que chega, e abraça minha mãe.

— o que a Ana tem na cabeça? -, Kate tem uma explosão e é contida por Elliot.

— o filho da puta só Jack Hyde saiu da prisão e usou a Mia pra chegar a Ana, agora as duas estão aqui.

—e o que aconteceu com ele? — é a vez se Ethan perguntar.

— a Ana antes de desmaiar deu um tiro nele- todos abrem a boca em surpresa pelo que ouvem- e eu só não o matei porque a polícia chegou.

— a Ana, atirou nele? Kate repete a pergunta ainda sem acreditar.

— pena que o tiro pegou na perna- resmungo.

Nos ficamos ali, por não sei quanto tempo, todos já bastante impacientes pela falta de notícias tanto de Mia, quanto se Ana.

Até que uma médica aparece.

— Lisa como está a minha nora?

—Anastásia Grey? — pergunta a médica. E minha mãe concorda.

— eu sou a Dra. Singh e juntamente com a Dra. Bartley cuidamos do caso dela, devo dizer que já foi um milagre ela ter chegado aqui viva. Ela tem uma fissura no cérebro, que estamos cuidando para não virar algo mais sério, ela fraturou três costelas, assim como dois dedos da mão direita, além dos vários hematomas, por várias partes do corpo e... Dala enquanto toma uma respiração profunda.

— o bebê?- pergunta com uma voz baixa e todos me olham com os olhos arregalados.

— o bebê infelizmente não resistiu, ela o perdeu antes de chegar aqui, como eu disse, a sua esposa já chegou aqui bastante ferida, mas quando chegou aqui já tinha perdido o bebê, o aborto ainda aconteceu no local, e nós só fizemos a curetagem, ela irá precisar de muitos cuidados a partir de agora.

Fala, mas eu não consigo ouvir nada, minha atenção está voltada apenas para o terrível fato de que minha esposa perdeu nosso bebê por causa daquele filho da puta, mais é hoje que eu mato ele.

— sinto muito Christian- Elliot fala, mas não tenho nenhuma vontade de responder, meu mundo simplesmente foi destruído

Não aguento ficar ali, e sentir o olhar de pena de todos eles, principalmente o de minha mãe, ela não merece isso, saio rapidamente dali, e assim que chego a recepção vejo Taylor.

— então, como as coisas estão?- pergunto.

— a equipe do Welch ainda está no balcão analisando a cena, e pelo que ele me informou, o filho da puta tinha uma grande quantidade de tranquilizantes, cordas, e alguns objetos para tortura.

Meu estomago embrulha ao ouvir isso, ele ia abusar de minha esposa, tortura-la e em seguida mata-la, assim como iria fazer com minha irmã, meus olhos só veem vermelho sangue do Jack, eu mato ele.

— isso é... não consigo formular uma frase direito.

— provavelmente ele iria matar as duas, quando recebesse o pagamento do sequestro, se me permite falar uma coisa senhor Grey.

— fala.

— todos nós estamos torcendo para que a Senhora Grey melhore logo, mas quero dizer, que também estamos putos de raiva por ela ter sido tão inconsequente, e colocando sua vida e a do bebê em risco, nós poderíamos ter evitado tudo isso, se ela tivesse nos falando a verdade, e Sawyer está se sentindo culpado por tudo, afinal ele é o segurança pessoal dela.

Taylor fala tudo em uma única vez, e sei que minha menina conquistou todos eles, não sei se isso é bom ou não, mas sei que com Taylor não tem com o que se preocupar, ele gosta dela como gosta de sua filha, fora que ele é louco pela Senhora Jones.

— sei de tudo isso Taylor e obrigado, agradeço a solidariedade de vocês, mais no momento a minha única vontade é a de matar aquele maldito.

— pelo que sei, ele está aqui no hospital, mais no quarto está sendo viagiado.

— não me importa, ele quase matou minha esposa, minha irmã está sedada e a Ana sofreu um aborto, eu mato ele- falo andando e Taylor me segue, irei descobrir em que quarto ele está.

— senhor Grey não faça isso.

— não adianta Taylor, ele merece isso

— claro que merece, estou com muita vontade de mata-lo, mais pensando bem, a morte não é o suficiente pra ele, deixe ele ir pra cadeia, lá ele irá aprender.

Eu não concordo com isso, comigo é a lei de talião, olho por olho.

— pense em sua mãe, sua esposa e em sua irmã, elas não irão gostar de vê-lo se tornar um assassino, suba e fique com sua esposa.

Fala e sei que tem razão, mais esse desgraçado tem que pagar, mais eel está certo, volto para o andar que Ana está e vejo que todos ainda está aqui.

— como assim a Ana estava gravida?

— agora não Kate.

— você... É

— Katherine, eu sou marido da Ana e é normal um casal fazer sexo, foi assim que ela engravidou, ela é maior de idade e sabe o que faz, agora da licença- termino de falar e vejo todos de boca aberta, mais um foda-se para isso= mãe, a senhora sabe da Dra. Bartley?

— porque querido?

— eu quero vê a Ana.

— não sei se é possível querido.

— por favor, mãe, nem que seja por cinco minutos.

— está bem, irei vê o que posso fazer por você.

— obrigado mãe- falo e dou um beijo em seu rosto e ela sai

—não me olhem assim, estou feito um vulcão, pronto pra explodir- e com isso eles não falam nada, depois de alguns minutos minha mãe volta.

— ela deixou que você veja a Ana, mais só por alguns minutos- e isso é tudo que eu quero- acompanhe esta enfermeira.

Concordo e saio, vou para uma sala, me esterilizo e visto as roupas adequadas e ela me acompanha até onde Ana está;

— apenas cinco minutos- concordo e entro, vejo Ana totalmente pálida, com cuidado me aproximo do seu leito e seguro a mão que não está enfaixada, mas seus dedos estão meio roxos, aliso seu rosto.

— oi minha menina, Ana, por favor, me perdoe por tudo, sei que fui um péssimo marido esses dias, mas saiba que eu te amo loucamente e quando você sair dessa, irei provar todos os dias o quanto a amo e o quanto é especial, sinto muito pelo bebê, sei o quanto você queria, e esta também é uma das minhas promessas que te faço agora, que iremos formar uma linda família. Faço tudo o que você quiser, só para vê seu lindo sorriso, por favor, me perdoe por ser tão estupido. Você é a mulher da minha vida, a mulher mais incrível e irei fazer o possível para ser digno do seu amor- falo e dou um beijo em sua testa, não demora e a enfermeira entra.

— o senhor precisa se retirar agora.

— ela está sentindo dor?

— ela foi sedada justamente para não sentir dor, ela está em um sono tranquilizante, e sem dor, ela está à base de remédios fortes, não tem com o que se preocupar.

Balanço a cabeça e dou mais um beijo na testa de Ana e saio, me parte o coração vê minha vida assim, tão frágil, machucada. O que eu mais queria era poder ficar a noite com ela em meus braços, mas sei que isso não é possível, agora é só esperar ela acordar e que ela me perdoe por eu ter sido tão idiota.

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