50 Tons de Desejo
50 Wherever You Will Go
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
— Estamos pensando em morar juntos. Já demos até uma olhada em alguns apartamentos, não é amor? — Josh acariciou a cintura da Carls e beijou o rosto dela.
Olhei para a Carly que sorriu sem graça e abaixou o rosto, evitando me encarar. Por quê ela não tinha me dito nada?
— Isso é sério? — Perguntei para ela.
— Sim. — Minha amiga levantou o rosto. — Você pode ficar com o duplex. E nós vamos alugar um apartamento ali perto, e eu irei te ver todos os dias. — Se apressou em dizer.
— Okay, mas não vai ser a mesma coisa... — Falei um pouco triste.
Eu estava tão acostumada a morar com minha melhor amiga e ela iria se mudar, e eu ia ficar sozinha morando naquele apartamento grande.
— Ai, amiga, não fica assim... — Ela me olhou chorosa.
— Nossa! Agora fiquei triste! — Josh falou abaixando o rosto.
— Você pode morar comigo se quiser, vai ser legal. — Ryan disse tentando me animar.
— É verdade, e você não vai se sentir sozinha, sempre estarei indo visitar vocês. — Falou Rodrick sorrindo para Ryan e eu.
— Tudo bem, eu vou pensar com carinho. — Prometi.
— Estou indo pegar uma bebida. Vocês querem? — Perguntou Josh levantando.
— Quero um coquitel de pêssego. — Respondeu Rodrick.
— Suco de abacaxi com hortelã. — Disse Carly.
— Me traz um drink de morango. — Pediu Ryan.
— Refrigerante. — Falei.
– Beleza! Estou indo pegar! — O Benson caçula sorriu e se retirou.
— O que aconteceu, Sam? Você voltou do banheiro toda tristonha. — Minha amiga tinha percebido.
— Não foi nada... É impressão sua! — Menti.
— Sei... — Murmurou desconfiada.
Minutos depois...
— Quer dançar? — Rodrick me convidou.
— Posso? — Brinquei pedindo permissão ao Ryan para dançar com o Boy magia dele.
Meu amigo estava tomando mais um drink.
— Claro! Vão lá e arrasem naquela pista de dança! — Sorriu e deu uma piscadela.
Nos levatamos e o Sullivan me conduziu para a pista de dança. Assim que chegamos na pista, uma nova música começou a tocar.
"Não consigo escrever uma música que não seja sobre você
Não consigo beber sem pensar em você
É muito tarde para te dizer que
Tudo significa nada se eu não puder ter você?"
Rodrick me arragou pela cintura e começamos a dançar.
O rítmo era legal e dançante, fui me soltando aos poucos...
"Estou em Toronto e tenho essa vista
Mas eu poderia muito bem estar em um quarto de hotel, sim
Não importa, pois estou tão obcecado
Passando todas as minhas noites lendo suas mensagens"
Até que a letra era bacana, e Rodrick dançava muito bem.
"Oh, eu sou bom em manter minha distância
Eu sei que você é o sentimento que eu sinto falta
Você sabe que eu odeio admitir isso
Mas tudo significa nada se eu não puder ter você"
Ele me girou e o Benson entrou no meu campo de visão, ele estava sozinho e segurava um drink, desviei o olhar assim que o dele encontrou o meu.
"Não consigo escrever uma música que não seja sobre você
Não consigo beber sem pensar em você
É muito tarde para te dizer que
Tudo significa nada se eu não puder ter você?
Não consigo escrever uma música que não seja sobre você
Não consigo beber sem pensar em você
É muito tarde para te dizer que
Tudo significa nada se eu não puder ter você?"
Continuamos dançando, me deixei levar com as batidas da música. Me soltei ainda mais. Eu estava ali para me divertir, não é mesmo?
"Eu sinto muito que meu tempo já tenha acabado
Mas não consigo seguir em frente se ainda nos falamos
É errado da minha parte não querer metade?
Eu quero tudo de você, com todo o compromisso"
— O Freddie está nos observando! — Disse parecendo se divertir com aquilo.
— E daí? Deixa ele olhar. Estou pouco me importando! — Retruquei.
"Oh, eu sou bom em manter minha distância
Eu sei que você é o sentimento que eu sinto falta
Você sabe que eu odeio admitir isso
Mas tudo significa nada se eu não puder ter você"
O Sullivan nos girou novamente e eu me agarrei mais a ele, rindo. Ele mandava muito bem e sabia como conduzir uma dança.
"Não consigo escrever uma música que não seja sobre você
Não consigo beber sem pensar em você
É muito tarde para te dizer que
Tudo significa nada se eu não puder ter você?
Não consigo escrever uma música que não seja sobre você
Não consigo beber sem pensar em você
É muito tarde para te dizer que
Tudo significa nada se eu não puder ter você?"
Eu ainda podia sentir o olhar do Benson queimando em nós, mas eu não estava nem aí... Só não entendia porque ele parecia incomodado.
— Meu primo está com ciúmes. — Meu amigo sorriu adorando aquilo.
Ciúmes? Até parece... O Freddie nem gostava de mim. Por quê sentiria ciúmes?
– Duvido muito. — Falei sem humor.
"Eu tento seguir em frente, te esquecer, mas eu me seguro
Tudo significa nada, tudo significa nada, amor
Eu tento seguir em frente, te esquecer, mas eu me seguro
Tudo significa nada se eu não puder ter você, não"
Continuamos dançando, nos deixando levar pela música legal e nos divertimos bastante...
Mas a letra da música acabou mexendo comigo... E pelo visto com o Fredward também. Ele terminou o drink com uma só golada, e continuou nos observando...
Onde será que estava a Regina?
O Benson não parecia nada feliz ali no aniversário do irmão, estava deslocado, solitário.
— Agora é minha vez de dançar com ela! — Ryan avisou.
Carly e Josh estavam se agarrando em algum canto, eles não estavam mais ocupando seus lugares em nossa mesa.
'I Want You To Know' começou a tocar...
"Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz
Eu quero que você saiba, eu sou só sua
Você e eu percorremos o mesmo caminho"
Meu amigo simplesmente amava aquela música. Ele meio que pirou e ditou os passos, me fazendo acompanhá-lo.
"Estou desmoronando em uma reação em cadeia
E aqui vou eu, aqui vou eu, aqui vou eu
E mais uma vez, sou sua em pedaços
Me empurra para baixo, me empurra para baixo, baixo"
Ousamos fazendo alguns movimentos sensuais, e Ryan me agarrou por trás.
"Querido, está chovendo hoje à noite
Mas as tempestades sempre têm um olho, têm um olho
Me diga que está protegido esta noite
Ou minta para mim, minta para mim, minta para mim"
Não sei porquê, mas Freddie não tirava os olhos de mim. Ele estava acompanhando cada movimento meu...
"Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz
Eu quero que você saiba, eu sou só sua
Você e eu somos a mesma força
Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz
Eu quero que você saiba, eu sou só sua
Você e eu percorremos o mesmo caminho"
Pulamos jogando as mãos para cima. O Ryan estava todo soltinho. Agitei a cabeça, sacudindo o cabelo e rodei.
De costas para o Jones, rebolei e desci até embaixo no rítmo da música.
"Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz"
Levantei e fiquei de frente para o Ryan, ele deslizou as mãos por minhas curvas.
"Fico mais bonita sob seu reflexo
Mas você sabia, você sabia, você sabia?
Que é assim com todos aqueles que já te conheceram
É o mesmo, o mesmo, é o mesmo brilho"
A gente dançou agarradinho, sensualizando.
"Querido, está chovendo hoje à noite
Mas as tempestades sempre têm um olho, têm um olho
Me diga que está protegido esta noite
Ou minta para mim, minta para mim, minta para mim"
O Jones me girou e o Benson entrou em meu campo de visão novamente, meu amigo apertou meus quadris e eu rebolei contra ele.
O Benson estreitou os olhos e apertou os lábios, fechei os olhos, curtindo a música...
"Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz
Eu quero que você saiba, eu sou só sua
Você e eu somos a mesma força
Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz
Eu quero que você saiba, eu sou só sua
Você e eu percorremos o mesmo caminho"
Ryan me virou e me inclinei para trás, mantendo uma das minhas coxas em seu quadril.
"Você e eu percorremos o mesmo caminho
Eu quero que você saiba, esta é a nossa hora
Você e eu sangramos a mesma luz
Eu quero que você saiba, eu sou só sua
Você e eu percorremos o mesmo caminho"
Finalizamos nossa coreografia sensual e improvisada, e eu me lancei contra o meu amigo gay, ele me agarrou pelas coxas e nós demos um selinho.
Olhei para Rodrick, ele estava de pé encostado na mesa, levantou um drink azul, dando um sorrisão e piscou para mim, parecia bastante satisfeito.
Devolvi o sorriso, afrouxei as coxas em volta do Ryan e ele me desceu, firmei os pés no chão e sorrimos quando ouvimos os aplausos.
Ousei olhar para onde o Benson estava nos assistindo dançar, e ele não estava mais lá.
Minutos depois...
Voltamos para a mesa, Ryan estava se acabando de rir.
— Viu a cara do Benson? Ele estava furioso. — Pegou o copo de drink do Rodrick.
Deu um gole e devolveu para o Sullivan.
— Uh, cansei, gente! — Me abanei com as mãos.
Nunca dancei tanto em toda a minha a vida, eu nem era de dançar, e acabei me soltando bastante na pista de dança.
— Cadê os pombinhos? — Perguntei para o Sullivan.
— Eles subiram, acho que estão no quarto, tirando o atraso. — Riu.
— E a Anna? — Indaguei.
— Está ali conversando com aquele gatinho. — Apontou para a prima que conversava com um rapaz loiro.
Mais uma música agitada tocou e o pessoal que estava na pista de dança foi à loucara, pulando e gritando a letra.
Quando a música Pop estava no fim, senti alguém cutucar o meu ombro.
Me arrependi de ter olhado para trás... Era ele.
— Me concede a próxima dança? — Fez uma pequena reverência, me estendendo a mão esquerda.
Enguli em seco. Olhei para os meus amigos... Ryan estava com o sorriso congelado no rosto e o Rodrick piscou desconcertado, fitando o primo.
— Não! — Respondi sem olhar para o Benson.
Cruzei os braços e ergui o queixo, olhando para os balões que formavam um arco.
— Eu não aceito um 'Não' como resposta. Dance comigo. — Continuou com a mão estendida.
Qual era o problema dele? Por quê ele insistia em dançar comigo?
— Só uma música... — Murmurei.
No fundo, eu estava curiosa. O que ele queria, afinal, de contas?
Descruzei os braços, respirei, tentando relaxar e peguei sua mão. Só seria aquela dança... Depois nunca mais olharia para o rosto dele. Prometi a mim mesma.
Alcançamos a pista de dança, alguns casais já estavam ali, aguardando a próxima música tocar.
— E ESSA É PARA OS CASAIS APAIXONADOS NESSA NOITE! RAPAZES, PEGUEM SUAS GAROTAS E BOA DANÇA! — O DJ gritou.
"Ah, não..."
'Wherever You Will Go' começou a tocar numa versão mais lenta e com um rítmo mais romântico...
"Ultimamente, tenho pensado
Quem ocupará meu lugar
Quando eu me for, você vai precisar de amor
Para iluminar as sombras do teu rosto
Se uma grande onda cair
E cair sobre todos nós
Então entre a areia e a pedra
Você conseguiria se virar sozinha?"
Freddie me abraçou pela cintura, meu coração disparou... Iniciamos aquela dança lenta. Suspirei apoiando meu rosto em seu ombro.
"Se eu pudesse, então eu iria
Eu vou aonde quer que você vá
Bem lá em cima ou lá embaixo
Eu vou aonde quer que você vá"
Em silêncio, nos balançávamos de um lado para o outro.
"E talvez eu descubra
Um modo de conseguir voltar algum dia
Para te vigiar, para te guiar
Para te guiar nos seus dias mais negros
Se uma grande onda cair
E cair sobre todos nós
Então eu espero que haja alguém lá
Que possa me trazer de volta para você"
Ele acariciou minha cintura e me fez girar, me apertou fazendo nossos corpos colarem... Estávamos dançando agarradinhos.
"Se eu pudesse, então eu iria
Eu vou aonde quer que você vá
Bem lá em cima ou lá embaixo
Eu vou aonde quer que você vá"
Freddie abaixou o rosto, inalou o meu perfume, roçando o nariz no meu pescoço.
Por quê? Por quê ele estava fazendo aquilo comigo?
"Fuja com meu coração
Fuja com minha esperança
Fuja com meu amor"
Sussurrou a letra no meu ouvido, me arrepiei todinha.
"Agora eu sei exatamente como
Minha vida e o meu amor poderão continuar
Em seu coração, em sua mente
Eu ficarei pra sempre com você"
Nos fez girar pela pista de dança, as mãos firmes em minha cintura, o corpo junto ao meu...
"Se eu pudesse, então eu iria
Eu vou aonde quer que você vá
Bem lá em cima ou lá embaixo
Eu vou aonde quer que você vá"
Me abraçou ainda mais, como se não quisesse me soltar... Sua respiração ficou descompassada.
"Se eu pudesse voltar no tempo
Eu vou aonde quer que você vá
Se eu pudesse fazer com que você fosse minha
Eu vou aonde quer que você vá
Eu vou aonde quer que você vá"
Ele cantou baixinho me surpreendendo.
O que significava aquilo tudo?
A música chegou ao fim e nos separamos...
— Sam... — Disse com a voz rouca.
O empurrei e saí correndo, me esbarrei em algumas pessoas, louca para sair dali.
Quando cheguei lá fora, pude respirar aliviada.
Olhei para cima, para o céu estrelado. A noite estava linda demais.
— Samantha! — Aquela voz fez meu coração disparado quase saltar pela boca.
— Não, eu não quero mais te ver, saia daqui... — Minha voz saiu embargada.
O moreno me fez virar para ele e me agarrou pela cintura, antes que eu pudesse protestar ou fazer qualquer coisa, seus lábios já estavam nos meus...
Sua língua invadiu a minha boca, buscando pela minha desesperadamente. Seus braços fortes se fecharam ao redor da minha cintura.
E ele me beijou como se precisasse daquilo para viver.
Foi intenso e apaixonado... O quê?
Devolvi o beijo e logo me arrependi quando nos separamos ambos ofegantes.
— Sam...
— COMO OUSA? VOCÊ É UM BELO DE UM CRETINO! — Lhe dei o tapa mais forte que consegui, fazendo-o virar o rosto.
Minha mão latejou. Me segurei para não gemer de dor.
— Nunca mais se atreva a me beijar! Fica longe de mim, seu canalha! — Esbravejei.
Seu rosto tinha ficado vermelho e vi seus lindos olhos castanhos ficando marejados...
— Um dia você vai entender... — Sussurrou, quase foi inaudível. Mas eu consegui ouvir...
Me apressei indo para longe dele, adentrei a mansão, segurando o choro... Meus lábios ainda formigavam por causa do beijo.
"Um dia você vai entender..."
O que ele queria dizer com aquilo?
"Seja forte! Você é uma Puckett! Ergua a cabeça, siga em frente! O Benson não passa de um canalha sem coração... Ele não quis o bebê, ele sequer te ama!"
Pois mais que aquilo fosse doloroso demais, eu precisava superar. E eu ia superar aquilo tudo.
— Vou ser forte... Mais forte ainda por você. — Acariciei meu ventre, prometendo para o meu bebê.
Fale com o autor