50 Tons de Desejo
18 Fazendo pequenas visitas
Notas iniciais
No dia seguinte, às 15:28 da tarde.
P.O.V Da Sam
Em Maio de 2014 minha mãe passou por alguns exames e os médicos encontraram Células de Câncer de mama e após várias verificações, eles também descobriram o Câncer em seu Crânio. E o Câncer maligno se espalhou afetando sua Coluna Vertebral, Torácica e Lombar. E mais uma vez ela começou uma nova rodada de Quimioterapia para tentar combater o Câncer no resto do seu corpo.
Naquela época, ela passou por séries de exames e tratamentos para combater o que os médicos denomiraram ser um Tumor Metastático ou mais conhecido como Tumor Cerebral Secundário. É um maligno Tumor que com o tempo se espalha pelo corpo afetando muitos órgãos, e infelizmente esse ano eles descubriram outro Tumor, um Tumor em sua Pelvis.
Não há mais cura, só um milagre poderia salvá-la, a vida da minha mãe está por um fio. Mas eu ainda tenho esperança, acredito que ela ainda vai viver por mais alguns meses ou talvez por mais alguns anos, acredito nisso fielmente. Os médicos já descartaram essa possibilidade, eles dizem que ela tem pouco tempo de vida e que pode morrer a qualquer momento, e que eu deveria estar preparada para isto, que eu preciso aceitar a realidade.
Como eles querem que eu aceite isso? Como posso ficar tranquila sabendo que minha mãe está em sua fase terminal? Que esses podem ser seus últimos minutos de vida, eu me recuso a aceitar, é doloroso demais. Eu não posso simplesmente aceitar o fato de que minha mãe está morrendo aos poucos, isso é horrível, massacrante e com certeza uma das piores coisas que poderiam acontecer na vida de uma pessoa, perder a mãe e a outra é enterrar o filho, essas coisas são tão tristes.
[...]
Agora minha mãe está internada no melhor hospital de Seattle, já faz cinco dias que ela está aqui, pedi sua transferência e estou pagando todos os custos que um hospital particular pode cobrar para seus tratamentos necessários, e até agora não houve nenhum progresso.
E mais uma vez estou num leito hospitalar, minha mãe está descansando, segundo a doutora Collins minha mãe não reagiu bem após ser medicada a base de Cisplatina. Ela passou a noite sofrendo de náuseas, está com problemas Renais e contraiu algumas infecções.
— Ah, mamãe, se eu pudesse trocar de lugar com a senhora, eu faria isso. Eu faria de tudo para poupar todo esse sofrimento, eu não estou mais suportando vê-la assim. — Sussurrei acariciando seu rosto.
Ela está tão abatida, há hematomas pelo seu corpo causados por efeitos colaterais de medicamentos anticancerígenos. Ela também está com inflamações na boca e ter passado a noite vomitando a deixou mais fraca e debilitada.
— O horário de visita acabou! — Avisou uma enfermeira entrando no leito.
Olho para a minha mãe e ela está dormindo profundamente, me despeço dela lhe dando um beijo na testa e saio dali com o coração na mão, é sempre assim, odeio ter que deixá-la. Me sinto péssima toda vez que faço isso, mas sei que Christine vai estar por perto e de certo modo isso me tranquiliza, porque ela sempre me liga me dando notícias sobre o estado da minha mãe.
[...]
— Quer que eu te leve para casa? — Freddie perguntou assim que entramos em seu carro.
— Não. Eu quero que me leve para casa do meu pai. — Pedi com a voz ainda embargada.
— Ele mora aqui em Seattle? — Perguntou e eu assenti.
— Certo. E depois? Vai voltar comigo para o meu apartamento ou quer voltar para Vancouver? — Perguntou ligando o carro.
— Hoje eu ainda vou "trabalhar" para você, lembra? A não ser que você resolva me da folga, está no contrato, sou toda sua de Sexta à Domingo. — Falei e meu tom saiu um pouco rude.
— Então, você está dispensada. Sei que semana que vem você estará em semana de exames finais e portanto só irei te buscar na outra semana. — Disse ele sendo compreensívo.
— Eu realmente agradeço, essa semana eu quase me matei estudando para os exames finais e segunda irei estar em plenos nervos tentando resolver todas as questões para passar nesses exames, estou precisando de uma boa nota, nunca fui uma aluna brilhante, mas sempre fui estudiosa e pretendo ter excelentes notas. Não vejo a hora de me formar! — Falei cansada.
— Por quê decidiu cursar Faculdade em Vancouver? O que pretende exercer quando se formar? Ainda vai continuar morando com sua amiga? — Perguntou parecendo interessado em saber sobre essas questões.
— Fazer Faculdade em Vancouver pareceu ser minha melhor opção, eu não queria estar tão longe de Seattle, entende? Estou cursando Jornalismo junto com a Carly e irei voltar a morar em Seattle, quero ficar perto dos meus pais. — Respondi calmamente.
— Jornalismo? Interessante. Já que não vai mais trabalhar naquela loja de doces, por quê não aceita aquela minha oferta? — Perguntou.
— Aquela de estagiar na sua empresa? — Indaguei e ele assentiu. — Ah, quer mesmo que eu trabalhe para você como estagiária? — Perguntei descrente.
— Por quê não? Isso seria ótimo, vai ser por apenas três meses. Vamos ser realistas, não vai ser tão fácil você ingressar no ramo de Jornalismo. Para isso você precisa ter um bom currículo, não? E se você for dedicada, irei te promover e te darei um bom cargo! — Avisou sério.
— Me promoveria a ser sua secretária? — Perguntei sorrindo sarcástica. — Que legal. De uma simples estagiária à secretária de Fredward Karl Benson e depois? Vai me promover de novo? Vai me dá o cargo de Chefe executiva? Vice Presidente? — Ironizei.
— Eu só quero te ajudar, Samantha! — Disse num tom frio.
— Enquanto a isso, eu não preciso da sua ajuda. Me recuso a ficar servindo cafézinho, imprimindo papeladas, tirando xérox e o que mais? Te satisfazendo quando você quiser se divertir? Aliviar sua tensão e todo o stress num dia de trabalho exaustivo? Muito obrigada, mas eu dispenso essa sua oferta! — Falei irritada.
— Santa paciência... — Ele resmungou. — Ah, compreendo, você vai ganhar o suficiente para custear todo o tratamento da sua mãe e ainda vai sobrar muito para você gastar como quiser, certo? São duzentos mil dólares, não é? É um excelente salário, o maior que eu já ofereci para uma submissa! — Falou ele também irritado.
— É o que você está dizendo, senhor Benson. Eu só te pedi 50,00 mil dólares e você resolveu me dar tudo isso. Então, não venha reclamar. Ah, e só por curiosidade, quantas submissas você já teve? — Indaguei.
— Você é a oitava, senhorita Puckett. — Respondeu.
"Uau! Outras sete mulheres também se submeteram a serví-lo? Bem, pelo menos eu aceitei ser sua submissa por necessidade e talvez elas toparam porque curtiam BDSM." Pensei.
— Hum... Continue seguindo em frente, estamos quase chegando. Conte cinco quarteirões e depois vire a direita. — Expliquei o caminho da casa do meu pai.
[...]
— Você está namorando minha filha, rapaz? — Papai perguntou encarando o Freddie seriamente, vi o Benson se mexer no sofá de forma desconfortável e olhar para mim sugestivo.
— Não. Ele é sou um amigo. — Menti e o Benson assentiu.
— Você está tão magrinha, não está se alimentando direito, minha filha? — Meu pai voltou sua atenção totalmente para mim.
— Impressão sua, estou me alimentando bem. — Forcei um sorriso, aquilo era mentira, eu realmente havia emagrecido e ultimamente não estava me alimentando direito, havia perdido o apetite devido a tantas preocupações.
— E sua mãe, como ela está? — Perguntou.
Meus pais haviam se divorciado quando eu tinha 16 anos, mas eles ainda continuaram sendo amigos, e eu fiquei morando com minha mãe até conseguir entrar numa boa faculdade.
— Continua sem progresso, os médicos já me avisaram que ela está em sua fase terminal. — Respondi arrasada.
Não me segurei e comecei a chorar, meu pai se levantou e veio tentar me consolar. E o Benson permanceu ao meu lado e eles ficaram ali comigo até eu me alcamar.
20 minutos depois...
— Foi um prazer conhecê-lo, senhor. — Freddie se despediu do meu pai com um aperto de mão.
— Se cuida, pai. — Falei o abraçando.
— Digo o mesmo, tome muito cuidado. — Disse ele colocando um vidrinho de Spray nas minhas mãos.
— Spray de pimenta? — Sussurrei incrédula ao analisar a embalagem.
— Sim. Eu não confio nele... — Disse baixinho se referindo ao Freddie. — E se for preciso use tudo que te ensinei sobre defesa pessoal. — Alertou meu pai.
— Ah, pai, não se preocupe. — Sorri agradecida e terminamos de nos despedir.
Guardei o Spray de pimenta na bolsa, s o Freddie já estava me esperando com a porta do carro já aberta, entrei e ele deu a volta para entrar no carro, ele iria me levar pra casa.
[...]
Horas depois...
Às 19:20 da noite.
— O exames são amanhã e você deveria estar estudando. — Falei para Carly que estava debruçada na cama lendo um livro qualquer.
— Eu passei o dia e a tarde inteira fazendo isso, Sammy! — Disse sem tirar os olhos do livro.
— Que livro é esse? — Perguntei ainda parada perto da porta do quarto dela.
— Playboy Irresistível... — Respondeu sorrindo. Ela fechou o livro e o deixou de lado. — Sabe, o que eu estava imaginando? — Indagou com um pequeno sorriso malicioso. — O senhor Benson é um CEO bem-sucedido, certo? Lindo e bilionário... E ele sempre vem te buscar nas sextas e te traz aos domingos, isso é muito estranho. Pode parecer loucura mas... Por acaso você assinou um contrato igual aquele que a Ana assinou? O senhor Benson é igual ao senhor Grey? — Carly perguntou indo direto ao ponto, sempre objetiva, curiosa e questionadora.
Congelei ali mesmo, o medo de ser descorberta foi tão grande. Continuei encarando-a, suas desconfianças estavam certas.
Realmente o senhor Benson é um dominador e eu assinei um contrato concordando em ser sua submissa.
— Caramba, você está pálida. Está passando mal? — Perguntou preocupada.
Balancei a cabeça negando, e aos poucos me recompus.
— Eu vou estudar. — Foi tudo que consegui falar antes de sair dali apressada, indo para o meu quarto.
Fale com o autor