50 Tons de Desejo
47 Evento De Caridade
Notas iniciais
Uma semana e alguns dias depois...
P.O.V Da Sam
— Mas que droga! — Larguei o vestido em cima da cama. — CARLY? — Chamei a morena.
— O que foi? Quer ajuda para escolher a roupa? — Perguntou entrando no quarto.
Eu tinha que acompanhar o Benson num evento super importante. Ele estava patrocinando um dos maiores eventos de caridade de Seattle.
— Quero. Já experimentei 3 vestidos e nenhum está mais servindo em mim. Estão apertados demais. Você acha que eu engordei? — Perguntei vasculhando meu guarda-roupa.
— Bom, eu não sei... — Murmurou. — Sai pra lá. — Me afastou e começou a procurar o vestido ideal para eu ir ao evento. — Te falei para maneirar na comida, você parou de ir treinar na academia, nunca mais fez excercícios básicos e ultimamente tem comido bastante... — Disse me repreendendo.
— Eu sempre comi muito. Amo comer e você sabe disso. — Me defendi.
— Mas você nunca teve tendência a engordar. — Justificou.
— Você acha que engordei mesmo? — Fiquei indignada.
— Sinceramente? Estou te achando um pouco cheinha. — Confirmou. — Experimenta esse! — Me entregou um vestido vermelho-bordô.
— Agora vou me arrumar, quero deixar meu belo namorado babando. — Cantarolou.
Minutos depois...
Terminei de me arrumar em tempo recorde. O vestido era simplesmente lindo. De um ombro só, bem acinturado, justo em cima e soltinho em baixo. Calcei meus sapatos com salto 8cm. Eram bonitos e confortáveis. Eu estava me sentindo bem, gostei do resultado.
Prendi meu cabelo para o lado com uma presilha dourada deixando os cachos bem definidos.
Apenas usei um pouco de base, realcei meus olhos com rímel e os esfumei com sombra preta e dourada, e passei batom na cor rosé bem clarinho.
Apanhei minha bolsa-carteira dourada e saí do quarto, indo esperar a Carls na sala. Josh e o Freddie vinham nos pegar.
Carly logo apareceu esbanjando sensualidade. Ela tinha comprado um vestido preto estilo gala. Bem comprido, com decote em forma de coração, um tomara que caia com uma fenda, deixando uma das belas pernas longas a mostra.
Seus cabelos negros caiam ondulados pelos ombros. O batom vermelho-intenso a deixou com um ar de diva matadora.
— Uau! Você está incrível, Carls. — Bati palmas.
— Ai, Sammy, para. Você também está muito linda. — Riu corando.
Os rapazes não demoraram a chegar.
[...]
— Você está maravilhosa. Amei o vestido. — Freddie sussurrou no meu ouvindo quando estávamos na limusine.
— Obrigada... — Quase arfei.
Ele também estava impecável no terno Armani feito sob medida. Seus sapatos de marca reluziam de tão lustrados.
Josh e Carly estavam alheios conversando e trocando selinhos.
O moreno me ofereceu uma taça de Champagne, aceitei para não fazer desfeita.
Quando chegamos onde ocorria um dos maiores eventos do ano, o chofer abriu a porta, o Benson me deu a mão após sair primeiro, assim que desci da limusine os fotógrafos começaram a clicar.
Flashes disparavam de todos os lados. Freddie passou um dos braços ao redor da minha cintura e me conduziu pelo enorme e longo carpete vermelho.
O acompanhei um pouco atordoada. Tinha um monte de gente ali. O pessoal da imprensa. Paparazzis. Comitiva de emissoras. E mais fotógrafos.
Assim que entramos, me deparei com um imenso salão de festas. Os convidados eram celebridades, executivos, acionistas, CEO's, empresários e mais um monte de gente importante.
Freddie era um dos patrocinadores de grande influência.
Tudo era tão lindo e sofisticado. O evento de caridade era para arrecadar verbas para um hospital e para um orfanato em construção.
Não consegui mais ver minha amiga e nem o Josh.
Garçons perambulavam por ali com bandejas de bebidas e aperitivos.
Havia um banda de músicos instrumentais tocando num volume favorável.
As peças doadas para o leilão estavam expostas na galeria. Também ouvi falar de um leilão especial que ocorria no final do evento.
Fiquei com vontade de doar o colar que eu estava usando. Mas pensei bem e mudei de ideia. Eu não poderia doar aquela jóia caríssima, o Benson não ia aprovar... Tinha comprado especialmente para mim.
— O que está achando? — Deslizou as mãos por minhas costas.
— Tudo está tão lindo. Que evento legal. — Sorri.
— E vai ser bem divertido... — Afirmou.
— Freddie! — Ah, não, não acredito.
— Regina! Oi. Como vai? — Me soltou e foi cumprimentar a bela morena.
Ela parecia uma daquelas atrizes que arrasavam no tapete vermelho. Vestido e penteado fabulosos. Maquiagem perfeita.
— Essa é a Samantha Puckett, minha assistente. — Me apresentou.
— Oh, claro. Que adorável. Oi, querida. — Ela beijou meu rosto.
— Oi. — Me limitei a sorrir.
— Gostaria de ser meu acompanhante, Freddie? — Tocou no peito dele, tentando contato mais íntimo. — Como nos velhos tempos. — Piscou e sorriu, maliciosa.
— A Samantha já é minha acompanhante. Fica para a próxima, Regina. — Afastou a mão dela.
Ela piscou atordoada e me olhou sorrindo sem jeito.
— Oh, eu não imaginava... — Se afastou.
Mulher nenhuma gosta de ser rejeitada.
— Sei disso. Nos vemos depois. Vamos, Sam? — Me ofereceu o braço.
— Até mais. — Sorri para ela antes da gente ir falar com mais pessoas.
Eu estava pulando por dentro.
"Chupa essa, Regina Valdez!"
Minutos depois...
— Sam! — Rodrick me abordou com um abraço. — Olá, primo! — Piscou provocante para o Freddie.
— Oi, Rodrick. — Disse com certo desprezo.
— Você está uma gata! — Ignorou o Benson e deu dois tapinhas na minha bunda.
Ri sentindo meu rosto arder de vergonha.
— Daria para fazer o favor de respeitar minha secretária? Respeito é bom e eu gosto. Pelo amor de Deus, estamos num evento muito importante! — Freddie fuzilou o primo e me puxou para perto dele.
— A Sam não reclamou. Por quê isso te incomoda? — Ergueu uma das sobrancelhas bem feita.
— Por favor, parem! — Me meti entre os dois. — Está tudo bem, Sr. Benson. — Olhei para ele. Depois olhei para Rodrick. — Aqui não. — Falei baixinho.
— Só estou aqui porque também é importante para mim, primo. Foi bom te ver, Sam! Nos falamos mais tarde! — Me roubou um selinho e foi embora sorrindo orgulhoso.
Segurei o riso. Rodrick Sullivan era mesmo uma graça. Ele amava implicar com o Freddie.
— Que porra foi essa? — Benson apertou minha cintura, vermelho de raiva.
— Não foi nada... Não fiz nada. — Dei de ombros. — Vou pegar uns aperitivos. — Falei.
[...]
O leilão já tinha começado e estava quase no fim. Um vestido foi vendido por 60 mil dólares. Nunca vi tantos ricos gastando tanto apenas numa única peça.
O leilão de peças exclusívas foi encerrado. Todos aplaudiram satisfeitos. Foi um sucesso e tanto. Conseguiram arrecadar quase um milhão e oitocentos dólares.
— E agora, teremos a melhor parte dessa maravilhosa noite. O leilão de jantares com os belos e as belas executivas de Seattle. Subam aqui no palcão, meus amores! Uma salva de palmas para eles! — O simpático apresentador de leilões pediu.
Cinco mulheres e cinco homens se alinharam um ao lado do outro.
Gritos e muitos assobios foram dados. As pessoas aplaudiram eufóricas. Quando olhei para o lado, o Benson tinha sumido.
Olhei para os lados o procurando, logo o avistei no palco junto com as pessoas que seriam "leiloadas".
Eu nem imaginava aquilo.
— Sabe, gata, isso vai ser muito interessante. — Rodrick apareceu passando um dos braços por meu ombro, me abraçando.
— Meu Deus... — Coloquei a mão na boca, ainda chocada.
O primeiro a ser 'oferecido' para os lances, foi um loiro de olhos claros, executivo Sênior, de trinta anos... Muito charmoso.
A mulherada rica foi à loucura. Um monte de plaquinhas foram levantadas.
15 minutos depois...
Quando chegou na vez do Benson, quase fiquei surda com a gritaria. Vi algumas peruas se descabelando.
— Os Benson fazem sucesso com as mulheres. — Rodrick riu.
— Já percebi. — Aquilo era verdade.
— Quem quer sair para jantar com esse belo CEO? — Perguntou o tal de Edgar Cunnis.
Todas as ricassas interessadas levantaram as plaquinhas vermelhas, gritando afobadas.
Freddie estava exibindo aquele sorriso 'Molha calcinha'.
— Vamos começar com o primeiro lance, senhoras e senhoritas. Tudo pela caridade. Quem dá mil? — Perguntou animado o apresentador de leilões.
Dois mil. Três mil. Quatro mil.
Os lances rapidamente estavam subindo. Estavam loucas pelo Benson.
— DOU CINCO! — Regina gritou agitando a plaquinha no alto.
— Alguém dá mais? — Edgar perguntou.
— 10 MIL! — Uma ruiva de vestido tubinho verde gritou.
— 15 MIL! — Uma loira gritou mais alto.
— 25 MIL! — Regina levantou a plaquinha.
35 mil. 40 mil. 60 mil. 75 mil.
Quatro mulheres passaram as disputá-lo. Regina era uma delas. As outras mulheres desistiram logo.
— 85 mil! — Regina já estava se descabelando.
A loira desistiu.
— 90 mil! — A morena seguiu em frente. Regina bufou.
— 95 MIL! — A ruiva já estava irritada.
— 100 MIL! — Berrou Regina.
A outra morena pulou fora.
A disputa era entre a Valdez e a ruiva.
— 110 MIL! — A ruiva já estava descabelada.
— 125 MIL! — Regina deu mais um lance.
Rodrick começou a rir. Eu estava chocada com tudo aquilo.
— ALGUÉM DÁ MAIS? — Edgar gritou no microfone.
As duas se entreolharam raivosas.
— 130! — A latina agitou a plaquinha.
— Essa é a sua chance. — O Sullivan me cedeu a plaquinha dele. — 150 mil! — Disse sorrindo.
Olhei para ele incrédula. Eu não tinha aquele dinheiro. Quer dizer, eu tinha 100 mil que eu iria devolver para o Benson. Pensei bem, e resolvi doar os 100 mil.
— Eu dou 150! — Insistiu meu amigo.
Decidi juntar a grana.
— 250 MIL! — Gritei erguendo a plaquinha.
— UAU! QUE LANCE MARAVILHOSO! — Vibrou Edgar. — ALGUÉM DÁ MAIS? — Gritou.
A ruiva largou a plaquinha. Regina cruzou os braços, irritada.
— 3, 2, 1, lances encerrados... E A BELA LOIRA DE VESTIDO VERMELHO ALI VENCEU OS LANCES! — Apontou para mim. — Venha pegar seu prêmio, querida! — Me chamou dando pulinhos.
Uma salva de palmas preencheu o salão. Gritos eufóricos.
— Vai lá! — Rodrick me empurrou de leve.
Olhei para o Benson. A cara dele era impagável.
Nem eu imaginava que eu fosse vencer um leilão.
[...]
— Você doou 250 mil para a caridade. A gente precisa brindar isso. — Freddie disse abrindo uma garrafa de Champagne.
Senti meu rosto arder. Ele tinha doado muito mais.
— Tive uma ajudinha do seu primo. — Falei segurando a taça para ele me servir.
Fazia alguns dias que tínhamos rompido com o contrato sigiloso. Eu continuava trabalhando com ele como sua secretária/assistente social.
Fizemos nossos pedidos.
— Sou seu pelo resto da noite. — Sorriu para mim. — Você me "comprou". — Disse olhando para o meu decote. — O que pretende fazer comigo? — Ergueu o olhar.
— Nós vamos jantar e depois você vai me levar para casa. — Falei.
Eu tinha que resistir. Não existia mais contrato. Ele era meu chefe e nada mais.
— Hum... Acho que vou pedir Vinho. Prefiro Vinho Tinto. — Fez careta olhando para a taça de Champagne.
— Aceito uma taça. — Sorri para ele.
Champagne era tão enjoativo.
[...]
— Você está mais gostosa, sabia? — Apertou meus seios. — Seus seios parecem maiores... — Disse antes de abocanhar um.
Gemi, o acomodando entre minhas pernas. Eu estava apenas de calcinha. Estávamos no apartamento dele.
Chupou, lambeu e apertou ambos. Rasgou minha calcinha e prosseguiu com as preliminares. Tive um orgasmo com o sexo oral. Também fiz oral nele, deixando ele se liberar em minha boca.
— Vem por cima... — Deitou na cama e me puxou para cima dele.
Me ajeitei e encaixei nossos corpos. Joguei a cabeça para trás gemendo. O moreno apertou minha cintura.
— Eu adoro ver meu pau entrando na sua bucetinha apertada. — Me fez abrir mais as pernas.
— Oh, Freddie... — Estremeci cheia de tesão.
Olhei para baixo, ver nossos corpos encaixados daquele jeito era tão excitante. Seu pau estava todo lambuzado. Ele se moveu embaixo de mim, me incentivando a cavalgar nele.
Era tão gostoso sentir todo aquele membro grande e grosso pulsando dentro de mim.
Tivemos uma noite longa, prazerosa e cansativa de sexo intenso e um tanto selvagem.
Apenas nos entregamos completamente. Aquilo não era nenhum crime, certo?
[...]
Dias depois...
— Tenho medo de agulhas. — Acompanhei a Carly porque ela me implorou.
Ela precisava fazer alguns exames. De sangue, urina e etc... Exames básicos de rotina. Ela fazia em 6 em 6 meses.
— Acho que você está um pouco anêmica. — Falei quando entramos na sala para fazer coleta de sangue.
Entrei só porque ela tinha pavor de agulhas. Ela choramingou e tudo mais.
Eu não estava me sentindo muito bem. Sempre ficava nervosa e aflita em hospitáis. Comecei a suar frio... Quando me levantei da cadeira, senti um pouco de tontura.
Aquilo foi piorando. Voltei a sentar.
— O que você tem moça? — Uma das enfermeiras percebeu que eu não estava nada bem.
Tive vontade de vomitar. Achei que estava entrando em uma espécie de pânico.
Minha visão foi ficando turva. Carly começou a se desesperar. Eu realmente estava passando mal...
Minutos depois...
— Como se sente? Sua pressão caiu. Sua amiga me disse que você não tomou café da manhã. — Um médico anotava na prancheta.
— O quê? Minha pressão caiu? — Eu estava atordoada.
Olhei para as paredes brancas. Me deparei deitada numa maca. Devo ter desmaiado.
Quantos minutos tinham se passado?
Uma jovem enfermeira apareceu com um exame e entregou ao médico. Carly não estava por perto.
— Estou bem. Posso ir para casa? — Me sentei, me preparando para descer da maca.
— Aqui está o resultado do exame de sangue. — Me entregou o papel. — Tive que pedir alguns exames. Não se preocupe. Você e o seu bebê vão ficar bem. Nossa obstetra vai te examinar agora! — Me informou.
— Bebê? Não! Só pode ser um engano. Eu não posso estar grávida. Minha menstruação está em dia. Nunca atrasou! — Protestei.
— Você vai ver que isso é normal em alguns casos, a obstetra vai te explicar tudo. Agora com licença. — Disse antes de se retirar.
[...]
— Estou grávida de dois meses, Carly. De 2 meses. Como isso é possível? — Tive vontade chorar.
Já estávamos em casa. Minha amiga já tinha os exames confirmando.
— Não sei... Você está menstruando normal... Meu Deus! Você não teve os sintomas que as grávidas costumam ter... — Ela também estava pasma.
— Anticoncepcionais... Esqueci... Parei de tomar... — Murmurei lembrando dos benditos anticoncepcionais injetáveis.
— Você precisa contar para o Freddie que ele vai ser pai. — Me aconselhou.
— Eu não sei como ele vai reagir... — Toquei na minha barriga.
— Oh, amiga... — Veio me abraçar. — Estou aqui do seu lado. Sempre estarei com você. Vai dar tudo certo. — Afagou meu cabelo.
— Como eu pude me descuidar assim, Carls? — Comecei a chorar.
Engravidar não estava nos meus planos. Aquele pequeno ser inocente não tinha culpa de nada. O Freddie tinha que entender. Eu ia contar para ele. Não fiz aquele bebê sozinha.
Fale com o autor