50 Tons De Logan
29 Capítulo 29
Notas iniciais
AHHHHHHHHHHHHHHH :(
Mas já acabou? Calma gente tem a segunda temporada
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhh :D
Aproveitem o capítulo amores
Boa Leitura :)
Noto que ele esta nas minhas costas. Pega-me pelos meus cabelos, faz um montinho e começa a trançar eles.
— Embora eu goste de suas trancinhas, Daniela, estou impaciente para te ter, você vai ter que se conforma só com uma, — diz com voz grave e suave.
Roça as minhas costas de vez em quando com seus dedos hábeis enquanto me faz a trança, e cada carícia acidental é como uma doce descarga elétrica em minha pele.
Ele prende o final com um elástico de cabelo, então delicadamente puxa a trança de forma que me vejo obrigada a me inclinar para seu corpo. Puxa de novo, desta vez para um lado, e eu inclino a cabeça e lhe dou acesso a meu pescoço. Inclina-se e me enche de pequenos beijos, percorrendo a base da orelha até o ombro com os dentes e a língua.
Cantarola em voz baixa enquanto o faz e o som ressona em mim por dentro. Justo lá... lá embaixo, em minhas vísceras. Gemo brandamente sem poder evitar.
— Bom, — diz respirando contra minha pele.
Levanta as mãos diante de mim; seus braços acariciam os meus. Na mão direita leva um chicote de tiras. Lembro-me de minha primeira visita a este quarto.
— Toque-o, — sussurra, e me soa como o próprio diabo.
Meu corpo se incendeia em resposta. Timidamente, abro os braço e roço as largas franjas do chicote. Tem muitas faixas largas, todas suave e com pequenas contas nas pontas.
— Vou usar ele. Não vai doer, mas fará que corra o sangue pela superfície da pele e fique sensível.
Oh, ele diz que não vai doer.
— Quais são as palavras de segurança, Daniela?
— Tá... "amarelo" e "vermelho", senhor — sussurro.
— Boa garota.
Deixou o chicote sobre a cama e põe as mãos na minha cintura.
— Não vai precisar, sussurra.
Então pega minha calcinha e a baixa de uma vez só. As tiro pelos pés torpemente, me apoiando no poste da cama.
— Fique quieta — ordena, logo me beija o traseiro e me dá dois beliscões; Fico tensa. Deite-se de barriga para cima acrescenta, me dando uma palmada forte no traseiro que me faz pular.
Apresso-me a subir ao colchão duro e rígido e me deito, olhando Logan. Sinto na pele o cetim suave e frio do lençol. Vejo-o impassível, salvo pelo olhar: em seus olhos brilha uma emoção contida.
— As mãos por cima da cabeça— ordena, e eu obedeço.
Deus... meu corpo está sedento dele. Já o desejo.
— Vire-se, — e pelo canto do olho, vejo ele se dirigir de novo à cômoda e voltar com o iPod e o que parece uma máscara para dormir, similar ao que usei em meu voo a Atlanta. Ao lembrar, me da vontade de rir, mas não consigo que meus lábios respondam. A impaciência me consome. Sei que meu rosto está completamente imóvel e que o olho com os olhos arregalados.
Sentou na borda da cama e coloca em mim o iPod. Tem conectados uns pontos auriculares e tem uma estranha antena. Que estranho... Carrancuda, tento averiguar para que serve.
— Isto vai transmitir ao iPod o que quero que você ouça — diz, dando umas batidinhas na pequena antena e respondendo assim a minha pergunta não formulada. — Eu vou ouvir o mesmo que você, e tenho um comando a distancia para controlar.
Dizia seu habitual sorriso de "Eu sei de algo que você não sabe" e me mostra um pequeno dispositivo plano que parece uma calculadora muito moderna. Inclina-se sobre mim, coloca com cuidado os pontos auriculares nos ouvidos e deixa o iPod sobre a cama por cima de minha cabeça.
— Levanta a cabeça, — ordena, e o faço imediatamente.
Devagar, põe e mim a máscara, passando o elástico pela nuca. Já não vejo. O elástico da máscara segura os pontos auriculares. Ouço ele levantar da cama, mas o som é apagado.
Ensurdece-me minha própria respiração, entrecortada e errática, reflexo de meu nervosismo.
Logan me agarra pelo braço esquerdo, estica-o com cuidado até o canto esquerdo da cama e me prende na pulseira de couro. Quando termina, acaricia-me o braço inteiro com seus largos dedos. OH! A carícia me produz uma deliciosa sensação entre o calafrio e cosquinhas.
Ouço-o circular a cama devagar até o outro lado, onde pega meu braço direito para me prender. De novo passeia seus dedos largos por ele. Minha nossa, estou a ponto de estalar. Por que isso é tão erótico? Vão ate os pés da cama e pega ambos os tornozelos.
— Levanta a cabeça — outra vez e ordena.
Obedeço, e me puxa de forma que os braços ficam completamente esticados e quase suspensos pelas pulseiras. Deus... não posso mover os braços.
Um calafrio de inquietação misturado com uma tentadora excitação percorre meu corpo inteiro e me põe ainda mais molhada. Grunhi. Separando as pernas, prende primeiro o tornozelo direito e logo o esquerdo, de modo que fico bem preso, de braços e pernas abertas, e completamente a sua mercê. Desconcerta-me não poder vê-lo. Escuto com atenção... o que faz? Não ouço nada, apenas a minha respiração e os fortes batimentos do meu coração, que bombeia o sangue com fúria contra meus tímpanos.
De repente, um suave assobio do iPod aparece. Desde dentro de minha cabeça, uma voz angelical canta sem acompanhamento uma nota longa e doce, a que se une imediatamente outra voz e logo mais, minha nossa, um coro celestial, cantando a capela de um hinário antigo. Como se chama isto? Jamais ouvi nada semelhante. Algo quase insuportavelmente suave passeia por meu pescoço, deslizando devagar pela clavícula, pelos peitos, me acariciando, me endurecendo os mamilos... é muito suave, inesperado. Isso é pelo!
Uma luva de pelos?
Logan passeia a mão, sem pressa e deliberadamente, por meu ventre, riscando círculos ao redor de meu umbigo, logo depois de quadril a quadril, e eu trato de adivinhar aonde irá depois, mas a música metida em minha cabeça me transporta. Segue a linha dos meus pelos pubianos, passa entre minhas pernas, por minhas coxas; desce por um, sobe pelo outro, e quase me faz cosquinhas. Unem-se mais vozes ao coro celestial, cada uma com fragmentos distintos, se fundindo gostoso e docemente em uma melodia mais harmoniosa que eu tenha ouvido antes. Eu pego uma palavra "Deus"- e me dou conta de que cantam em latim.
A luva de pelos segue me baixando pelos braços, me acariciando a cintura, subindo de novo pelos peitos. Seu roce me endurece os mamilos e ofego, me perguntando aonde irá sua mão depois. De repente, a luva de pelos desaparece e noto que as faixas do chicote de tiras fluem por minha pele, seguindo o mesmo caminho que a luva, e me resulta muito difícil me concentrar com a música que soa em minha cabeça: é como um tilintar de vozes cantando, tecendo uma tapeçaria etérea de ouro e prata, delicioso e sedoso, que se mistura com o tato do suave em minha pele, me percorrendo... minha nossa. Subitamente, desaparece. Logo, de repente, uma chicotada seca no ventre.
— Aaaggghhh! —grito.
Pega-me de surpresa. Não dói exatamente; mas bem me produz um forte formigamento por todo o corpo. E então volta a me açoitar. Mais forte.
— Aaahhh!
Quero me mover, me retorcer, escapar, ou desfrutar de cada golpe, não sei... acaba sendo tão irresistível... Não posso mexer os braços, tenho as pernas presas, estou bem presa.
Volta a me açoitar, desta vez nos peitos. Grito. É uma doce agonia, suportável... prazerosa; não, não de forma imediata, mas, com cada novo golpe, minha pele canta em perfeito ritmo com a música que soa na cabeça, e me vejo arrastada a uma parte muito escuro de minha psique que se rende a esta sensação tão erótica. Sim... já entendi. Açoita-me no quadril, logo sobe com golpes rápidos pelo pelos pubiano, segue pelas coxas, pela parte interna, sobe de novo, pelos quadris. Continua enquanto a música alcança um clímax e então, de repente, para de soar. E ele também para. Logo começa o canto outra vez, vai crescendo, e ele me orvalha de golpes e eu grito e me retorço. De novo para, e não se ouve nada, salvo minha respiração entrecortada e meus ofegos descontrolados. Não... o que acontece? O que vai fazer agora? A excitação é quase insuportável. Entrei em uma zona muito escura, muito carnal.
Noto que a cama se move e que ele se coloca por cima de mim, e o hino volta a começar. Será que ele vai repetir tudo. Desta vez são seu nariz e seus lábios os que me acariciam... passeiam por meu pescoço e minha clavícula, me beijando, me chupando... descendo para meus peitos... Ah! Sai de um mamilo para o outro, passeando a língua ao redor de um enquanto belisca sem piedade o outro com os dedos... Gemo, muito forte, acredito, embora não ouço. Estou perdida, perdida nele... perdida nessas vozes astrais e angélicos... perdida em todas estas sensações das que não posso escapar... completamente a mercê de suas peritas mãos.
Descende até o ventre, riscando círculos com a língua ao redor do umbigo, seguindo o caminho do chicote e da luva. Gemo. Beija-Me, me chupa, me mordisca... segue abaixo... e de repente tenho sua língua ali, no clitóris. Jogo a cabeça para trás e grito, a ponto de desmaiar, a beira do orgasmo... E então ele para.
Não! A cama se move e Logan se ajeita entre minhas pernas. Inclina-se para um poste e, de repente, a corrente do tornozelo desaparece. Subo a perna até o centro da cama, a apoio contra ele. inclina-se para o outro lado e liberta a outra perna. Esfrega ambas as pernas, as espremendo, as massageando, as reavivando.
Logo me pega pelos quadris e me levanta de forma que já não tenho as costas encostadas na cama; estou arqueada e apoiada só nos ombros. O que? Coloca-se entre minhas pernas... e com uma rápida e certeira investida me penetra... OH, Deus... e volto a gritar.
Iniciam as convulsões de meu orgasmo iminente, e então para. Cessam as convulsões... OH, não... vai continuar me torturando.
— Por favor! — Choramingo.
Pega em mim com mais força... para me advertir? Não sei. Crava os dedos no meu traseiro enquanto eu ofego, assim me manda ficar quieta. Muito lentamente, começa a se mexer outra vez: sai, entra... angustiantemente devagar. Minha nossa... por favor! Grito por dentro e, conforme aumenta o número de vozes do coral, vai aumentando ele seu ritmo, de forma infinitamente controlada, completamente ao som da música. Já não aguento mais.
— Por favor — suplico a ele, e com um só movimento rápido volta a me deixar na cama e se deita sobre mim, com as mãos nos lados de meus seios, aguentando seu próprio peso, e empurra.
Quando a música chega a seu clímax, me precipito... Em queda livre... ao orgasmo mais intenso e angustiante que jamais tive, e Logan me segue, investindo forte três vezes mais... até que finalmente fica imóvel e cai sobre mim.
Quando recupera a consciência e volta de qualquer lugar que tenha estado, Logan sai de mim. A música cessou e noto como ele se estira sobre meu corpo para soltar a pulseira direita. Grunhi ao sentir por fim a mão livre. Em seguida solta a outra, retira com cuidado a máscara de meus olhos e tira os pontos auriculares dos ouvidos. Pisco à luz tênue do quarto e levanto os olhos para seu intenso olhar de olhos cinzas.
— Olá, — murmura.
— Olá, — respondo timidamente.
Em seus lábios se desenha um sorriso. Inclina-se e me beija brandamente.
— Muito bem, — sussurra. — Vire-se.
Minha Nossa... o que me vai fazer agora? Seu olhar se enternece.
— Só vou te dar uma massagem nos ombros.
— Ah, certo.
Viro, tensa, de barriga para baixo. Estou exausta. Logan se senta escarranchado sobre minha cintura e começa a massagear meus ombros. Gemo forte; tem uns dedos fortes e experientes. Inclina-se e beija minha cabeça.
— Que música era essa? — Consigo balbuciar.
— É o coral a quarenta vozes de Thomas Talis, titulado Spem in alium.
— Foi... impressionante.
— Sempre quis fazer ao ritmo dessa peça.
— Não me diga que também foi a sua primeira vez?
— Com certeza, senhorita Goulart.
Volto a gemer enquanto seus dedos fazem sua magia em meus ombros.
— Bom, também é a primeira vez que eu transo com essa música, — murmuro sonolenta.
— Mmm... você e eu estamos estreando juntos em muitas coisas, — diz com total naturalidade.
— O que te disse enquanto eu dormia, Lo... err... senhor?
Interrompe um momento a massagem.
— Disse-me um montão de coisas, Daniela. Falou de jaulas e morangos, me disse que queria mais e que sentia minha falta.
Ah, graças a Deus.
— Só isso? — Pergunto com evidente alívio.
Logan conclui sua esplêndida massagem e se deita a meu lado, fincando o cotovelo na cama para levantar a cabeça. Olha-me carrancudo.
— O que pensava que tinha dito?
OH, merda.
— Que eu tinha dito que você era feio e arrogante, e que era um desastre na cama.
Franzido ainda mais o cenho
— Certo, está claro que tudo isso é verdade, mas agora me deixou intrigado de verdade. O que é o que me esconde, senhorita Goulart?
Pisco com ar inocente.
— Não te escondo nada.
— Daniela, — lembra.
— Pensava que fosse me fazer rir depois do sexo.
— Pois por aí vamos mal. — Esboça um sorriso. — Não sei contar piadas.
— Senhor Mitchell! Ha alguma coisa que não sabe fazer? — Digo sorrindo, e ele me sorri também.
— Não, aparentemente contar piadas.
Adota um ar tão digno que me faz rir.
— Eu também não os conto.
—Eu adoro te ouvir rir, — murmura, se inclina e me beija. — Esconde-me alguma coisa, Daniela? Vou ter que te torturar para surrupiar isso de você, Sei que algo te preocupa.
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Eu acordo com um solavanco. Eu acho que tinha apenas caído alguns degraus em um sonho, e eu fiquei ereta, momentaneamente desorientada. Está escuro, e eu estou na cama de Logan sozinha. Alguma coisa tinha me acordado, algum pensamento incômodo. Eu olho para seu despertador no criado-mudo. São cinco da manhã, mas me sinto descansada. Porque disso? Oh, é a diferença do horário, seria oito da manhã na Georgia. Puta merda... eu preciso tomar minha pílula. Eu saio da cama, agradecida pelo o que quer que tenha me acordado. Eu posso ouvir notas fracas do piano. Logan está tocando. Isso eu preciso ver. Eu amo assisti-lo tocar. Nua, agarrei meu roupão da cadeira e vagueei calmamente pelo corredor, deslizando pelo roupão e ouvindo o som mágico do lamento melódico que estava vindo da sala grande.
Coberto pela escuridão, Logan está sentado em uma bolha de luz enquanto toca, e seu cabelo brilha com os realces de cobre. Ele parece nu, embora eu sei que ele está usando sua calça de pijama. Ele está concentrando, tocando lindamente, perdido na melancolia da música. Eu hesito, observando das sombras, sem querer interrompe-lo. Eu quero segurá-lo.
Ele parece perdido, até mesmo triste, e dolorosamente solitário, ou talvez seja apenas a música que é tão cheia de tristeza pungente. Ele termina a peça, pausa por uma fração de segundo, então começa a tocar de novo.
Eu me movo cuidadosamente em direção a ele, atraída como uma mariposa pelas chamas... A ideia me faz sorrir.
Ele olha para cima, para mim e franze a testa antes que seu olhar retorne para suas mãos, e oh merda, ele está irritado porque estou perturbando-o?
— Você deveria estar dormindo, — ele me repreende suavemente.
Eu posso dizer que ele está pré-ocupado com alguma coisa.
— E você também, — eu replico, não tão suavemente.
Ele olha para cima novamente, seus lábios se contorcendo com um vestígio de sorriso.
— Você está me repreendendo, Senhoria Goulart?
— Sim, Senhor Mitchell, eu estou.
— Bem, eu não consigo dormir. — Ele franze o cenho mais uma vez quando um traço de irritação ou raiva brilha através de seu rosto. Comigo? Certamente que não.
Eu ignoro sua expressão facial e muito corajosamente sento ao lado dele no banco do piano, colocando minha cabeça em seu ombro nu para assistir seus dedos hábeis e ágeis, acariciarem as teclas. Ele faz uma pausa fracionada, e então continua até o final da peça.
— O que foi isso? — eu perguntei baixinho.
— Chopin. Opus 28, número 4. Em E (Mí) menor, se você está interessada, — ele murmurou.
— Estou sempre interessada no que você faz.
Ele se vira e pressiona suavemente seus lábios contra meu cabelo.
— Eu não quis acordar você.
— Você não acordou. Toca outra.
— Outra?
— A peça de Bach que você tocou na primeira noite que eu fiquei.
— Oh, o Marcello.
Ele começa a tocar vagarosamente e deliberadamente. Eu sinto o movimento de suas mãos em seus ombros enquanto eu me inclino contra ele e fecho os olhos. As notas tristes e emotivas fazem um redemoinho lento e melancólico ao nosso redor, ecoando pelas paredes. É uma peça assombrosamente bela, mais triste ainda que a de Chopin, e eu me perco na beleza do lamento. De certa forma, ela reflete como eu me sinto. O profundo desejo pungente que eu tenho de conhecer esse extraordinário homem melhor, tentar e compreender sua tristeza. Cedo demais, a peça está no final.
— Porque você só toca música tão triste?
Eu sento ereta e olho para cima para ele enquanto ele encolhe os ombros em resposta para minha pergunta, sua expressão desconfiada.
— Então você só tinha seis anos quando começou a tocar? — eu pergunto.
Ele assente, seu olhar desconfiado se intensificando. Depois de um momento ele se voluntaria.
— Eu me atirei para aprender piano para agradar a minha nova mãe.
— Para caber em uma família perfeita?
— Sim, por assim dizer, — ele diz evasivamente. — Porque você está acordada? Você não precisa se recuperar dos esforços de ontem?
— São oito da manhã para mim. E eu preciso tomar minha pílula.
Ele levantou as sobrancelhas em surpresa.
— Bem lembrado, — murmurou, e eu posso dizer que ele estava impressionado. Seus lábios capricharam em um meio sorriso. — Só você começaria um tratamento específico de anticoncepcionais em um fuso horário diferente. Talvez você devesse esperar meia hora e então outra meia hora amanhã de manhã. Assim eventualmente você pode tomá-las em um tempo razoável.
— Bom plano, — eu respiro. — Então o que nós devemos fazer por meia hora? — pisco inocentemente para ele.
— Eu posso pensar em algumas coisas, — ele sorri, olhos cinzas brilhantes. Eu olho para trás impassível enquanto minhas entranhas apertam e derretem sob seu olhar conhecedor.
— Por outro lado, nós poderíamos conversar, — eu sugeri calmamente.
Ele franze a testa.
— Eu prefiro o que eu tenho em mente. — Ele me coloca em seu colo.
— Você sempre prefere fazer sexo do que conversar, — eu ri, me equilibrando segurando em seus braços.
— Verdade. Especialmente com você. — Ele fuça meu cabelo e começa uma trilha contínua de beijos da minha orelha até minha garganta. — Talvez no meu piano, — ele sussurra.
Oh meu Deus. Todo o meu corpo se aperta ao pensamento. Piano. Uau.
— Eu quero esclarecer uma coisa, — eu sussurro enquanto meu pulso começa a acelerar, e minha deusa interior fecha os olhos, deleitando-se na sensação de seus lábios em mim.
Ele pausa momentaneamente antes de continuar seu ataque sensual.
— Sempre tão ansiosa por informação, Senhorita Goualrt. O que precisa ser esclarecido? — ele respira contra a minha pele na base do meu pescoço, continuando seus suaves beijos gentis.
— Nós, — eu sussurro enquanto fecho os olhos.
— Humm. O que sobre nós? — ele pausa sua trilha de beijos ao longo do meu ombro.
— O contrato.
Ele levanta a cabeça para olhar para mim, uma pitada de diversão em seus olhos, e suspiros. Ele acaricia os dedos na minha bochecha.
— Bem, eu acho que o contrato ficou obsoleto (Não vale mais nada), você não acha? — sua voz esta baixa e rouca, seus olhos suaves.
— Obsoleto?
— Obsoleto. — Ele sorri. Eu olho de boca aberta para ele, intrigada.
— Mas você estava tão interessado no contrato.
— Bem, isso foi antes. De qualquer forma, as regras ainda seguem de pé. — Sua expressão endureceu um pouco.
— Antes? Antes do que?
— Antes... — ele pausa e a expressão cautelosa está de volta, — Antes que houvesse “mais.” Ele encolhe os ombros.
— Oh.
— Além do mais, nós estivemos na sala de jogos duas vezes agora, e você não fugiu gritando espantada.
— Você espera que eu faça isso?
— Nada do que você faz é esperado, Daniela, — ele diz secamente.
— Então, deixe-me ser clara. Você só quer que eu siga as regras do contrato todo o tempo, mas ignore o resto estipulado?
— Exceto na sala de jogos. Eu quero que você siga o espírito do contrato na sala de jogos, e sim, eu quero que você siga as regras, todo o tempo. Então eu sei que você estará segura, e eu serei capaz de ter você a qualquer momento que eu queira.
— E se eu quebro uma das regras?
— Então eu vou puni-la.
— Mas você não vai precisar da minha permissão?
— Sim, irei.
— E se eu digo não?
Ele me olha por um momento, com uma expressão confusa.
— Se você disser não, você vai dizer não. Eu terei que encontrar uma maneira de persuadi-la.
Eu me afasto dele e fico em pé. Preciso de alguma distância. Ele franze a testa quando eu olho para baixo para ele. Ele parece intrigado e cauteloso de novo.
— Então, o aspecto da punição permanece.
— Sim, mas só se você quebra as regras.
— Eu vou precisar relê-las, — eu digo, tentando lembrar dos detalhes.
— Eu vou buscá-las pra você. — Seu tom está de repente profissional.
Uau. Isso ficou sério tão rapidamente. Ele se levanta do piano e anda agilmente para sua sala de estudo. Meu couro cabeludo fica arrepiado. Caramba, eu preciso de um pouco de chá. O futuro do nosso então chamado relacionamento está sendo discutido as cinco e quarenta e cinco da manhã quando ele está pré-ocupado com outra coisa, isso é sábio? Eu me dirijo para a cozinha que ainda está envolta das sombras. Onde estão os interruptores? Eu os encontro, ligo-os, e despejo água em uma chaleira. Minha pílula! Eu reviro minha bolsa que deixei na mesa de café e as encontro rapidamente. Um gole, e estou pronta. No momento que eu termino, Logan está de volta, sentando em um dos bancos do bar, me observando atentamente.
— Aqui está. — Ele empurra um pedaço de papel digitado na minha direção, e eu percebo que ele mexeu em algumas coisas.
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REGRAS
Obediência:
A Submissa irá obedecer qualquer instrução dada pelo Dominante imediatamente sem hesitação ou reserva e de uma forma eficiente. A Submissa irá concordar com qualquer atividade sexual considerada apta e prazerosa pelo Dominante exceto aquelas atividade que são indicadas em duros limites.
(Anexo A). Ela fará tão avidamente e sem hesitação.
Sono:
A Submissa garantirá que consiga um mínimo de sete ou oito horas de sono por noite quando ela não está com o Dominante.
Comida:
A Submissa comerá regularmente para manter sua saúde e bem-estar de uma lista prescritas de alimentos (Anexo 4). A Submissa não terá lanche entre as refeições, com a exceção de frutas.
Roupas:
Enquanto estiver com o Dominante, A Submissa apenas vestirá roupas aprovadas pelo Dominante. O Dominante irá fornecer um orçamento para roupas da Submissa, a qual a Submissa deve utilizar. O Dominante deverá acompanhar A Submissa nas compras das roupas desse caráter.
Exercícios:
O Dominante deverá fornecer a Submissa um treinador pessoal quatro vezes por semana em sessões de uma hora de duração em horários a ser mutuamente acordados entre o treinador e a Submissa. O treinador informará ao Dominante o progresso da Submissa.
Higiene Pessoal / Beleza:
A Submissa irá manter-se limpa e raspada e/ou depilada em todos os momentos. A Submissa visitará um salão de beleza de escolha do Dominante em momentos a ser decididos pelo Dominante, e passará por qualquer tratamento que o Dominante julgar conveniente.
Segurança Pessoal:
A Submissa não vai beber em excesso, fumar, usar drogas ilícitas ou colocar-se em qualquer perigo desnecessário.
Qualidades Pessoais:
A Submissa não entrará em quaisquer relações sexuais com alguém que não seja o Dominante. A Submissa se comportará respeitosa e de forma modesta em todos os momentos.
Ela deve reconhecer que seu comportamento é um reflexo direto sobre o Dominante. Ela deve ser responsabilizada por quaisquer malefícios, erros cometidos e mau comportamento cometidos quando não estiver na presença do Dominante.
O não cumprimento de qualquer regra acima resultará em punição imediata, cuja natureza deverá ser determinada pelo Dominante.
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— Então a coisa da obediência ainda está em pé?
— Oh, sim. — Ele sorri.
Eu balanço a cabeça divertida, e antes que eu perceba, desvio meu olhar do dele.
— Você acabou de revirar os olhos para mim, Daniela? — ele respira.
Oh porra.
— Possivelmente, depende de qual é a sua reação.
— O mesmo de sempre, — ele diz, balança a cabeça ligeiramente, seus olhos abertos com excitação.
Eu engulo instintivamente e um arrepio de satisfação corre através de mim.
— Então... — Puta merda. O que eu vou fazer?
— Sim? — ele lambe o lábio inferior.
— Você quer me espancar agora.
— Sim. E eu farei.
— Oh, mesmo, Senhor Mitchell? — eu desafio, sorrindo de volta para ele. Dois podem jogar esse jogo.
— Você vai me impedir?
— Você vai ter que me pegar primeiro.
Seus olhos se arregalam em uma fração de segundo, e ele sorri, lentamente ficando em pé.
— Oh, mesmo, Senhorita Goulart?
A mesa de café está entre nós. Eu nunca estive tão grata pela sua existência do que nesse momento.
— E você está mordendo o lábio, — ele respira, se movendo lentamente para sua esquerda quando eu me movo para a minha.
— Você não faria, — eu provoco. — Afinal, você desvia seu olhar também. — Eu tento argumentar com ele. Ele continua a se mover em direção a sua esquerda, assim como eu.
— Sim, mas com esse joginho você acaba de subir o nível de excitação. — Seus olhos incendeiam, e antecipação selvagem emana dele.
— Eu sou bastante rápida, você sabe. — Eu tento com indiferença.
— Eu também.
Ele está me perseguindo, em sua própria cozinha.
— Você vai vir sem resistir? — ele pergunta.
— Alguma vez eu já fui?
— Senhorita Goulart, o que você quer dizer? — ele sorri. — Será pior para você se eu tiver que ir e pegá-la.
— Isso apenas se você me pegar, Logan. E nesse momento, eu não tenho nenhuma intenção de deixá-lo me pegar.
— Daniela, você pode cair e se machucar. O que a colocará em violação direta a regra número sete.
— Desde que te conheci Senhor Mitchell, estou em perigo permanente, com regras ou sem.
— Sim você esta. — Ele pausa, e sua testa enruga ligeiramente.
De repente, ele dá o bote em mim, me fazendo gritar e correr para a mesa de jantar.
Eu consigo escapar, colocando a mesa entre nós. Meu coração está martelando e a adrenalina disparou pelo meu corpo... cara... isso é tão excitante. Eu sou uma criança de novo, embora isso não esteja certo. Eu o observo cuidadosamente, enquanto ele caminha deliberadamente em minha direção. Eu dou uns centímetros de distância.
— Você certamente sabe como distrair um homem, Daniela.
— Nosso objetivo é agradar, Senhor Mitchell. Distraí-lo do que?
— Vida. O universo. — Ele balança a mão vagamente.
— Você realmente parecia muito preocupado enquanto estava tocando.
Ele para e cruza os braços, sua expressão divertida.
— Nós podemos fazer isso durante o dia todo, querida, mas eu vou pegá-la, e só será pior para você quando eu fizer.
— Não, você não vai. — Eu não devo ser excessivamente confiante. Eu repito isso como um mantra.
— Qualquer um poderia pensar que você não quer que eu te pegue.
— Eu não quero. Esse é o ponto. Para mim o castigo é como o toque para ti.
Toda a sua atitude muda em um segundo. Foi-se o Logan brincalhão, e ele fica me olhando como se eu tivesse lhe dado um tapa. Ele está pálido.
— É assim que você se sente? — ele sussurra.
Aquelas cinco palavras, e a forma como ele as pronuncia, me falam muito. Ah não.
Elas me dizem muito mais sobre ele e como ele sente. Elas me dizem sobre seu medo e ódio.
Eu franzo a testa.
Não, eu não me sinto assim tão mal. De jeito nenhum. Eu sinto?
— Não, não me afeta tanto quanto isso, mas isso te dá uma ideia, — eu murmuro, olhando ansiosamente para ele.
— Ah, — ele diz.
Merda. Ele parece completa e totalmente perdido, como se eu tivesse puxado o tapete debaixo dos seus pés.
Notas finais
Big Time Kisses :*
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