50 Tons De Logan
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo
Bem, nós entramos na reta final da fic, além desse, eu vou postar mais 5 (incluindo o capítulo final).
Obrigada a todos que estão comigo durante todo esse tempo de fic, obrigada a todos aqueles que mandam reviews tanto aqui como no Twitter.
Happy Halloween for you guys!
Boa leitura :D
— Aceitável? — Eu sussurro.
— Sim. — Ele olha atentamente para mim. — Ela me distraiu do caminho destrutivo que eu estava seguindo. É muito duro crescer em uma família perfeita quando você não é perfeito.
Oh não. Minha boca secou enquanto eu digeria suas palavras. Seu olhar estava em mim, sua expressão insondável. Ele não vai dizer mais a mim. Que frustrante. Do lado de dentro, eu estou bobinando – ele soa tão cheio de autodepreciação. E Sra. Robinson o amou.
Merda… ela ainda amava?
Eu sinto como eu contribuí o estômago.
— Ela ainda ama você?
— Eu acho que não, não assim.— Ele franze a testa como se ele não tivesse pensado sobre a ideia. — Eu continuo dizendo a você que foi há muito tempo atrás. Está no passado.
Eu não posso mudar isto ainda que eu quisesse, o que eu não quero. Ela me salvou de mim mesmo. — Ele está irritado e corre uma mão molhada por seu cabelo. — Eu nunca discuti isto com ninguém. — Ele pausa, — Exceto Dr. Justin, claro. E a única razão que eu estou conversando sobre isto agora, com você, é porque eu quero que você confie em mim.
— Eu confio em você, mas eu quero conhecer você melhor, e sempre que eu tento conversar, você me distrai. Existe tanto que eu quero saber.
— Oh pelo amor, Daniela. O que você quer saber? O que eu tenho que fazer? — Seus olhos queimaram, e entretanto ele não levantou sua voz, eu sei que ele está tentando frear seu temperamento.
Eu olho depressa para abaixo, para minhas mãos, clara em baixo da água quando as bolhas começaram a dispersar.
— Eu estou só tentando entender, você é tal enigmático. Diferente de qualquer pessoa que eu encontrei antes. Eu estou contente que você está dizendo a mim o que eu quero saber.
Jesus – talvez seja os Cosmopolitan me deixando valente, mas de repente eu não posso aguentar a distância entre nós. Eu me movo pela água para sua lateral e me inclino para ele assim nós estamos nos tocando, pele com pele. Ele tenciona e seus olhos estão cautelosamente em mim, como se eu pudesse mordê-lo. Bem, isto é uma reviravolta
— Por favor, não fique bravo comigo,— eu sussurro.
— Eu não estou bravo com você, Daniela. Eu só não estou acostumado a este tipo de conversar – este sondamento. Eu só tenho isto com Dr. Justin e com... Ele para e faz uma carranca.
— Com ela. Sra. Cooper. Você conversa com ela? — Eu inicio, tentando frear meu próprio temperamento.
— Sim, eu faço.
— Como é?
Ele se muda dentro da banheira para me enfrentar, derrubando a água aos lados sobre o chão. Ele coloca seu braço ao redor dos meus ombros, descansando na borda da banheira.
— Persistente você não?— Ele murmura, um rastro de irritação em sua voz. — Vida, os negócios, o universo. Daniela, faz tempo que a Sra. Cooper e eu nos conhecemos.
Falamos sobre tudo.
— De mim?— Eu sussurro.
— Sim. — Os olhos negros assistem-me cuidadosamente.
Eu mordo meu lábio inferior, tentando restringir a pressa súbita de raiva que vem a superfície.
— Por que você conversa sobre mim? — Eu empenho para não soar chorona e petulante, mas eu não tenho sucesso. Eu sei que eu devia parar. Eu estou empurrando-o muito forte.
— Eu nunca encontrei ninguém como você, Daniela.
— O que isso quer dizer? Que nunca conheceu alguém que assinou o contrato sem questionar primeiro?
Ele agita sua cabeça.
— Eu preciso de conselho.
— E você toma conselho da Sra. Pedofila? — Eu estalo. Segurar meu temperamento é mais difícil do que eu pensei.
— Daniela... suficiente, — ele estala de volta severamente, seus olhos se estreitando.
Eu estou patinando em gelo fino, e eu estou em perigo.
— Ou eu porei você nos meus joelhos. Eu não tenho nenhum interesse sexual ou romântico de qualquer jeito. Ela é uma amiga querida, estimada e uma companheira de negócios. Isto é tudo. Nós temos um passado, uma história compartilhada, que era monumentalmente benéfica para mim, entretanto isso fodeu seu casamento... mas este lado da nossa relação está terminado.
Jesus – outra parte que eu não consigo entender. Ela era casada também. Como eles fizeram isto por tanto tempo?
— E seus pais nunca descobriram?
— Não, — ele rosna. — Eu já disse isso a você.
E eu sei isso. Eu não posso perguntar a ele quaisquer perguntas adicionais sobre ela porque ele enlouquecerá comigo.
— Você acabou? — Ele estala.
— Por agora.
Ele respira fundo e visivelmente relaxa na minha frente, como se um grande peso fosse erguido de seus ombros ou algo.
— Certo... minha vez, — ele murmúrios, e seu olhar feroz virou gélido, especulativo.
— Você não respondeu meu e-mail.
— Bom. — Ele dá para mim um sorriso genuíno de alivio. — Eu estou muito contente de estar aqui... apesar de seu interrogatório. Embora aceite que me fuzile de perguntas, você pensa que pode reivindicar algum tipo de imunidade diplomática só porque eu voei todo esse caminho para ver você? Eu não estou aceitando isto, Senhorita Goulart. Eu quero saber como você se sente.
Oh não…
— Eu disse a você. Eu estou contente que você esteja aqui. Obrigada por vir, — eu digo debilmente.
— O prazer é todo meu, Senhorita Goulart.— Seus olhos brilham quando ele se debruça para abaixo e me beija suavemente.
Eu sinto eu mesma automaticamente respondendo. A água está ainda morna, o banheiro quieto e vaporoso.
Ele para e se puxa de volta, olhando abaixo, para mim.
— Não. Eu penso que eu quero primeiro algumas respostas antes de nós fazermos mais.
Mais? Ai está essa palavra novamente. E ele quer respostas .... respostas para o que? Eu não tenho um passado secreto... eu não tenho uma infância horripilante. O que ele possivelmente podia querer saber sobre mim que ele já não saiba?
Eu suspiro, resignada.
— O que você quer saber.
— Bem, como você se sente sobre nosso acordo, para começar.
Eu pisco para ele. Hora de dizer a verdade. Meu subconsciente e a deusa interior olham nervosamente uma para o outro. Inferno, vamos com a verdade.
— Eu penso que eu não posso fazer isto por um período estendido de tempo. Um fim de semana inteiro sendo alguém que eu não sou. — Eu ruborizo e olho fixamente para as minhas mãos.
Ele levanta meu queixo, e ele está sorrindo para mim, divertido.
— Não, eu também penso que você não poderia.
E parte de mim se sente ligeiramente afrontada e desafiada.
— Você está rindo de mim?
— Sim, mas em um bom modo,— ele diz com um pequeno sorriso.
Ele se debruça e me beija suavemente, brevemente.
— Você não é uma grande submissa, — ele respira enquanto segura meu queixo, seus olhos dançam com humor.
Eu olho fixamente para ele chocada, então eu desato a rir – e ele se junta a mim.
— Talvez eu não tenha um bom professor.
Ele bufa.
— Talvez. Talvez eu deveria ser mais rígido com você. — Ele arma sua cabeça para um lado e dá a mim um sorriso astuto.
Eu trago. Jesus, não. Mas ao mesmo tempo, meus músculos apertam deliciosamente bem no fundo.
É seu modo de exibir o quanto ele se importa. Talvez o único modo que ele pode mostrar que se importa – eu percebo isto. Ele está olhando fixamente para mim, medindo minha reação.
— Foi tão ruim quando eu espanquei você a primeira vez?
Eu olho de volta para ele, piscando. Foi tão ruim? Eu lembro de parecer confusa com minha reação. Machuca, mas não tanto em retrospecto. Ele disse inúmeras vezes que está mais em minha cabeça. E a segunda vez… Bem, isso foi bem… quente.
— Não, para falar a verdade não, — eu sussurro.
— Foi mais a ideia disto? — Ele inicia.
— Eu suponho. Sentir prazer, quando supostamente não se é para ter.
— Eu lembro de sentir o mesmo. Leva um tempo para conseguir que sua cabeça trabalhe ao redor isto.
Santo inferno. Isto foi quando ele era uma criança.
— Você pode sempre usar uma palavra de segurança, Daniela. Não esqueça isto. E, desde que você siga as regras, o que preenche uma profunda necessidade em mim pelo controle, você se mantém segura, então talvez nós podemos achar um modo.
— Por que você precisa me controlar?
— Porque isso satisfaz uma necessidade em mim que eu não encontrava em meus anos de formação.
— Então isso é uma forma de terapia?
— Eu nunca pensei sobre isso desse modo, mas sim, eu suponho que é.
Isto eu posso entender. Isto ajudará.
— Mas, aqui tem uma coisa... um momento você diz não me desafie, o próximo você diz que gosta de ser desafiado. Isto é uma linha muito fina para andar com sucesso.
Ele olha para por um momento, então franze o cenhos.
— Eu posso ver isto. Mas você parece estar se dando bem até agora.
— Mas a que custo pessoal? Você me deixou de braços e pernas atadas.
— Eu gosto disso, atar pernas e braços, — ele sorri.
— Não é isso que eu quis dizer! — Eu esguicho água em exasperação.
Ele olha para em mim, arqueando uma sobrancelha.
— Você acabou de espirrar água em mim?
— Sim.— Merda… esse olha.
— Oh, Senhorita Goulart. — Ele me agarra e me puxa sobre seu colo, espirando água por toda parte do chão. — Eu penso que nós tivemos suficiente conversa no momento.
Ele aperta suas mãos, uma em cada lado da minha cabeça e me beija. Profundamente.
Possuindo minha boca. Angulando minha cabeça… controlando-me. Eu gemo contra seus lábios. Isto é o que ele gosta. Isto é no que ele é tão bom. Tudo acende dentro de mim e meus dedos vão para seu cabelo, segurando ele para mim, e eu estou beijando-o de volta e dizendo que eu o quero muito, do único modo que eu sei como. Ele geme, e movendo assim eu estou montada nele, ajoelhando acima dele, sua ereção em baixo de mim. Ele se puxa de volta e olha para mim, seus olhos ardendo e luxurioso. Eu solto minhas mãos para agarrar a extremidade da banheira, mas ele agarra ambos meus pulsos e puxa minhas mãos atrás das minhas costas, segurando-os juntos com uma mão.
— Eu vou te ter agora,— ele sussurra e me ergue de forma que eu estou pairando acima dele.
— Pronta? — Ele respira.
— Sim, — eu sussurro, e ele me solta para ele, lentamente, perfeitamente lento… enchendo-me…Assistindo-me enquanto ele me toma.
Eu gemo, fechando meus olhos, e eu me divirto na sensação, o estirar do preenchimento. Ele dobra seus quadris, e eu ofego, debruçando adiante, descansando minha fronte contra a sua.
— Por favor, deixe minhas mãos soltas, — eu sussurro.
— Não me toque, — ele pleiteia, e solta meus pulsos, ele agarra meus quadris.
Apertando a borda da banheira, eu levanto e então abaixo lentamente, abrindo meus olhos para olhá-lo. Ele está assistindo-me. Sua boca ligeiramente aberta, sua respiração detida, formal – sua língua entre seus dentes. Ele parece tão… quente. Nós estamos molhados e escorregadios e movendo um contra o outro. Eu me debruço para baixo e o beijo. Ele fecha seus olhos. Tentativamente, eu trago minha mão para sua cabeça e corro meus dedos por seu cabelo, não me separando meus lábios de sua boca. Isto eu tenho permissão. Ele gosta disto.
Eu gosto disto. E nós nos movemos junto. Eu puxo seu cabelo, inclinando sua cabeça e afundando o beijo, montando-o – mais rápido, aumentando o ritmo. Eu gemo contra sua boca.
Ele começa a me erguer propositalmente mais rápido, mais rápido, segurando meus quadris.
Beijando-me de volta. Nós somos bocas e línguas molhadas, cabelo emaranhado, e quadris se movendo. Toda sensação… tudo consumindo novamente.
Eu estou quase… eu estou começando a reconhecer esse delicioso aperto… acelerando. E a água… está rodando ao nosso redor, nosso próprio remoinho de água, um vórtice ativo quando nossos movimentos se tornam mais frenéticos… pulverizando água em todos os lugares, espelhando o que está acontecendo dentro de mim… e eu só não me importo.
Eu amo este homem. Eu amo sua paixão, o efeito que eu tenho nele. Eu amo que ele tenha voado até aqui para me ver. Eu amo que ele se importe comigo como ele se importa. É tão inesperado, tão realizadora.
Ele é meu, e eu sou seu.
— Isso mesmo, bebê, — ele respira.
E eu gozo, meu orgasmo se rasga por mim, turbulento, apaixonado, um apogeu que me devora inteiro. E de repente Logan me esmaga nele… seus braços embrulhados ao redor das minhas costas quando ele encontra sua liberação.
— Dani, bebê! — Ele grita, e isso prece uma selvagem invocação, ativa e tocando as profundezas de minha alma.
Nós deitamos olhando fixamente um para o outro, olhos cinzas em azuis, cara a cara, na cama super king-size, ambos segurando os travesseiros em nossas frentes. Nus. Sem tocar.
Só olhando e admirando, cobertos por um lençol.
— Você quer dormir? — Logan pergunta, sua voz suave. Ele é bonito; A mistura de cores em seu cabelo vívido contra o algodão egípcio branco, olhos cinza, queimando sem chama, expressivo. Ele parece preocupado.
— Não. Eu não estou cansada. — Eu me sinto estranhamente energizada. Tem sido tão bom conversar – eu não quero parar.
— O que você quer fazer?— Ele pergunta.
— Conversar.
Ele sorri.
— Sobre que?
— Coisas.
— Que coisas?
—Você.
— O que tem eu?
— Qual seu filme favorito?
Ele sorri.
— Hoje, é ‘O Piano.’
Seu sorriso é contagiante.
— Claro. Bobagem minha. Tal triste, excitante nota, que sem nenhuma dúvida você pode tocar? Tantas realizações, Sr. Mitchell.
— E o maior é você, Senhorita Goulart.
— Então eu sou número dezessete.
Ele franze a testa para mim não compreendendo.
— Dezessete?
— Número de mulheres você teve… fez sexo.
Seus lábios se curvam, seus olhos que brilham com incredulidade.
— Não exatamente.
— Você disse quinze,— Minha confusão é óbvia.
— Eu estava me referindo ao número de mulheres em meu quarto de jogos. Eu pensei que era isso que você quis dizer. Você não perguntou a mim quantas mulheres com que eu fiz sexo.
— Oh. — Merda… existe mais… Quantas? Eu pasmo. — Baunilha?
— Não. Você é minha conquista baunilha, — ele agita sua cabeça, ainda rindo para mim.
Por que ele acha isto engraçado? E por que eu estou rindo de volta para ele como uma idiota?
— Eu não posso dar a você um número. Eu não coloquei notas na minha cama ou qualquer coisa.
— De quantas estamos falando... dezenas, milhares de centenas? — Meus olhos crescem mais selvagem quando os números ficam maiores.
— Dezenas. Nós estamos nas dezenas, pelo amor.
— Todas submissas?
— Sim.
— Pare de rir de mim, — Eu repreendo-o levemente, tentando e falhando em manter um rosto sério.
— Eu não posso. Você é engraçada.
— Engraçada no sentido bobona ou graciosa?
— Um pouco de ambos eu acho. — Suas palavras espelham as minhas.
— Isto é um maldito descaramento, vindo de você.
Ele debruça e beija a ponta do meu nariz.
— Isto chocará você, Daniela. Pronta?
Eu movimento a cabeça, alargo os olhos, ainda com o sorriso estúpido em meu rosto.
— Todas eram submissas em treinamento, quando eu estava treinando. Existem lugares ao redor de Seattle que se pode ir e praticar. Aprender a fazer o que eu faço, — ele diz.
O que?
— Oh. — Eu pisco para ele.
— Sim, eu paguei por sexo, Daniela.
— Isto não é algo para orgulhar-se, — eu murmúrio altivamente — E você está certo… que eu estou profundamente chocada. E zangada que eu não posso chocá-lo.
— Você vestiu minha roupa íntima.
— Isso chocou você?
— Sim.
— Você não vestiu sua calcinha para encontrar meus pais.
— Isso chocou você?
— Sim.
— Parece que eu posso só chocá-lo no departamento de roupa íntima
— Você disse a mim que você era virgem. Isto é o maior choque que eu já tive.
— Sim, seu rosto era um retrato, um momento Kodak.— Eu dou uma risadinha.
— Você me deixou usar o chicote em você.
— Isso chocou você?
— Sim.
Eu sorri.
— Bem, eu posso deixar você fazer isto novamente.
— Oh, eu espero, Senhorita Goulart. Neste fim de semana?
— Ok, — eu concordo, bobamente.
— Ok?
— Sim. Eu irei para o Quarto Vermelho da Dor novamente.
— Você dirá meu nome.
— Isso choca você?
— O fato de eu gostar disso me choca.
— Logan.
Ele sorri.
— Eu quero fazer algo amanhã. — Seus olhos brilharam com excitação.
— O que?
— Uma surpresa. Para você. — Sua voz é baixa e suave.
Eu levanto uma sobrancelha e abafo um bocejo ao mesmo tempo.
— Eu chateio você, Senhorita Goulart? — Seu tom é sardônico.
— Nunca.
Ele se debruça através e me beija suavemente meus lábios.
— Durma, — ele comanda, então desliga a luz.
E neste quieto momento, enquanto eu fecho meus olhos, exaustos e saciados, eu penso que eu estou no olho da tempestade. E apesar de tudo que ele disse, e o que ele não disse, eu não acho que já estive tão feliz.
~~~~~~~ Pela manhã~~~~~~~~~~
Através da neblina da luz, eu vejo Logan debruçado sobre mim, sorrindo.
Divertido.
Sorrindo para mim. Vestido! Em preto.
— Eu pensei que você queria sexo, — eu resmungo.
— Daniela, eu sempre quero sexo com você. É reconfortante saber que você sente o mesmo, — ele diz secamente.
Eu olho para ele enquanto os meus olhos se ajustam a luz, mas ele ainda parece divertido... agradeço aos céus.
— Claro que sim, mas não quando é tão tarde.
— Não é tarde, é cedo. Vamos lá, se você levantar. Nós vamos sair. E depois ter uma verificação da enxurrada de sexo.
— Eu estava tendo um sonho tão bom, — eu lamento.
— Sonhando com o quê? — Ele pede com paciência.
— Com você. — Eu coro.
— O que eu estava fazendo no momento?
— Tentando me alimentar com morangos.
Seus lábios se contorcem em um traço de sorriso.
— Dr. Justin poderia ter um dia de campo com isso. Levanta e vá se vestir. Não se preocupe em tomar banho, nós podemos fazer isso mais tarde.
Nós!
Sento-me, e as piscinas de lençóis na minha cintura caem, revelando o meu corpo.
Ele está me dando espaço, seus olhos escurecem.
— Que horas são?
— 5:30 da manhã.
— Parece 3:00 da manhã.
— Nós não temos muito tempo. Eu a deixei dormir o maior tempo possível. Venha.
— Não posso tomar um banho?
Ele suspira.
— Se você tomar um banho, eu vou querer tomar um com você, e você e eu sabemos o que vai acontecer em seguida, o dia só vai passar. Venha.
Ele está animado. Como um menino pequeno, ele brilha com antecipação e entusiasmo. Ele me faz sorrir.
— O que estamos fazendo?
— É uma surpresa. Eu disse a você.
Eu não posso deixar de sorrir para ele.
— Ok. — Eu escalo para fora da cama e procuro minhas roupas. É claro que elas estão bem dobradas na cadeira ao lado da minha cama. Um par de cuecas boxes Ralph Lauren é colocado para fora. Eu a coloco, e ele sorri para mim. Hmm, outra peça de roupa íntima de Logan Mitchell, um troféu para adicionar a minha coleção, junto com o carro, o BlackBerry, o Mac, o casaco preto e um conjunto de livros antigos de primeiras edições valiosas. Sacudo a cabeça, e franzo a testa quando uma cena de Tess passa pela minha cabeça: a cena dos morangos. Invoco meu sonho. Para o inferno com o Dr. Justin e, em seguida, ele provavelmente terminaria tentando lidar com as Cinquenta Sombras.
— Eu vou lhe dar algum espaço, agora que você se levantou. — Logan sai em direção à sala de estar e eu ando para o banheiro. Eu tenho necessidades para atender, e eu queria um banho rápido. Sete minutos depois, estou na sala de estar, limpa, escovada e vestida em jeans, meu corpete, e a roupa intima de Logan Mitchell. Olhei para Logan, o vendo sentado na mesa de jantar onde ele está tomava café da manhã. Café da manhã! Caramba, nesse momento.
— Coma, — diz ele.
Santo Moisés... meu sonho. Olho para ele de boca aberta, pensando em sua língua no céu da boca. Hmm, sua língua experiente.
— Daniela, — ele diz com firmeza, me puxando para fora de meu devaneio.
É realmente muito cedo para mim. Como posso lidar com isso?
— Vou tomar um chá. Posso pegar um croissant para depois?
Ele me olha com desconfiança, e eu sorrio docemente.
— Não jogue água na minha festa, Daniela, — adverte ele suavemente.
— Eu vou comer mais tarde quando meu estômago estiver acordado. Depois das 7:30 da manhã... Ok?
— Ok. — Ele olha para mim.
Honestamente. Tenho que me concentrar muito em não fazer uma careta para ele.
— Eu quero desviar meu olhar de você.
— Por todos os meios, faça, e você vai fazer o meu dia, — disse com firmeza.
Olho para o teto.
— Bem, uma surra me acordaria, eu suponho. — Pouso meus lábios em uma contemplação silenciosa.
A boca de Logan cai aberta.
— Por outro lado, eu não quero que você fique toda quente e desconfortável, o clima aqui é quente o suficiente. — Dou de ombros com indiferença.
Logan fecha a boca e se esforça muito para olhar indignado, mas não consegue totalmente.
Eu posso ver o humor escondido na parte de trás dos seus olhos.
— Está, como sempre, me desafiando, Senhorita Goulart. Beba seu chá.
Eu observo o rótulo Twinings, e no interior, meu coração canta. Veja, ele se importa, com o meu paladar subconsciente. Eu sento e o enfrento, bebendo sua beleza. Será que vou ter o suficiente desse homem?
Quando sai da sala, Logan lança um moletom para mim.
— Você vai precisar disso.
Eu olho para ele, intrigada.
— Confie em mim. — Ele sorri, se inclina e me beija depressa nos lábios, em seguida, agarra minha mão e nos guia para fora.
Lá fora, no frio relativo à meia-luz anterior ao amanhecer, nas mãos de um manobrista estavam às chaves de Logan para um veloz carro esporte com uma capota.
Levanto uma sobrancelha para Logan, que sorri para mim.
— Você sabe, às vezes é ótimo ser eu, — ele diz com um sorriso cúmplice, mas presunçoso que eu simplesmente não sei imitar. Ele é tão adorável quando é brincalhão e despreocupado. Ele abre a porta do carro com uma reverência exagerada, e eu escalo. Ele está em um humor tão bom.
— Aonde vamos?
— Você vai ver. — Ele sorri enquanto escorrega o carro na unidade, e sai em Savannah Parkway. Ele programa o GPS e pressiona um botão no volante e uma peça clássica orquestral enche o carro.
— O que é isso? — Eu pergunto, quando o doce, doce som de uma centena de cordas de um violino chegam até nós.
— É uma parte de La Traviata. Uma ópera de Verdi.
Oh, meu... é lindo.
— La Traviata? Eu tenho lembrança disso. Só não posso me lembrar de onde. O que significa?
Logan olha para mim e sorri.
— Bem, literalmente, a mulher caída. É baseada no livro de Alexandre Dumas, A Dama das Camélias.
— Ah. Eu li isso.
— Eu achei que você poderia ter lido.
— A cortesã condenada. — Contorço-me desconfortavelmente no assento de couro.
Ele está tentando me dizer alguma coisa? — Hmm, é uma história deprimente, — murmuro.
— Muito deprimente? Você quer escolher alguma música? Está no meu iPod. — Logan tem um sorriso secreto novamente.
Eu não posso ver o seu iPod em lugar nenhum. Ele bate na tela do console entre nós, e eis que, há uma lista de reprodução.
— Você escolhe. — Seus lábios se contorcem em um sorriso, e eu sei que é um desafio.
O iPod de Logan Mitchell, deve ser interessante. Eu percorro a tela sensível ao toque, e encontro a música perfeita. Pressiono tocar. Eu não teria imaginado que ele era um fã de Britney. O clube mix, com batidas Techno, e Logan abaixa o volume. Talvez seja cedo demais para isso: Britney é a suma mais sensual.
— Tóxic, hein? — Sorri Logan.
— Eu não sei o que você quer dizer. — Finjo inocência.
Ele abaixa um pouco mais a música, e por dentro eu estou me abraçando. Minha deusa interior está de pé no pódio aguardando a sua medalha de ouro. Ele abaixa um pouco mais a música.
Vitória!
— Eu não coloquei essa música no meu iPod, — ele diz casualmente, e aperta o pé e acelera pela rodovia me jogando de volta para o meu acento.
O quê? Ele sabe o que está fazendo, o bastardo. Quem colocou? E tenho que escutar a Britney indo e indo. Quem... quem?
A música termina e o iPod se embaralha e começa a tocar uma música triste de Damien Rice. Quem? Quem? Olho para fora da janela, meu estômago revirando. Quem?
Notas finais
Big Time Kisses :*
Fale com o autor