50 Tons De Logan
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Enfim, boa leitura ♥
– Bem, podemos começar a entrevista Sr. Mitchell?
– Sim, absolutamente
– Bem, você é muito jovem para ter acumulado tal império. Há que você deve seu sucesso? — Eu olho para ele. Seu sorriso é arrependido, mas ele parece vagamente desapontado.
– Negócios é tudo sobre pessoas, Senhorita Goulart e eu sou muito bom em julgar as pessoas. Eu sei como elas marcam, o que as faz florescer, o que não faz, o que as inspira, e como incentivá-las. Eu emprego um time excepcional, e eu os recompenso bem. Ele pausa e me fixa com seu olhar escuro. Minha convicção é de alcançar o sucesso em qualquer esquema, alguém tem que se fazer mestre deste esquema, conhecê-lo de dentro para fora, saber todos os detalhes. Eu trabalho duro, muito duro para fazer isto. Eu tomo decisões baseadas em lógica e fatos. Eu tenho um instinto natural que pode localizar e nutrir uma boa ideia sólida e boas pessoas. O resultado final é sempre estabelecido para as boas pessoas.
– Talvez você seja apenas sortudo. — Isto não está na lista de Lud, mas ele é tão arrogante.
– Eu não acredito em sorte ou azar, Senhorita Goulart. Quanto mais duro eu trabalho mais sorte eu pareço ter. Realmente é tudo sobre ter as pessoas certas em seu time e dirigindo suas energias neste sentido. Eu acho que foi Harvey Firestone quem disse o crescimento e desenvolvimento das pessoas é a maior vocação de liderança.
– Você soa como um maníaco por controle. — As palavras saíram de minha boca antes que eu pensasse.
– Oh, eu exerço controle em todas as coisas, Senhorita Goulart, — ele diz sem rastro de humor em seu sorriso. Eu olho para ele, e ele segura o meu olhar continuamente, impassível. Meu batimento cardíaco acelera, e meu rosto fica corado novamente. Por que ele tem tal efeito irritante sobre mim? Sua beleza talvez? O modo como seus olhos brilham para mim? O modo como ele acaricia com o dedo indicador seu lábio inferior? Eu gostaria que ele parasse de fazer isto. — Além disso, o imenso poder é adquirido assegurando-se em seus devaneios secretos, que você nasceu para controlar as coisas, — ele continua, sua voz suave.
– Você sente que tem imenso poder? — Maníaco por controle.
– Eu emprego mais de quarenta mil pessoas, Senhorita Goulart. Isso me dá certo sentido de responsabilidade.... poder, se assim prefere. Se decidisse que já não me interesso mais pelos negócios de telecomunicações e vendesse tudo, vinte mil pessoas teriam grandes dificuldades em pagar suas hipotecas no final do mês então. — Minha boca abriu. Eu estou espantada pela sua falta de humildade.
– Você não tem um conselho ao qual responder? — Eu pergunto, repugnada.
– Eu possuo a minha empresa. Eu não tenho que responder para um conselho. — Ele levanta uma sobrancelha para mim. Eu ruborizo. Claro, eu saberia disto se eu tivesse feito alguma pesquisa. Mas puta merda, ele é tão arrogante. Eu mudo de rumo.
– E você tem algum interesse fora de seu trabalho?
– Eu tenho interesses variados, Senhorita Goulart. — A sombra de um sorriso toca seus lábios. — Muito variado. — E por alguma razão, eu estou confusa e inflamada por seu olhar firme. Seus olhos estão iluminados com algum pensamento mau.
~Depois de várias perguntas~
– Você é gay, Sr. Mitchell? — Ele inala bruscamente, e eu me encolho. Merda. Por que eu não empreguei algum tipo de filtro antes de eu ler em voz alta a pergunta? Como eu posso dizer a ele que eu estou só lendo as perguntas? Maldita Lud e sua curiosidade!
– Não Daniella, eu não sou. — Ele levanta suas sobrancelhas, um brilho frio em seus olhos. Ele não parece contente.
– Eu peço desculpas. Isto está hum escrito aqui. — É a primeira vez que ele disse meu nome. Meu batimento cardíaco acelera, e minhas bochechas estão aquecendo novamente. Nervosamente, eu coloco meu cabelo solto atrás da minha orelha. Ele dobra sua cabeça para um lado.
– Estas não suas próprias perguntas? — O sangue drena de minha cabeça. Oh não.
– Éee não. Lud, a Srta. Santos, ela escreveu as perguntas.
– Vocês são colegas no jornal estudantil? — Eu não tenho nada a ver com o jornal estudantil. É a atividade extracurricular dela, não minha. Meu rosto está em chamas.
– Não. Ela é minha companheira de quarto. — Ele esfrega seu queixo, seus olhos pretos me avaliando.
– Você se voluntariou para fazer esta entrevista? — Ele pergunta. Espere, quem deveria estar entrevistando quem? Seus olhos queimam em cima de mim, e eu sou obrigada a responder com a verdade.
– Eu fui sorteada. Ela não está bem. — Minha voz é fraca.
– Isso explica muita coisa. — Há uma batida na porta, e a loira Numero Dois entra.
– Sr. Mitchell, perdoe-me por interromper, mas sua próxima reunião será em dois minutos.
– Nós não terminamos aqui, Andrea. Por favor, cancele minha próxima reunião. — Andrea fica boquiaberta, sem saber o que falar. Ela parece perdida. Ele vira a cabeça lentamente para encará-la e levanta sua sobrancelha. Ela ruboriza. Ainda bem que eu não sou a única.
– Muito bem, Sr. Mitchell, — ela murmura, depois saí. Ele franze a testa, e volta sua atenção para mim.
– Onde nós estávamos, Senhorita Goulart? — Oh, nós voltamos a Srta. Goulart agora.
– Por favor, não gostaria de atrapalhar suas obrigações.
– Eu quero saber sobre você. Eu acho que isto é justo. — Seus olhos pretos estão acesos de curiosidade. Onde ele está indo com isto? Ele coloca seus cotovelos nos braços da cadeira e coloca seus dedos na frente de sua boca.
– Não existe muito para saber, — eu digo, ruborizando novamente.
– Quais são seus planos depois que você se formar? — Eu encolho os ombros, seu interesse me desconcerta. Ir para Seattle com Lud, achar um lugar, achar um emprego. Eu realmente não pensei além do meus exames finais.
– Eu não fiz quaisquer planos, Sr. Mitchell. Eu só preciso passar nos meus exames finais. Para o qual eu devia estar estudando no momento, em lugar de me sentar em seu escritório, sentindo-me desconfortável sob seu penetrante olhar.
– Nós temos um excelente programa de estágio aqui, — ele diz. Ele está me oferecendo um emprego?
– Oh. Eu vou pensar nisto, — eu murmuro, completamente confusa. — Ainda que eu não tenha certeza se me encaixaria aqui. — Eu estou refletindo em voz alta novamente.
– Por que você diz isto? — Ele dobra sua cabeça para um lado, intrigado, uma sugestão de um sorriso toca seus lábios.
– É óbvio, não é?
– Não para mim, — ele murmura. Seu olhar é intenso, todo o humor tinha desaparecido, e estranhos músculos profundos em minha barriga apertam de repente. O que está acontecendo? Eu tenho que sair, agora. Eu me inclino para frente para recuperar o gravador.
– Você gostaria que eu mostrasse ao redor? — Ele pergunta.
– Eu estou certa que você está extremamente ocupado, Sr. Mitchell, e eu tenho uma longa viagem.
– Você conseguiu tudo o que precisa? — Ele adiciona.
– Sim senhor, — eu respondo, embalando o gravador em minha mochila. Seus olhos se estreitam, como estivesse pensando.
– Obrigada pela entrevista, Sr. Mitchell.
– O prazer foi todo meu, — ele diz, cortês como sempre. Quando eu me ergo, ele se levanta e estende sua mão.
– Até a próxima, Senhorita Goulart
– Sr. Mitchell. — Despeço-me dele com um movimento de cabeça. Ele se dirige a porta com graça e agilidade. E abre a porta totalmente.
– Só assegurando que você passe pela porta, Senhorita Goulart. — Ele me dá um pequeno sorriso. Eu coro.
– Muito amável de sua parte, Sr. Mitchell, — lhe digo bruscamente. Seu sorriso se alarga. Eu fico surpresa quando ele me segue. Tanto Andrea, quanto Olivia me olham, igualmente surpresas.
– Você tem um casaco? — Mitchell pergunta.
– Sim. — Olivia salta e recupera minha jaqueta, que Mitchell tira dela antes que ela possa dar para mim. Ele a segura e eu coloco os ombros nela. Mitchell coloca suas mãos por um momento em meus ombros. Eu ofego com o contato. Se ele nota minha reação, ele não dá pistas. Seu longo dedo indicador pressiona o botão chamando o elevador, e nós permanecemos esperando, eu sem jeito, e ele sereno e frio. As portas se abrem, e eu me apresso desesperada para escapar.
Eu realmente preciso sair daqui. Quando eu viro para olhá-lo, ele está debruçando contra a entrada ao lado do elevador com uma mão na parede. Ele é realmente muito, muito bonito. Seus flamejantes olhos pretos olhando para mim. Desconcerta-me.
— Daniella, — ele diz como uma despedida
— Logan, — eu respondo. E misericordiosamente, as portas fecham.
Notas finais
Ate o proximo capitulo
Big Time Kisses
♥
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