50 Tons De Desavença

31 Visita inesperada.


Notas iniciais
Olá Greyzetes... Primeiramente eu gostaria de explicar o meu sumiço. Queria ter atualizado a Fic antes do carnaval só que alguns parentes meus chegaram de viagem. Resultado, tive que da atenção aos meus parentes, eu tentei postar antes de viajar só que não foi possível, porque o capítulo ficou incompleto e eu preferi não postar. Vocês me perguntam, porque não postou quando chegou de viagem, eu cheguei de viajem dia 7 e no dia seguinte pela manhã deixei minha irmã tomando café e assistindo na mesa do meu computador. Resultado, ela derramou suco na minha CPU e agora estou sem computador. Vou comprar uma CPU provavelmente no final desse mês só que seria muito tempo sem postar e não quero deixar vocês na mão mais do que já deixei. Agora sobre os capítulos anteriores, amei saber que estão gostando da reação de Eliot com Christian e Ana. Música: http://www.youtube.com/watch?v=V0-6VgUTjXw Boa leitura ;

– Escute-me, mas não comente nada com Christian. Eliot já se lembrou de tudo, e ele quer falar com você... Meu coração acelera na mesma hora, minhas pernas ficam bambas. Será que vou ter coragem de enfrentá-lo.

– Ok, Mia. – Sussurro e desligo.

– O que ela queria? – Christian pergunta assim que desligo.

– Vou ir almoçar com ela – Digo.

– Você não respondeu minha pergunta. – Diz sem retirar os olhos de mim, eu sei que ele está tentando ler minha expressão. Não adianta eu tentar mentir, ele sempre acaba descobrindo.

– Ela me chamou para almoçar... E, suspiro. – Não adianta mentir Anastácia. Sibila meu subconsciente.

– E? Christian questiona.

– Eliot se lembrou de tudo e quer falar comigo. – Murmuro por fim. A expressão do rosto de Christian muda, olhos frios e rosto impassível.

– Não quero que fale com ele. – Grunhir.

– Você não pode me pedir isso, Christian. – Digo. Isso é inaceitável. Não acredito que ele ainda tem ciúmes de Eliot. Nós o machucamos tanto, isso é o mínimo que posso fazer.

– Você não vai – Grunhir e sai furioso para o banheiro.

– Você querendo ou não, eu vou – Grito quando ele bate a porta do banheiro.

Arrumo a cama do quarto e em seguida vou para a cozinha, chego à mesma e começo a preparar um suco de laranja fresquinho. Ligo o rádio e canto baixinho enquanto preparo algo para comer.

Estava colocando o suco numa jarra, quando sentir a presença de Christian. Virei-me e ele estava-me observando. O rosto impassível da mesma forma. Ele estava lindo, com calça social preta, blusa branca e um colete preto por cima e o terno estava dobrado no seu braço. Ficamos nos encarando por uma eternidade, ele passou a mão pelo cabelo e foi embora sem me dizer uma palavra. Sei que ainda está irritado pelo fato de eu ir ver Eliot, mas isso não vou deixar de fazer.

Encontrei Mia em um restaurante próximo ao hospital, nos sentamos e fizemos nossos pedidos.

– Eliot ficou furioso quando se lembrou de tudo – Mia diz quando o garçom se retira.

– Estou apavorada, eu pensei que ele não ia querer me ver nunca mais, — Digo.

– Até ontem a noite ele não queria ver ninguém, não sei por que mudou de idéia. – Diz.

– Só o que eu quero é que ele me perdoe e seja feliz. – Digo.

– Sabe Ana, estou cansada disso tudo, acho que preciso de uma viaje a Paris. – Murmura. Sorriu.

– Eu também queria poder sumir por um tempo – Digo. – E como estão seus pais? — Pergunto.

– Eles estão muito mais calmos – Sussurra. O garçom aparece com nossos pedidos, continuamos conversando enquanto almoçamos...

Estou em frente à porta do quarto de Eliot. Respiro fundo e abro a porta, quando entro no mesmo, vejo Eliot deitado no leito e com os olhos fechados. Aproximo-me lentamente, meu coração parece que vai sair do peito. Cada batida sinto uma dor profunda no peito, toda vez que o vejo a culpa vem como um tsunami. Engulo a vontade de chorar. Chego ao seu leito, observo a sua face. Suspendo minha mão direita que está trêmula e começo a acariciar o seu rosto. Do nada Eliot abre os olhos, se eu não tivesse petrificada no chão teria saído correndo, serio mesmo, sairia correndo.

Assim que ele abre os olhos retiro a minha mão, olho nos seus olhos, mas não por muito tempo, não consigo encará-lo, minha culpa é maior. Engulo em seco. O silêncio que está presente é torturante, não consigo dizer uma palavra.

– Você não consegue nem me encarar. – Diz com a voz ríspida.

Não vou chorar, não vou chorar... Repito a mesma coisa na minha mente.

– Sinto muito – Sussurro e olho nos seus olhos.

– Por que exatamente você sentir muito? – Pergunta.

Será que não é óbvio. Suspiro.

– Sinto muito por ter mentido, por não ter falo a verdade antes. Eu não queria-te magoar... Simplesmente aconteceu. – Digo e as lágrimas já fluem pelo meu rosto.

– Você se apaixonou pelo meu irmão – Pergunta com a voz irritada.

– Sim... – Admito.

Eliot passa a mão direita no rosto, o braço esquerdo dele está enfaixado.

– Eu não acredito que isso aconteceu comigo, minha namorada se envolveu com meu irmão, caralho meu irmão. Se fosse com outro talvez a dor fosse menor. E você sabe o que é pior nisso tudo? Pergunta e vejo que sua voz está embargada.

Eu não sei se quero saber, minhas pernas estão trêmulas, acho que meu corpo todo está tremendo.

– O pior disso tudo é que eu não consigo te odiar, eu deveria-te odiar, mas eu não consigo. – Sussurra.

Isso é totalmente o oposto da conversa que eu esperava está tendo. Eu preferia que ele me odiasse, dessa forma seria mais fácil se esquecer de mim, se apaixonar por alguém. Tem um nó na minha garganta que me impede de falar qualquer coisa, a única coisa que consigo fazer é chorar.

– Não mando no meu coração, quero ser sua amiga – Sussurro.

– Jamais vou conseguir ser seu amigo, Anastácia. Ele pega a minha mão e coloca em cima do seu coração. Mas eu estou disposto a te esquecer e para isso quero que você suma da minha vida, não quero te ver nunca mais. Diz e vira o rosto para o outro lado. Isso é o mínimo que posso fazer, mas mesmo assim seu desprezo dói. Porém é o melhor que posso fazer no momento.

– Perdoa-me – Sussurro e me aproximo e beijo o seu rosto. Saio do quarto sem olhar para trás...

Quando saio do hospital me surpreendo ao ver Taylor me esperando do lado de fora. Limpo as lágrimas.

– Taylor — Digo com a voz embargada.

– Senhor Grey mandou que eu a levasse para casa – Diz e me entrega um lenço.

– Obrigada Taylor – Sussurro e entro no carro.

Olho pela janela do carro e vejo que já está anoitecendo. Hoje eu não tive um dia bom. Não conseguir conversar com Christian. Ele chegou ontem e fez amor comigo com uma urgência que me assustou. Infelizmente hoje pela manhã brigamos. Ele tem que entender que eu precisava virar essa página, eu tinha que ter essa conversar... Percebo que cheguei a minha casa quando Taylor abre a porta do carro, saio do mesmo e lhe agradeço. Entro em casa e vou direto para o banheiro, preciso de um banho. Tomo um banho longo, lavando cada pedacinho do meu corpo, lavo até o meu cabelo. Depois de um tempo saio do banheiro e visto uma roupa para fica em casa. (Pov)

Pego um pote de sorvete de baunilha na geladeira e sento-me no sofá e fico passando os canais até encontra um dos meus filmes favoritos. Escolho Piratas do caribe me amarro no Johnny Depp. Fico enamorado ele por horas e nem sinal de Christian. Nove horas da noite e nenhuma ligação dele. Ligo para o seu celular duas vezes e cai na caixa postal todas as duas. Ele não costuma sumir sem me falar nada, deve está puto da vida comigo. Resolvo e dormir e peso mentalmente que ele apareça como na noite passada...

Acordo com o barulho do despertador. Espreguiço-me e esfrego os olhos. Pego meu celular e vejo que são oito horas da manhã e nenhuma ligação de Christian. Dessa vez você o deixou puto da vida. Murmura meu subconsciente. Levanto-me desanimada, vou até o banheiro e olho-me no espelho. O que você vai fazer? Penso comigo mesma. Estou sem trabalho, já terminei minha faculdade, estou sem minha amiga Kate e sem Christian. Ligo a água da banheira, coloco na temperatura ideal e afundo na água, me perco em pensamentos. Preciso arruma algo para fazer no meu tempo livre, essa falta de atividade está me deixando louca, preciso de um hobby, é isso, tenho que fazer algo para não pirar, não posso e nem quero viver somente para Christian que nesse momento nem sei onde estar.

Saio da banheira, enrolo-me na toalha e coloco o CD de Laura Pausini. Visto-me com uma roupa de fica em casa, coloco o som no último volume e resolvo começar a faxina.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=116241996&.locale=pt-br

Espantei-me quando comecei a arrumar o quarto e encontrei uma gravata no chão próximo a cama, inalei o cheiro e esse perfume é inconfundível, Christian. Ele esteve aqui, mas não me tocou, ou se fez não sentir. Ele tem que me da uma explicação, algo aconteceu com ele. Abaixo o som e ligo para ele, dessa vez ele me atende no terceiro toque.

– Christian – Digo tentando conter a irritação.

Ele fica calado por um instante e em seguida ouço barulho de uma cadeira se arrastando.

– Não posso falar agora – Diz.

– Porque você está me evitando – Pergunto. Ouço-o suspirar.

– Christian – Ouço uma voz chamando-o, era uma mulher? Ele está com uma mulher, maldito.

– Agora não, Ana – Diz.

– Já entendi Christian – Digo e desligo o telefone.

Minha vontade é de atirar o Blackberry contra a parede, mas me lembrei que ainda estou pagando as prestações. Meu Blackberry começou a tocar cinco segundos depois, Christian. Atendo nem sei por que.

– Eu acredito que está fazendo a minha mão coçar – Diz e desliga na minha cara Jogo o celular na cama. Homem irritante. Meu celular acende e vejo que é uma mensagem. “Eu tenho algo dele que você jamais terá.“. Com certeza essa mensagem tem a ver com Christian. Quando vou ver quem enviou, vejo que não tem número, apenas escrito desconhecido.

Troco o CD de Laura Pausini, porque no momento meu coração não vai aguentar ouvi-la, coloco Rihanna. Aumento o som e começo a minha faxina. Resolvo ignorar Christian e essa mensagem estúpida. Talvez o que ela tenha é ele, algo que ultimamente não estou tendo. Passo a mão no rosto e enxugo algumas lagrimas involuntárias e faço algo para ocupar minha mente. Limpo o quarto, banheiro, sala, cozinha, varanda... Faço uma faxina geral. Quando termino tomo outro banho, pois fiquei toda suada. Depois do banho faço um almoço leve, salada e frango grelhado. Depois do almoço fico deitada no sofá, fuçando meu computador, entro no facebook e vejo que tem várias fotos dos trabalhos de Jose. José é um dos melhores fotógrafos de Seattle, nunca fui numa exposição dele, penso com tristeza. Depois de passar horas no computador o tédio bateu, resolvi sair de casa e ir passeia por Seattle, já que meu namorado não tem tempo nem para falar comigo.

Assim que sair de casa já sabia para onde iria, varias vezes passou pela minha cabeça que era para eu ir ao escritório de Christian, mas resistir bravamente se ele não quer me ver, eu não vou incomodá-lo. Entrei numa livraria e fiquei maravilhada, faz tempo que não compro livros. Passei em várias prateleiras, olhando vários e só ia levar três livros, porém acabei comprando dez. Sai da livraria e passei em um mercado e comprei um vinho, não é um dos melhores, mas serve para hoje à noite. Chego em casa ansiosa para ler meus livros, deixo o vinho na geladeira e deposito os livros na minha prateleira. Tomo um banho para poder ir-me deitar, coloco um pijama de seda. Quando ia pegar o meu primeiro livro para ler, minha companhia toca se for Christian vou mandá-lo embora se ele pensar que pode chegar aqui a hora que ele quer está enganado.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=116242361&.locale=pt-br

Abro a porta e para minha alegria e surpresa é meu amigo Jose. Claro que não podia ser Christian, ele tem a chave da minha casa. José olha-me de cima a baixo, mas não me importo sei que ele me ver como uma amiga.

– Aninha está cada dia mais linda – Diz.

–Jose – Digo e o abraço. Estava precisando tanto de um amigo, alguém para conversar, hoje me sentir tão sozinha. Deixo-o entrar e nos sentamos no sofá.

– Vejo que já está pronta para dormi – Diz analisando minha roupa.

– Na verdade eu estava indo toma uma taça de vinho e ir ler um livro. – Digo.

– Não é um dos meus programas preferidos para uma sexta-feira à noite. – Murmura e sorrir.

– Posso até imaginar qual seja seu programa preferido. – Digo.

– Por que está sozinha numa sexta-feira à noite? Pergunta.

– Me acompanha numa taça de vinho? – Pergunto mudando de assunto. Ele sorrir como se soubesse o que estou fazendo.

– Claro – Diz.

Saio da sala e pego duas taças e o vinho, quando volto para a sala percebo que José tem algo na mão. Entrego-lhe a taça e pergunto o que ele tem na mão. Ele sorrir, um sorriso de quem está aprontando algo.

– José o que você fez? Pergunto.

– Calma aninha, isso aqui é um convite para minha próxima exposição e você será minha convidada especial. – Diz. Eu arqueio uma sobrancelha.

– Por que sua convidada especial. – Pergunto sem entender nada.

– Quero tirar algumas fotos suas para minha exposição. Olha só essa foto, diz e me mostra uma foto que está com uma moldura. É sua. – Murmurou.

Praticamente cuspir o vinho que tinha na minha boca. Olho para a foto que está na minha mão, é uma foto minha de perfil com os cabelos para trás e com o ombro nu. Essa foto da à impressão que estou nua, mas não estou, eu usava um top, minha vergonha não deixaria que eu ficasse nua. Hoje em dia ele fotografa de tudo, mas sua especialidade é fotografa pessoas. As fotos das modelos que Jose fotografa são praticamente nuas, ele tem tantas mulheres querendo ser fotografadas por ele e por que EU. Não nem pensar que vou fazer uma coisa dessas. — Não José, fora de cogitação. – Digo. Ele faz cara de decepção.

– Ana essa será a primeira vez que terá uma exposição minha em Seattle e eu quero algo novo e diferente, você é o que eu preciso para está noite. Lembra-se daquelas fotos que tirei de você quando tinha 19 anos, eu ainda as tenho, mas eu preciso de mais fotos, quero uma sala somente com fotos suas. – Diz e me deixa ainda mais boquiaberta. Eu já tirei algumas fotos com Jose, mas isso foi no início da sua carreira, eu levei tudo como uma brincadeira. Eu coloquei na cabeça que queria um book feito pelo meu amigo, mas só ele tem essas fotos e agora ele quer que eu tire fotos para várias pessoas verem.

– Jose... Quando ia falar que não podia, a porta se abriu. Assim que Christian viu José, a taça de vinho e a minha roupa. Seus olhos ficaram com uma fúria assassina e se eu não lhe explicasse logo o que estava acontecendo algo de muito ruim iria acontecer.

Notas finais
Curtiram? O que acharam de Jose querer fazer fotos da Ana? Ela vai aceitar? E o que nosso Grey vai fazer? kkkkkkkkk PS? O que acharam da conversar de Ana com Eliot? Quero muito saber. ;) PSS: Estou numa Lan House e só tenho mais meia hora, dei uma revisada rápida vou revisar tudo de novo depois. Ainda posto mais um capítulo hoje.